Governadores dizem que é necessário, além de boa gestão fiscal, avançar no desenvolvimento

22 de agosto de 2019 Off Por admin

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, afirmou que os estados precisam fazer ajustes em suas contas, mas não podem abrir mão de apostar no desenvolvimento econômico, como forma de sair da atual crise econômica do país. Segundo ela, as parcerias com a iniciativa privada são essenciais para o desenvolvimento.

“É o empresário que traz emprego para o nosso povo”, disse a governadora.

O Rio Grande do Norte é o outro lado da moeda em termos de gestão fiscal na região Nordeste. Enquanto a maioria dos estados manteve-se ajustado, o Rio Grande do Norte ficou sem controle ao longo dos anos. Enfrenta uma crise fiscal há quase quatro anos. Há dois anos os servidores não recebem em dia os salários. Segundo ela, a crise afeta também os investimentos no estado.

Fátima Bezerra afirmou que levará proposta de um novo porto marítimo no estado, na região do Porto do Mangue, direcionado para a indústria eólica e offshore. O investimento estimado é de R$ 4 bilhões.

 

Alagoas

O vice-governador de Alagoas, Luciano Barbosa, que representou o governador Renan Filho, lembrou que na década passada o estado chegou a comprometer 116% da Receita Corrente Líquida do estado com salários, o que levou a uma situação calamitosa. Alagoas chegou a ser o estado com maior índice de criminalidade do país. Segundo ele, a recuperação do estado levou a credibilidade para investimentos.

Barbosa disse que os ajustes realizados tornam o estado com capacidade de receber investimentos que são necessários para mudar a matriz econômica do estado que está deixando de ser voltado para latifúndios para a produção de cana para procurar outras vocações, como projetos de irrigação.

O vice-governador afirmou ainda que a intenção do governo estadual é transformar o porto de Maceió num terminal turístico e criar um novo porto de cargas na região de Cururipe.

 

Sergipe

Belivaldo Chagas, governador de Sergipe, destacou as descobertas de grandes campos de gás natural pela Petrobras no estado e como o governo está preparando o Sergipe para essa nova realidade. Segundo ele, Sergipe pode produzir mais de 40 milhões de metros cúbicos de gás ao dia.

O estado já recebe investimentos de termelétricas, gasodutos e plantas de regaseificação. Mas a intenção, segundo ele, é desenvolver indústrias no Nordeste que possam se utilizar dessa produção de gás. Chagas apresentou a ideia de trazer uma fábrica de caminhões a gás para atender a demanda de transporte do Matopiba, região produtora de grãos no Nordeste. Nas contas do governo, o uso de gás reduziria os custos em 30% em relação ao diesel.