Governo federal estuda fundo para investir em infraestrutura de transportes

22 de agosto de 2019 Off Por admin

O diretor de Política e Planejamento Integrado do Ministério da Infraestrutura, Érico Guzen, afirmou que o governo federal estuda criar um Fundo de Infraestrutura para receber recursos de outorgas de concessões do setor e usar o dinheiro para reinvestimento em obras de transportes.

Guzen é palestrante da mesa sobre Transportes do Abdib Fórum Infraestrutura Regional – Nordeste e respondia a questionamento de Daniel Keller, da Una Consultoria, mediador da mesa, sobre o valor muito baixo previsto de investimentos para o setor no orçamento da União de 2020. Segundo Guzen, até momento, são cerca de R$ 6 bilhões, ¼ do que o país tinha de orçamento em 2012 (sem correção).

Segundo Guzen, a ideia é receber as outorgas de concessões nos setores de ferrovias e rodovias por exemplo e reinvestir. Os projetos de rodovias, por exemplo, já começam a ser estruturados para terem outorga.

O diretor da EPL, Adailton Cardoso, afirmou que o governo defende o uso de outorgas para reinvestimentos e os valores serão expressivos nos próximos anos. De acordo com ele, somente para a concessão da Rodovia Presidente Dutra, os valores serão maiores que R$ 1 bilhão.

 

Planejamento

Cardoso defendeu que o país tenha um planejamento em infraestrutura integrado e que isso pode ser feito entre os estados do Nordeste, o que será fator fundamental para bom andamento de projetos. Segundo ele, o planejamento integrado fortalece o Bloco e “dá sentido para quem vem investir” na região.

Gustavo Gusmão, diretor de infraestrutura da EY e um dos mediadores, afirmou que o planejamento ainda é um déficit no país quando se quer entender o setor de forma mais integrada.

Também no painel, o diretor-presidente da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), Ricardo Botelho, lembrou que para o desenvolvimento da aviação civil as concessões são importantes e recomendou que estamos e municípios concedam suas infraestruturas como forma de atrair empresas para a aviação. Segundo ele, determinar rotas é forma de afugentar empresas do setor.