{"id":10066,"date":"2022-04-12T10:00:00","date_gmt":"2022-04-12T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.agenciainfra.com\/blog\/?p=10066"},"modified":"2022-04-11T12:05:32","modified_gmt":"2022-04-11T15:05:32","slug":"cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/","title":{"rendered":"Cidades inteligentes: \u201cH\u00e1 dificuldade de utilities e munic\u00edpios compartilharem dados\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Geocracia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para o professor de GeoAnalytics e Data Science da FGV-Eaesp, Eduardo Francisco, o maior desafio para a implanta\u00e7\u00e3o de cidades inteligentes no Brasil n\u00e3o \u00e9 tecnol\u00f3gico, mas metodol\u00f3gico \u2013 ou cultural, como ele prefere dizer. Fundador da GisBI, empresa que combina geotecnologia, Business Intelligence e Data Science, Francisco diz em entrevista ao Geocracia que, no Brasil, hoje, h\u00e1 uma dificuldade estrutural muito grande de as empresas de utilidade p\u00fablica \u2013 as chamadas utilities \u2013 \u201ccederem\u201d dados para o munic\u00edpio e vice-versa, com o objetivo de se implantar tecnologias de cidades inteligentes de uma forma integrada. \u201cAtualmente, cada empresa de\u00a0utilities<em>\u00a0<\/em>cuida da sua gest\u00e3o, com os governos municipais olhando de longe. Durante um bom tempo, trabalhei em f\u00f3runs e grupos de trabalho com tentativas para que empresas de servi\u00e7os p\u00fablicos e o poder p\u00fablico municipal compartilhassem uma base de dados comum, mas sempre havia desconfian\u00e7a. Tanto que isso nunca aconteceu de fato, esses dados nunca convivem numa base de dados integrada para a gest\u00e3o. Existem iniciativas municipais de publicar dados, mas n\u00e3o com o intuito de fazer uma cidade inteligente funcionar\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira, abaixo, a entrevista na \u00edntegra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual \u00e9 o estado da arte do big data no mundo e como a ci\u00eancia de dados dialoga com a geoinforma\u00e7\u00e3o?<\/strong><br><br>O tema big data, originalmente chamado big data analytics, surgiu na d\u00e9cada de 90 \u2013 o primeiro artigo sobre o assunto \u00e9 de 92 \u2013 e discutia a dificuldade operacional de lidar com volumes de dados cada vez maiores pela Nasa. A ag\u00eancia espacial americana tinha imagens de sat\u00e9lites cada vez mais precisas, maiores e que chegavam com mais frequ\u00eancia. Eles se viam em um cen\u00e1rio de n\u00e3o ter capacidade computacional para analisar as imagens todas ao mesmo tempo ou ter tempo h\u00e1bil de an\u00e1lise antes da chegada da pr\u00f3xima imagem. O pessoal da \u00e1rea de an\u00e1lise, estat\u00edstica e matem\u00e1tica percebeu que era importante conversar com a turma da \u00e1rea de computa\u00e7\u00e3o em busca de solu\u00e7\u00f5es computacionais que colocassem os processos em paralelo, reduzindo o tempo de processamento. Foi a\u00ed que surgiu o termo big data analytics: dados e processos para os quais voc\u00ea precisa de novos paradigmas para obter benef\u00edcios ligados a grandes volumes de informa\u00e7\u00e3o, basicamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, a intelig\u00eancia artificial, uma \u00e1rea da ci\u00eancia criada na d\u00e9cada de 50, passou a se tornar vi\u00e1vel computacionalmente, de uns anos para c\u00e1, ampliando muito a utiliza\u00e7\u00e3o disso, culminando no que chamamos hoje de ci\u00eancia de dados\/big data analytics, uma grande realidade. Queira ou n\u00e3o, se voc\u00ea \u00e9 um decisor, um executivo de uma corpora\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou privada, v\u00ea-se diante de um conjunto muito diversificado (sons, imagens, mapas, dados em redes) de dados externos \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o e tendo que integrar isso aos dados que j\u00e1 usa, os sistemas operacionais usados dentro de casa. Esse \u00e9 o momento de mundo que vivemos de uns cinco anos para c\u00e1, com a sociedade descobrindo como lidar com tudo isso junto.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a geoinforma\u00e7\u00e3o \u00e9 uma \u00e1rea que veio caminhando em paralelo e sempre foi muito nichada e para especialistas \u2013 ge\u00f3grafos, engenheiros cart\u00f3grafos, agrimensores e ge\u00f3logos. Dificilmente sa\u00eda desse dom\u00ednio e, por mais que os benef\u00edcios se estendam para o resto da sociedade, possu\u00eda ferramentas muito voltadas para especialistas \u2013 os tais sistemas de informa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. De uns poucos anos para c\u00e1, esses dois mundos est\u00e3o come\u00e7ando a se encontrar. Eu gosto muito do termo geoanalytics, o termo que melhor congrega a mistura disso: \u00e9 o analytics que o profissional de big data reconhece e \u00e9 o geo que o profissional da geografia reconhece. Eles n\u00e3o precisam se conhecer; precisam s\u00f3 saber que est\u00e3o no mesmo contexto. Mas ainda \u00e9 um desafio cultural juntar esses mundos, porque eles t\u00eam modelos mentais muito diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voc\u00ea teria casos brasileiros e internacionais de sucesso no uso por governos de intelig\u00eancia artificial, machine learning e deep learning que tenham transformado a vida dos cidad\u00e3os?<\/strong><br><br>Como esse desafio \u00e9 cultural, ainda \u00e9 muito dif\u00edcil governos em geral verem uma pr\u00e1tica de algum outro governo e, por imita\u00e7\u00e3o, come\u00e7arem a fazer replica\u00e7\u00f5es. Isso ainda \u00e9 muito pouco efetivo. O que temos \u2013 e que n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o novo \u2013 \u00e9, por exemplo, a\u00a0<a href=\"https:\/\/serenata.ai\/\">Opera\u00e7\u00e3o Serenata de Amor<\/a>, um projeto que usa ci\u00eancia de dados e intelig\u00eancia artificial para exercer uma certa fiscaliza\u00e7\u00e3o social. O que eles fazem \u00e9 buscar dados p\u00fablicos de governos (sobretudo Legislativos em n\u00edveis federal e estaduais) e confront\u00e1-los com com as informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas das suas atividades, despesas (alimenta\u00e7\u00e3o, transporte, hospedagem etc.) e presen\u00e7as (encontros, eventos etc.). Assim, por exemplo, se o parlamentar disse que almo\u00e7ou em Recife e gastou R$ 300 de almo\u00e7o e, meia hora depois, publicou gastos com combust\u00edveis em S\u00e3o Paulo, h\u00e1 uma inconsist\u00eancia nesse dado. Ou ent\u00e3o o parlamentar disse que gastou um valor de almo\u00e7o, mas o estabelecimento tem uma faixa de pre\u00e7o bem abaixo disso. O que a Opera\u00e7\u00e3o Serenata de Amor faz \u00e9 publicar e permitir que o envolvido se retrate ou explique, o que j\u00e1 possibilitou encontrar mais de R$ 3,6 milh\u00f5es em reembolsos suspeitos, desde 2016.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Muito se fala sobre conceitos de cidades e redes inteligentes enquanto forma de aportar tecnologias a entidades p\u00fablicas, notadamente munic\u00edpios. Os desafios para sua implementa\u00e7\u00e3o s\u00e3o realmente mais tecnol\u00f3gicos ou naturalmente metodol\u00f3gicos? Como criar di\u00e1logos entre tecnologias e planos diretores municipais?<\/strong><br><br>O desafio tecnol\u00f3gico existe, mas ele gradativamente vem sendo vencido. Ainda h\u00e1 algumas barreiras, porque a cidade inteligente como conceito deve ter, de forma l\u00f3gica ou f\u00edsica, todos os dados dispon\u00edveis em um grande reposit\u00f3rio, enquanto abastece e faz a gest\u00e3o de processos de forma integrada \u2013 e n\u00e3o delegando para servi\u00e7os espec\u00edficos fazerem peda\u00e7os disso, como \u00e9 hoje. Atualmente, cada empresa de&nbsp;<em>utilities&nbsp;<\/em>cuida da sua gest\u00e3o, com os governos municipais olhando de longe\u2026 Mas, com algumas rupturas tecnol\u00f3gicas que est\u00e3o na imin\u00eancia de acontecer, essa quest\u00e3o tecnol\u00f3gica vai ser superada. \u00c9 o caso da computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica, que poder\u00e1 vencer o desafio de ter de lidar com volumes de dados muito maiores do que o esperado e fazer isso de um jeito nunca antes percebido.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, o maior desafio, sem d\u00favida, \u00e9 o metodol\u00f3gico \u2013 ou cultural, que considero ser o termo mais amplo. Voc\u00ea tem uma s\u00e9rie de pessoas representando partes da sociedade civil \u2013 empresas, organiza\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, entidades sem fins lucrativos, associa\u00e7\u00f5es \u2013, mas n\u00e3o vejo como juntar facilmente vis\u00f5es de mundo e modelos mentais, todos de uma vez, para vencer esse desafio de implanta\u00e7\u00e3o de tecnologias de cidades inteligentes de uma forma integrada. Hoje, sobretudo no Brasil, h\u00e1 uma dificuldade estrutural muito grande de uma empresa de utilidade p\u00fablica \u201cceder\u201d dados para o munic\u00edpio poder gerir ou vice-versa. Conhe\u00e7o bem essa \u00e1rea de&nbsp;<em>utilities<\/em>&nbsp;e, durante um bom tempo, trabalhei em f\u00f3runs e grupos de trabalho com tentativas para que empresas de servi\u00e7os p\u00fablicos e o poder p\u00fablico municipal compartilhassem uma base de dados comum, definindo at\u00e9 que tipo de dado todos poderiam compartilhar e quais seriam aqueles pr\u00f3prios das suas opera\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, mas sempre havia desconfian\u00e7a. Tanto que isso nunca aconteceu de fato, esses dados nunca convivem numa base de dados integrada para a gest\u00e3o. Existem iniciativas municipais de publicar dados, mas n\u00e3o com o intuito de fazer uma cidade inteligente funcionar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>H\u00e1 ainda muita confus\u00e3o entre dados p\u00fablicos e privados. Muitas vezes, munic\u00edpios se negam a disponibilizar bancos de dados p\u00fablicos sob pretexto de cumprir a LGPD (Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados Pessoais), que \u00e9 destinada a dados privados. H\u00e1 alguma proposta de enfrentamento dessa quest\u00e3o para ajudar as administra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas a ceder dados p\u00fablicos sem receios?<\/strong><br><br>Isso tem a ver com essa quest\u00e3o cultural que fal\u00e1vamos. Por desconhecimento e, \u00e0s vezes, desconfian\u00e7a de que o dado p\u00fablico possa ser usado para, talvez, destacar algo a que o governo n\u00e3o queira dar tanta publicidade, o poder p\u00fablico tem se escondido atr\u00e1s da LGPD. Realmente, isso \u00e9 uma aberra\u00e7\u00e3o, porque a LGPD prev\u00ea no seu art. 4\u00ba algumas exce\u00e7\u00f5es na aplica\u00e7\u00e3o da lei, que se refere a dados pessoais \u2013 mas n\u00e3o a qualquer dado pessoal. O dado do indiv\u00edduo coletado para o censo demogr\u00e1fico, Enem e pesquisas de sa\u00fade t\u00eam finalidade p\u00fablica. Mas, mesmo se a coleta fosse com finalidade privada, o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2018\/lei\/l13709.htm\">art. 4\u00ba prev\u00ea exce\u00e7\u00f5es<\/a>\u00a0para fins acad\u00eamicos. Acessar dados pessoais sens\u00edveis anonimizados \u2013 e sempre ser\u00e3o, j\u00e1 que o objetivo n\u00e3o \u00e9 identificar, mas ver qual \u00e9 o perfil daquela pessoa \u2013 \u00e9 algo previsto na LGPD, desde que para fins de pesquisa, e devem ser publicados sempre com essa finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para enfrentar essa quest\u00e3o de muitos munic\u00edpios que se recusam a disponibilizar dados ou do governo federal, que se nega a publicar os microdados do Enem, h\u00e1 uma frente liderada por alguns parlamentares que quer dialogar com o governo federal mostrando que o que est\u00e1 sendo feito \u00e9 errado, n\u00e3o traz benef\u00edcio algum \u2013 muito pelo contr\u00e1rio, inviabiliza a pesquisa sistem\u00e1tica que precisa acontecer. Eu estou envolvido diretamente por meio da FGV e da GisBi e vou colaborar no que for preciso.<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos vivendo um contexto bastante insatisfat\u00f3rio causado pela pandemia, principalmente, com o atraso do levantamento censit\u00e1rio no pa\u00eds, e muitas das pol\u00edticas de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o se baseiam numa fotografia muito irreal, que \u00e9 o Brasil de 2010, para fazer dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria e repasse de recursos para os munic\u00edpios. Talvez, n\u00e3o se tenha uma hist\u00f3ria anual da evolu\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, principalmente p\u00f3s-pandemia, pelo fato de os microdados do Enem n\u00e3o estarem publicados. \u00c9 uma quest\u00e3o premente para ser discutida<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como conselheiro da Funda\u00e7\u00e3o Seade, como est\u00e1 a integra\u00e7\u00e3o entre a estat\u00edstica, a cartografia e a geografia do Estado de S\u00e3o Paulo?<\/strong><br><br>Fa\u00e7o parte do Conselho Curador e nos reunimos cerca de quatro a cinco vezes por ano para ajudar a funda\u00e7\u00e3o a trilhar essa vis\u00e3o de apoio ao governo de S\u00e3o Paulo com insumo de informa\u00e7\u00e3o e assessoria com pesquisas. A mudan\u00e7a de modelo da Seade, de uma das funda\u00e7\u00f5es tradicionais do governo do estado para ser de fato reconhecida como uma grande ag\u00eancia de dados do governo, tem funcionado muito bem. Entre muitas a\u00e7\u00f5es, existe uma aproxima\u00e7\u00e3o de fato dos \u00f3rg\u00e3os estaduais que cuidam da cartografia e geografia oficiais com a estat\u00edstica. Organismos estaduais, como \u00e9 o caso em S\u00e3o Paulo, t\u00eam buscado essa integra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o Seade que j\u00e1 tem, h\u00e1 alguns anos, o Portal Seade, publica, em um grande portal Geo, o\u00a0<a href=\"https:\/\/portalgeo.seade.gov.br\/\">GeoSeade<\/a>, de forma integrada, todos os indicadores que produz sistematicamente, al\u00e9m dos produzidos por outras institui\u00e7\u00f5es e que digam respeito ao Estado. O GeoSeade materializa muito bem a iniciativa de aproxima\u00e7\u00e3o da cartografia e da geografia do Estado de S\u00e3o Paulo, fazendo todos os levantamentos estat\u00edsticos que subsidiam pol\u00edticas p\u00fablicas e beneficiam a sociedade e entidades privadas, como as de varejo, do setor imobili\u00e1rio e outros, que sempre contam com os dados censit\u00e1rios para melhor se posicionar. Vejo com muito bons olhos o movimento de aproxima\u00e7\u00e3o dessas \u00e1reas aqui em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 muito raro isso acontecer em organiza\u00e7\u00f5es no mundo como um todo. S\u00e3o poucos os pa\u00edses do mundo que t\u00eam, no mesmo instituto, a geografia e a estat\u00edstica. Existe uma aproxima\u00e7\u00e3o recente no governo do M\u00e9xico das \u00e1reas de cartografia e estat\u00edstica, Tuvalu possui um \u00fanico instituto como geografia e estat\u00edstica, mas isso tudo \u00e9 exce\u00e7\u00e3o a uma regra mundial: todos os pa\u00edses t\u00eam um \u00f3rg\u00e3o que cuida da geografia e um outro que cuida da estat\u00edstica. Eles tentam se integrar, mas s\u00e3o independentes. Isso vale para os Estados Unidos, para a Uni\u00e3o Europeia, para a comunidade brit\u00e2nica. O Brasil tem na figura do IBGE, desde a sua origem, l\u00e1 no INE (Instituto Nacional de Estat\u00edstica), as duas coisas juntas. Ent\u00e3o, a gente tem de tirar vantagem disso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mas n\u00f3s estamos tirando vantagem disso? Em termos de governan\u00e7a, o IBGE n\u00e3o cuida mais da geografia desde 1968 e, hoje, nem sequer temos um organismo que fa\u00e7a essa coordena\u00e7\u00e3o nacional\u2026<\/strong><br><br>De fato, o IBGE nunca foi uma ag\u00eancia de dados espaciais, e essa \u00e9 uma bandeira que o Luiz Ugeda [fundador do Geocracia] trouxe para discuss\u00e3o h\u00e1 uns anos. Por v\u00e1rias raz\u00f5es, isso ainda n\u00e3o se efetivou. O Brasil precisa ter uma ag\u00eancia independente que fa\u00e7a a regula\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o e monitoramento dos dados espaciais, para que tenhamos, de fato, uma autonomia para isso. O IBGE, como um \u00f3rg\u00e3o de excel\u00eancia na parte de geografia, poderia ser essa ag\u00eancia de dados espaciais ou, talvez, um grande parceiro dessa ag\u00eancia, subsidiando do ponto de vista t\u00e9cnico decis\u00f5es que governos precisam tomar. Por exemplo, ainda n\u00e3o temos o pa\u00eds inteiro mapeado em uma escala que permita uma gest\u00e3o efetiva. H\u00e1 grandes peda\u00e7os da Amaz\u00f4nia que ainda n\u00e3o est\u00e3o mapeados satisfatoriamente. Isso ajudaria muito nessa discuss\u00e3o de sermos independentes no conhecimento do nosso territ\u00f3rio. Hoje, temos dificuldades, pois grande parte dos nossos processos depende de mapas que est\u00e3o dispon\u00edveis na rede mundial, como OpenStreetMap e o Google Maps. Se por qualquer raz\u00e3o essas entidades n\u00e3o quiserem continuar a publicar seus mapas globalmente, passamos a ter o universo digital do mapeamento brasileiro \u00e0s escuras. Essa discuss\u00e3o precisa voltar e o IBGE poderia liderar esse processo atuando de maneira consensual, junto \u00e0 Academia e \u00e0 sociedade civil como um todo, para, naturalmente, vir a ser a ag\u00eancia nacional de dados espaciais, como a gente tem a Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas, de energia el\u00e9trica, de uma s\u00e9rie de outros grandes servi\u00e7os. Assim, a gente poderia regular essa \u00e1rea, o que envolve organizar, completar o mapeamento do pa\u00eds nos n\u00edveis que precisamos e, finalmente, fazer a gest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As opini\u00f5es dos autores n\u00e3o refletem necessariamente o pensamento da Ag\u00eancia iNFRA, sendo de total responsabilidade do autor as informa\u00e7\u00f5es, ju\u00edzos de valor e conceitos descritos no texto.<\/strong>  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Geocracia Para o professor de GeoAnalytics e Data Science da FGV-Eaesp, Eduardo Francisco, o maior desafio para a implanta\u00e7\u00e3o de cidades inteligentes no Brasil n\u00e3o \u00e9 tecnol\u00f3gico, mas metodol\u00f3gico \u2013 ou cultural, como ele prefere dizer. Fundador da GisBI, empresa que combina geotecnologia, Business Intelligence e Data Science, Francisco diz em entrevista ao Geocracia que, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10067,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[2362,2548,2544,5092,5352,142,34,4986,2553,2543],"class_list":["post-10066","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","tag-administracao-publica","tag-big-data","tag-cidades-inteligentes","tag-dados-espaciais","tag-geocracia","tag-geoinformacao","tag-infraestrutura","tag-infraestrutura-de-dados","tag-lgpd","tag-smart-cities"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v25.4 (Yoast SEO v26.0) - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Cidades inteligentes: \u201cH\u00e1 dificuldade de utilities e munic\u00edpios compartilharem dados\u201d - Ag\u00eancia iNFRA<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Cidades inteligentes: \u201cH\u00e1 dificuldade de utilities e munic\u00edpios compartilharem dados\u201d\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Geocracia Para o professor de GeoAnalytics e Data Science da FGV-Eaesp, Eduardo Francisco, o maior desafio para a implanta\u00e7\u00e3o de cidades inteligentes no Brasil n\u00e3o \u00e9 tecnol\u00f3gico, mas metodol\u00f3gico \u2013 ou cultural, como ele prefere dizer. Fundador da GisBI, empresa que combina geotecnologia, Business Intelligence e Data Science, Francisco diz em entrevista ao Geocracia que, [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Ag\u00eancia iNFRA\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/ageninfra\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2022-04-12T13:00:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/eduardo-francisco-foto-divulgacao.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1280\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"838\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Ag\u00eancia iNFRA\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@agencia_infra\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@agencia_infra\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Ag\u00eancia iNFRA\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"13 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/\"},\"author\":{\"name\":\"Ag\u00eancia iNFRA\",\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#\/schema\/person\/34af08dff6adea4cb22b06612ba7acfa\"},\"headline\":\"Cidades inteligentes: \u201cH\u00e1 dificuldade de utilities e munic\u00edpios compartilharem dados\u201d\",\"datePublished\":\"2022-04-12T13:00:00+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/\"},\"wordCount\":2511,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/eduardo-francisco-foto-divulgacao.png\",\"keywords\":[\"administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica\",\"Big Data\",\"cidades inteligentes\",\"dados espaciais\",\"Geocracia\",\"geoinforma\u00e7\u00e3o\",\"Infraestrutura\",\"infraestrutura de dados\",\"LGPD\",\"smart cities\"],\"articleSection\":[\"Geral\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"copyrightYear\":\"2022\",\"copyrightHolder\":{\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#organization\"}},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/\",\"url\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/\",\"name\":\"Cidades inteligentes: \u201cH\u00e1 dificuldade de utilities e munic\u00edpios compartilharem dados\u201d - Ag\u00eancia iNFRA\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/eduardo-francisco-foto-divulgacao.png\",\"datePublished\":\"2022-04-12T13:00:00+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/eduardo-francisco-foto-divulgacao.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/eduardo-francisco-foto-divulgacao.png\",\"width\":1280,\"height\":838},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Cidades inteligentes: \u201cH\u00e1 dificuldade de utilities e munic\u00edpios compartilharem dados\u201d\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#website\",\"url\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/\",\"name\":\"Ag\u00eancia iNFRA\",\"description\":\"Multiplataforma de informa\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica refer\u00eancia na \u00e1rea de infraestrutura no Brasil!\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#organization\",\"name\":\"Ag\u00eancia iNFRA\",\"url\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/iNFRA_5-e1761735885940.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/iNFRA_5-e1761735885940.png\",\"width\":1672,\"height\":454,\"caption\":\"Ag\u00eancia iNFRA\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/www.facebook.com\/ageninfra\",\"https:\/\/x.com\/agencia_infra\",\"https:\/\/www.linkedin.com\/company\/ag\u00eanciainfra\/\",\"https:\/\/www.instagram.com\/agenciainfra\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#\/schema\/person\/34af08dff6adea4cb22b06612ba7acfa\",\"name\":\"Ag\u00eancia iNFRA\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/d189e01678f06d8eb84d4e01f08eb848b3fffe3f8443818d3c356c66892f5be8?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/d189e01678f06d8eb84d4e01f08eb848b3fffe3f8443818d3c356c66892f5be8?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Ag\u00eancia iNFRA\"},\"url\":\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/author\/admin\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO Premium plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Cidades inteligentes: \u201cH\u00e1 dificuldade de utilities e munic\u00edpios compartilharem dados\u201d - Ag\u00eancia iNFRA","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Cidades inteligentes: \u201cH\u00e1 dificuldade de utilities e munic\u00edpios compartilharem dados\u201d","og_description":"Geocracia Para o professor de GeoAnalytics e Data Science da FGV-Eaesp, Eduardo Francisco, o maior desafio para a implanta\u00e7\u00e3o de cidades inteligentes no Brasil n\u00e3o \u00e9 tecnol\u00f3gico, mas metodol\u00f3gico \u2013 ou cultural, como ele prefere dizer. Fundador da GisBI, empresa que combina geotecnologia, Business Intelligence e Data Science, Francisco diz em entrevista ao Geocracia que, [&hellip;]","og_url":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/","og_site_name":"Ag\u00eancia iNFRA","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/ageninfra","article_published_time":"2022-04-12T13:00:00+00:00","og_image":[{"width":1280,"height":838,"url":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/eduardo-francisco-foto-divulgacao.png","type":"image\/png"}],"author":"Ag\u00eancia iNFRA","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@agencia_infra","twitter_site":"@agencia_infra","twitter_misc":{"Escrito por":"Ag\u00eancia iNFRA","Est. tempo de leitura":"13 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/"},"author":{"name":"Ag\u00eancia iNFRA","@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#\/schema\/person\/34af08dff6adea4cb22b06612ba7acfa"},"headline":"Cidades inteligentes: \u201cH\u00e1 dificuldade de utilities e munic\u00edpios compartilharem dados\u201d","datePublished":"2022-04-12T13:00:00+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/"},"wordCount":2511,"publisher":{"@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/eduardo-francisco-foto-divulgacao.png","keywords":["administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica","Big Data","cidades inteligentes","dados espaciais","Geocracia","geoinforma\u00e7\u00e3o","Infraestrutura","infraestrutura de dados","LGPD","smart cities"],"articleSection":["Geral"],"inLanguage":"pt-BR","copyrightYear":"2022","copyrightHolder":{"@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#organization"}},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/","url":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/","name":"Cidades inteligentes: \u201cH\u00e1 dificuldade de utilities e munic\u00edpios compartilharem dados\u201d - Ag\u00eancia iNFRA","isPartOf":{"@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/eduardo-francisco-foto-divulgacao.png","datePublished":"2022-04-12T13:00:00+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/#primaryimage","url":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/eduardo-francisco-foto-divulgacao.png","contentUrl":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/eduardo-francisco-foto-divulgacao.png","width":1280,"height":838},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/cidades-inteligentes-ha-dificuldade-de-utilities-e-municipios-compartilharem-dados\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Cidades inteligentes: \u201cH\u00e1 dificuldade de utilities e munic\u00edpios compartilharem dados\u201d"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#website","url":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/","name":"Ag\u00eancia iNFRA","description":"Multiplataforma de informa\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica refer\u00eancia na \u00e1rea de infraestrutura no Brasil!","publisher":{"@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#organization","name":"Ag\u00eancia iNFRA","url":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/iNFRA_5-e1761735885940.png","contentUrl":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/iNFRA_5-e1761735885940.png","width":1672,"height":454,"caption":"Ag\u00eancia iNFRA"},"image":{"@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/ageninfra","https:\/\/x.com\/agencia_infra","https:\/\/www.linkedin.com\/company\/ag\u00eanciainfra\/","https:\/\/www.instagram.com\/agenciainfra\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#\/schema\/person\/34af08dff6adea4cb22b06612ba7acfa","name":"Ag\u00eancia iNFRA","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/d189e01678f06d8eb84d4e01f08eb848b3fffe3f8443818d3c356c66892f5be8?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/d189e01678f06d8eb84d4e01f08eb848b3fffe3f8443818d3c356c66892f5be8?s=96&d=mm&r=g","caption":"Ag\u00eancia iNFRA"},"url":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/author\/admin\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10066","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10066"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10066\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10067"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10066"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10066"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10066"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}