{"id":10235,"date":"2022-05-04T10:00:00","date_gmt":"2022-05-04T13:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.agenciainfra.com\/blog\/?p=10235"},"modified":"2022-05-02T10:54:42","modified_gmt":"2022-05-02T13:54:42","slug":"infradebate-liberdade-logistica-urgente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/infradebate-liberdade-logistica-urgente\/","title":{"rendered":"iNFRADebate: Liberdade log\u00edstica, urgente!"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Luis Claudio Montenegro*<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma boa solu\u00e7\u00e3o sempre tem origem em um diagn\u00f3stico correto. No caso da log\u00edstica, e aqui fa\u00e7o destaque para os aspectos portu\u00e1rios, tenho refletido bastante sobre o real diagn\u00f3stico das imped\u00e2ncias que n\u00e3o nos permitem evoluir de forma definitiva no aprimoramento da forma com que planejamos e executamos o fluxo de produtos no pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Creio que j\u00e1 se v\u00e3o quase 30 anos que deparamos com o setor produtivo nacional implorando por solu\u00e7\u00f5es para o nosso custo log\u00edstico, estimado h\u00e1 d\u00e9cadas em cerca de 12% a 13% do PIB nacional, custos cerca de 60% maiores que pa\u00edses concorrentes com nosso mercado no com\u00e9rcio internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Fato \u00e9 que nossa participa\u00e7\u00e3o no com\u00e9rcio internacional \u00e9 de um p\u00e1lido 1,04%. O mais assustador \u00e9 que esse n\u00famero s\u00f3 \u00e9 desse tamanho porque temos os setores do agroneg\u00f3cio e de minera\u00e7\u00e3o puxando a m\u00e9dia para cima, apesar da nossa log\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p>De forma efetiva, os altos custos no setor s\u00e3o resultado de dois fatores para os quais tenho lan\u00e7ado luz insistentemente, quais sejam: a baixa capacidade da nossa infraestrutura, que gera filas e, consequentemente, enormes desperd\u00edcios com imobiliza\u00e7\u00e3o de capital; e o excesso de burocracia, que n\u00e3o nos permite processos simplificados, \u00e1geis e fluidos de com\u00e9rcio nacional e internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas quais seriam os reais motivos para n\u00e3o conseguirmos evoluir nesses dois aspectos e, dessa forma, termos vantagens competitivas em log\u00edstica para ampliarmos nossa estrat\u00e9gia e participa\u00e7\u00e3o no com\u00e9rcio internacional?<\/p>\n\n\n\n<p>A cada vez que me fa\u00e7o essa pergunta, tenho maior convic\u00e7\u00e3o na resposta: o \u00fanico fator que ainda nos impede de definitivamente escalar patamares altamente eficientes de log\u00edstica \u00e9 o excesso de prote\u00e7\u00e3o dada a atividades e atores ineficientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Foquemos na quest\u00e3o portu\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O setor portu\u00e1rio brasileiro tem, provavelmente, o melhor conte\u00fado de planejamento dos diversos setores de infraestrutura. O conjunto formado pelo PNLP (Plano Nacional de Log\u00edstica Portu\u00e1ria), os Master Plans de cada um dos Complexos Portu\u00e1rios do pa\u00eds e os PDZs (Planos de Desenvolvimento e Zoneamento) de cada porto nacional nos permitem ter a perfeita vis\u00e3o do diagn\u00f3stico, do progn\u00f3stico e de um plano de a\u00e7\u00f5es altamente detalhado e preciso.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabe-se, por exemplo, h\u00e1 mais de 12 anos, a partir de metodologias sofisticadas desenvolvidas no PNLP, que nossa capacidade portu\u00e1ria est\u00e1 engargalada em percentuais de ocupa\u00e7\u00e3o superiores a 80%, o que resulta em filas de navios, caminh\u00f5es, trens, cont\u00eaineres, e causa enormes incertezas no planejamento log\u00edstico do setor produtivo, for\u00e7ando o produtor nacional a carregar a m\u00e3o nos estoques, impedindo que possamos evoluir para modelos just-in-time \u2013 desenvolvidos originalmente no Jap\u00e3o h\u00e1 mais de 50 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fator que tenho destacado h\u00e1 bastante tempo, e que ficou muito mais vis\u00edvel ap\u00f3s recente auditoria operacional do TCU (Tribunal de Contas da Uni\u00e3o) no setor, \u00e9 de que cerca de 60% das \u00e1reas existentes nos nossos portos organizados, desenvolvidos com recursos p\u00fablicos, s\u00e3o \u00e1reas ociosas. Minha avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de que essas \u00e1reas n\u00e3o s\u00e3o ocupadas por conta da excessiva e desnecess\u00e1ria prote\u00e7\u00e3o a alguns players j\u00e1 estabelecidos, o que resulta em portos insustent\u00e1veis nos investimentos \u2013 \u00e9 imposs\u00edvel manter um condom\u00ednio autossustent\u00e1vel em investimentos com 60% de ociosidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para entendermos essas prote\u00e7\u00f5es, destaco aqui algumas transforma\u00e7\u00f5es que o setor enfrentou nas \u00faltimas d\u00e9cadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma dessas transforma\u00e7\u00f5es foi o marco legal de 1993 \u2013 lei orgulhosamente chamada de Lei de Moderniza\u00e7\u00e3o dos Portos, a partir da qual as autoridades portu\u00e1rias em todo o pa\u00eds sa\u00edram definitivamente da realiza\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias, depois de muita luta do setor privado. N\u00e3o se assustem, \u00e9 isso mesmo! As opera\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias (carga e descarga de navios, caminh\u00f5es, trens, al\u00e9m da propriedade e gest\u00e3o de ativos como guindastes, empilhadeiras, armaz\u00e9ns, balan\u00e7as) eram executadas, salvo raras exce\u00e7\u00f5es de cargas pr\u00f3prias de algumas ind\u00fastrias, por empresas p\u00fablicas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A grande luta pelo marco legal de 1993 foi contra setores que defendiam a prote\u00e7\u00e3o artificial dessas administra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, de empresas privadas que amea\u00e7ariam o car\u00e1ter estrat\u00e9gico das opera\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias nacionais.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Pois o resultado do avan\u00e7o da reforma da Lei de Moderniza\u00e7\u00e3o foi espetacular. Vimos a chegada de equipamentos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, como port\u00eaineres e carregadores de gran\u00e9is que atualmente nos colocam em patamares de efici\u00eancia de grandes portos mundiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro avan\u00e7o, ainda mais recente, foi o enorme debate sobre a possibilidade de implanta\u00e7\u00e3o de portos privados, os chamados TUPs (terminais de uso privado), para operarem com carga pr\u00f3pria. Tamb\u00e9m argumentavam alguns setores que esse tipo de investimento privado deveria ser proibido, caso contr\u00e1rio seria o fim dos portos organizados e dos seus ativos p\u00fablicos, que haveria concorr\u00eancia assim\u00e9trica, que haveria concentra\u00e7\u00e3o de mercado e destrui\u00e7\u00e3o da concorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Fato tamb\u00e9m \u00e9 que, depois de muita luta pela liberdade de investimentos, e de muitos anos perdidos com esse debate \u2013 muito assemelhado ao de t\u00e1xis e aplicativos de mobilidade \u2013 portos privados foram implantados e j\u00e1 respondem por mais de 66% da movimenta\u00e7\u00e3o de carga nacional. A estabiliza\u00e7\u00e3o dos portos p\u00fablicos (organizados) em cerca de 1\/3 do mercado tem feito com que esse segmento seja repensado, principalmente na quebra das amarras e prote\u00e7\u00f5es que ainda o impede de crescer.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, experimentamos neste ano, apesar de outras enormes resist\u00eancias, a primeira concess\u00e3o integral de um porto organizado \u2013 de uma s\u00e9rie de outras em estudo \u2013 que tende a dar a liberdade necess\u00e1ria \u00e0 Autoridade Portu\u00e1ria, agora privada, de realizar contratos, dinamizar investimentos e conquistar ganhos de efici\u00eancia que permitam ampliar a sua participa\u00e7\u00e3o no mercado na competi\u00e7\u00e3o com TUPs.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas as travas e a luta por prote\u00e7\u00e3o de certos segmentos ainda persistem, e podem perigosamente frear o nosso desenvolvimento (dentre outros aspectos: o aumento de investimentos na infraestrutura portu\u00e1ria, a amplia\u00e7\u00e3o da efici\u00eancia, e consequentemente a redu\u00e7\u00e3o dos custos log\u00edsticos do setor produtivo nacional).<\/p>\n\n\n\n<p>Os temas da vez s\u00e3o os supostos riscos, apontados pelos mesmos segmentos de sempre, da chamada verticaliza\u00e7\u00e3o e da concentra\u00e7\u00e3o de mercado no setor.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o primeiro tema, proponho conhecermos do que estamos falando, para que possamos tirar nossas pr\u00f3prias conclus\u00f5es. O que seria o chamado risco de verticaliza\u00e7\u00e3o do setor?<\/p>\n\n\n\n<p>Para exemplificar, vamos entender dois casos de suposta \u201cverticaliza\u00e7\u00e3o\u201d, alardeados por alguns segmentos \u00e1vidos de mais prote\u00e7\u00e3o governamental contra a liberdade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro diz respeito ao risco de uma empresa de transporte mar\u00edtimo (chamado de forma gen\u00e9rica de \u201carmador\u201d) ser propriet\u00e1ria ou ter participa\u00e7\u00e3o em um terminal portu\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para podermos avaliar esse primeiro t\u00f3pico, temos que antes entender o b\u00e1sico dos fundamentos de transporte, especialmente de que o terminal \u00e9 um subsistema do transporte \u2013 entre outros subsistemas, como o ve\u00edculo e a via \u2013 e que esse come\u00e7a com o carregamento do ve\u00edculo, segue com o deslocamento da carga desde uma origem at\u00e9 um destino, e termina com o descarregamento desse ve\u00edculo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, por esse simples entendimento do que define a atividade de transporte, fica claro que \u00e9 fun\u00e7\u00e3o prec\u00edpua do transportador carregar e descarregar o ve\u00edculo de transporte de qualquer modalidade nos seus respectivos terminais. Ocorre que uma pr\u00e1tica bastante comum em log\u00edstica \u00e9 o processo de terceiriza\u00e7\u00e3o dessa atividade, de forma que a empresa de transporte tenha mais flexibilidade e alternativas ao definir um conjunto maior de pontos de carga e descarga. Que fique claro que essa \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o do transportador. Por\u00e9m, classificar a propriedade do terminal de carga e descarga pelo transportador como um processo de verticaliza\u00e7\u00e3o soa totalmente inadequado do ponto de vista conceitual.<\/p>\n\n\n\n<p>Se insist\u00edssemos em tratar esse tipo de atividade como verticaliza\u00e7\u00e3o, o pa\u00eds teria que retroceder em v\u00e1rios dos seus investimentos em log\u00edstica, e rediscutir, por exemplo, a possibilidade de que concession\u00e1rias de ferrovias possam possuir terminais de carga e descarga, al\u00e9m de impedir que empresas como Petrobras e Vale tivessem seus pr\u00f3prios terminais portu\u00e1rios e navios pr\u00f3prios cada vez maiores, mais baratos e mais competitivos em mercados internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>A t\u00edtulo de exemplo, as experi\u00eancias nacionais em que empresas de transporte mar\u00edtimo fizeram investimentos em terminais de cont\u00eaineres mostraram na pr\u00e1tica redu\u00e7\u00f5es de custo e aumentos de produtividade e efici\u00eancia. Esse \u00e9 o caso da implanta\u00e7\u00e3o no Brasil, em 2013, do terminal portu\u00e1rio BTP em Santos. O terminal \u00e9 de propriedade de dois grandes armadores internacionais e seria entendido como um terminal verticalizado.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Pois a partir da implanta\u00e7\u00e3o desse terminal, o que se viu em Santos nos \u00faltimos 10 anos foi o aumento expressivo de investimentos, de produtividade, a redu\u00e7\u00e3o em mais de 50% dos tempos de espera de navios, a redu\u00e7\u00e3o de custos em cerca de 76% da atividade de carga e descarga de terminais \u2013 que reflete diretamente no pre\u00e7o dos fretes internacionais que se poderia pagar na competi\u00e7\u00e3o internacional \u2013 e o crescimento cont\u00ednuo da movimenta\u00e7\u00e3o. O mercado certamente se movimenta. Mas o fato \u00e9 que em 2010 havia dois grandes operadores de terminais de cont\u00eaineres no Complexo Portu\u00e1rio de Santos, e hoje existem tr\u00eas grandes operadores.<\/p>\n\n\n\n<p>O mercado mundial de transporte mar\u00edtimo est\u00e1 cada vez mais aquecido, mesmo com a crise recente gerada pela pandemia, e ainda mais recentemente pelos abalos trazidos pela guerra no leste europeu. Mesmo com as crises, as mudan\u00e7as globais no crescimento exponencial do e-commerce t\u00eam trazido para a concorr\u00eancia nesse mercado gigantes como Amazon, Alibaba, Flexport, Lidl, dentre v\u00e1rias outras. A suposta verticaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o parece ser, portanto, um risco efetivo no mercado log\u00edstico internacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do mais, a pr\u00e1tica em todo o mundo, e que n\u00e3o \u00e9 diferente no Brasil, \u00e9 de que terminais portu\u00e1rios de qualquer esp\u00e9cie de propriedade tenham a obriga\u00e7\u00e3o de n\u00e3o promover qualquer tipo de discrimina\u00e7\u00e3o com empresas transportadoras que precisem utiliz\u00e1-los. Em todo o caso, uma regula\u00e7\u00e3o responsiva a qualquer caso concreto de abuso parece ser o modelo mais desej\u00e1vel, n\u00e3o gerando riscos ou impedimento aos investimentos privados no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro tipo de \u201cverticaliza\u00e7\u00e3o\u201d muito discutido, principalmente no setor de cont\u00eaineres, \u00e9 a argumentada por empresas de armazenagem de cont\u00eaineres em zona secund\u00e1ria, que insistem em tentar dividir a opera\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria em dois mercados distintos: a opera\u00e7\u00e3o de carga e descarga de ve\u00edculos e a opera\u00e7\u00e3o de armazenagem aduaneira.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra vez, equ\u00edvocos conceituais graves est\u00e3o presentes. Primeiro, \u00e9 importante conhecer que, do ponto de vista da efici\u00eancia da opera\u00e7\u00e3o, \u00e9 imposs\u00edvel dissociar a carga e descarga de navios das opera\u00e7\u00f5es de armazenagem de carga. Qualquer an\u00e1lise b\u00e1sica de simula\u00e7\u00e3o vai demonstrar que h\u00e1 enorme redu\u00e7\u00e3o de produtividade caso n\u00e3o exista um pulm\u00e3o operacional de armazenagem no pr\u00f3prio terminal. Com o aumento cada vez maior da capacidade dos navios, esse fator de efici\u00eancia fica ainda mais expl\u00edcito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, o entendimento inadequado dos conceitos fundamentais de log\u00edstica e opera\u00e7\u00e3o de terminais pode nos levar a um enorme mercado de pequenas \u00e1reas de armazenagem, o que n\u00e3o excluiria o fato de que, do ponto de vista operacional, os terminais portu\u00e1rios tenham que ter enormes \u00e1reas de armazenagem para garantir a sua efici\u00eancia. Os resultados tendem a ser desastrosos com eleva\u00e7\u00e3o de custos para os usu\u00e1rios, al\u00e9m do risco de se retornar aos anos 80, quando pela falta e inefici\u00eancia dos portos p\u00fablicos, faz\u00edamos dois a tr\u00eas movimentos por hora de cont\u00eaineres \u2013 ainda com guindastes de gancho em que estivadores prendiam, com seu pr\u00f3prio esfor\u00e7o f\u00edsico, cabos de a\u00e7o em cada um dos quatro cantos dos cont\u00eaineres carregados e descarregados.<\/p>\n\n\n\n<p>Tratar carga e descarga de navios e armazenagem em terminais portu\u00e1rios como um processo de verticaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 inadequado do ponto de vista operacional, mas tamb\u00e9m pelo fato de que n\u00e3o h\u00e1 op\u00e7\u00e3o ao terminal portu\u00e1rio, caso n\u00e3o se queira regredir 50 anos na efici\u00eancia portu\u00e1ria e realizar somente uma das duas atividades. Ou seja, se n\u00e3o h\u00e1 op\u00e7\u00e3o ao agente econ\u00f4mico, n\u00e3o h\u00e1 que se falar de verticaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema riscos de concentra\u00e7\u00e3o de mercado, \u00e9 preciso tamb\u00e9m conhecer bem o setor antes de tirar qualquer conclus\u00e3o precipitada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro, \u00e9 preciso entender que o setor portu\u00e1rio \u00e9 um setor que exige investimentos intensivos, principalmente considerando o fato de que, para que possamos ser competitivos nos mercados internacionais, temos que ter capacidade de atender os navios cada vez maiores usados no transporte mar\u00edtimo global. Sem esses grandes navios, pagaremos fretes maiores comparados ao resto do mundo e, provavelmente, teremos que aceitar que as nossas cargas de com\u00e9rcio exterior fa\u00e7am transbordos em outros pa\u00edses para que, de l\u00e1, navios maiores fa\u00e7am rotas de longas dist\u00e2ncias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pois \u00e9 justamente por esse motivo que os investimentos em terminais portu\u00e1rios precisam ser cada vez maiores. \u00c9 o que se costuma denominar \u201cEscala M\u00ednima Eficiente (em Ingl\u00eas, MES)\u201d. Em s\u00edntese, um terminal precisa ter uma escala tal que lhe permita ter custos cada vez menores a partir de capacidades cada vez maiores. O MES cada vez maior exigido dos terminais portu\u00e1rios resulta na grande necessidade de investimentos na implanta\u00e7\u00e3o do terminal, em geral gerando capacidade suficiente para d\u00e9cadas de opera\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, \u00e9 compreendida no mundo todo a necessidade do setor em ter n\u00edveis de concentra\u00e7\u00e3o maiores que outros tipos de mercados com investimentos menos vultosos.<\/p>\n\n\n\n<p>Percentuais de concentra\u00e7\u00e3o superiores a 60% do mercado t\u00eam sido admitidos em \u00f3rg\u00e3os de defesa da concorr\u00eancia em todo o mundo para o setor portu\u00e1rio. As decis\u00f5es consideram uma concentra\u00e7\u00e3o maior n\u00e3o s\u00f3 natural, mas tamb\u00e9m desejada, a fim de garantir a competitividade log\u00edstica dos seus pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer forma, diversos especialistas do setor fizemos recentemente c\u00e1lculos que demonstram como se d\u00e1 a competi\u00e7\u00e3o pelo mercado brasileiro de cont\u00eaineres. As constata\u00e7\u00f5es do estudo, disponibilizado aos diversos \u00f3rg\u00e3os governamentais que tratam do tema, \u00e9 de que o setor \u00e9 altamente competitivo e que a competi\u00e7\u00e3o se d\u00e1, do ponto de vista geogr\u00e1fico, de forma bastante ampla, com Complexos Portu\u00e1rios de diversos estados competindo por cargas em hinterl\u00e2ndias que se sobrep\u00f5em para atendimento aos diversos mercados consumidores e produtores em todo o pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados desses estudos foram retirados de bases governamentais, como os dados estat\u00edsticos de com\u00e9rcio exterior da Receita Federal e os da ANTAQ (Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios), e demonstram objetivamente e de forma concreta, \u00e0 medida que retratam a realidade do que vem ocorrendo nos diversos anos cobertos pela estat\u00edstica, como e quais terminais efetivamente competiram pelas diversas cargas em todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise metodol\u00f3gica semelhante, aplicada a dois casos atualmente discutidos para amplia\u00e7\u00e3o de investimentos no setor portu\u00e1rio, mais especificamente no setor de cont\u00eaineres nacional, mostram resultados importantes: o caso da proposta de arrendamento da \u00e1rea denominada STS10, em Santos (ressalte-se que \u00e9 mais uma das \u00e1reas com baix\u00edssima produtividade, que ajudam a compor a estat\u00edstica tenebrosa dos 60% de \u00e1reas ociosas nos portos organizados do Brasil); e o caso da concess\u00e3o do Porto de Itaja\u00ed, porto que tamb\u00e9m tem tido indicadores de produtividade cada vez menores e que precisa urgentemente de investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos dois casos, n\u00e3o se identifica, para nenhum cen\u00e1rio prov\u00e1vel, nenhum indicador de concentra\u00e7\u00e3o superior a 50%, o que \u00e9 considerado pela pr\u00f3pria OCDE (Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico) como natural e que, portanto, n\u00e3o exigiria nenhuma preocupa\u00e7\u00e3o antecipada com qualquer tipo de abuso de poder econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da an\u00e1lise desses mais recentes fantasmas alardeados e que poderiam assombrar a log\u00edstica nacional, os supostos riscos de verticaliza\u00e7\u00e3o e de concentra\u00e7\u00e3o de mercados somam-se, no mesmo formato de sempre, aos receios da moderniza\u00e7\u00e3o de portos de 1993 e aos supostos riscos que poderiam haver na implanta\u00e7\u00e3o de TUPs e concess\u00e3o de portos organizados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 hora de o setor produtivo nacional compreender qual a agenda estrat\u00e9gica para a log\u00edstica nacional, especialmente para o setor portu\u00e1rio. Estou certo de que impedir que os naturais e t\u00e3o desejados arranjos log\u00edsticos de opera\u00e7\u00f5es multimodais cada vez mais integradas, e que aumentem os n\u00edveis de servi\u00e7o e ao mesmo tempo que reduzem custos da log\u00edstica nacional, n\u00e3o deve estar na agenda governamental.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso superar de vez os gargalos de capacidade e efici\u00eancia. \u00c9 preciso efetivamente reduzir nosso elevad\u00edssimo custo log\u00edstico que representa uma barreira para que possamos ampliar a participa\u00e7\u00e3o do setor produtivo brasileiro no mercado mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais uma vez, corremos o risco de ficarmos presos a debates protecionistas intermin\u00e1veis, que nos impedem de efetivamente realizar os investimentos que o setor tanto precisa e promover os ganhos de efici\u00eancia que definitivamente nos permitir\u00e3o reduzir custos para a log\u00edstica dispon\u00edvel ao setor produtivo nacional.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">*Luis Claudio Santana Montenegro<strong> \u00e9 mestre em Engenharia de Transportes pelo IME e especialista em Regula\u00e7\u00e3o de Transportes pela UFRJ. Foi presidente do conselho de administra\u00e7\u00e3o da Companhia Docas do Par\u00e1, membro do conselho de administra\u00e7\u00e3o do Porto de Imbituba e do Porto de Vit\u00f3ria, diretor de Planejamento da Companhia Docas de S\u00e3o Paulo, diretor-presidente da Codesa (Companhia Docas do Esp\u00edrito Santo) e assessor parlamentar no Senado Federal. Atualmente, licenciado, atua como s\u00f3cio-diretor da empresa Neowise Consultoria, Engenharia e Neg\u00f3cios.<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\" id=\"block-d67878ff-7627-4f15-b175-8f58269174ff\">O iNFRADebate \u00e9 o espa\u00e7o de artigos da Ag\u00eancia iNFRA com opini\u00f5es de seus atores que n\u00e3o refletem necessariamente o pensamento da Ag\u00eancia iNFRA, sendo de total responsabilidade do autor as informa\u00e7\u00f5es, ju\u00edzos de valor e conceitos descritos no texto.<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luis Claudio Montenegro* Uma boa solu\u00e7\u00e3o sempre tem origem em um diagn\u00f3stico correto. 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