{"id":10245,"date":"2022-05-03T07:00:00","date_gmt":"2022-05-03T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.agenciainfra.com\/blog\/?p=10245"},"modified":"2022-05-03T05:04:57","modified_gmt":"2022-05-03T08:04:57","slug":"mauricio-bahr-ceo-da-engie-brasil-brasil-continuara-sendo-o-pais-mais-relevante-na-area-de-renovaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/mauricio-bahr-ceo-da-engie-brasil-brasil-continuara-sendo-o-pais-mais-relevante-na-area-de-renovaveis\/","title":{"rendered":"Mauricio B\u00e4hr, CEO da Engie Brasil: &#8220;Brasil continuar\u00e1 sendo o pa\u00eds mais relevante na \u00e1rea de renov\u00e1veis&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Roberto Rockmann, especial para a Ag\u00eancia iNFRA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Maior geradora privada do Brasil, com cerca de 10 GW instalados, a Engie tem no pa\u00eds o principal vetor de crescimento em renov\u00e1veis no mundo. Hoje a opera\u00e7\u00e3o brasileira representa cerca de metade da receita obtida com essas fontes limpas no mundo. Nos pr\u00f3ximos anos, preveem-se investimentos em solares e e\u00f3licas e o prov\u00e1vel ingresso em empreendimentos h\u00edbridos, que mesclem as duas fontes.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse posicionamento em fontes limpas permite que a empresa tamb\u00e9m possa avan\u00e7ar com hidrog\u00eanio verde, uma nova fronteira que permitir\u00e1 que a energia el\u00e9trica renov\u00e1vel brasileira possa ser exportada. No Brasil, j\u00e1 se mant\u00eam conversas com mineradoras, fabricantes de fertilizantes e petroqu\u00edmicas em estudos de viabilidade econ\u00f4mica de projetos piloto com a nova tecnologia. No mundo, trabalha-se com a meta de atingir 4 GW nesse segmento at\u00e9 2030, sendo que o Brasil poder\u00e1 representar um quarto desse montante.<\/p>\n\n\n\n<p>A crise h\u00eddrica exp\u00f4s necessidades de repensar alguns pontos. A valoriza\u00e7\u00e3o dos atributos das hidrel\u00e9tricas como armazenadoras de \u00e1gua e sua contribui\u00e7\u00e3o efetiva para gera\u00e7\u00e3o de pot\u00eancia no hor\u00e1rio de ponta s\u00e3o essenciais para destravar neg\u00f3cios em pot\u00eancia h\u00eddrica, que continuar\u00e1 sendo muito relevante, ainda mais com o avan\u00e7o de fontes intermitentes. O pa\u00eds ainda poderia colocar em debate p\u00fablico se quer avan\u00e7ar ou deixar de lado constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas com reservat\u00f3rios. Esses foram alguns dos pontos principais da entrevista com Mauricio B\u00e4hr, presidente da Engie Brasil, controladora da Engie Brasil Energia (listada na B3).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Roberto Rockmann \u2013 Voc\u00eas chegaram ano passado a um marco: superaram 1 GW em capacidade instalada em e\u00f3licas. T\u00eam uma meta para aumentar e\u00f3licas e solares no portf\u00f3lio nos pr\u00f3ximos anos? V\u00e3o continuar com prioridade em energia 100% renov\u00e1vel?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mauricio B\u00e4hr, presidente da Engie Brasil \u2013<\/strong>&nbsp;Antes de falarmos em projetos aqui no Brasil, vale destacar que temos metas importantes globais de renov\u00e1veis. Temos a inten\u00e7\u00e3o de chegar a 2025 com 50 GW de fontes renov\u00e1veis, um n\u00famero expressivo, e atingir 80 GW em 2030, sendo que em 2021 nossa base \u00e9 de 31 GW de capacidade instalada, ou seja, temos muito a fazer. O Brasil representa uma parcela importante dessa jornada que iremos trilhar. Continuamos nessa trilha para acelerar rumo a uma economia de baixo carbono, em potenciais leil\u00f5es ou, como temos feito mais recentemente, ao atender diretamente nossos clientes. Aqui no Brasil estamos quase perto de 100% de energia limpa e chegaremos a 100% em breve com o avan\u00e7o do plano de descarboniza\u00e7\u00e3o. Mantemos nossa estrat\u00e9gia de venda da nossa \u00faltima t\u00e9rmica a carv\u00e3o. Pretendemos aumentar tanto a capacidade em e\u00f3licas quanto em solares. Hoje temos 1260 GW de pot\u00eancia em e\u00f3licas, s\u00f3 na Bahia s\u00e3o mais de 1000 MW. Temos um conjunto de projetos para crescer tanto na Bahia quanto no Rio Grande do Norte. O Nordeste tem uma particularidade importante: a for\u00e7a do vento, o fator de capacidade dos projetos. Estive recentemente no Chile e l\u00e1 o fator fica em 30% a 32%, na Bahia chega a 50%. Isso \u00e9 uma vantagem excepcional. Hoje estamos com cerca de 800 MW em desenvolvimento no Nordeste. Temos projetos tamb\u00e9m no pipeline.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 poss\u00edvel dizer quanto voc\u00eas t\u00eam nesse pipeline que poder\u00e1 ser desenvolvido?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Podemos dizer que temos algo perto de 3 GW, nosso \u00edndice de cobertura do nosso pipeline \u00e9 de quase tr\u00eas vezes, essa \u00e9 a ideia. Tem de ter um n\u00famero maior para viabiliz\u00e1-los. O Brasil, na \u00e1rea de renov\u00e1veis, representa metade da receita. Precisamos continuar crescendo. Quando a gente fala que o Grupo crescer\u00e1 para 50 GW em 2025, quer dizer que a expans\u00e3o no mundo ser\u00e1 muito grande, o Brasil ter\u00e1 um pouco de redimensionamento, mas continuar\u00e1 sendo o pa\u00eds mais relevante na \u00e1rea de renov\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fizeram recentemente uma aquisi\u00e7\u00e3o em energia solar, que tem sido tamb\u00e9m outra frente de crescimento. Voc\u00eas analisam tamb\u00e9m projetos h\u00edbridos? Estudam e\u00f3licas offshore?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim. Solar \u00e9 outra renov\u00e1vel que est\u00e1 no foco da nossa estrat\u00e9gia. Recentemente, adquirimos Ass\u00fa Sol Gera\u00e7\u00e3o de Energia, detentora do projeto do Complexo Fotovoltaico Ass\u00fa Sol, no Rio Grande do Norte. O processo de compra contempla uma capacidade instalada nominal total de at\u00e9 750MW, sendo o seu desenvolvimento voltado para o mercado livre. Na Bahia, temos a possibilidade de fazer algo h\u00edbrido no projeto de Campo Largo, de instalar 400 MW de centrais fotovoltaicas naquela regi\u00e3o. \u00c9 uma ideia interessante, principalmente para complementar os perfis de gera\u00e7\u00e3o. Temos olhado outras coisas na Bahia. O projeto de Bom Jesus da Lapa tem uma capacidade interessante para desenvolver mais solar e tamb\u00e9m h\u00edbridos.<\/p>\n\n\n\n<p>Offshore tem um potencial enorme no Brasil, mas ainda vejo com uma jornada de m\u00e9dio prazo, porque ainda depende de avan\u00e7o da regulamenta\u00e7\u00e3o. Recentemente, saiu um decreto do Minist\u00e9rio de Minas e Energia, isso ser\u00e1 objeto de discuss\u00e3o e consultas p\u00fablicas. Temos uma parceria mundial com a EDP Renov\u00e1veis. Por meio dessa parceria, temos a Ocean Winds, sede em Madri [Espanha], que tem feito estudos em v\u00e1rios lugares do planeta. Tem projetos no Mar da Norte, Portugal, Coreia do Sul. O Brasil tem um grande potencial, mesmo em \u00e1reas de pouca profundidade, de at\u00e9 50 metros. A EPE [Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica] estima que possa ser de 700 GW. Ent\u00e3o o Brasil ter\u00e1 mais capacidade de gerar do que demanda, isso vai abrir uma janela de oportunidade espetacular para exporta\u00e7\u00e3o, podemos pensar em hidrog\u00eanio verde, como essa v\u00e1lvula de escape, porque atualmente n\u00e3o temos redes de integra\u00e7\u00e3o f\u00edsica com os vizinhos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vamos falar de hidrog\u00eanio verde. Al\u00e9m da meta global de acr\u00e9scimo de capacidade instalada em projetos renov\u00e1veis, voc\u00eas tamb\u00e9m t\u00eam metas para crescer em hidrog\u00eanio verde: chegar a 600 MW em projetos at\u00e9 2025 no mundo e 4 GW em 2030. Voc\u00eas j\u00e1 est\u00e3o com projetos com clientes na Alemanha e na \u00c1frica do Sul. Como avaliam ingressar em hidrog\u00eanio verde no Brasil?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma jornada de m\u00e9dio prazo, porque o custo de produ\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel precisar estar dentro de um patamar competitivo. Existem diversos incentivos trabalhados principalmente na Alemanha para importa\u00e7\u00e3o desse hidrog\u00eanio. A gente est\u00e1 acelerando essas possibilidades, assinando acordos de coopera\u00e7\u00e3o de escala industrial com parceiros e clientes em lugares estrat\u00e9gicos, como o governo do Cear\u00e1, para estudar alguma coisa no porto de Pec\u00e9m, que caiba dentro de um business plan e no qual possamos chegar a um custo de hidrog\u00eanio que esteja compat\u00edvel com o que a Alemanha possa pagar. A Alemanha \u00e9 o pa\u00eds que est\u00e1 se mostrando mais disposto a liderar esse processo. Desses 4GW que a gente imagina ter no mundo para 2030, o Brasil poderia ter um quarto disso, acho razo\u00e1vel atingir 1 GW at\u00e9 2030, uma meta plaus\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na \u00c1frica do Sul, voc\u00eas fecharam acordo com uma grande mineradora. O Brasil tem importante presen\u00e7a nesse setor no mundo. Voc\u00eas j\u00e1 est\u00e3o conversando com grandes clientes aqui para projetos pilotos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim, existem conversas, mas n\u00e3o posso mencionar ainda os nomes. S\u00e3o mineradoras, fertilizantes, petroqu\u00edmicas e outras. Estamos desenvolvendo estudos e a viabilidade econ\u00f4mica desses projetos. Todos est\u00e3o come\u00e7ando a analisar isso. No Brasil, que \u00e9 essa pot\u00eancia toda em fontes renov\u00e1veis, poder\u00edamos focar em uma maneira de valorizar essas coisas, porque contribu\u00edmos para a melhoria da sustentabilidade do planeta, mas ainda n\u00e3o temos um mercado efetivo de cr\u00e9dito de carbono que poderia valorizar isso. \u00c9 uma agenda que poderia ser melhor pensada entre governo, agentes, meio ambiente, para viabilizar tudo isso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O capex dos projetos tem mudado nos \u00faltimos tr\u00eas anos, efeito da pandemia, acelera\u00e7\u00e3o da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e tamb\u00e9m da altera\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de financiamento dos projetos. Como analisa isso?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Temos visto uma press\u00e3o das commodities, mas de outro lado tem havido uma valoriza\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio, que \u00e9 uma vari\u00e1vel importante porque muitos equipamentos em solar e e\u00f3lica s\u00e3o dolarizados. Espero que n\u00e3o seja algo tempor\u00e1rio, mas de longo prazo. Acho que o capex no curto prazo ser\u00e1 maior, teremos maiores incertezas porque h\u00e1 uma corrida por energia renov\u00e1vel, as empresas que fabricam mat\u00e9rias primas e equipamentos est\u00e3o sob tens\u00e3o. Muitos est\u00e3o reanalisando estrat\u00e9gias. A transi\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo acelerada, mas algumas coisas no calend\u00e1rio que iriam sair de cena, como a nuclear na B\u00e9lgica, poder\u00e3o voltar por seguran\u00e7a energ\u00e9tica, at\u00e9 que se encontre um equil\u00edbrio nessa cadeia de suprimentos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A crise h\u00eddrica do ano passado exp\u00f4s a import\u00e2ncia das hidrel\u00e9tricas no balan\u00e7o do sistema el\u00e9trico. Elas t\u00eam perdido participa\u00e7\u00e3o relativa na gera\u00e7\u00e3o de eletricidade, mas elas, por serem despach\u00e1veis, t\u00eam papel relevante no atendimento do hor\u00e1rio de ponta. \u00c9 preciso um sistema de precifica\u00e7\u00e3o diferente para a \u00e1gua acumulada nos reservat\u00f3rios delas, j\u00e1 que elas funcionam como grandes baterias com \u00e1gua?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Interessante \u00e9 que, quando falta \u00e1gua, a gente fica desesperado, e quando tem \u00e1gua, \u00e0s vezes a gente n\u00e3o presta aten\u00e7\u00e3o. Nesse momento, \u00e0s quatro e meia da tarde dessa segunda-feira de abril, pelo aplicativo do ONS [Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico],&nbsp;estamos gerando 82% de eletricidade que vem de hidrel\u00e9trica, hor\u00e1rio de ponta, 2% de nuclear, 5,5% de t\u00e9rmica e 8% de e\u00f3lica. Sem hidrel\u00e9tricas, n\u00e3o temos nada, s\u00e3o o cora\u00e7\u00e3o. O primeiro passo \u00e9 reconhecer isso. O modelo foi desenvolvido quando o sistema era hidrot\u00e9rmico. Com o avan\u00e7o das fontes n\u00e3o despach\u00e1veis, ou seja, que dependem da natureza, como sol e vento, torna-se&nbsp;ainda mais importante a hidrel\u00e9trica, que pode acumular \u00e1gua e atender em hor\u00e1rio de ponta. \u00c9 importante reconhecer os atributos que ela traz para a seguran\u00e7a do sistema. A valoriza\u00e7\u00e3o deles \u00e9 a mais razo\u00e1vel. Cuidar de uma hidrel\u00e9trica \u00e9 um trabalho amplo, tem de cuidar do reservat\u00f3rio, as licen\u00e7as s\u00e3o renovadas sempre, projetos s\u00e3o feitos com a sociedade, a complexidade de administra\u00e7\u00e3o \u00e9 bem ampla. \u00c9 preciso pensar nesse todo e nada mais justo que reconhecer esse atributo de bateria. \u00c0 medida que vai se atualizando o uso da \u00e1gua para uso humano e agricultura, \u00e9 preciso atualizar tudo isso para n\u00e3o ter falsas expectativas nessa energia. E por que n\u00e3o fazer uma avalia\u00e7\u00e3o das decis\u00f5es que tomamos para construir as usinas a fio d&#8217;\u00e1gua? Por que n\u00e3o fazer debate de ter reservat\u00f3rios onde \u00e9 poss\u00edvel? N\u00e3o cabe uma reflex\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voc\u00eas poderiam fazer retrofit em algumas usinas hidrel\u00e9tricas que voc\u00eas t\u00eam? Poderiam colocar m\u00e1quinas adicionais? Ou isso dependeria do equacionamento da valoriza\u00e7\u00e3o dos atributos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sim, temos capacidade em algumas delas, temos locais para instala\u00e7\u00e3o de turbinas adicionais. Outros players tamb\u00e9m t\u00eam. Quando tiver remunera\u00e7\u00e3o adequada, faz sentido viabilizar. Hoje no Brasil n\u00e3o temos usinas de bombeamento, em algum momento ser\u00e1 viabilizada essa nova tecnologia. Quando tem energia barata, pode bombear \u00e1gua para cima do reservat\u00f3rio, e mais cara pode usar a energia. Mas isso estamos al\u00e9m do tema na mesa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voc\u00eas fizeram um dos maiores investimentos na \u00e1rea de infraestrutura dos \u00faltimos 30 anos, ao adquirirem em 2019 a TAG, que det\u00e9m 4,5 mil quil\u00f4metros de dutos de g\u00e1s no Brasil, um segmento em que voc\u00eas s\u00e3o players importantes globais. G\u00e1s \u00e9 a aposta de voc\u00eas para o combust\u00edvel da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nossa vis\u00e3o \u00e9 de que tudo que a gente vivenciou em energia el\u00e9trica nos \u00faltimos 25 anos a gente vai ver no setor de g\u00e1s. A gente adquiriu em 1998 a Gerasul e ingressamos no Brasil em um momento em que o mercado livre de energia el\u00e9trica avan\u00e7ava. No g\u00e1s, h\u00e1 um forte potencial para dinamizar bens e servi\u00e7os, para aumentar a competitividade de ind\u00fastrias. Antes voc\u00ea tinha um \u00fanico agente verticalizando a cadeia. \u00c0 medida que a Petrobras decide vender ativos na cadeia, veem-se produtores diversificados, transportadores diversificados. Clientes come\u00e7am a olhar essas novidades. A nova lei do g\u00e1s, aos poucos, faz com que os contratos da Petrobras sejam reduzidos, faz a Petrobras disponibilizar essa capacidade no gasoduto. Come\u00e7amos a fazer contratos com outros carregadores, o que \u00e9 muito animador. Passamos a ter mais atividades buscando g\u00e1s. Mas \u00e9 importante frisar que queremos que essa abertura seja feita da melhor forma poss\u00edvel, para que n\u00e3o se criem sistemas isolados de g\u00e1s. A gente quer o contr\u00e1rio: um sistema interligado como o setor el\u00e9trico, queremos um sistema de gasodutos conectados a todos os po\u00e7os de g\u00e1s e consumidores. Queremos evitar projetos que sejam desenvolvidos em forma de ilha, que tenham um terminal de GNL [g\u00e1s natural liquefeito]&nbsp;ligado apenas a uma termel\u00e9trica. \u00c0 medida que se ganha capilaridade na rede de transporte de g\u00e1s, \u00e9 reduzido o custo de transporte, passa-se a ter mais players, carregadores, consumidores e, quando voc\u00ea divide o custo de operar a rede pela quantidade de g\u00e1s carregada, tem-se um custo unit\u00e1rio menor. Assim se compartilha a infraestrutura de forma mais eficiente. O transporte conectado a todos \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o para o sistema que queremos estimular.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voc\u00eas podem investir em t\u00e9rmicas a g\u00e1s? Analisam estocagem de g\u00e1s? Quais outros elos al\u00e9m do transporte interessam a voc\u00eas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro, estamos focando na opera\u00e7\u00e3o otimizada da malha adquirida h\u00e1 pouco tempo. Estamos fazendo investimentos de conex\u00e3o, garantindo potenciais novos usu\u00e1rios de g\u00e1s. Com isso, estamos procurando fomentar mais pontos de conex\u00e3o no gasoduto. Tamb\u00e9m estamos fazendo investimentos para melhorar a operacionalidade ao redor de Fortaleza, h\u00e1 uma necessidade de redu\u00e7\u00e3o de press\u00e3o do gasoduto. Estamos fazendo uma realoca\u00e7\u00e3o para poder operar a press\u00e3o maior em um local mais distante das comunidades ao redor. Estamos tamb\u00e9m olhando para ver a possibilidade de novas instala\u00e7\u00f5es de compress\u00e3o ao redor do gasoduto. Temos melhorias operacionais e aumento de conex\u00f5es. Estocagem \u00e9 incipiente no Brasil, n\u00e3o tem nada espec\u00edfico, temos muito know-how na Europa. Pode ser oportunidade no futuro, principalmente para ajudar a n\u00e3o ter de consumir o g\u00e1s das t\u00e9rmicas quando se puder usar as hidrel\u00e9tricas, permitindo que o sistema se torne mais flex\u00edvel. No Brasil, pode ser interessante usar po\u00e7os deplecionados na Bahia ou outros locais. No m\u00e9dio e longo prazo, h\u00e1 oportunidades. Mas nosso foco neste momento s\u00e3o essas melhorias operacionais, n\u00e3o tem nada nem de t\u00e9rmicas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agora, em Bras\u00edlia, discute-se a abertura total do mercado livre, ou seja, incluindo a baixa tens\u00e3o, as resid\u00eancias. O mercado poder\u00e1 migrar de um ambiente de atacado para varejo. Como est\u00e3o posicionados?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 estamos nos preparando h\u00e1 muito tempo. Quando n\u00f3s adquirimos a Gerasul e o mercado livre come\u00e7ou, a gente tinha quatro clientes. Eram contratos com distribuidoras. Hoje temos 700 clientes livres. O que diferencia um grande cliente no atacado com o varejo \u00e9 a diferen\u00e7a dos contratos. Teremos de ter contratos padronizados no varejo. J\u00e1 temos plataforma, que chamamos de Energy Place, que agrega essas funcionalidades. Isso d\u00e1 essa transpar\u00eancia e capacidade de intera\u00e7\u00e3o. A gente tem produtos, como o E-conomiza, sob medida para consumidores at\u00e9 1 MW m\u00e9dio e potencial para migra\u00e7\u00e3o. A gente ajuda nessa gest\u00e3o da conta, com v\u00e1rios profissionais ajudando tamb\u00e9m a migra\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil por envolver alguma burocracia. Para fomentar esse neg\u00f3cio, \u00e9 preciso acima de tudo facilitar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda solar tem crescido muito e est\u00e1 com novo marco regulat\u00f3rio sancionado no in\u00edcio de 2022. Est\u00e3o observando oportunidades?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fizemos uma incurs\u00e3o, uma experi\u00eancia, mas vimos alguns desafios: impusemos crit\u00e9rios de sa\u00fade, seguran\u00e7a, qualidade nas nossas instala\u00e7\u00f5es que talvez fossem acima do que o mercado exigia e n\u00e3o conseguimos competir com pre\u00e7os. H\u00e1 uma competi\u00e7\u00e3o muito pulverizada, de milhares de players, de instaladores a empresas dedicadas. N\u00e3o fomos competitivos, vamos avaliar maiores instala\u00e7\u00f5es consumidoras, mas n\u00e3o coisas B2C (business to consumer ou empresa para consumidor).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Est\u00e3o avaliando participar da capitaliza\u00e7\u00e3o da Eletrobras?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Transmiss\u00e3o \u00e9 um segmento em que voc\u00eas ingressaram h\u00e1 pouco tempo, com uma aquisi\u00e7\u00e3o e um projeto arrematado em leil\u00e3o. J\u00e1 est\u00e3o com quase tr\u00eas mil quil\u00f4metros de linhas. Buscar\u00e3o aumentar a presen\u00e7a na \u00e1rea?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Transmiss\u00e3o integra nossa estrat\u00e9gia. Temos observado oportunidades tanto de leil\u00e3o quanto de fus\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o e de leil\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tem boas oportunidades de fus\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o no mercado?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Existem empresas em momentos diferentes, associa\u00e7\u00f5es que deram certo e n\u00e3o deram. Da mesma forma que gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda solar n\u00e3o foi bom para a gente, tem outros que pensaram o mesmo em transmiss\u00e3o. H\u00e1 os leil\u00f5es tamb\u00e9m; sempre olhamos e participamos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roberto Rockmann, especial para a Ag\u00eancia iNFRA Maior geradora privada do Brasil, com cerca de 10 GW instalados, a Engie tem no pa\u00eds o principal vetor de crescimento em renov\u00e1veis no mundo. Hoje a opera\u00e7\u00e3o brasileira representa cerca de metade da receita obtida com essas fontes limpas no mundo. 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