{"id":11064,"date":"2022-08-12T13:00:00","date_gmt":"2022-08-12T16:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.agenciainfra.com\/blog\/?p=11064"},"modified":"2024-06-28T11:40:24","modified_gmt":"2024-06-28T14:40:24","slug":"o-conceito-de-infratech-e-o-futuro-da-infraestrutura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/o-conceito-de-infratech-e-o-futuro-da-infraestrutura\/","title":{"rendered":"O conceito de Infratech e o futuro da infraestrutura"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Gabriel Fiuza de Bragan\u00e7a\u00b9, Rodolfo Benevenuto\u00b2, Reinaldo Fioravanti\u00b3, Fabio Ono\u2074, Paulo Coelho \u00c1vila\u2075, Diego Botassio\u2076, Eduardo Fran\u00e7a Amaral\u2077<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 novidade que a transforma\u00e7\u00e3o digital, advinda do que muitos consideram como a quarta revolu\u00e7\u00e3o industrial, afetar\u00e1 de maneira disruptiva praticamente todas as \u00e1reas da economia e mesmo da sociedade. No entanto, em raz\u00e3o da sua essencialidade e estrutura institucional, contratual ou regulat\u00f3ria com participa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, os setores de infraestrutura merecem uma reflex\u00e3o pormenorizada. A necessidade de integra\u00e7\u00e3o entre setores e o surgimento de novas solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e comerciais em todas etapas da cadeia dos setores de energia, saneamento e transportes t\u00eam imposto desafios cada vez maiores \u00e0 forma como esses setores ser\u00e3o estruturados e regulados. O setor de telecomunica\u00e7\u00f5es, frequentemente pouco lembrado como setor de infraestrutura, servir\u00e1 de base e alicerce para os demais. Com a amplia\u00e7\u00e3o do 5G, a introdu\u00e7\u00e3o de sensores em diversas \u00e1reas e a difus\u00e3o da chamada IoT (Internet das Coisas), haver\u00e1 um expressivo aumento no volume de dados produzidos por ativos de infraestrutura tradicional como rodovias, portos, hidr\u00f4metros, medidores de energia etc. Telecomunica\u00e7\u00f5es ser\u00e1 a infraestrutura das infraestruturas que beneficiar\u00e1 e ser\u00e1 beneficiada pelas demais ind\u00fastrias de rede. Mais do que nunca, os aparatos normativos e contratuais, t\u00e3o adaptados \u00e0 realidade de monop\u00f3lios naturais tradicionais e quase imut\u00e1veis por tantas d\u00e9cadas, ter\u00e3o que ser repensados de forma que a inova\u00e7\u00e3o seja a sua mais nova protagonista.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 existem alguns exemplos do potencial dessa transforma\u00e7\u00e3o digital em setores de infraestrutura. Na Austr\u00e1lia, a chamada plataforma \u201cde olho na \u00e1gua\u201d traz a comunidade para a fiscaliza\u00e7\u00e3o da qualidade da \u00e1gua por meio de aplicativos de coleta de imagens. Na \u00e1rea de energia, at\u00e9 pouco tempo, o modelo centralizado de gerenciamento da rede era o \u00fanico vi\u00e1vel em raz\u00e3o do patamar tecnol\u00f3gico e da dificuldade de gerenciar uma rede complexa de eletricidade. Por\u00e9m, com o advento de medidores inteligentes, gera\u00e7\u00e3o descentralizada de energia solar e registro de transa\u00e7\u00f5es via <em>blockchain<\/em>, negocia\u00e7\u00f5es de compra e venda par a par (<em>peer to peer<\/em>) de energia t\u00eam se tornado cada vez mais econ\u00f4micas e tecnicamente vi\u00e1veis. Na \u00e1rea de saneamento, em pa\u00edses africanos como Niger e Qu\u00eania, j\u00e1 se operam modelos de pr\u00e9-pagamento de servi\u00e7os de \u00e1gua voltados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de baixa renda. Sensores e v\u00e1lvulas inteligentes em hidr\u00f4metros agora permitem a redu\u00e7\u00e3o de perdas de \u00e1gua e a gest\u00e3o de uso de \u00e1gua pelos usu\u00e1rios por meio de aplicativos e avisos por SMS.<\/p>\n\n\n\n<p>O conceito de InfraTech, segundo o G20 (2020a), deriva de <em>Infrastructure Technology<\/em> e \u00e9 definido como \u201ca integra\u00e7\u00e3o entre materiais, m\u00e1quinas e tecnologias digitais em todo o ciclo de vida da infraestrutura\u201d. Em sua defini\u00e7\u00e3o mais ampla, InfraTech \u00e9 qualquer tecnologia que afete o desenvolvimento, entrega e opera\u00e7\u00e3o cont\u00ednua das infraestruturas e dos servi\u00e7os a elas vinculados. Isso pode incluir tecnologias usadas para definir os requisitos estrat\u00e9gicos de infraestrutura ou permitir a tomada de decis\u00f5es orientada por dados, inova\u00e7\u00f5es em finan\u00e7as que suportam o gerenciamento de um ativo, ou tecnologias que suportam o relacionamento que um cliente tem com os servi\u00e7os de infraestrutura. De uma perspectiva de pol\u00edtica p\u00fablica, \u00e9 importante fazer a distin\u00e7\u00e3o entre o design de tecnologias nas opera\u00e7\u00f5es de planejamento e entrega de infraestrutura versus a integra\u00e7\u00e3o de tecnologias nas pr\u00f3prias estruturas, o que muda a natureza dos ativos de infraestrutura de simples objetos inanimados para sistemas de informa\u00e7\u00e3o din\u00e2micos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os benef\u00edcios e oportunidades de cria\u00e7\u00e3o de valor a partir de InfraTech podem ser destacados em tr\u00eas aspectos centrais:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Melhorar a efici\u00eancia e reduzir os custos ao longo do ciclo de vida de um ativo de infraestrutura<\/strong>: fun\u00e7\u00f5es anal\u00edticas aprimoradas, gerenciamento de dados, comunica\u00e7\u00f5es e automa\u00e7\u00e3o t\u00eam benef\u00edcios financeiros significativos. Melhor planejamento e tomada de decis\u00e3o atrav\u00e9s da InfraTech n\u00e3o apenas reduz custos, mas tamb\u00e9m prolonga a vida \u00fatil dos ativos. Al\u00e9m disso, os custos de manuten\u00e7\u00e3o podem ser significativamente reduzidos por meio de an\u00e1lises avan\u00e7adas (por exemplo usando intelig\u00eancia artificial), custos reduzidos de monitoramento, interven\u00e7\u00f5es remotas e pe\u00e7as impressas em 3D sob demanda, por exemplo.<\/li><li><strong>Aumentar o valor econ\u00f4mico, social e ambiental:<\/strong> a InfraTech pode ajudar a criar oportunidades econ\u00f4micas, usando novas solu\u00e7\u00f5es para conectar pessoas e empresas, melhorar a compreens\u00e3o do comportamento dos usu\u00e1rios (por exemplo, por meio de <em>data science<\/em>) e, tamb\u00e9m, ajudar a criar empregos e neg\u00f3cios orientados para a tecnologia. Tamb\u00e9m pode ampliar o acesso a servi\u00e7os sociais essenciais (por exemplo, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o), garantindo servi\u00e7os mais seguros e confi\u00e1veis para os usu\u00e1rios. A InfraTech tamb\u00e9m melhora a resili\u00eancia, permitindo uma resposta mais r\u00e1pida e direcionada a desastres, como a pandemia de COVID-19. Finalmente, a InfraTech pode melhorar a qualidade do ar, reduzir emiss\u00f5es, contribuir com os objetivos da agenda clim\u00e1tica e contribuir com diversos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1veis).<\/li><li><strong>Criar mercados por meio de tecnologia e infraestrutura<\/strong>: tecnologias digitais est\u00e3o reestruturando sistemas produtivos, desintermediando as cadeias produtivas (como o caso das empresas de transporte por aplicativo &#8211; TNC, por sua sigla em ingl\u00eas) e criando mercados, exigindo a altera\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o dos modelos de opera\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os e dos ativos de infraestrutura. O surgimento de novas atividades produtivas em redes dom\u00e9sticas e globais e novas formas de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos exigem maior efici\u00eancia e confiabilidade do suporte dos sistemas de infraestrutura \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o em curso.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Os capex (investimentos adicionais de capital) e opex (custos operacionais), necess\u00e1rios para maior incorpora\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es de InfraTech em projetos de infraestrutura tradicional, precisam ser analisados levando-se em conta seus retornos sociais, ambientais e econ\u00f4micos de longo prazo. Essa rela\u00e7\u00e3o benef\u00edcio-custo tende a ser ainda maior considerando o aumento da intensidade e frequ\u00eancia de emerg\u00eancias globais e desastres naturais, que demandam solu\u00e7\u00f5es de infraestrutura mais resilientes e integradas. Ademais, a redu\u00e7\u00e3o dos custos e o aumento dos benef\u00edcios das op\u00e7\u00f5es da InfraTech t\u00eam evolu\u00eddo rapidamente devido \u00e0s mudan\u00e7as nas curvas de maturidade da tecnologia e no contexto em que a tecnologia \u00e9 aplicada.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a InfraTech tamb\u00e9m apresenta desafios que devem ser corretamente endere\u00e7ados, incluindo:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Riscos de implementa\u00e7\u00e3o: dada a complexidade das tecnologias emergentes, h\u00e1 potencial para impactos adversos n\u00e3o intencionais na seguran\u00e7a e confiabilidade. As tecnologias nascentes tamb\u00e9m trazem riscos adicionais devido \u00e0 maior incerteza tecnol\u00f3gica;<\/li><li>Riscos econ\u00f4micos e da for\u00e7a de trabalho:&nbsp; a ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias nos setores de infraestrutura pode resultar em incompatibilidades de qualifica\u00e7\u00e3o profissional e reestrutura\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho associada \u00e0 sua implementa\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o. Novas habilidades ser\u00e3o necess\u00e1rias para usar, efetivamente, as novas tecnologias e gerenciar as opera\u00e7\u00f5es da InfraTech; isso indica um esfor\u00e7o de requalifica\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra atual e futura no setor de infraestrutura;<\/li><li>Riscos sociais: a implanta\u00e7\u00e3o assim\u00e9trica da InfraTech pode exacerbar a desigualdade no acesso a tecnologias e servi\u00e7os de infraestrutura (<em>digital divide<\/em>). Al\u00e9m disso, o aumento exponencial de dados gerados por meio da InfraTech apresenta desafios sociais e t\u00e9cnicos, incluindo maiores riscos de seguran\u00e7a cibern\u00e9tica e problemas relacionados \u00e0 privacidade, prote\u00e7\u00e3o e confidencialidade de dados;<\/li><li>Riscos ambientais: o aumento dos requisitos de armazenamento de dados de muitas solu\u00e7\u00f5es InfraTech resultar\u00e1 em maior consumo de energia (por exemplo, <em>data centers<\/em>, refrigera\u00e7\u00e3o etc.). Al\u00e9m disso, atualmente, algumas solu\u00e7\u00f5es da InfraTech dependem de recursos naturais escassos (por exemplo, l\u00edtio);<\/li><li>Risco de obsolesc\u00eancia: a r\u00e1pida e constante evolu\u00e7\u00e3o da tecnologia muitas vezes desafia os horizontes de investimento de longo prazo dos projetos de capital e pode \u201cprender\u201d os investidores a projetos InfraTech que se tornam desatualizados ou n\u00e3o mais adequados. Embora a evolu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida das tecnologias seja acompanhada por custos decrescentes, a substitui\u00e7\u00e3o ou atualiza\u00e7\u00e3o de ativos pode causar uma interrup\u00e7\u00e3o significativa nos par\u00e2metros do projeto ou grandes despesas de capital.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Em face a tantos desafios e oportunidades, h\u00e1 claramente um cen\u00e1rio de converg\u00eancia entre as infraestruturas tradicionais (n\u00e3o previamente habilitadas ao emprego de novas tecnologias) e a infraestrutura digital, bem como a integra\u00e7\u00e3o entre diferentes setores. Por exemplo: entre saneamento e telecomunica\u00e7\u00f5es, com os hidr\u00f4metros digitais; entre telecomunica\u00e7\u00f5es, estrada de ferro e terminal portu\u00e1rio, com o incremento de efici\u00eancia para o escoamento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria das fazendas do interior de SP ao porto de Santos; entre energia e telecomunica\u00e7\u00f5es, com os <em>smartgrids<\/em>; &nbsp;entre os setores de transporte e energia, com a implementa\u00e7\u00e3o de infraestrutura para recarga de carros el\u00e9tricos, e; entre transporte e telecomunica\u00e7\u00f5es, com a implementa\u00e7\u00e3o de cobertura celular em rodovias. No caso de novos projetos (<em>greenfield<\/em>), h\u00e1 uma clara oportunidade de emprego de solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas inovadoras desde as fases iniciais de concep\u00e7\u00e3o deles. No caso de projetos de moderniza\u00e7\u00e3o das infraestruturas existentes (<em>brownfield<\/em>), j\u00e1 h\u00e1 possibilidade de ado\u00e7\u00e3o de sensores e outras aplica\u00e7\u00f5es digitais capazes de coletar e gerenciar dados tornando mais eficiente a opera\u00e7\u00e3o das infraestruturas. Tal fen\u00f4meno requerer\u00e1 a integra\u00e7\u00e3o e a harmoniza\u00e7\u00e3o do planejamento, governan\u00e7a e, principalmente, da regula\u00e7\u00e3o de diferentes setores.<\/p>\n\n\n\n<p>O GiHub (Global Infrastructure Hub), a partir da agenda de InfraTech do G20, tem compilado estudos de caso e aplica\u00e7\u00f5es globais de solu\u00e7\u00f5es de InfraTech. Em 2020, foram identificados 130 casos diferentes, cobrindo mais de 40 pa\u00edses e envolvendo diferentes aplica\u00e7\u00f5es como transporte, energia, \u00e1gua e esgoto em diferentes est\u00e1gios dos projetos. Conforme a figura abaixo, atualmente a maior parte as aplica\u00e7\u00f5es concentram-se em transporte, seguido por \u00e1gua e envolvem tecnologias de sensores, IoT (Internet das Coisas), IA (Intelig\u00eancia Artificial) e analytics &#8211; a an\u00e1lise de grandes bases de dados para tomada de decis\u00f5es, al\u00e9m de outras. \u00c9 razo\u00e1vel que tais tecnologias tenham destaque, visto que envolvem a coleta de dados (IoT e sensores) e o tratamento de dados (<em>analytics<\/em> e IA) que s\u00e3o processos centrais para a cadeia de valor tecnol\u00f3gica. Exemplos detalhados de experi\u00eancias internacionais, alinhadas aos elementos para a ado\u00e7\u00e3o da InfraTech, podem ser consultados no documento \u201c<em>GI Hub Stocktake of Infrastructure Technology Use Cases<\/em>\u201d (G20, 2020b).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"879\" height=\"494\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-11065\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/image.png 879w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/image-300x169.png 300w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/image-768x432.png 768w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/image-720x405.png 720w\" sizes=\"(max-width: 879px) 100vw, 879px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size\">&nbsp; Fonte:&nbsp; GI Hub (2022).<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil tem as suas complexidades adicionais. A Nota T\u00e9cnica SEI n\u00ba 29640\/2022\/ME (SDI\/ME, 2022) discorre em detalhes sobre temas prementes relacionados \u00e0 InfraTech j\u00e1 enfrentados no cen\u00e1rio nacional. Entre eles, destacam-se: (i) a explora\u00e7\u00e3o de receitas acess\u00f3rias em concess\u00f5es; (ii) os compartilhamentos de diferentes infraestruturas, galerias subterr\u00e2neas e postes; (iii) a abertura, digitaliza\u00e7\u00e3o, transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e descentraliza\u00e7\u00e3o do setor el\u00e9trico, e; (iv) as quest\u00f5es tribut\u00e1rias e de ciberseguran\u00e7a. Com o intuito de estabelecer uma vis\u00e3o estrat\u00e9gica para o desenvolvimento da InfraTech no Brasil, e aplicar as melhores pr\u00e1ticas globais, ainda que emergentes, a divis\u00e3o de qualidade de investimentos de infraestrutura (QII &#8211; <em>Quality Infrastructure Investiment<\/em>) do Banco Mundial, em parceria com o Minist\u00e9rio da Economia, far\u00e3o uma avalia\u00e7\u00e3o pioneira do n\u00edvel de prontid\u00e3o (<em>readiness assessment<\/em>) do Brasil para ado\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es de InfraTech considerando diversas dimens\u00f5es, tais como regulat\u00f3ria, institucional, de planejamento, governan\u00e7a, capacita\u00e7\u00e3o e mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto no Brasil o poder p\u00fablico vem trabalhando fortemente para impulsionar essa vis\u00e3o e agenda estrat\u00e9gica para InfraTech, no \u00e2mbito do F\u00f3rum de Infraestrutura do G20 outras organiza\u00e7\u00f5es, como o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), t\u00eam liderado iniciativas em v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, como Col\u00f4mbia, Peru e Chile focadas em quatro pilares principais. S\u00e3o eles: i) empresas do setor; ii) o setor p\u00fablico; iii) os consumidores, e; iv) o ecossistema de inova\u00e7\u00e3o da infraestrutura. As iniciativas apoiadas, al\u00e9m de incluir os aspectos regulat\u00f3rios, institucionais e de planejamento como discutido anteriormente, inclui um esfor\u00e7o concentrado para desenvolvimento de pilotos de solu\u00e7\u00f5es digitais espec\u00edficas que possam ser catalizadores da transforma\u00e7\u00e3o digital; isso permite reduzir os riscos de sua implementa\u00e7\u00e3o, atraindo mais inova\u00e7\u00e3o para o setor. Exemplos incluem aplica\u00e7\u00f5es para manuten\u00e7\u00e3o de rodovias usando<em> computer vision<\/em> e intelig\u00eancia artificial que t\u00eam reduzido em at\u00e9 80% os custos de gest\u00e3o de rodovias. Ainda, essa \u00e9 uma ferramenta que apoia empresas do setor el\u00e9trico a reduzir fraudes, por meio da utiliza\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia artificial para identificar anomalias no consumo de eletricidade, entre outros. Se os dados s\u00e3o o novo petr\u00f3leo do s\u00e9culo XXI, ent\u00e3o h\u00e1, no Brasil, um novo pr\u00e9-sal ainda pouco explorado e justamente &#8220;abaixo&#8221; das estruturas, ou seja, na INFRA-estrutura. Por\u00e9m, ainda n\u00e3o h\u00e1 um modelo comprovado para extrair o valor desse &#8220;pr\u00e9-sal&#8221; de dados na infraestrutura; portanto, est\u00e3o abertas as oportunidades para investimentos na interoperabilidade de sistemas e no desenvolvimento de novos modelos regulat\u00f3rios e contratuais que favore\u00e7am a coordena\u00e7\u00e3o e o compartilhamento de dados de InfraTech. Em um contexto de mudan\u00e7as demogr\u00e1ficas e clim\u00e1ticas aceleradas, alta fragmenta\u00e7\u00e3o e baixa digitaliza\u00e7\u00e3o dos setores de infraestrutura, \u00e9 fundamental que novas pol\u00edticas p\u00fablicas considerem os desafios e oportunidades da agenda InfraTech. N\u00e3o se pode vislumbrar uma economia do futuro com alta produtividade e gera\u00e7\u00e3o de valor para a sociedade sem que trabalhemos, hoje, por uma infraestrutura compat\u00edvel com esse futuro. Em se tratando de infraestrutura no Brasil, n\u00e3o d\u00e1 mais para vivermos num recorrente futuro do pret\u00e9rito. Como diria Peter Drucker, \u201ca melhor maneira de prever o futuro \u00e9 cri\u00e1-lo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>Banco Mundial (2020). InfraTech Policy Toolkit. Dispon\u00edvel em: https:\/\/openknowledge.worldbank.org\/handle\/10986\/34326.<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>G20 (2020a). G20 Riyadh InfraTech Agenda. Dispon\u00edvel em: https:\/\/cdn.gihub.org\/umbraco\/media\/3008\/g20-riyadh-InfraTech-agenda.pdf.<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>G20 (2020b). GI Hub Stocktake of Infrastructure Technology Use Cases. Dispon\u00edvel em: https:\/\/cdn.gihub.org\/umbraco\/media\/3060\/the-global-infrastructure-hubs-reference-note-on-InfraTech-stocktakejuly-2020-revised.pdf.<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>GI Hub (2022). Infrastructure Technology Use Cases. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.gihub.org\/infrastructure-technology-use-cases\/.<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>McAfee (2019). Navigating Cloudy Sky. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.mcafee.com\/enterprise\/en-us\/assets\/executive-summaries\/es-navigating-cloudy-sky.pdf.<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>SDI\/ME &#8211; Secretaria de Desenvolvimento da Infraestrutura do Minist\u00e9rio da Economia (2022). InfraTech \u2013 Oportunidades para Digitaliza\u00e7\u00e3o da Infraestrutura. Processo SEI 19654.100176\/2022-18.<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>Banco Interamericano de Desenvolvimento (2021). Estrategia de Transformaci\u00f3n Digital Para El Sector de Infraestructura y Energ\u00eda 2021- 2025.<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">\u00b9Gabriel Fiuza de Bragan\u00e7a<strong>: doutor em Economia pela VUW\/NZ (Universidade Victoria de Wellington, Nova Zel\u00e2ndia), mestre em Economia pela EPGE\/FGV (Escola Brasileira de Economia e Finan\u00e7as \/ Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas) e em Matem\u00e1tica pelo Impa (Instituto de Matem\u00e1tica Pura e Aplicada<\/strong>)<strong>.<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">\u00b2Rodolfo Benevenuto<strong>: doutor em Engenharia de Transportes pela Trinity College Dublin, MBA (Master of Business Administration<\/strong>) <strong>em Gerenciamento de Projetos pela FGV e engenheiro eletricista pela USP (Universidade de S\u00e3o Paulo).<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u00b3<\/strong>Reinaldo Fioravanti<strong>: doutor em Engenharia de Transportes pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), mestre em Administra\u00e7\u00e3o Publica pela Universidade de Harvard e em Engenharia Log\u00edstica pelo Zaragoza Logistics Center e MBA pela Business School S\u00e3o Paulo.<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u2074<\/strong>Fabio Ono<strong>: mestre em Desenvolvimento Econ\u00f4mico pela UFPR (Universidade Federal do Paran\u00e1), MBA em Gest\u00e3o Financeira e Controladoria pela FGV, p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o pela Harvard School of Government. <\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u2075<\/strong>Paulo Coelho \u00c1vila<strong>: arquiteto, urbanista e mestre em Planejamento Urbano pela UnB (Universidade de Bras\u00edlia) e MBA em Transforma\u00e7\u00e3o Digital e o Futuro dos Neg\u00f3cios pela PUC (Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica).<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u2076<\/strong>Diego Botassio<strong>: mestre em Economia Aplicada e especialista em Data Science e Analytics pela USP.<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u2077<\/strong>Eduardo Fran\u00e7a Amaral<strong>: especialista em regula\u00e7\u00e3o da Anatel (Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es) com MBA em Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica de Pessoas e especializa\u00e7\u00e3o em Direito do Estado e da Regula\u00e7\u00e3o, ambos pela FGV, e gradua\u00e7\u00e3o em Direito pela UCAM (Universidade Candido Mendes). <\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p><strong>As opini\u00f5es dos autores n\u00e3o refletem necessariamente o pensamento da Ag\u00eancia iNFRA, sendo de total responsabilidade do autor as informa\u00e7\u00f5es, ju\u00edzos de valor e conceitos descritos no texto.<\/strong> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gabriel Fiuza de Bragan\u00e7a\u00b9, Rodolfo Benevenuto\u00b2, Reinaldo Fioravanti\u00b3, Fabio Ono\u2074, Paulo Coelho \u00c1vila\u2075, Diego Botassio\u2076, Eduardo Fran\u00e7a Amaral\u2077 N\u00e3o \u00e9 novidade que a transforma\u00e7\u00e3o digital, advinda do que muitos consideram como a quarta revolu\u00e7\u00e3o industrial, afetar\u00e1 de maneira disruptiva praticamente todas as \u00e1reas da economia e mesmo da sociedade. 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