{"id":13959,"date":"2023-09-11T09:00:00","date_gmt":"2023-09-11T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.agenciainfra.com\/blog\/?p=13959"},"modified":"2026-03-13T09:45:52","modified_gmt":"2026-03-13T12:45:52","slug":"brasil-fora-da-rota-dos-grandes-navios-de-conteineres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/brasil-fora-da-rota-dos-grandes-navios-de-conteineres\/","title":{"rendered":"Brasil fora da rota dos grandes navios de cont\u00eaineres"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Dimmi Amora,&nbsp;da&nbsp;Ag\u00eancia iNFRA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil j\u00e1 tem potencial de carga para estar recebendo&nbsp;navios&nbsp;que podem transportar at\u00e9 16 mil TEUs (unidade de medida para cont\u00eainer de 20 p\u00e9s), mas restri\u00e7\u00f5es no acesso&nbsp;dos&nbsp;navios&nbsp;e baixa capacidade&nbsp;dos&nbsp;terminais portu\u00e1rios para operar com esse tipo de embarca\u00e7\u00e3o fazem com que as embarca\u00e7\u00f5es que operam para o&nbsp;mercado internacional sejam de no m\u00e1ximo para 11,5 mil TEUs.<br><br>Essa falta de capacidade para receber&nbsp;navios&nbsp;maiores \u00e9 apontada como causadora de preju\u00edzo para toda a cadeia produtiva nacional por representantes&nbsp;da&nbsp;ind\u00fastria de navega\u00e7\u00e3o, tornando mais elevados os custos de importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o das mercadorias. E pode piorar nos pr\u00f3ximos anos. \u00c9 o que aponta trabalho rec\u00e9m-conclu\u00eddo pelo Centronave, organiza\u00e7\u00e3o que representa as companhias do setor, do qual a&nbsp;<strong>Ag\u00eancia iNFRA<\/strong>&nbsp;obteve uma apresenta\u00e7\u00e3o.<br><br>A ind\u00fastria de navega\u00e7\u00e3o, no entanto, sofre contesta\u00e7\u00e3o de algumas dessas conclus\u00f5es por parte do setor portu\u00e1rio, que aponta que a pr\u00e1tica de self preference usada pelas empresas de navega\u00e7\u00e3o (chamadas de armadores) para levar cargas aos terminais de propriedade delas em detrimento de terminais sem rela\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria com elas&nbsp;(chamados bandeira branca), distorce o mercado e que os n\u00fameros indicam que h\u00e1 ociosidade na maior parte&nbsp;dos&nbsp;terminais portu\u00e1rios do pa\u00eds.<br><br>Os&nbsp;navios&nbsp;que atendem hoje ao mercado nacional foram produzidos at\u00e9 2008 e j\u00e1 est\u00e3o \u201csaindo de linha\u201d,&nbsp;porque a ind\u00fastria tem encomendado&nbsp;navios&nbsp;cada vez maiores numa din\u00e2mica de ampliar a produtividade com maior economia de escala. As encomendas de&nbsp;navios&nbsp;para mais de 12 mil TEUs j\u00e1 correspondem hoje a mais de 2\/3&nbsp;da&nbsp;capacidade&nbsp;dos&nbsp;navios&nbsp;encomendados. As encomendas atuais j\u00e1 s\u00e3o para&nbsp;navios&nbsp;de 24 mil TEUs, de acordo com dados&nbsp;da&nbsp;Solve Shipping,&nbsp;empresa de intelig\u00eancia log\u00edstica.<br><br>Mas um navio com essa capacidade precisa ter canais de acesso profundos e largos o suficiente para as manobras e terminais portu\u00e1rios com equipamentos e espa\u00e7o suficiente para colocar e retirar as cargas o mais rapidamente poss\u00edvel. Isso evita que o navio fique muito tempo parado para operar, o que gera custos, ou que entre e saia do porto com menos carga que sua capacidade.<br><br>E, nesse quesito, o portos brasileiros est\u00e3o longe de atender a essas necessidades. Mesmo os&nbsp;navios&nbsp;de 11,5 mil TEUs operam aqui com restri\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios tipos. Em geral, dificilmente conseguem chegar ou sair com mais de 10 mil TEUs, segundo Leandro Barreto, CEO&nbsp;da&nbsp;Solve Shipping, mesmo no principal porto do pa\u00eds, Santos (SP).<br><br><strong>Press\u00e3o por descarboniza\u00e7\u00e3o<\/strong><br>Ele aponta que o pa\u00eds sempre correu atr\u00e1s do preju\u00edzo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 capacidade portu\u00e1ria, deixando com que a demanda pressionasse para depois ampliar. Mas, para ele, desta vez as mudan\u00e7as no setor podem fazer com que esse tipo de comportamento seja fatal.<br>&nbsp;&nbsp; &nbsp;<br>Segundo o executivo, h\u00e1 forte press\u00e3o na ind\u00fastria para que o setor de navega\u00e7\u00e3o descarbonize-se at\u00e9 2050. E um&nbsp;dos&nbsp;principais componentes para isso \u00e9 fazer&nbsp;navios&nbsp;grandes&nbsp;para reduzir o n\u00famero de viagens e, assim, reduzir as emiss\u00f5es.<br><br>De acordo com os dados do Centronave, um navio de 3,6 mil TEUs gasta mais que o dobro do que um navio de 12 mil TEUs em combust\u00edvel por unidade transportada, por exemplo. Com os&nbsp;navios&nbsp;mais modernos e movidos a novos combust\u00edveis, a tend\u00eancia \u00e9 redu\u00e7\u00e3o maior.<br><br>Segundo Leandro, sem que se amplie a capacidade&nbsp;dos&nbsp;canais de acesso de navega\u00e7\u00e3o e&nbsp;dos&nbsp;terminais para receber e operar os&nbsp;cont\u00eaineres, o que vai acontecer \u00e9 que v\u00e3o ficar para o&nbsp;Brasil&nbsp;navios&nbsp;\u201cvelhos e caros\u201d.&nbsp;<br><br>\u201cN\u00e3o \u00e9 ser pessimista, nem profeta do apocalipse. \u00c9 s\u00f3 olhar o que est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o e em opera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o vai ter navio de 8 mil para atender aqui. Os que est\u00e3o rodando hoje t\u00eam 10 anos de vida e depois acabou\u201d, disse Leandro, que vislumbra risco de o pa\u00eds deixar de ter linhas diretas com os pa\u00edses com maior volume de com\u00e9rcio, que podem operar com hub ports especialmente na Am\u00e9rica Central.<br><br>\u201cAgora voc\u00ea imagina isso para algumas cargas, como a manga do Nordeste, ou a flor de Holambra, em S\u00e3o Paulo, que n\u00e3o aceita transbordo. A situa\u00e7\u00e3o se tornou dram\u00e1tica agora\u201d, defende Leandro lembrando que obras de amplia\u00e7\u00e3o de canal e de terminais levam longo&nbsp;tempo, entre tr\u00eas e cinco anos, entre o projeto e a execu\u00e7\u00e3o.<br><br><strong>Consultas negadas<\/strong><br>A&nbsp;<strong>Ag\u00eancia iNFRA<\/strong>&nbsp;apurou com dois diferentes executivos do setor que j\u00e1 houve consultas para que se possa trazer para o&nbsp;Brasil&nbsp;navios&nbsp;maiores que os de 11,5 mil TEUs pelo potencial de carga que o pa\u00eds tem, mas que as empresas s\u00e3o desaconselhadas a faz\u00ea-lo devido \u00e0s restri\u00e7\u00f5es de calado e de opera\u00e7\u00e3o desses&nbsp;navios&nbsp;aqui, que avaliam n\u00e3o ser\u00e1 solucinada em menos de cinco anos.&nbsp;<br><br>Na apresenta\u00e7\u00e3o que vem distribuindo, o Centronave indica que a opera\u00e7\u00e3o com&nbsp;navios&nbsp;a plena capacidade hoje j\u00e1 faria com que os custos fossem at\u00e9 US$ 21 bilh\u00f5es menores para o pa\u00eds, somente considerando as cargas que n\u00e3o podem ser levadas nos&nbsp;navios&nbsp;que j\u00e1 atendem ao pa\u00eds (at\u00e9 11,5 mil TEUs) pelas restri\u00e7\u00f5es operacionais, especialmente de calado do Porto de Santos, o mais relevante para esse tipo de carga, por onde passam cerca de 40%&nbsp;dos&nbsp;cont\u00eaineres&nbsp;do pa\u00eds.<br><br>O principal investimento que poderia resolver esse problema \u00e9 a amplia\u00e7\u00e3o&nbsp;da&nbsp;profundidade do canal de acesso de Santos&nbsp;dos&nbsp;atuais 14,5 metros (m\u00e1ximo) para 17 metros. Apesar de poder operar em 14,5 metros, segundo Leandro, na pr\u00e1tica isso s\u00f3 pode ocorrer em condi\u00e7\u00f5es&nbsp;especiais. Por isso, grande parte&nbsp;dos&nbsp;navios&nbsp;acabam s\u00f3 operado com&nbsp;cont\u00eaineres&nbsp;suficientes para passar com 13,5 metros, o que leva a perda de efici\u00eancia j\u00e1 que t\u00eam que sair com menos carga.&nbsp;<br><br>H\u00e1 mais de uma d\u00e9cada a obra de amplia\u00e7\u00e3o&nbsp;da&nbsp;profundidade do canal \u00e9 prometida. No governo anterior, a ideia era passar a responsabilidade para a nova concession\u00e1ria que administraria o porto.&nbsp;Mas a proposta previa que&nbsp;s\u00f3 se chegaria aos 17 metros em 2033, o que era motivo de reclama\u00e7\u00e3o por parte das empresas que avaliaram o edital.&nbsp;<br><br>O projeto de concess\u00e3o foi engavetado na atual gest\u00e3o que quer manter a empresa p\u00fablica na gest\u00e3o do porto. A promessa agora \u00e9 um modelo que inicia com&nbsp;obra p\u00fablica e vira uma PPP. A ideia, no entanto, \u00e9 antecipar a profundidade de 17 metros em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 promessa de 2033.<br><br>O aprofundamento do canal&nbsp;tem desafios de engenharia complexos devido \u00e0s caracter\u00edsticas do mar na regi\u00e3o. Por isso, o governo anterior defendia que o melhor modelo era passar esse risco para o setor privado gerenciar na concess\u00e3o do porto. A atual gest\u00e3o alega que s\u00e3o necess\u00e1rios mais estudos e defende que um PPP dar\u00e1 mais seguran\u00e7a ao processo.<br><br><strong>Priorizar Santos<\/strong><br>Segundo uma fonte, um planejamento mais adequado do setor deveria priorizar a amplia\u00e7\u00e3o&nbsp;da&nbsp;profundidade&nbsp;em Santos, que \u00e9 o principal ponto de chegada e sa\u00edda&nbsp;de mercadorias, para que fosse poss\u00edvel criar um hub de todo o Mercosul usando&nbsp;grandes&nbsp;navios; e, a partir dali, distribuir a carga com&nbsp;navios&nbsp;menores, que exigiriam menos interven\u00e7\u00f5es de dragagem nos outros portos do pa\u00eds.<br><br>\u201cMas o que se v\u00ea s\u00e3o an\u00fancios de obras de dragagem em todos os portos do pa\u00eds, mesmo os que n\u00e3o ter\u00e3o voca\u00e7\u00e3o para receber&nbsp;grandes&nbsp;navios\u201d, disse a fonte sob anonimato.&nbsp;<br><br>A perda de efici\u00eancia&nbsp;dos&nbsp;navios&nbsp;de&nbsp;cont\u00eaineres&nbsp;nos portos, na pr\u00e1tica, passa a ser repartida por toda a sociedade, na vis\u00e3o de um operador do setor ouvido sob a condi\u00e7\u00e3o de anonimato. E vem fazendo com que os conflitos entre embarcadores de carga, terminais portu\u00e1rios e empresas de navega\u00e7\u00e3o se ampliem.<br><br>O mercado de transporte de carga \u00e9 complexo e de dif\u00edcil regula\u00e7\u00e3o. Ele tem pre\u00e7os livres para o transporte de mercadorias (frete) e servi\u00e7os adicionais. Parte&nbsp;dos&nbsp;servi\u00e7os \u00e9 paga pelo cliente \u00e0s empresas de navega\u00e7\u00e3o ou seus agentes de carga e outra parte aos terminais portu\u00e1rios, que tamb\u00e9m operam em regime de pre\u00e7o livre.<br><br>Como ao longo do tempo o servi\u00e7o de navega\u00e7\u00e3o tornou-se cada vez mais oligopolizado, clientes e terminais reclamam de pr\u00e1ticas abusivas&nbsp;dos&nbsp;armadores, enquanto esses alegam que praticam regras de mercado internacionais para um servi\u00e7o repleto de complexidades, que v\u00e3o do clima a restri\u00e7\u00f5es alfandeg\u00e1rias, e que tem problemas de restri\u00e7\u00e3o no&nbsp;Brasil&nbsp;que prejudicam a opera\u00e7\u00e3o.<br><br>Como a maioria&nbsp;dos&nbsp;clientes n\u00e3o tem volume de carga suficiente para garantir contratos espec\u00edficos, eles t\u00eam que seguir as regras que s\u00e3o impostas pelos armadores sobre onde levar as cargas, prazos para entrega e retirada, entre outros temas, o que tamb\u00e9m gera conflito com os terminais portu\u00e1rios.<br><br><strong>Problemas se avolumando<\/strong><br>O Cecaf\u00e9 (Conselho&nbsp;dos&nbsp;Exportadores de Caf\u00e9) representa empresas exportadoras do produto que movimentam por ano mais de 160 mil&nbsp;cont\u00eaineres. Eduardo Heron, diretor t\u00e9cnico&nbsp;da&nbsp;organiza\u00e7\u00e3o, diz que os problemas com armadores e terminais t\u00eam se avolumado nos \u00faltimos meses.<br><br>A associa\u00e7\u00e3o teve que contratar uma empresa para monitorar os&nbsp;navios&nbsp;que aportam&nbsp;fora&nbsp;do prazo previsto como forma de evitar cobran\u00e7a de custos pelo fato de os&nbsp;cont\u00eaineres&nbsp;ficarem nos terminais al\u00e9m do periodo franqueado&nbsp;sem custos. Em agosto, de acordo com os dados&nbsp;da&nbsp;Ellox, 57&nbsp;navios&nbsp;estavam&nbsp;fora&nbsp;do prazo previsto, o que correspondeu a 60% do total em Santos para exporta\u00e7\u00e3o, o maior n\u00famero e o maior percentual em 12 meses.&nbsp;<br><br>Heron v\u00ea uma correla\u00e7\u00e3o direta com as restri\u00e7\u00f5es de capacidade&nbsp;dos&nbsp;portos brasileiros e o aumento&nbsp;dos&nbsp;atrasos e problemas com as cobran\u00e7as. Segundo ele, a ag\u00eancia reguladora do setor, a ANTAQ (Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios), vai precisar agir com mais vigor para evitar o que ele classifica como abusos na cobran\u00e7a aos usu\u00e1rios.<br><br>\u201cA carga n\u00e3o pode ser prejudicada por esses problemas. Isso tem que ser caracterizado como risco do neg\u00f3cio do armador e&nbsp;dos&nbsp;portos. Se eu furo um pneu e atraso a entrega do cont\u00eainer, nada mais justo que eu pague a mais por isso. Mas se os problemas n\u00e3o decorrem&nbsp;da&nbsp;minha opera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o temos que pagar mais\u201d, explicou Heron.<br><br><strong>Divis\u00e3o<\/strong><br>A necessidade de amplia\u00e7\u00e3o do canal de acesso&nbsp;dos&nbsp;navios&nbsp;e melhoria nos acessos portu\u00e1rios por terra \u00e9 o ponto em comum de todos os setores sobre a necessidade de investimetnos. Mas, quando a discuss\u00e3o \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o aos terminais, os dois grupos em que se dividiu o setor t\u00eam vis\u00f5es diferentes. De um lado est\u00e3o as empresas de navega\u00e7\u00e3o e os terminais de propriedade de duas de suas maiores companhias, a MSC e a Maersk. Do outros, os terminais chamados bandeira branca, ou n\u00e3o vinculados \u00e0s empresas de navega\u00e7\u00e3o.<br><br>As empresas de navega\u00e7\u00e3o alegam que precisam que os terminais portu\u00e1rios sejam ampliados porque j\u00e1 h\u00e1 restri\u00e7\u00f5es operacionais e projetam para o futuro pr\u00f3ximo falta de capacidade em Santos e, em alguns anos, em todo o&nbsp;Brasil. Os bandeira branca e seus representantes alegam que a falta de capacidade, quando h\u00e1,&nbsp;est\u00e1 restrita aos terminais vinculados a armadores por causa das pr\u00e1ticas de prefer\u00eancia de carga deles.<br><br>A briga tem se intensificado h\u00e1 alguns anos, com guerra de vers\u00f5es, disputas judiciais, em \u00f3rg\u00e3os de controle e de defesa&nbsp;da&nbsp;concorr\u00eancia. At\u00e9 o governo passado, a tend\u00eancia era pela amplia\u00e7\u00e3o&nbsp;dos&nbsp;investimentos em terminais com a maior velocidade poss\u00edvel, o que incluiria n\u00e3o somente o canal, mas tamb\u00e9m dar mais capacidade ao principal terminal vinculado aos armadores, o BTP, em Santos; e licitar o que seria o maior terminal do pa\u00eds&nbsp;para&nbsp;cont\u00eaineres, o STS10.<br><br>Mas, no atual governo, os planos para esses projetos foram alterados e passaram a andar num ritmo mais lento do que o esperado. N\u00e3o h\u00e1 convic\u00e7\u00e3o de que a capacidade est\u00e1 pr\u00f3xima ao limite nem mesmo em Santos. A amplia\u00e7\u00e3o do BTP, que at\u00e9 o fim do ano passado era dada como certa, passou a ter v\u00e1rias reavalia\u00e7\u00f5es e n\u00e3o saiu at\u00e9 hoje, nove meses ap\u00f3s o in\u00edcio do governo. O STS10, na vis\u00e3o de um especialista do mercado, est\u00e1 sendo \u201cdesfigurado\u201d para ser um terminal de baixa relev\u00e2ncia para&nbsp;cont\u00eaineres&nbsp;(a posi\u00e7\u00e3o do governo sobre o tema est\u00e1 abaixo).<br><br>A reclama\u00e7\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o ampliar a capacidade em Santos pode levar a dificuldades operacionais num futuro breve, o que prejudicaria ainda mais a carga. Na d\u00e9cada de 2000, quando o porto estava com capacidade abaixo&nbsp;da&nbsp;demanda, os pre\u00e7os eram altos e a opera\u00e7\u00e3o complexa, alerta um operador que trabalhava em Santos na \u00e9poca.<br><br>A forma como ser\u00e1 feita a amplia\u00e7\u00e3o&nbsp;dos&nbsp;investimentos e o aumento&nbsp;da&nbsp;participa\u00e7\u00e3o de armadores no setor portu\u00e1rio, contudo, segue como preocupa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios setores e foi recentemente externada pelo presidente do TCU (Tribunal de Contas&nbsp;da&nbsp;Uni\u00e3o), Bruno Dantas, num evento&nbsp;da&nbsp;ABTP (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira&nbsp;dos&nbsp;Terminais Portu\u00e1rios).<br><br>Ao comentar sobre decis\u00f5es relativas \u00e0 restri\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o de armadores e seus associados na proposta que foi analisada sobre o arrendamento do STS10, Dantas disse que ouviu o argumento de todos os lados e segue defendendo que haja&nbsp;uma regula\u00e7\u00e3o robusta para evitar problemas concorrenciais, com limites \u00e0 atua\u00e7\u00e3o &#8220;anticoncorrencial&#8221; que pode enfraquecer o setor.&nbsp;<br><br><strong>Restri\u00e7\u00f5es terrestres<\/strong><br>O trabalho do Centronave observa&nbsp;que estudos internacionais apontam que a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que os terminais operem com at\u00e9&nbsp;65% de sua capacidade para uma opera\u00e7\u00e3o eficiente. Os tr\u00eas terminais em Santos \u2013 BTP, Santos&nbsp;Brasil&nbsp;e DP World, sendo os dois \u00faltimos bandeira branca \u2013 estariam operando acima&nbsp;dos&nbsp;65%, com picos de at\u00e9 84%, o que estaria levando a cancelamento de escala.<br><br>Eduardo Heron, do Cecaf\u00e9, lembra que al\u00e9m&nbsp;dos&nbsp;problemas para a navega\u00e7\u00e3o,&nbsp;as dificuldades de opera\u00e7\u00e3o terrestre, ou seja, engarrafamentos causados por&nbsp;caminh\u00f5es, falta de linhas f\u00e9rreas e outros itens, s\u00e3o um fator a mais para criar dificuldades para a opera\u00e7\u00e3o, que para ele j\u00e1 s\u00e3o vis\u00edveis.&nbsp;<br><br>\u201cHoje, se um terminal parar de funcionar em Santos um dia, j\u00e1 se cria uma dificuldade enorme para a movimenta\u00e7\u00e3o&nbsp;da&nbsp;carga\u201d, disse Heron.<br><br>Jesualdo Silva, presidente&nbsp;da&nbsp;ABTP,&nbsp;da&nbsp;qual os terminais de armadores sa\u00edram no ano passado, afirmou que a ociosidade m\u00e9dia&nbsp;dos&nbsp;terminais associados est\u00e1 acima&nbsp;dos&nbsp;50%, e mesmo em Santos est\u00e1 nos 35%, sem a amplia\u00e7\u00e3o de capacidade que j\u00e1 est\u00e1 sendo realizada pelo Santos&nbsp;Brasil.&nbsp;<br><br>Segundo ele, os problemas externos \u00e0 gest\u00e3o&nbsp;dos&nbsp;terminais, como mar\u00e9s, programa\u00e7\u00e3o de praticagem e outros, atrapalham a utiliza\u00e7\u00e3o&nbsp;dos&nbsp;ber\u00e7os e geram o maior consumo&nbsp;da&nbsp;capacidade est\u00e1tica das unidades em Santos, e defende que as restri\u00e7\u00f5es sejam melhoradas com investimentos&nbsp;da&nbsp;autoridade portu\u00e1ria, que a associa\u00e7\u00e3o defende que tenha mais autonomia para que possa ser \u00e1gil na realiza\u00e7\u00e3o&nbsp;dos&nbsp;investimentos previstos.<br><br><strong>Reavalia\u00e7\u00e3o do STS10 e PPP para o canal<\/strong><br>Em nota, o Minist\u00e9rio de Portos e Aeroportos informou que \u201co projeto do arrendamento STS10 se encontra em fase de reavalia\u00e7\u00e3o, considerando o novo cen\u00e1rio de movimenta\u00e7\u00e3o de cargas no Complexo Portu\u00e1rio de Santos, suas necessidades e especificidades, bem como o arranjo de outras opera\u00e7\u00f5es e projetos, notadamente na regi\u00e3o do Sabo\u00f3. T\u00e3o logo essa reavalia\u00e7\u00e3o seja conclu\u00edda, o projeto STS10 poder\u00e1 ser retomado, seja em sua forma original ou ajustada\u201d.<br><br>A APS (Autoridade Portu\u00e1ria de Santos) informou que \u201cos servi\u00e7os de dragagem em andamento para a manuten\u00e7\u00e3o das atuais condi\u00e7\u00f5es de 15 metros de calado no canal de navega\u00e7\u00e3o do Porto de Santos vencem em 2024. H\u00e1 a possibilidade de se renovar ou de buscar um novo contrato para a manuten\u00e7\u00e3o&nbsp;dos&nbsp;15 metros\u201d. A APS tamb\u00e9m afirmou&nbsp;que pretende come\u00e7ar no ano que vem os servi\u00e7os para aprofundamento do canal para 16 metros.<br><br>Disse ainda que, em parceria com especialistas&nbsp;da&nbsp;Unicamp, estuda novos crit\u00e9rios de mensura\u00e7\u00e3o&nbsp;dos&nbsp;servi\u00e7os que sejam mais vantajosos para o Porto. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s metas futuras de aprofundamento do canal para 16 metros e depois 17 metros, a APS informou que a Unicamp tamb\u00e9m estuda modelo de uma \u201cParceria P\u00fablico Privada (PPP), que permita servi\u00e7os de maior durabilidade com uma concess\u00e3o de longo prazo\u201d.<br><br>Sobre os terminais de&nbsp;cont\u00eaineres, a empresa informou que &#8220;o Porto de Santos recebe mais de 5 milh\u00f5es de&nbsp;cont\u00eaineres&nbsp;por ano em terminais privados, que t\u00eam sua capacidade atual calculada como suficiente at\u00e9 2030&#8221;.<br><br>A APS confirmou ainda que segue com as aprova\u00e7\u00f5es de amplia\u00e7\u00e3o de capacidade&nbsp;dos&nbsp;atuais terminais e que o &#8220;novo formato do STS 10 ser\u00e1 objeto de reuni\u00e3o na APS ap\u00f3s o feriado, de forma a definir um modelo que atenda \u00e0s necessidades de manuten\u00e7\u00e3o do Ecoporto, com espa\u00e7o para abrigar&nbsp;navios&nbsp;de cruzeiro &#8211; j\u00e1 que o Concais ser\u00e1 transferido para perto do Parque Valongo &#8211; e tamb\u00e9m de expans\u00e3o&nbsp;da&nbsp;BTP, que j\u00e1 recebeu parecer favor\u00e1vel nesse sentido&nbsp;da&nbsp;Autoridade Portu\u00e1ria&#8221;.<br><br>\u201cO que se busca \u00e9 um consenso que atenda a todos os interesses envolvidos\u201d, informa a nota. (Colaborou: Jenifer Ribeiro)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dimmi Amora,&nbsp;da&nbsp;Ag\u00eancia iNFRA O Brasil j\u00e1 tem potencial de carga para estar recebendo&nbsp;navios&nbsp;que podem transportar at\u00e9 16 mil TEUs (unidade de medida para cont\u00eainer de 20 p\u00e9s), mas restri\u00e7\u00f5es no acesso&nbsp;dos&nbsp;navios&nbsp;e baixa capacidade&nbsp;dos&nbsp;terminais portu\u00e1rios para operar com esse tipo de embarca\u00e7\u00e3o fazem com que as embarca\u00e7\u00f5es que operam para o&nbsp;mercado internacional sejam de no m\u00e1ximo 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