{"id":14723,"date":"2023-11-16T11:00:00","date_gmt":"2023-11-16T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.agenciainfra.com\/blog\/?p=14723"},"modified":"2023-11-18T10:48:12","modified_gmt":"2023-11-18T13:48:12","slug":"infradebate-custo-de-oportunidade-wacc-tir-capm-o-que-sao-e-para-que-servem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/infradebate-custo-de-oportunidade-wacc-tir-capm-o-que-sao-e-para-que-servem\/","title":{"rendered":"Custo de Oportunidade, WACC, TIR, CAPM&#8230; o que s\u00e3o e para que servem?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Adalberto Santos de Vasconcelos* e Rafael Andrade de Vasconcelos**<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com certa frequ\u00eancia, em discuss\u00f5es t\u00e9cnicas e consultas formais, observo a necessidade de esclarecer conceitos de finan\u00e7as, especificamente acerca do <em>valuation<\/em> de ativos, em tese, bastante corriqueiros para aqueles que atuam na estrutura\u00e7\u00e3o de projetos de concess\u00f5es de servi\u00e7os p\u00fablicos e de PPPs (Parcerias P\u00fablico-Privadas).<\/p>\n\n\n\n<p>A par de ser tema \u00e1rido e complexo, entendo ser oportuno perquirir os principais conceitos e o racional dos par\u00e2metros comumentemente utilizados na estrutura\u00e7\u00e3o desses projetos de parcerias, tendo em vista a impressibilidade do \u201cbom\u201d entendimento deles para o sucesso da licita\u00e7\u00e3o e da sustentabilidade econ\u00f4mica e financeira da execu\u00e7\u00e3o contratual do ativo repassado \u00e0 explora\u00e7\u00e3o da iniciativa privada. Por se tratar de artigo direcionado aos diversos atores que lidam com a regula\u00e7\u00e3o, desde t\u00e9cnicos a gestores p\u00fablicos e privados, procurarei utilizar linguagem menos t\u00e9cnica poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990, o Brasil enfrentava elevadas restri\u00e7\u00f5es fiscais \u00e0 expans\u00e3o de investimento p\u00fablico, decorrentes da d\u00e9cada anterior de conviv\u00eancia com hiperinfla\u00e7\u00e3o e ap\u00f3s diversos pacotes econ\u00f4micos que buscavam control\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p>Em escala global, \u201csopravam os ventos\u201d do neoliberalismo, guiado pelo Consenso de Washington, que clamava por disciplina fiscal e por privatiza\u00e7\u00e3o de diversas atividades econ\u00f4micas \u2013 \u00e0 \u00e9poca nas m\u00e3os do Estado empreendedor \u2013 em busca de maior estabilidade da economia, mais recursos para atividades p\u00fablicas t\u00edpicas do Estado e maior efici\u00eancia na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da privatiza\u00e7\u00e3o de empresas estatais, o Brasil empenhou-se na busca pelo mecanismo de concess\u00e3o de ativos de infraestrutura \u00e0 iniciativa privada, ou seja, a busca por gest\u00e3o privada sem que houvesse a perda da titularidade do servi\u00e7o pelo poder p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, promulgou-se a Lei 8.031\/1990, que criou o PND (Programa Nacional de Desestatiza\u00e7\u00e3o), revogada posteriormente pela Lei 9.491\/1997. Ainda nesse contexto, regulamentou-se o art. 175 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, por meio da publica\u00e7\u00e3o da Lei 8.987\/1995, a chamada \u201cLei Geral de Concess\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme teoria da contabilidade b\u00e1sica e econ\u00f4mico-financeira, \u2018ativo\u2019 pode ser definido como bem e direito controlados por uma entidade e capazes de gerar benef\u00edcios futuros. O governo federal \u2013 estadual ou municipal, a depender do ente federativo \u2013, ao conceder ativos de infraestrutura, confere \u00e0 iniciativa privada o direito de explor\u00e1-los mediante a cobran\u00e7a de tarifas p\u00fablicas dos usu\u00e1rios ou recebimento de contrapartida p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tanto, o poder concedente, antes de proceder ao processo de contrata\u00e7\u00e3o da concess\u00e3o por meio de licita\u00e7\u00e3o p\u00fablica, precisa valorar os benef\u00edcios econ\u00f4micos vinculados \u00e0 explora\u00e7\u00e3o dos ativos a serem delegados \u00e0 iniciativa privada.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00a73\u00ba do art. 30 do Decreto 2.594\/1998, que regulamentou a citada Lei 9.491\/1997, determinou que o <span style=\"text-decoration: underline;\">valor econ\u00f4mico<\/span> da empresa \u2013 qualquer ativo inclu\u00eddo no PND, inclusive concess\u00f5es de servi\u00e7os p\u00fablicos, prevista como uma das modalidades de desestatiza\u00e7\u00e3o abrangida pelo art. 7\u00ba do citado decreto \u2013 \u00e9 \u201c<span style=\"text-decoration: underline;\">aquele calculado a partir da proje\u00e7\u00e3o do seu fluxo de caixa operacional<\/span>, ajustado pelos valores dos direitos e obriga\u00e7\u00f5es n\u00e3o vinculados \u00e0s suas atividades operacionais, bem como pelos valores que reflitam conting\u00eancias e outros efeitos\u201d (grifos n\u00e3o constantes do original).<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, recorreu-se \u00e0 metodologia amplamente utilizada em finan\u00e7as para c\u00e1lculo de valores de empresas ou bens\/direitos p\u00fablicos, o <em>valuation<\/em>, sendo o DFC (Discounted Cash Flow ou Fluxo de Caixa Descontado) o m\u00e9todo mais utilizado para fazer referida valora\u00e7\u00e3o. Nesse m\u00e9todo, o valor de determinada companhia ou projeto ou ativo equivale ao somat\u00f3rio dos fluxos de caixa livres anuais \u2013 entradas e sa\u00eddas no caixa da empresa ou do projeto \u2013 durante todo o prazo projetado, trazido a valor presente por uma taxa de desconto que representa o chamado retorno exigido pelo investidor ou custo de oportunidade do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Preliminarmente, cabe destacar o uso da palavra \u2018valor\u2019 e n\u00e3o \u2018pre\u00e7o\u2019. Recorro a uma das cita\u00e7\u00f5es mais famosas de Warren Buffett: &#8220;<em>price is what you pay; value is what you get<\/em>&#8220;. Dessa forma, o \u2018pre\u00e7o\u2019 \u00e9 o que pagamos por algo, geralmente determinado pelo mercado e leva em considera\u00e7\u00e3o fatores como oferta, demanda, concorr\u00eancia e custos de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o \u2018valor\u2019 \u00e9 mais dif\u00edcil de se medir, pois \u00e9 baseado na utilidade ou no benef\u00edcio do bem ou servi\u00e7o a determinado indiv\u00edduo ou grupo espec\u00edfico de indiv\u00edduos, sendo, portanto, dependente de cada destinat\u00e1rio (subjetivo). Por exemplo, uma garrafa de \u00e1gua pode ter alto valor para algu\u00e9m com sede no deserto, mas baixo valor para algu\u00e9m que tem acesso f\u00e1cil \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Em concess\u00e3o de infraestrutura, o <em>valuation<\/em> dos ativos \u00e9 projetado por meio de fluxos de caixas futuros, em que os resultados est\u00e3o estritamente relacionados com as premissas elaboradas para sua estrutura\u00e7\u00e3o. Em consequ\u00eancia, esses fluxos t\u00eam valores diferentes para atores diferentes. Isso explica, em parte, ser comum haver des\u00e1gios tarif\u00e1rios \u2013 ou maior valor de outorga, se for esse o par\u00e2metro da licita\u00e7\u00e3o \u2013 nos certames licitat\u00f3rios de projetos de infraestrutura.<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed surge a seguinte indaga\u00e7\u00e3o: como o Poder Concedente deve projetar um fluxo de caixa de <span style=\"text-decoration: underline;\">forma t\u00e9cnica e neutra<\/span>, sendo que os resultados s\u00e3o intr\u00ednsecos as premissas adotadas e, portanto, diferentes para cada ator?<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiramente, elabora-se estudo de viabilidade econ\u00f4mico-financeiro incorporando todos os aspectos t\u00e9cnicos, jur\u00eddicos e ambientais de projetos de infraestrutura. Para isso, faz-se necess\u00e1rio projetar todas as rubricas que ir\u00e3o subsidiar na estrutura\u00e7\u00e3o do fluxo de caixa ou comp\u00f4-lo, tais como receitas operacionais, despesas operacionais e administrativas, investimentos, custos ambientais, impostos, deprecia\u00e7\u00e3o, dentre outras rubricas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por se tratar de delega\u00e7\u00e3o de ativo p\u00fablico, tais valores precisam ser justificados, pois, conforme j\u00e1 dito, essa avalia\u00e7\u00e3o precisa ser t\u00e9cnica e neutra, sem nenhum vi\u00e9s e muito menos dirigida, mesmo que inconscientemente, a algum potencial licitante. Para realiza\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento dos investimentos, por exemplo, s\u00e3o utilizados dados provenientes de algum sistema de custos p\u00fablicos, como o Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e \u00cdndice da Constru\u00e7\u00e3o Civil) ou o Sicro (Sistema de Custos Referenciais de Obras).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o fluxo de caixa a ser estruturado pelo poder concedente \u00e9 o FCFF (do ingl\u00eas <em>free cash flow to the firm<\/em>: \u2018fluxo de caixa do(a) projeto\/firma\u2019 ou \u2018fluxo de caixa desalavancado\u2019).<\/p>\n\n\n\n<p>O referido fluxo de caixa tem por objetivo avaliar a rentabilidade financeira do capital investido no projeto, independentemente de sua origem ser do acionista ou de terceiros (financiamentos\/d\u00edvida). Portanto, em sua elabora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se deve considerar quest\u00f5es referentes \u00e0 especificidade ou particularidade da alavancagem, como empr\u00e9stimos e servi\u00e7os da d\u00edvida atinentes a determinado licitante ou concession\u00e1rio, visto que esses s\u00e3o riscos alocados majoritariamente aos concession\u00e1rios. Dessa forma, deve-se utilizar par\u00e2metros m\u00e9dios do setor a ser desestatizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o poder concedente n\u00e3o pode negligenciar os benef\u00edcios fiscais\/tribut\u00e1rios, ao se contrair empr\u00e9stimos ou d\u00edvidas, provenientes da diminui\u00e7\u00e3o de base de incid\u00eancia do IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica) e da CSLL (Contribui\u00e7\u00e3o Social Sobre o Lucro L\u00edquido).<\/p>\n\n\n\n<p>Para tanto, o governo recorre ao c\u00e1lculo do WACC (do ingl\u00eas: <em>weighted average cost of capital<\/em>) \u2013 tamb\u00e9m conhecido como CMPC (Custo M\u00e9dio Ponderado de Capital), TMA (Taxa M\u00ednima de Atratividade), \u2018custo de oportunidade do investimento\/projeto\u2019 ou, simplesmente, \u2018taxa de desconto\u2019, de modo a aferir a viabilidade econ\u00f4mico-financeira do projeto de \u201cforma t\u00e9cnica e neutra\u201d. Agindo, assim, evita-se dirigir a licita\u00e7\u00e3o para algum participante espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>O WACC \u00e9 a t\u00e9cnica mais utilizada para se calcular o valor que ir\u00e1 demonstrar o risco-retorno de se investir em determinado ativo ou projeto. O WACC, conforme infere-se do pr\u00f3prio nome, \u00e9 um valor m\u00e9dio, ou seja, o WACC calcula a taxa de retorno que um licitante \u201cmediano\u201d do setor aceitaria para estruturar e operar determinado projeto de infraestrutura, caso consiga financiamentos em conformidade com a m\u00e9dia hist\u00f3rica do setor.<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa metodologia mundialmente utilizada, espera-se que o certame licitat\u00f3rio seja disputado pelas melhores empresas poss\u00edveis de modo a maximizar a efici\u00eancia do ativo p\u00fablico, servindo de primeiro filtro para eliminar empresas menos eficientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe destacar que o WACC \u00e9 calculado de forma ex\u00f3gena ao fluxo de caixa, de modo a permitir atestar a viabilidade do projeto quando comparado a TIR (Taxa Interna de Retorno), vari\u00e1vel end\u00f3gena ao fluxo de caixa<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Ressalte-se que o WACC representa rentabilidade m\u00e9dia anual, sendo assim grafado em \u201cpercentagem de taxa de juros anuais\u201d (% a.a.).<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a TIR representa o retorno do projeto no fim do per\u00edodo projetado (cinco anos, dez anos, 20 anos etc.), ou seja, a TIR n\u00e3o representa rentabilidade m\u00e9dia anual, sendo assim grafada apenas em percentagem (%).<\/p>\n\n\n\n<p>Apresenta-se, a seguir, a f\u00f3rmula para o c\u00e1lculo do WACC, comumentemente utilizada pelos entes concedentes:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"581\" height=\"76\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/f1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-14724\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/f1.png 581w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/f1-300x39.png 300w\" sizes=\"(max-width: 581px) 100vw, 581px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Os par\u00e2metros da f\u00f3rmula precedente significam: (i) E \u00e9 o volume de capital pr\u00f3prio; (ii) D \u00e9 o volume de capital de terceiros ou d\u00edvida; (iii) \u00e9 o custo de capital pr\u00f3prio; (iv) &nbsp;\u00e9 o custo de capital de terceiros ou custo da d\u00edvida; e (v) T \u00e9 a al\u00edquota total de imposto de renda de pessoa jur\u00eddica, inclu\u00edda para avaliar o referido benef\u00edcio fiscal da d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p>Destaque-se que o WACC deve ser compat\u00edvel com fluxo de caixa, ou seja, se o fluxo de caixa \u00e9 nominal<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, deve-se utilizar o WACC nominal. A compatibilidade em moedas (real ou d\u00f3lar) tamb\u00e9m se faz necess\u00e1ria. Entretanto, por quest\u00f5es quantitativas e qualitativas das informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis, recomenda-se utilizar \u00edndices norte-americanos e aplicar o risco pa\u00eds no c\u00e1lculo do custo de capital pr\u00f3prio na convers\u00e3o da moeda norte-americana para a moeda nacional (real).<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado num\u00e9rico atribu\u00eddo ao WACC \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para as concess\u00f5es de servi\u00e7o p\u00fablico, haja vista que \u00e9 exatamente essa taxa que dever\u00e1 descontar o fluxo de caixa livre anual do projeto de parceria sob an\u00e1lise. A soma de todos os fluxos de caixa livre anual durante todo o prazo de concess\u00e3o levar\u00e1 ao VPL (Valor Presente L\u00edquido) do projeto. Em outras palavras, o FCFF da concess\u00e3o, descontado a valor presente pela taxa do WACC, fornece o VPL do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da\u00ed, pode-se extrair diversos par\u00e2metros de interesse na modelagem da concess\u00e3o, sobretudo, no que se refere ao par\u00e2metro utilizado para selecionar o licitante vencedor do certame.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a t\u00edtulo de exemplo, caso se iguale o WACC \u00e0 TIR do projeto se obter\u00e1 VPL nulo, usualmente aplicado em concess\u00f5es em que o par\u00e2metro da licita\u00e7\u00e3o \u00e9 o menor valor de tarifa p\u00fablica abaixo do valor definido no edital. Por outro lado, caso o VPL seja positivo, pode-se sinalizar uma concess\u00e3o por maior valor de outorga, como \u00e9 o caso das concess\u00f5es de infraestrutura aeroportu\u00e1ria. E, na hip\u00f3tese de VPL negativo, estar-se-\u00e1 diante de uma PPP <em>stricto sensu<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto importante, refere-se ao fato de o WACC n\u00e3o ser o par\u00e2metro ideal para captar riscos e oportunidades de um projeto espec\u00edfico sob a \u00f3tica do poder p\u00fablico, tendo em vista que ele reflete o retorno do investimento em determinado momento e n\u00e3o ao longo da execu\u00e7\u00e3o contratual, quando os riscos do projeto podem se materializar.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja-se que no c\u00e1lculo do WACC utiliza-se de valores m\u00e9dios pret\u00e9ritos, assumindo-se a premissa de que o futuro pode ser explicado pelo passado. No entanto, sabe-se que, durante a execu\u00e7\u00e3o contratual, diversos eventos novos econ\u00f4micos e financeiros \u2013 tanto em prol ou contra o concession\u00e1rio \u2013 pode vir a ocorrer, n\u00e3o sendo ideal ou tecnicamente justificado o poder concedente colocar algum ajuste, seja de risco ou de oportunidade, no c\u00e1lculo do WACC.<\/p>\n\n\n\n<p>Eventos futuros de riscos, por exemplo, devem ter tratamento muito mais criterioso, devendo estar presentes na matriz de risco do contrato, sendo alocados \u00e0 parte contratual que pode gerenci\u00e1-lo ou absorv\u00ea-lo, se for o caso, com o menor custo regulat\u00f3rio, ou seja, a forma adequada de se tratar riscos durante a execu\u00e7\u00e3o contratual \u00e9 por meio da constru\u00e7\u00e3o de matriz de risco robusta e, a medida do poss\u00edvel, a mais completa poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, em caso de materializa\u00e7\u00e3o de qualquer evento extraordin\u00e1rio, reequilibra-se o contrato, por exemplo, por meio do WACC do momento do evento desequilibrador. N\u00e3o por outra raz\u00e3o que periodicamente as ag\u00eancias reguladoras calculam o denominado WACC regulat\u00f3rio setorial para ser empregado em revis\u00f5es extraordin\u00e1rias implementadas por meio do fluxo de caixa marginal<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, vale relembrar que se est\u00e1, at\u00e9 o momento, falando da estrutura\u00e7\u00e3o de projetos de concess\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos ou de PPP sob a \u00f3tica do poder concedente, ou seja, do governo federal, estadual ou municipal, pois o racional da iniciativa privada \u00e9 diferente, como se ver\u00e1 adiante.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, em resumo, o poder concedente estrutura a concess\u00e3o por meio do FCFF, ou seja, n\u00e3o considera os efeitos do financiamento e do servi\u00e7o da d\u00edvida. A alavancagem financeira \u00e9 embutida no c\u00e1lculo do WACC, que reflete a rentabilidade m\u00e9dia do setor avaliado, incluindo a percentagem m\u00e9dia de empresas do setor de se financiarem com capital pr\u00f3prio (dos acionistas) e com capital de terceiros (d\u00edvida\/financiamento).<\/p>\n\n\n\n<p>Para se ter leil\u00e3o isento de vi\u00e9s e neutro, deve-se utilizar par\u00e2metros m\u00e9dios e setoriais e n\u00e3o de uma determinada empresa espec\u00edfica. Esse \u00e9 o racional na \u00f3tica do poder concedente.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00f3tica da iniciativa privada, a par de os investidores se basearem nos fluxos de caixas elaborados pelo poder concedente, eles realizam ajustes nos valores e nas premissas a fim de retratar suas particularidades e seus \u201ccustos de oportunidades\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, al\u00e9m de ajustes nos pre\u00e7os de insumos, investimentos, custos e despesas, dentre outros, os licitantes incluem na estrutura do fluxo de caixa a sua alavancagem financeira espec\u00edfica, em que considera, entre outros fatores, o tamanho e taxa da d\u00edvida espec\u00edfica e a sua fonte de financiamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Agindo assim, a iniciativa privada elabora o denominado FCFE (do ingl\u00eas: <em>free cash flow to the equity<\/em>, Fluxo de Caixa do Acionista ou Fluxo de Caixa Alavancado).<\/p>\n\n\n\n<p>O aludido fluxo de caixa abrange todo o volume financeiro a ser despendido para honrar qualquer tipo de compromisso da concession\u00e1ria, como amortiza\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os da d\u00edvida. Tem por finalidade principal avaliar o desempenho exclusivo do capital do acionista ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, a taxa de desconto desse fluxo de caixa \u00e9 o custo de capital pr\u00f3prio \u2013 o &nbsp;da f\u00f3rmula do c\u00e1lculo do WACC \u2013, usualmente calculado pelo m\u00e9todo do CAPM (<em>Capital Asset Pricing Model<\/em>)<em>:<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"482\" height=\"48\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/f2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-14725\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/f2.png 482w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/f2-300x30.png 300w\" sizes=\"(max-width: 482px) 100vw, 482px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Na f\u00f3rmula precedente, as siglas significam: (i) \u00e9 a taxa de retorno de investimento livre de risco; (ii) &nbsp;(beta) \u00e9 grau de sensibilidade do ativo ou do setor em rela\u00e7\u00e3o ao mercado de a\u00e7\u00f5es; (iii) &nbsp;\u00e9 o pr\u00eamio de risco do mercado de a\u00e7\u00f5es; e (iv) \u00e9 o risco pa\u00eds. Observe-se que o risco pa\u00eds somente entra na f\u00f3rmula se a base de c\u00e1lculo n\u00e3o for os par\u00e2metros nacionais. Geralmente, utiliza-se par\u00e2metros dos Estados Unidos. Dessa forma, a alavancagem financeira \u00e9 feita \u201cindividualizada e personalizada\u201d por cada licitante.<\/p>\n\n\n\n<p>Alinhado ao racional exposto acerca de utiliza\u00e7\u00e3o de valores m\u00e9dios setoriais na estrutura\u00e7\u00e3o do projeto sob a \u00f3tica do poder concedente, para se estimar o beta, \u00e9 recomend\u00e1vel que se utilize ativos setoriais ao inv\u00e9s de determinada companhia em espec\u00edfico. Ressalte-se que companhias dentro de um mesmo setor t\u00eam riscos operacionais semelhantes e, portanto, betas similares<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, em s\u00edntese, pode-se afirmar que a iniciativa privada estrutura sua proposta, a ser apresentada no certame licitat\u00f3rio, por meio do fluxo de caixa alavancado ou do acionista, considerando nele pr\u00f3prio os financiamentos e o servi\u00e7o da d\u00edvida. Dessa forma, a alavancagem financeira, ao contr\u00e1rio do que faz o poder concedente, encontra-se particularizada para cada proponente, de acordo com suas condi\u00e7\u00f5es de contratar empr\u00e9stimos, e n\u00e3o o valor m\u00e9dio setorial.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso explica, <span style=\"text-decoration: underline;\">em parte<\/span>, des\u00e1gios em tarifas p\u00fablicas, quando esse for o par\u00e2metro da licita\u00e7\u00e3o, ou \u00e1gio em valores de outorgas, nos casos em que o par\u00e2metro for o maior valor de outorga ofertado acima de valor m\u00ednimo fixado no edital. Esse \u00e9 o racional da iniciativa privada.<\/p>\n\n\n\n<p>Longe de pretender exaurir os conceitos e as particularidades dos principais par\u00e2metros utilizados na estrutura\u00e7\u00e3o de projetos de parcerias, a diferencia\u00e7\u00e3o da forma que o poder concedente estrutura projetos da forma utilizada pela iniciativa privada e a singela compreens\u00e3o da metodologia utilizada por tais atores n\u00e3o podem ser tidas como mero rigor t\u00e9cnico. Mas, em especial, como cada ator busca maximizar seus resultados, seja no interesse dos acionistas, para os privados, seja no interesse p\u00fablico, para o poder concedente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, deve-se alertar para o equ\u00edvoco de pretender intercambiar parte da metodologia utilizada pela iniciativa privada para o setor p\u00fablico que, mesmo no intuito de obter valores de outorga maiores ou de tarifas mais m\u00f3dicas, poder\u00e1 levar ao indesej\u00e1vel direcionamento da licita\u00e7\u00e3o ou mesmo n\u00e3o retratar equidade de tratamento regulat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Caso: (i) WACC &gt; TIR, projeto \u00e9 provavelmente invi\u00e1vel; (ii) WACC &lt; TIR, projeto \u00e9 provavelmente vi\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Fluxo de caixa nominal \u00e9 o que considera os efeitos da infla\u00e7\u00e3o (proje\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> A metodologia do fluxo de caixa marginal consiste em determinar um fluxo de caixa apenas com os fluxos dos disp\u00eandios e\/ou receitas marginais do evento que deu origem ao desequil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro do Contrato<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> KOLLER, T; GOEDHART, M.; WESSELS, D. <strong>Valuation: Measuring and Managing the Value of Companies<\/strong>. McKinsey &amp; Company. Hoboken, 2015.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\" id=\"block-f323f59b-51bf-4eed-b17b-3c7d3b917007\"><strong>*Adalberto Santos de Vasconcelos \u00e9 CEO da ASV Infra Partners Consultoria em Infraestrutura.<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\" id=\"block-f323f59b-51bf-4eed-b17b-3c7d3b917007\"><strong>**Rafael Andrade de Vasconcelos \u00e9 diretor de projetos da ASV Infra Partners Consultoria em Infraestrutura.<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\" id=\"block-5ef42db3-2ed1-4178-8ab5-7a7f312ba102\">As opini\u00f5es dos autores n\u00e3o refletem necessariamente o pensamento da Ag\u00eancia iNFRA, sendo de total responsabilidade do autor as informa\u00e7\u00f5es, ju\u00edzos de valor e conceitos descritos no texto.<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adalberto Santos de Vasconcelos* e Rafael Andrade de Vasconcelos** Com certa frequ\u00eancia, em discuss\u00f5es t\u00e9cnicas e consultas formais, observo a necessidade de esclarecer conceitos de finan\u00e7as, especificamente acerca do valuation de ativos, em tese, bastante corriqueiros para aqueles que atuam na estrutura\u00e7\u00e3o de projetos de concess\u00f5es de servi\u00e7os p\u00fablicos e de PPPs (Parcerias P\u00fablico-Privadas). 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