{"id":20106,"date":"2025-01-28T15:30:00","date_gmt":"2025-01-28T18:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/?p=20106"},"modified":"2025-01-28T12:39:54","modified_gmt":"2025-01-28T15:39:54","slug":"opiniao-energia-eletrica-eolica-offshore-e-a-producao-de-saf-oportunidade-de-construcao-de-cadeia-produtiva-sustentavel-de-alto-valor-agregado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/opiniao-energia-eletrica-eolica-offshore-e-a-producao-de-saf-oportunidade-de-construcao-de-cadeia-produtiva-sustentavel-de-alto-valor-agregado\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o \u2013 Energia el\u00e9trica e\u00f3lica offshore e a produ\u00e7\u00e3o de SAF: oportunidade de constru\u00e7\u00e3o de cadeia produtiva sustent\u00e1vel de alto valor agregado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>F\u00e1bio Coelho Barbosa*<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A descarboniza\u00e7\u00e3o do setor de avia\u00e7\u00e3o se configura como grande desafio t\u00e9cnico e econ\u00f4mico, dadas as r\u00edgidas exig\u00eancias t\u00e9cnicas e operacionais e as reduzidas margens de lucro do setor. Nesse contexto, os denominados SAF (Combust\u00edveis Sustent\u00e1veis de Avia\u00e7\u00e3o) destacam-se com alternativas de descarboniza\u00e7\u00e3o preferenciais no curto e m\u00e9dio prazos, dada a possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o de forma compat\u00edvel com o hardware (frota global de aeronaves e sistemas de armazenagem e distribui\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel) existente.<\/p>\n\n\n\n<p>A recente aprova\u00e7\u00e3o do marco normativo de produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica offshore (PL 576\/2021) \u2013 aprovado pelo Congresso Nacional em 12\/12\/2024 e sancionado pelo presidente da Rep\u00fablica em 10\/01\/2025 (Lei 15.097\/2025) \u2013 constitui-se em janela de oportunidade para o planejamento da produ\u00e7\u00e3o de SAF sint\u00e9tico, por meio de rota tecnol\u00f3gica que tende a ser majorit\u00e1ria para o atingimento nos compromissos ambientais assumidos pelo setor de avia\u00e7\u00e3o global.<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir, apresenta-se uma vis\u00e3o geral do uso de SAF no setor de avia\u00e7\u00e3o e o potencial de produ\u00e7\u00e3o de SAF sint\u00e9tico, produzido a partir de energia el\u00e9trica renov\u00e1vel, oriunda de campos de produ\u00e7\u00e3o offshore, no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Compromissos ambientais do setor de avia\u00e7\u00e3o e o papel do SAF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O setor de avia\u00e7\u00e3o mundial (cargas e passageiros) atualmente \u00e9 respons\u00e1vel por aproximadamente 12% do total de emiss\u00f5es de CO<sub>2<\/sub> do setor de transportes, o que corresponde a aproximadamente 2,1% do total de emiss\u00f5es globais, correspondentes a 800 Mton\/ano (n\u00edveis pr\u00e9-pand\u00eamicos). Ao mesmo tempo, o setor apresenta elevadas taxas de crescimento, da ordem de 3,4% ao ano, o que significa que, a despeito da taxa de aumento de efici\u00eancia energ\u00e9tica (m\u00e9dia de 2% ao ano), tende a dobrar as emiss\u00f5es de carbono at\u00e9 o ano de 2040. Nesse contexto, a participa\u00e7\u00e3o relativa do setor no invent\u00e1rio de emiss\u00f5es globais tende a aumentar, mantidas as atuais condi\u00e7\u00f5es. Ao mesmo tempo, o setor de avia\u00e7\u00e3o, em raz\u00e3o de restri\u00e7\u00f5es de peso e volume, \u00e9 um dos mais complexos para implementar a descarboniza\u00e7\u00e3o, com poucas e custosas alternativas de combust\u00edveis dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, os agentes do setor (autoridades regulat\u00f3rias e empresas operadoras de transporte), alinhados com os esfor\u00e7os de mitiga\u00e7\u00e3o mudan\u00e7as clim\u00e1ticas dos demais setores da economia mundial, estabeleceram compromissos de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es espec\u00edficas para o setor de avia\u00e7\u00e3o. Dentre estas, destacam-se o denominado CORSIA (Esquema de Compensa\u00e7\u00e3o e Redu\u00e7\u00e3o de Carbono para a Avia\u00e7\u00e3o Internacional), firmado em 2016 pela ICAO (Organiza\u00e7\u00e3o da Avia\u00e7\u00e3o Civil Internacional), com foco na redu\u00e7\u00e3o\/compensa\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de voos internacionais e a meta de carbono zero, a ser alcan\u00e7ada no ano de 2050, firmada inicialmente pela Iata (Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Transportes A\u00e9reos) em 2021 e posteriormente chancelada em Assembleia da ICAO, realizada em 2022. Os compromissos de descarboniza\u00e7\u00e3o assumidos visam a eliminar 1,8 bilh\u00e3o de toneladas de emiss\u00f5es carbono<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a> projetadas para o ano de 2050. O cumprimento dessas metas demanda a\u00e7\u00f5es intensivas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de carbono, com base em cinco eixos estrat\u00e9gicos: i) aprimoramento tecnol\u00f3gico (aumento da efici\u00eancia aerodin\u00e2mica, termodin\u00e2mica e redu\u00e7\u00e3o de peso das aeronaves), ii) aumento da efici\u00eancia operacional; iii) uso de combust\u00edveis sustent\u00e1veis, iv) novas tecnologias (configura\u00e7\u00f5es e propuls\u00e3o) e v) pr\u00e1ticas de mercado voltadas para a gest\u00e3o da demanda, conforme demonstrado na figura a seguir.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"533\" height=\"365\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-20107\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image.png 533w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-300x205.png 300w\" sizes=\"(max-width: 533px) 100vw, 533px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Figura 01. Estrat\u00e9gias de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Cabe salientar que as ferramentas de descarboniza\u00e7\u00e3o j\u00e1 utilizadas em outros setores enfrenta dificuldades para uso no setor de avia\u00e7\u00e3o no curto e m\u00e9dio prazos<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Nesse contexto, combust\u00edveis l\u00edquidos de alta densidade energ\u00e9tica, com caracter\u00edsticas similares ao QAV f\u00f3ssil, constituem-se op\u00e7\u00e3o preferencial, especialmente para a descarboniza\u00e7\u00e3o de voos de m\u00e9dio e longo cursos<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, em fun\u00e7\u00e3o das autonomias requeridas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o denominado SAF, assim considerados os hidrocarbonetos alternativos, com propriedades similares \u00e0s propriedades do combust\u00edvel aeron\u00e1utico de origem f\u00f3ssil, produzidos a partir de mat\u00e9rias-primas e processos de fabrica\u00e7\u00e3o que atendam aos requisitos de sustentabilidade, levando-se em considera\u00e7\u00e3o o seu ciclo de vida completo (da produ\u00e7\u00e3o ao consumo), adquirem papel de destaque na descarboniza\u00e7\u00e3o do setor de avia\u00e7\u00e3o. Por se tratar de hidrocarbonetos alternativos, com caracter\u00edsticas f\u00edsico-qu\u00edmicas similares ao combust\u00edvel f\u00f3ssil de avia\u00e7\u00e3o, permitem a utiliza\u00e7\u00e3o nos atuais motores e sistemas das aeronaves e as respectivas estruturas de armazenagem e distribui\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel. Dessa forma, s\u00e3o classificados como combust\u00edveis \u201cdrop-in\u201d (que n\u00e3o requerem altera\u00e7\u00f5es estruturais para o seu uso), o que permite a utiliza\u00e7\u00e3o imediata em toda a frota global existente e o hardware de armazenagem e distribui\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis, desde que mantidas as porcentagens de mistura homologadas<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, minimizando custos de adapta\u00e7\u00e3o e potencializando a descarboniza\u00e7\u00e3o do setor. A tabela a seguir demonstra o nicho potencial do SAF e das alternativas (propuls\u00e3o el\u00e9trica e a hidrog\u00eanio), com destaque para os segmentos de voos m\u00e9dia e longa dist\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"524\" height=\"324\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-20109\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-2.png 524w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-2-300x185.png 300w\" sizes=\"(max-width: 524px) 100vw, 524px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Figura 02. Alternativas de propuls\u00e3o sustent\u00e1vel para o setor de avia\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Dentre os 11 processos (rotas tecnol\u00f3gicas) de fabrica\u00e7\u00e3o de SAF homologados\/certificados pela American Society for Testing and Materials (ASTM)<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, destacam-se i) HEFA (Hydroprocessed Esters and Fatty Acids), que produz SAF a partir de \u00f3leos vegetais e gorduras animais ou qualquer outro material de origem graxa, ii) AtJ (Alcohol do Jet), que consiste em um processo que converte etanol em SAF; iii) G+FT (Gaseifica\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria s\u00f3lida, associada \u00e0 rea\u00e7\u00e3o Fischer-Tropsch<a href=\"#_ftn6\" id=\"_ftnref6\">[6]<\/a>) e iv) PtL (Power to Liquid), que consiste da produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis l\u00edquidos a partir de di\u00f3xido de carbono (CO<sub>2<\/sub>), obtido do ar atmosf\u00e9rico ou de efluentes de processos industriais (ex. siderurgia) e hidrog\u00eanio, obtido a partir da eletr\u00f3lise<a href=\"#_ftn7\" id=\"_ftnref7\">[7]<\/a> da \u00e1gua (H<sub>2<\/sub>O), mediante o uso de energia el\u00e9trica (renov\u00e1vel)<a href=\"#_ftn8\" id=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para se tornar eleg\u00edvel para uso como SAF, al\u00e9m de possuir os requisitos t\u00e9cnicos (propriedades f\u00edsico-qu\u00edmicas), o combust\u00edvel deve cumprir os crit\u00e9rios de sustentabilidade e redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, com base no conceito de emiss\u00f5es no ciclo de vida, que leva em considera\u00e7\u00e3o todo o processo de emiss\u00f5es, desde a fabrica\u00e7\u00e3o ao uso final. A an\u00e1lise leva em considera\u00e7\u00e3o aspectos relacionados aos ciclos de carbono, ambientais e socioecon\u00f4micos, tais como efeitos decorrentes do uso de \u00e1reas para cultivo de mat\u00e9rias-primas<a href=\"#_ftn9\" id=\"_ftnref9\">[9]<\/a>, uso e contamina\u00e7\u00e3o de fontes de \u00e1gua, contamina\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica, entre outros. A figura a seguir demonstra, de forma esquem\u00e1tica, as quatro principais rotas tecnol\u00f3gicas, as mat\u00e9rias primas e os respectivos potenciais de redu\u00e7\u00e3o (l\u00edquida) de gases de efeito estufa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"712\" height=\"439\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-20110\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-3.png 712w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-3-300x185.png 300w\" sizes=\"(max-width: 712px) 100vw, 712px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Figura 03. Principais rotas tecnol\u00f3gicas de produ\u00e7\u00e3o de SAF e o potencial de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A certifica\u00e7\u00e3o e o monitoramento dos requisitos de sustentabilidade do SAF \u00e9 realizada pelas autoridades regulat\u00f3rias, por meio de processos de certifica\u00e7\u00e3o conhecidos como Sustainability Certification Schemes (SCS). No caso da Uni\u00e3o Europeia, os crit\u00e9rios encontram-se estabelecidos no Regulamento (UE) 2023\/2405<a href=\"#_ftn10\" id=\"_ftnref10\">[10]<\/a>. No Brasil, a atribui\u00e7\u00e3o est\u00e1 a cargo das ag\u00eancias reguladoras do setor de avia\u00e7\u00e3o e do setor de combust\u00edveis, que dever\u00e3o adotar crit\u00e9rios em alinhamento com os requisitos adotados pela ICAO.<\/p>\n\n\n\n<p>O potencial de produ\u00e7\u00e3o e o custo do SAF dependem basicamente da disponibilidade e custo da mat\u00e9ria prima, dos investimentos (capex) e insumos energ\u00e9ticos requeridos na infraestrutura de produ\u00e7\u00e3o. O custo atual de produ\u00e7\u00e3o do SAF encontra-se entre duas e cinco vezes superior ao custo do combust\u00edvel f\u00f3ssil. O uso de pol\u00edticas de incentivo ao uso de SAF, a exemplo de mandatos de mistura, em uso por diversos pa\u00edses (pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, Reino Unido e Brasil, dentre outros<a href=\"#_ftn11\" id=\"_ftnref11\">[11]<\/a>), t\u00eam como objetivo sinalizar seguran\u00e7a aos potenciais investidores a partir da exist\u00eancia de demanda firme, e a redu\u00e7\u00e3o de custos, em raz\u00e3o da escala de produ\u00e7\u00e3o e da curva de aprendizado no processo produtivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Estimativas apontam um sobrepre\u00e7o de 4% a 40% em rela\u00e7\u00e3o ao combust\u00edvel f\u00f3ssil, em 2030, a depender da rota tecnol\u00f3gica utilizada na produ\u00e7\u00e3o de SAF. A figura a seguir apresenta a estimativas de custo do SAF, por rota tecnol\u00f3gica, decrescentes ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"714\" height=\"337\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-20111\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-4.png 714w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-4-300x142.png 300w\" sizes=\"(max-width: 714px) 100vw, 714px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Figura 04. Estimativa de evolu\u00e7\u00e3o do custo de produ\u00e7\u00e3o do SAF.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Observa-se que a rota HEFA, a despeito de se apresentar como rota tecnol\u00f3gica de produ\u00e7\u00e3o de SAF de maior maturidade e menor custo no presente, tem restri\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 disponibilidade de mat\u00e9rias-primas. A rota AtJ, por sua vez, possui grande potencial produtivo em pa\u00edses como o Brasil, em raz\u00e3o da larga experi\u00eancia adquirida pelo pa\u00eds na cadeia produtiva do etanol para uso como combust\u00edvel. A rota PtL apresenta o maior potencial de redu\u00e7\u00e3o de custos e aumento de volume de produ\u00e7\u00e3o, em raz\u00e3o dos custos decrescentes da gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica renov\u00e1vel e pela alta disponibilidade de mat\u00e9rias-primas &#8211; \u00e1gua e carbono, raz\u00e3o pela qual tende a se tornar a rota tecnol\u00f3gica predominante, a partir de 2038. A t\u00edtulo exemplificativo, apresenta-se a proje\u00e7\u00e3o da demanda de SAF na UE, subdividida por rota tecnol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"711\" height=\"402\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-5.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-20112\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-5.png 711w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-5-300x170.png 300w\" sizes=\"(max-width: 711px) 100vw, 711px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Figura 05. Demanda projetada de SAF na UE, por rota tecnol\u00f3gica.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>N\u00e3o por acaso, alguns pa\u00edses t\u00eam adotado o mecanismo de \u201csubmandatos\u201d com enfoque espec\u00edfico em rotas tecnol\u00f3gicas, visando a criar as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias ao aumento da produ\u00e7\u00e3o e da redu\u00e7\u00e3o de custos do SAF para as alternativas com maior potencial de volume de produ\u00e7\u00e3o e de redu\u00e7\u00e3o de custos. A Alemanha, por exemplo, adotou o submandato de SAF PtL, que estabelece a obrigatoriedade de 0,5%, em 2024, 1% em 2026 e 2% em 2028 de uso de SAF sint\u00e9tico (PtL), como forma de incentivo \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o desta importante rota tecnol\u00f3gica para o alcance dos compromissos de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es assumidos pelo setor.<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe destacar um importante mecanismo de desacoplamento entre os benef\u00edcios ambientais do SAF e os fluxos f\u00edsicos de sua produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e uso em aeronaves, denominado registro e reivindica\u00e7\u00e3o (book and claim). Este instrumento, considerado importante ferramenta de fomento ao uso da SAF em larga escala no mercado global, permite que a apropria\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios ambientais do produto possam ser realizada de forma indireta, ao permitir que o SAF produzido em determinado local gere certificados de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es que possam ser adquiridos por empresas de outras regi\u00f5es, para cumprimento de seus compromissos de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, em raz\u00e3o do car\u00e1ter global das emiss\u00f5es. Com isso, maximizam-se as redu\u00e7\u00f5es de emiss\u00f5es e reduzem-se os custos log\u00edsticos associados ao transporte do combust\u00edvel, oportunizando seu uso pr\u00f3ximo aos locais de produ\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo em que se cumprem os compromissos ambientais pactuados. A figura a seguir mostra esquematicamente o mecanismo book and claim.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"631\" height=\"393\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-6.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-20113\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-6.png 631w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-6-300x187.png 300w\" sizes=\"(max-width: 631px) 100vw, 631px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Figura 06. Mecanismo Book and Claim.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O funcionamento adequado e confi\u00e1vel deste mecanismo requer a implementa\u00e7\u00e3o de um arcabou\u00e7o institucional, com abrang\u00eancia global, que garanta a credibilidade e o controle dos certificados atrelados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o do SAF.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A regulamenta\u00e7\u00e3o do mercado de energia e\u00f3lica offshore no Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 12 de dezembro de 2024, foi aprovado pelo Congresso Nacional o Projeto de Lei 576\/2021<a href=\"#_ftn12\" id=\"_ftnref12\">[12]<\/a>, que disciplina o direito de uso de bens da Uni\u00e3o para aproveitamento de potencial para gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica a partir de empreendimento em ambiente marinho (offshore) localizado em \u00e1guas de dom\u00ednio da Uni\u00e3o, no mar territorial, na zona econ\u00f4mica exclusiva e na plataforma continental, por meio de outorgas de autoriza\u00e7\u00e3o ou concess\u00e3o (a depender da inciativa do processo)<a href=\"#_ftn13\" id=\"_ftnref13\">[13]<\/a>, precedidos de chamadas p\u00fablicas ou leil\u00e3o e processo de qualifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, em processo subdividido em duas etapas (avalia\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o) e explora\u00e7\u00e3o disciplinada por contratos de cess\u00e3o de uso, regulados pelo governo federal. Trata-se de importante medida em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, dando seguran\u00e7a e previsibilidade aos investimentos no setor. O referido Projeto de Lei foi sancionado em 10\/01\/2025 (Lei 15.097\/2025<a href=\"#_ftn14\" id=\"_ftnref14\">[14]<\/a>). At\u00e9 ent\u00e3o, a base regulat\u00f3ria do setor consistiu do Decreto 10.946\/2022<a href=\"#_ftn15\" id=\"_ftnref15\">[15]<\/a> e suas portarias complementares.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"686\" height=\"357\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-7.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-20114\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-7.png 686w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-7-300x156.png 300w\" sizes=\"(max-width: 686px) 100vw, 686px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Figura 07. Campo de gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica offshore.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A despeito de a demanda nacional de energia el\u00e9trica ser atualmente suprida por aproximadamente 72% de gera\u00e7\u00e3o hidroel\u00e9trica, esta modalidade encontra limita\u00e7\u00f5es de expans\u00e3o da capacidade produtiva, com estimativas de redu\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o relativa para 46% at\u00e9 2050, com a energia fotovoltaica, e\u00f3lica onshore (no continente) e e\u00f3lica offshore assumindo papel crescente e relevante em um cen\u00e1rio de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Cabe ainda destacar que, al\u00e9m do potencial quantitativo de gera\u00e7\u00e3o, as loca\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e\u00f3lica offshore encontram-se em \u00e1reas pr\u00f3ximas aos centros de demanda, o que sinaliza, no longo prazo, um grande potencial para inclus\u00e3o na matriz energ\u00e9tica brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Relat\u00f3rio do Banco Mundial denominado \u201cOffshore Wind Development Program. Cen\u00e1rios para o Desenvolvimento de E\u00f3lica Offshore no Brasil\u201d, o pa\u00eds, al\u00e9m de contar com umas das matrizes de gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica mais limpas e competitivas em termos de custos do planeta, possui vasto potencial e\u00f3lico offshore, destacando-se entre os maiores do mundo. O potencial t\u00e9cnico de gera\u00e7\u00e3o \u00e9 de 1.200 GW (gigawatts), incluindo 480 GW de potencial de funda\u00e7\u00e3o fixa (tecnologia para uso em profundidades inferiores a 70 M) e 748 GW de potencial de funda\u00e7\u00e3o flutuante (tecnologia para uso em profundidades de 70 m a 1.000 m).<\/p>\n\n\n\n<p>Mercados j\u00e1 maduros na tecnologia de gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica, como China e Europa, t\u00eam esta modalidade como uma das fontes de nova gera\u00e7\u00e3o mais competitivas em termos de custo (custo nivelado de energia LCOE)<a href=\"#_ftn16\" id=\"_ftnref16\">[16]<\/a>. Para os mercados ainda em fase de implementa\u00e7\u00e3o, como o brasileiro, a expectativa \u00e9 que o custo inicial dos primeiros projetos seja significativamente superior, em um primeiro momento. No entanto, estimativas do Banco Mundial indicam que a matura\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e a escala de produ\u00e7\u00e3o podem reduzir o atual custo da energia e\u00f3lica offshore de US$ 64 por MWh<a href=\"#_ftn17\" id=\"_ftnref17\">[17]<\/a>, para uma faixa de US$ 52 a US$ 40 por MWh<a href=\"#_ftn18\" id=\"_ftnref18\">[18]<\/a> at\u00e9 2050.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto a aspectos de irregularidade\/intermit\u00eancia, o uso da gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica exige solu\u00e7\u00f5es de armazenamento, garantia de execu\u00e7\u00e3o complementar por outras fontes complementares. Relativamente \u00e0 integra\u00e7\u00e3o \u00e0 rede el\u00e9trica nacional, experi\u00eancias demonstram que estruturas de produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica offshore em grande escala podem levar a congestionamentos (sobrecargas ou problemas de excurs\u00e3o de pot\u00eancia) em n\u00edvel local, se o sistema estiver conectado a redes de transmiss\u00e3o com potencial de evacua\u00e7\u00e3o\/utiliza\u00e7\u00e3o limitado, o que pode requerer investimentos de aumento de capacidade do sistema de transmiss\u00e3o de energia. Umas das formas de minimizar este efeito \u00e9 inserir caracter\u00edsticas de flexibilidade \u00e0 rede, por meio de armazenamento local de energia para gerir o excesso e a sub-oferta no curto prazo. Um outro instrumento consiste na utiliza\u00e7\u00e3o de plantas de produ\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio renov\u00e1vel (verde), para utiliza\u00e7\u00e3o como insumo em processos industriais, incluindo-se a produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis sint\u00e9ticos (eletrocombust\u00edveis) em \u00e1reas portu\u00e1rias pr\u00f3ximas aos campos offshore (portos-ind\u00fastria).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Potencial de produ\u00e7\u00e3o de SAF a partir de energia el\u00e9trica offshore<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil situa-se entre as 20 regi\u00f5es globais mais promissoras para a produ\u00e7\u00e3o de SAF, com base em estimativas de disponibilidade de mat\u00e9ria prima (incluindo energia, no caso da Rota PtL), custo de produ\u00e7\u00e3o e sistemas log\u00edsticos para distribui\u00e7\u00e3o, conforme demonstrado na figura a seguir.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"788\" height=\"447\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-8.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-20115\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-8.png 788w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-8-300x170.png 300w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-8-768x436.png 768w\" sizes=\"(max-width: 788px) 100vw, 788px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Figura 08. Regi\u00f5es globais com maior potencial para a produ\u00e7\u00e3o de SAF.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Os excedentes de produ\u00e7\u00e3o potencial de SAF destas regi\u00f5es podem ser disponibilizados para exporta\u00e7\u00e3o para complementa\u00e7\u00e3o da demanda em regi\u00f5es de menor potencial produtivo, a exemplo de Uni\u00e3o Europeia e Jap\u00e3o. O referido potencial produtivo de SAF constitui-se em importante janela de oportunidade para a implementa\u00e7\u00e3o de cadeia produtiva de alto valor agregado nos pa\u00edses indicados.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso brasileiro, os potenciais e\u00f3licos offshore mais favor\u00e1veis encontram-se localizados relativamente perto do litoral e tendem a se agrupar em torno de grandes centros populacionais\/consumidores, nas regi\u00f5es Nordeste, Sudeste e Sul, conforme demonstrado na figura a seguir.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"301\" height=\"281\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-9.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-20116\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Figura 09. Loca\u00e7\u00e3o de potenciais e\u00f3licos brasileiros.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Estimativas do setor apontam para uma concentra\u00e7\u00e3o do potencial de gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica offshore nacional na costa norte da regi\u00e3o Nordeste (46%), comparativamente \u00e0s costas do Sudeste e Extremo Sul, com 19% e 35%, respectivamente, em raz\u00e3o dos menores custos log\u00edsticos decorrentes da dist\u00e2ncia dos potenciais parques de produ\u00e7\u00e3o \u00e0 costa. Al\u00e9m do atendimento da demanda nacional de hidrog\u00eanio (ind\u00fastria de fertilizantes, refino, siderurgia e ind\u00fastrias qu\u00edmicas), h\u00e1 um potencial de produ\u00e7\u00e3o de excedentes de H<sub>2<\/sub> renov\u00e1vel<a href=\"#_ftn19\" id=\"_ftnref19\">[19]<\/a>, que pode ser direcionado para novos processos industriais. Adicionalmente, dada a caracter\u00edstica de complementaridade do potencial de gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica com a curva de consumo do SIN (Sistema Interligado Nacional), especialmente na regi\u00e3o Nordeste, o direcionamento de parcela da gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica para processos industriais dedicados reduz a possibilidade de curtailment<a href=\"#_ftn20\" id=\"_ftnref20\">[20]<\/a>, reduzindo riscos ao setor e otimizando o retorno dos ativos\/investimentos envolvidos. Nesse contexto, a implementa\u00e7\u00e3o de complexos produtivos de SAF PtL (eletrocombust\u00edveis) em regi\u00f5es portu\u00e1rias pr\u00f3ximas aos potenciais e\u00f3licos brasileiros, al\u00e9m de contribuir para o processo de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, tem o potencial de fomentar o processo de industrializa\u00e7\u00e3o nacional, por meio da forma\u00e7\u00e3o de cadeia produtiva voltada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de produto de alto valor agregado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"656\" height=\"371\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-10.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-20117\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-10.png 656w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image-10-300x170.png 300w\" sizes=\"(max-width: 656px) 100vw, 656px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Figura 10. Estimativas de Custo Nivelado (LCO) de Input de H<sub>2<\/sub> Renov\u00e1vel, SAF (PtL) e QAV.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Destaque-se que a cadeia produtiva do SAF PtL, a partir da energia el\u00e9trica offshore envolve a utiliza\u00e7\u00e3o de equipamentos de gera\u00e7\u00e3o offshore (aerogeradores, funda\u00e7\u00f5es (fixas e flutuantes) e estruturas, infraestrutura el\u00e9trica, transforma\u00e7\u00e3o onshore (eletrolisadores, unidades de processamento), com elevado conte\u00fado tecnol\u00f3gico e, consequentemente, elevado potencial de agrega\u00e7\u00e3o de valor e empregos para a economia do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A t\u00edtulo de exemplo do potencial da cadeia de suprimentos e da agrega\u00e7\u00e3o de valor, a constru\u00e7\u00e3o de parques e\u00f3licos offshore gera uma demanda intensiva por a\u00e7o e componentes el\u00e9tricos, eletr\u00f4nicos e magn\u00e9ticos (como naceles, rotores, geradores, caixas de engrenagens e cabos) das turbinas e\u00f3licas. A constru\u00e7\u00e3o de p\u00e1s dos aerogeradores, por sua vez, utiliza materiais processados (fibras de vidro e resinas ep\u00f3xi, fibras de carbono), com elevado conte\u00fado tecnol\u00f3gico (aerodin\u00e2mico e estrutural).<\/p>\n\n\n\n<p>As unidades de produ\u00e7\u00e3o de SAF PtL, por sua vez, demandam eletrolisadores, componentes utilizados na produ\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio (sustent\u00e1vel), com tecnologias j\u00e1 dispon\u00edveis comercialmente (Alcalinos e por Membrana de Troca de Pr\u00f3tons \u2013 PEM) e novas tecnologias em fase de matura\u00e7\u00e3o comercial (Eletr\u00f3lise de \u00d3xido S\u00f3lido \u2013 SOEC, com altas efici\u00eancias, da ordem de 84%).<\/p>\n\n\n\n<p>O setor hidroportu\u00e1rio tem papel de destaque na cadeia produtiva envolvida, em raz\u00e3o da necessidade de navega\u00e7\u00e3o de apoio, incluindo a cabotagem, terminais e estaleiros especializados. Estima-se que os fornecedores j\u00e1 existentes para outras ind\u00fastrias, como energia e\u00f3lica onshore, petr\u00f3leo e g\u00e1s, constru\u00e7\u00e3o naval, constru\u00e7\u00e3o civil e aeroespacial (essa para o projeto e constru\u00e7\u00e3o de p\u00e1s e\u00f3licas), possam alavancar suas capacidades existentes, permitindo \u00e0 ind\u00fastria nacional imprimir capacidade produtiva em prazo compat\u00edvel com as necessidades dos projetos.<\/p>\n\n\n\n<p>A atual configura\u00e7\u00e3o do setor, que consolida em uma mesma estrutura governamental, as atividades de planejamento do setor a\u00e9reo, portu\u00e1rio e de navega\u00e7\u00e3o, contribui favoravelmente para uma sinergia no processo de planejamento para a produ\u00e7\u00e3o de SAF a partir da energia el\u00e9trica offshore, de forma coordenada com a \u00e1rea de planejamento governamental do energ\u00e9tico. Considerando o tempo de matura\u00e7\u00e3o (lead time) dos setores de produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica offshore e de processamento onshore, em m\u00e9dia de 5 anos, torna-se necess\u00e1rio iniciar, desde j\u00e1, a discuss\u00e3o e o planejamento de projetos para produ\u00e7\u00e3o no in\u00edcio da pr\u00f3xima d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p>A regulamenta\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de energia offshore, associada \u00e0s potencialidades de produ\u00e7\u00e3o do SAF a partir da eletricidade \u00e9 um passo importante para a inser\u00e7\u00e3o do pa\u00eds no mercado global de combust\u00edveis de avia\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel. Essa estrat\u00e9gia, aliada \u00e0s j\u00e1 conhecidas potencialidades do pa\u00eds na produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis renov\u00e1veis (biocombust\u00edveis), abre uma importante oportunidade para a implementa\u00e7\u00e3o das agendas de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e industrializa\u00e7\u00e3o, ambas pautas de interesse econ\u00f4mico e estrat\u00e9gico ao pa\u00eds, com elevado potencial de gera\u00e7\u00e3o de empregos, renda e divisas.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\">[1]<\/a> Estimativa de emiss\u00f5es prevista para ano de 2050, considerando todo o atendimento da demanda projetada com querosene de avia\u00e7\u00e3o de origem f\u00f3ssil.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Dificuldades em raz\u00e3o dos desafios tecnol\u00f3gicos associados \u00e0s restri\u00e7\u00f5es de peso, volume e requisitos de seguran\u00e7a associados ao armazenamento a bordo, com perspectivas de viabiliza\u00e7\u00e3o no longo prazo, mas apenas para aeronaves de menor capacidade e autonomia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> Respons\u00e1veis por aproximadamente 73% das emiss\u00f5es de gases de efeitos estufa (GEE) do setor.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> Os percentuais de mistura homologados atualmente variam de 10% a 50% e dependem basicamente do conte\u00fado de componentes arom\u00e1ticos no combust\u00edvel, que traz influ\u00eancia na selagem\/estanqueidade e lubricidade nos sistemas de combust\u00edvel das aeronaves. Os comit\u00eas t\u00e9cnicos de padr\u00f5es de combust\u00edvel e fabricantes de motores e aeronaves trabalham para alcan\u00e7ar o percentual de 100% SAF no m\u00e9dio prazo (at\u00e9 2030).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\">[5]<\/a> Organiza\u00e7\u00e3o internacional, respons\u00e1vel pela certifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica de materiais, produtos, processos e sistemas, No caso de SAF, a certifica\u00e7\u00e3o, desenvolvida&nbsp; baseia-se na norma ASTM 7566 e seus anexos, reconhecida internacionalmente e acatada pelas normatiza\u00e7\u00f5es nacionais de diversos pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\" id=\"_ftn6\">[6]<\/a> Rea\u00e7\u00e3o de convers\u00e3o de g\u00e1s de s\u00edntese (mistura de mon\u00f3xido de carbono (CO) e hidrog\u00eanio (H\u2082), em hidrocarbonetos l\u00edquidos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\" id=\"_ftn7\">[7]<\/a> Rea\u00e7\u00e3o de decomposi\u00e7\u00e3o da \u00e1gua em hidrog\u00eanio e oxig\u00eanio moleculares.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref8\" id=\"_ftn8\">[8]<\/a> Al\u00e9m da eletr\u00f3lise, o processo utiliza a rea\u00e7\u00e3o Fischer-Tropsch para a formula\u00e7\u00e3o de hidrocarbonetos sint\u00e9ticos, posteriormente refinados em SAF.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref9\" id=\"_ftn9\">[9]<\/a> Mudan\u00e7as Diretas no Uso da Terra (DLUC), nos casos em que a \u00e1rea \u00e9 convertida para o crescimento de mat\u00e9ria-prima para biocombust\u00edvel e Mudan\u00e7as Indiretas no Uso da Terra (ILUC), nos casos em que \u00e1rea previamente utilizada para cultivos alimentares \u00e9 convertida para produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edvel, com o consequente deslocamento para \u00e1reas n\u00e3o agr\u00edcolas. Os efeitos DLUC e ILUC podem afetar o balan\u00e7o l\u00edquido de emiss\u00f5es. SAF produzidos de res\u00edduos tendem a apresentar valores reduzidos de efeitos secund\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref10\" id=\"_ftn10\">[10]<\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/eur-lex.europa.eu\/legal-content\/PT\/TXT\/?uri=celex%3A32023R2405\">https:\/\/eur-lex.europa.eu\/legal-content\/PT\/TXT\/?uri=celex%3A32023R2405<\/a>. Acessado em 12\/01\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref11\" id=\"_ftn11\">[11]<\/a> A Uni\u00e3o Europeia estabeleceu, por meio do Programa <strong><em>ReFuelEU Aviation<\/em><\/strong>, percentuais mandat\u00f3rios de SAF nos abastecimentos de aeronaves realizados em seu territ\u00f3rio, com percentuais que variam de 2% (2025) a 70% (2050). Adicionalmente,&nbsp; estabelece os denominados sub- mandatos, que estabelecem os percentuais m\u00ednimos de 1,2% e 35% de SAF sint\u00e9ticos, a partir dos anos de 2030 e 2050, respectivamente. O Reino Unido, por sua vez, mandatos de 2% de SAF, a partir de 2025, com aumento linear para 10% em 2030 e 22% em 2040, com a decis\u00e3o sobre aumentos de percentuais dependente da oferta de SAF. No Brasil, a pol\u00edtica de mandatos de SAF, denominada <strong><em>ProBioQAV<\/em><\/strong>, estabelecida pela Lei n\u00ba 14.993\/2024 (Combust\u00edvel do Futuro), inicia-se a partir de 2027, com o estabelecimento de percentuais m\u00ednimos de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de GEE, variando de 1% a 10% entre os anos de 2027 e 2037, podendo o Conselho Nacional de Pol\u00edtica Energ\u00e9tica (CNPE) alterar os percentuais, por motivo de justificado interesse p\u00fablico. Cabe salientar que a demanda efetiva de SAF ser\u00e1 maior ou menor em fun\u00e7\u00e3o da intensidade de carbono no processo de fabrica\u00e7\u00e3o do SAF. Finalmente, os Estados Unidos adotam uma pol\u00edtica de incentivos baseada em incentivos fiscais e subs\u00eddios para estimular a produ\u00e7\u00e3o e o uso de SAF, visando \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de 3 bilh\u00f5es de gal\u00f5es de SAF at\u00e9 2030 e alcan\u00e7ar uma substitui\u00e7\u00e3o completa por SAF no setor de avia\u00e7\u00e3o at\u00e9 2050. Dentre as medidas de incentivo (Inflation Reduction Act \u2013 IRA, Federal Renewable Fuel Standard \u2013 RFS e incentivos estaduais), destacam-se a concess\u00e3o de subs\u00eddios (USD 1.5-2.0\/gal\u00e3o), eleg\u00edvel para produtores de SAF com redu\u00e7\u00e3o de intensidade de carbono igual ou superior a 50% e concess\u00e3o de subven\u00e7\u00f5es de at\u00e9 USD 1.0 bi, para investimentos em aumento da capacidade de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref12\" id=\"_ftn12\">[12]<\/a> Projeto de Lei n\u00b0 576, de 2021 (Substitutivo da C\u00e2mara dos Deputados). Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/163024\">https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/163024<\/a>. Acessado em 06\/01\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref13\" id=\"_ftn13\">[13]<\/a>&nbsp; Autoriza\u00e7\u00e3o (solicita\u00e7\u00e3o de interessados, em car\u00e1ter permanente) e concess\u00e3o (\u00e1reas\/prismas pr\u00e9-delimitadas), por iniciativa do governo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref14\" id=\"_ftn14\">[14]<\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2025\/lei\/L15097.htm\">https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2025\/lei\/L15097.htm<\/a>. Acessado em 22\/01\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><a id=\"_ftn15\" href=\"#_ftnref15\">[15]<\/a> Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2019-2022\/2022\/Decreto\/D10946.htm#:~:text=D10946&amp;text=Disp%C3%B5e%20sobre%20a%20cess%C3%A3o%20de,a%20partir%20de%20empreendimento%20offshore\">https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2019-2022\/2022\/Decreto\/D10946.htm<\/a>. Acessado em 18\/01\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref16\" id=\"_ftn16\">[16]<\/a> Par\u00e2metro que reflete o custo da instala\u00e7\u00e3o, ponderado pela expectativa do volume de energia a ser produzido durante a vida \u00fatil do ativo. No caso de instala\u00e7\u00f5es e\u00f3licas offshore, as despesas de capital (Capex) variam em fun\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia da costa e da profundidade da \u00e1gua, as despesas operacionais (Opex) relacionadas em grande \u00e0 dist\u00e2ncia da costa e o volume de energia associado \u00e0 velocidade do vento).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref17\" id=\"_ftn17\">[17]<\/a> Valor dos primeiros projetos, cerca de 50% acima dos pre\u00e7os das energias solar e e\u00f3lica onshore, no pa\u00eds .<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref18\" id=\"_ftn18\">[18]<\/a> Trajet\u00f3ria semelhante ao hist\u00f3rico de produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica onshore no Brasil, lan\u00e7ada h\u00e1 20 anos, por meio do Programa Proinfa, sendo, na atualidade, uma das maiores e mais econ\u00f4micas fontes de gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica do pa\u00eds (com capacidade instalada de 30 GW em 2024).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref19\" id=\"_ftn19\">[19]<\/a> 0,3 Milh\u00f5es de ton\/ano e 4 milh\u00f5es de ton\/ano, em 2030 e 2050, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref20\" id=\"_ftn20\">[20]<\/a> Redu\u00e7\u00e3o ou corte for\u00e7ado da gera\u00e7\u00e3o de energia, especialmente em usinas de fontes renov\u00e1veis, como e\u00f3licas e solares, quando a produ\u00e7\u00e3o supera a capacidade de consumo ou de transmiss\u00e3o do sistema el\u00e9trico. Fonte: Time Simple: Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/simpleenergy.com.br\/por-que-so-se-fala-em-curtailment-no-setor-eletrico\/\">https:\/\/simpleenergy.com.br\/por-que-so-se-fala-em-curtailment-no-setor-eletrico\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>*F\u00e1bio Coelho Barbosa<\/strong> \u00e9 engenheiro mec\u00e2nico e mestre em Transportes. Servidor P\u00fablico Federal, com atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de transportes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-luminous-vivid-orange-color has-text-color has-link-color wp-elements-fd3f544adf696c46a4d36363cd72c59e\">As opini\u00f5es dos autores n\u00e3o refletem necessariamente o pensamento da<strong> Ag\u00eancia iNFRA<\/strong>, sendo de total responsabilidade do autor as informa\u00e7\u00f5es, ju\u00edzos de valor e conceitos descritos no texto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00e1bio Coelho Barbosa* A descarboniza\u00e7\u00e3o do setor de avia\u00e7\u00e3o se configura como grande desafio t\u00e9cnico e econ\u00f4mico, dadas as r\u00edgidas exig\u00eancias t\u00e9cnicas e operacionais e as reduzidas margens de lucro do setor. Nesse contexto, os denominados SAF (Combust\u00edveis Sustent\u00e1veis de Avia\u00e7\u00e3o) destacam-se com alternativas de descarboniza\u00e7\u00e3o preferenciais no curto e m\u00e9dio prazos, dada a possibilidade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":20122,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1,2052,10040],"tags":[9674,3361,12370,282,2974,2588,11973,10317,12369,8071,5204,2006],"class_list":["post-20106","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral","category-infra-transicao","category-opiniao","tag-combustivel-sustentavel-de-aviacao","tag-descarbonizacao","tag-descarbonizacao-na-aviacao","tag-energia-eletrica","tag-eolica-offshore","tag-fabio-coelho-barbosa","tag-marco-das-eolicas-offshore","tag-opiniao","tag-producao-de-saf","tag-reducao-de-emissoes","tag-saf","tag-transicao-energetica"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v25.4 (Yoast SEO v26.0) - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Opini\u00e3o \u2013 Energia el\u00e9trica e\u00f3lica offshore e a produ\u00e7\u00e3o de SAF: oportunidade de constru\u00e7\u00e3o de cadeia produtiva sustent\u00e1vel de alto valor agregado - Ag\u00eancia iNFRA<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/opiniao-energia-eletrica-eolica-offshore-e-a-producao-de-saf-oportunidade-de-construcao-de-cadeia-produtiva-sustentavel-de-alto-valor-agregado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Opini\u00e3o \u2013 Energia el\u00e9trica e\u00f3lica offshore e a produ\u00e7\u00e3o de SAF: oportunidade de constru\u00e7\u00e3o de cadeia produtiva sustent\u00e1vel de alto valor agregado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"F\u00e1bio Coelho Barbosa* A descarboniza\u00e7\u00e3o do setor de avia\u00e7\u00e3o se configura como grande desafio t\u00e9cnico e econ\u00f4mico, dadas as r\u00edgidas exig\u00eancias t\u00e9cnicas e operacionais e as reduzidas margens de lucro do setor. 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