{"id":20479,"date":"2025-03-10T09:00:00","date_gmt":"2025-03-10T12:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/?p=20479"},"modified":"2025-03-12T13:26:29","modified_gmt":"2025-03-12T16:26:29","slug":"hidreletricas-responderam-por-86-do-curtailment-entre-2022-e-2024-diz-marisete-dadald","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/hidreletricas-responderam-por-86-do-curtailment-entre-2022-e-2024-diz-marisete-dadald\/","title":{"rendered":"Hidrel\u00e9tricas responderam por 86% do curtailment entre 2022 e 2024, diz Marisete Dadald"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Geraldo Campos Jr. e Marisa Wanzeller, da Ag\u00eancia iNFRA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As usinas hidrel\u00e9tricas responderam por 86% dos cortes de gera\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3rios (curtailment) aplicados \u00e0s fontes renov\u00e1veis (solar, e\u00f3lica e hidrel\u00e9trica) entre janeiro de 2022 e dezembro de 2024, que totalizaram 98 TWh (terawatt-hora). Os dados s\u00e3o da Abrage (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas Geradoras de Energia El\u00e9trica), que classifica o cen\u00e1rio como cr\u00edtico para o segmento h\u00eddrico e fala em risco de desotimiza\u00e7\u00e3o do sistema.<br><br>Na avalia\u00e7\u00e3o da presidente da associa\u00e7\u00e3o e ex-secret\u00e1ria-executiva do MME (Minist\u00e9rio de Minas e Energia), Marisete Dadald, a situa\u00e7\u00e3o gera preju\u00edzo tanto aos agentes quanto aos consumidores, visto que a restri\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica agrava o GSF (risco hidrol\u00f3gico). Segundo ela, o ONS (Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico) tem cortado primeiro as hidrel\u00e9tricas, antes de restringir a gera\u00e7\u00e3o solar e e\u00f3lica: \u201cSe essa prioriza\u00e7\u00e3o dos cortes continuar, os consumidores poder\u00e3o arcar com R$ 519 milh\u00f5es adicionais em m\u00e9dia por ano nas tarifas neste ciclo de 2025 a 2028&#8243;, disse em entrevista \u00e0 <strong>Ag\u00eancia iNFRA<\/strong>.<br><br>Para Marisete, a solu\u00e7\u00e3o para o problema passa por medidas conjunturais, como maior transpar\u00eancia nas regras de cortes e ressarcimento a todos os geradores, e estruturais, que incluem uma revis\u00e3o de pol\u00edticas de subs\u00eddios \u201cque v\u00eam agravando essa sobreoferta\u201d. Ela tamb\u00e9m cita a necessidade de investir em armazenamento de energia, o que incluiria as usinas revers\u00edveis.<br><br>Marisete Dadald tamb\u00e9m falou sobre os desafios atuais do sistema el\u00e9trico, que exigem cada vez mais confiabilidade, e sobre a necessidade de uma reforma setorial que d\u00ea mais transpar\u00eancia e reveja a aloca\u00e7\u00e3o de subs\u00eddios e que trate da separa\u00e7\u00e3o entre lastro e energia. Ela ainda comentou sobre os leil\u00f5es de armazenamento e de reserva de capacidade, previstos para este ano. Outro tema abordado foi a retomada de grandes projetos de usinas hidrel\u00e9tricas.\u00a0<br><br>Leia a seguir os principais trechos da entrevista:<br><br><strong>Ag\u00eancia iNFRA \u2013 Quais os principais desafios do segmento de gera\u00e7\u00e3o hoje?<\/strong><br><strong>Marisete Dadald \u2013 <\/strong>Eu acho que os principais desafios da gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica no Brasil incluem a escalada de subs\u00eddios que distorcem a competitividade e oneram os consumidores. A nossa expans\u00e3o foi desenhada l\u00e1 na \u00e9poca dos anos 2000, onde o Brasil tinha uma matriz majoritariamente h\u00eddrica com\u00a0pouca t\u00e9rmica. A expans\u00e3o est\u00e1 desalinhada hoje da oferta e da demanda e, obviamente, impactando a efici\u00eancia do setor.<br><br>Os crescentes desafios para a opera\u00e7\u00e3o do sistema est\u00e3o exigindo maior flexibilidade para garantia da seguran\u00e7a e estabilidade do fornecimento de energia. E, veja, o setor passa por uma transforma\u00e7\u00e3o global com a introdu\u00e7\u00e3o dessas novas tecnologias e a evolu\u00e7\u00e3o daquelas j\u00e1 existentes. A alta penetra\u00e7\u00e3o de fontes intermitentes, como solar e e\u00f3lica, intensificou os desafios operacionais e comerciais.<br><br>Nesse cen\u00e1rio, as hidrel\u00e9tricas assumem um papel essencial. Com essa grande capacidade que elas t\u00eam de modula\u00e7\u00e3o, elas s\u00e3o fontes limpas e renov\u00e1veis, que funcionam como uma bateria natural para o sistema. Elas garantem a estabilidade e viabilizam toda expans\u00e3o dessas novas fontes renov\u00e1veis.\u00a0<br><br><strong>Dentre os desafios operacionais est\u00e1 o curtailment, os cortes obrigat\u00f3rios de gera\u00e7\u00e3o. Qual o entendimento da Abrage sobre o tema?<\/strong><br>N\u00e3o adianta voc\u00ea fazer um recorte do problema, tem que olhar a quest\u00e3o de forma sist\u00eamica, o passado, o presente e o futuro. N\u00f3s vamos continuar enfrentando essa situa\u00e7\u00e3o por algum tempo at\u00e9 que tenhamos um aumento de carga ou consumo e que tenhamos de fato um desenho de mercado que possa aproveitar todos esses recursos de uma maneira eficiente, o que hoje n\u00e3o vem acontecendo.<br><br>Hoje\u00a0h\u00e1 um excesso de produ\u00e7\u00e3o de energia em determinadas horas do dia, com a gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda, que entre as 10h e as 14h produz um volume bastante significativo de energia, e isso faz com que o ONS [Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico] tenha que tomar a decis\u00e3o de fazer cortes na produ\u00e7\u00e3o daquela energia que \u00e9 centralizada.<br><br>As primeiras a serem cortadas s\u00e3o as hidrel\u00e9tricas. O operador volta a despachar a hidrel\u00e9trica no final do dia. E, a partir das 18 horas, passamos a ter uma produ\u00e7\u00e3o das hidrel\u00e9tricas que h\u00e1 muitos anos n\u00e3o se tinha, da ordem de 45 GW (gigawatts), 48 GW, onde as hidrel\u00e9tricas atendem o pico do consumo nesse hor\u00e1rio que voc\u00ea n\u00e3o disp\u00f5e do sol e o fluxo de ventos \u00e9 bem inferior \u00e0quele que \u00e9 necess\u00e1rio para garantir esse atendimento \u00e0 ponta. Quem est\u00e1 atendendo a ponta s\u00e3o as hidrel\u00e9tricas. \u00c9 at\u00e9 um contrassenso ent\u00e3o ser a primeira fonte que est\u00e1 sendo cortada em rela\u00e7\u00e3o ao curtailment.<br><br><strong>Como est\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o de curtailment nas hidrel\u00e9tricas hoje?\u00a0<\/strong><br>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 cr\u00edtica e requer uma atua\u00e7\u00e3o urgente. Atualmente, n\u00e3o h\u00e1 uma regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para ordenamento dos cortes comandados pelo operador nacional do sistema, que tem priorizado o corte de gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s fontes e\u00f3lica e solar. Como consequ\u00eancia disso tudo, as hidrel\u00e9tricas s\u00e3o as mais impactadas, resultando em risco de desotimiza\u00e7\u00e3o do sistema e gerando preju\u00edzos financeiros significativos para os geradores e consumidores, porque n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o investidor que \u00e9 penalizado nesse caso, s\u00e3o os consumidores tamb\u00e9m.<br><br>Para voc\u00eas terem uma ideia, entre janeiro de 2022 e dezembro de 2024, os cortes de gera\u00e7\u00e3o nas fontes solar, e\u00f3lica e hidrel\u00e9trica totalizaram 98 TWh (terawatt-hora), dos quais 86% corresponderam \u00e0 energia vertida das hidrel\u00e9tricas. Essa energia poderia ter sido turbinada e aproveitada. Esse volume seria suficiente para abastecer durante um ano cerca de 32 milh\u00f5es de habitantes, o equivalente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o das sete maiores cidades do Brasil.<br><br><strong>E quais os impactos disso? Voc\u00eas t\u00eam alguma mensura\u00e7\u00e3o?<\/strong><br>A restri\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o hidrel\u00e9trica agrava o GSF [risco hidrol\u00f3gico], elevando os custos para os consumidores. Porque boa parte do GSF quem paga \u00e9 o consumidor, principalmente aquele atendido pelas distribuidoras. N\u00f3s contratamos um estudo das consultorias PSR e RegE em que eles indicam que, se essa prioriza\u00e7\u00e3o dos cortes continuar, os consumidores poder\u00e3o arcar com R$ 519 milh\u00f5es adicionais em m\u00e9dia por ano nas tarifas nos pr\u00f3ximos anos, principalmente nesse ciclo do planejamento da opera\u00e7\u00e3o, que \u00e9 2025 a 2028.<br><br>Al\u00e9m disso, h\u00e1 o rebatimento disso no recolhimento da CFURH [Compensa\u00e7\u00e3o Financeira pela Utiliza\u00e7\u00e3o dos Recursos H\u00eddricos para Fins de Gera\u00e7\u00e3o de Energia]. Os estados e munic\u00edpios deixar\u00e3o de arrecadar em m\u00e9dia anualmente R$ 155 milh\u00f5es em compensa\u00e7\u00f5es e royalties caso n\u00e3o tenhamos a corre\u00e7\u00e3o dessa quest\u00e3o.<br><br><strong>A Abrage tem buscado solu\u00e7\u00f5es para o tema via ANEEL [Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica]?<\/strong><br>A ANEEL vem tratando desse tema agora na terceira fase da Consulta P\u00fablica 45\/2019. O prazo dessas contribui\u00e7\u00f5es se encerrou no dia 25 [de fevereiro]. A Abrage contribuiu ativamente nesse debate, defendendo que o ordenamento dos cortes reconhe\u00e7a a import\u00e2ncia sist\u00eamica das hidrel\u00e9tricas e que sua participa\u00e7\u00e3o nos cortes seja proporcional ao seu papel na estabilidade e na confiabilidade do SIN [Sistema Interligado Nacional].<br><br>A previs\u00e3o de regulamenta\u00e7\u00e3o do curtailment para as hidrel\u00e9tricas est\u00e1 na Agenda Regulat\u00f3ria da ANEEL apenas para 2026 e isso \u00e9 muito preocupante, dado o quanto as hidrel\u00e9tricas est\u00e3o sendo impactadas.<br><br><strong>Ent\u00e3o a solu\u00e7\u00e3o, no entendimento da Abrage, seria garantir o ressarcimento para todas as fontes?<\/strong><br>\u00c9 isso. O direito ao ressarcimento que est\u00e1 previsto em lei deve ser respeitado sem distin\u00e7\u00e3o da fonte A, da fonte B ou da fonte C, ou seja, um tratamento ison\u00f4mico para todas as fontes que produzem energia. Tem que ser um crit\u00e9rio que atenda a todos e seja equilibrado tanto do ponto de vista do investidor quanto do consumidor. N\u00e3o podemos olhar s\u00f3 um lado da moeda. Essa quest\u00e3o do curtailment tem que passar por uma solu\u00e7\u00e3o tanto conjuntural como estrutural. Enquanto a matriz estiver se expandindo da maneira que vem ocorrendo, n\u00f3s vamos continuar vivenciando isso.<br><br>A Abrage defende como solu\u00e7\u00e3o conjuntural que haja uma defini\u00e7\u00e3o de uma metodologia adequada para a realiza\u00e7\u00e3o dos cortes de gera\u00e7\u00e3o que assegure crit\u00e9rios justos e transparentes com base na otimiza\u00e7\u00e3o do sistema e nos impactos para os consumidores e investidores, assegurando que os agentes tenham acesso aos motivos das restri\u00e7\u00f5es e aos dados completos da opera\u00e7\u00e3o. E o estabelecimento de regras para o justo direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o financeira para todos os agentes afetados, quando aplic\u00e1vel, como forma de minimizar os preju\u00edzos decorrentes dessas restri\u00e7\u00f5es.\u00a0<br><br><strong>E qual seria a solu\u00e7\u00e3o estrutural?<\/strong><br>Quando eu vejo o futuro, uma solu\u00e7\u00e3o estrutural seria uma revis\u00e3o de pol\u00edticas de subs\u00eddios, que \u00e9 isso que tamb\u00e9m vem agravando essa sobreoferta e resultando neste crescimento da oferta descompassado da demanda de energia. Al\u00e9m disso, o aprimoramento dos mecanismos de exporta\u00e7\u00e3o de energia hidrel\u00e9trica. Agora no per\u00edodo \u00famido, por exemplo, estamos tendo um vertimento de 7,4 GW m\u00e9dios. Por que verter se eu posso ofertar para os meus pa\u00edses vizinhos essa energia a pre\u00e7os certamente competitivos?<br><br>Outra quest\u00e3o estrutural seria a redu\u00e7\u00e3o da inflexibilidade t\u00e9rmica, conforme processo iniciado e n\u00e3o conclu\u00eddo pelo MME na Consulta P\u00fablica 158\/2023. E por \u00faltimo, a ado\u00e7\u00e3o das tecnologias de armazenamento, que v\u00eam sendo muito discutidas, como sistemas de armazenamento hidr\u00e1ulico, conhecido como usinas revers\u00edveis, para maior flexibilidade.\u00a0<br><br><strong>Sobre as hidrel\u00e9tricas revers\u00edveis, como est\u00e1 o processo de regulamenta\u00e7\u00e3o dessas usinas? Existe alguma expectativa sobre isso?<\/strong><br>N\u00f3s temos trabalhado bastante para introduzir a discuss\u00e3o dessa tecnologia, que n\u00e3o \u00e9 nova. Hoje, o Brasil j\u00e1 tem duas usinas, que obviamente n\u00e3o operam como revers\u00edveis, e pode trazer para c\u00e1 esse potencial, essa tecnologia que \u00e9 diferente do armazenamento qu\u00edmico das baterias. Por exemplo, enquanto o qu\u00edmico dura de 12 a 15 anos, uma revers\u00edvel pode ter uma vida \u00fatil de mais de 100 anos.<br><br>A ANEEL abriu segunda fase da CP 39\/2023, que tinha como objetivo obter os subs\u00eddios para aprimorar o relat\u00f3rio de an\u00e1lise de impacto regulat\u00f3rio sobre a regulamenta\u00e7\u00e3o do armazenamento de energia el\u00e9trica, incluindo as usinas revers\u00edveis. Quando n\u00f3s come\u00e7amos a dialogar com a ANEEL, a gente destacou a import\u00e2ncia de um tratamento regulat\u00f3rio que n\u00e3o se restrinja apenas \u00e0s usinas revers\u00edveis de ciclo fechado, mas tamb\u00e9m \u00e0s de ciclo semifechado e aberto, que s\u00e3o as de maior potencial de implanta\u00e7\u00e3o imediata no Brasil, porque tem o aproveitamento dos reservat\u00f3rios das nossas usinas existentes.<br><br>E n\u00f3s teremos um marco dia 20 de mar\u00e7o, quando o Minist\u00e9rio de Minas e Energia far\u00e1 um semin\u00e1rio com o objetivo de trazer\u00a0as entidades vinculadas para a gente discutir esses desafios e oportunidades, especialmente em rela\u00e7\u00e3o aos aspectos regulat\u00f3rios, operacionais e ambientais.<br><br><strong>\u00c9 um evento sobre usinas revers\u00edveis?<\/strong><br>Isso. A Abrage trar\u00e1 nesse semin\u00e1rio cases internacionais, da China, da Espanha, e a IHA [Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Energia Hidrel\u00e9trica] vai estar presente para que a gente possa fazer uma discuss\u00e3o e come\u00e7ar a colocar luz nessa tecnologia de usinas revers\u00edveis. Temos uma bateria natural, de 103 GW de produ\u00e7\u00e3o de usinas hidrel\u00e9tricas, portanto podemos aproveitar esse potencial para outras tecnologias.<br><br>Em conversas com alguns fornecedores e f\u00e1bricas daqui, eles dizem que exportam esses equipamentos para Portugal, Espanha, porque aqui a gente n\u00e3o est\u00e1 desenvolvendo essa tecnologia. Ent\u00e3o, n\u00f3s dispomos de ind\u00fastria que pode suprir toda essa parte de equipamento e servi\u00e7o.<br><br><strong>Esses 103 GW s\u00e3o o potencial de usinas revers\u00edveis?<\/strong><br>N\u00e3o, 103 GW \u00e9 o nosso parque gerador atual.<br><br><strong>Mas h\u00e1 um mapeamento do potencial de usinas revers\u00edveis no Brasil?<\/strong><br>N\u00f3s temos hoje, com base nessas consultorias, 38 GW identificados de s\u00edtios. Obviamente isso ainda requer estudos, como sobre o modelo, se seria uma autoriza\u00e7\u00e3o, uma concess\u00e3o. Ent\u00e3o tem algumas quest\u00f5es que ainda est\u00e3o abertas e que esse semin\u00e1rio ser\u00e1 a base para essa discuss\u00e3o, at\u00e9 porque n\u00f3s estamos buscando essa regulamenta\u00e7\u00e3o justamente para come\u00e7ar a participar desses leil\u00f5es de armazenamento que o Minist\u00e9rio de Minas e Energia pretende realizar nos pr\u00f3ximos anos.<br><br><strong>Neste primeiro leil\u00e3o de armazenamento n\u00e3o daria para participar?<\/strong><br>Pode entrar, mas depende como esse calend\u00e1rio vai evoluir. Porque, veja, para as baterias, o leil\u00e3o de armazenamento foi agendado sem ter uma base regulat\u00f3ria consistente. E a mesma coisa pode ser feita para o leil\u00e3o de armazenamento hidr\u00e1ulico. Acho que colocar esse produto faz com que o mercado passe a estudar. Se voc\u00ea n\u00e3o faz essa provoca\u00e7\u00e3o, o mercado fica esperando.<br><br>Eu defendo que, da mesma maneira que o [leil\u00e3o de] armazenamento qu\u00edmico por meio de baterias n\u00e3o tinha nenhuma regulamenta\u00e7\u00e3o e foi constru\u00eddo, por que n\u00e3o construir por armazenamento hidr\u00e1ulico de modo que voc\u00ea traga investidores nacionais e internacionais aqui para participar e estudarem? Ent\u00e3o eu defendo que seja inclu\u00eddo sim.<br><br><strong>Por que n\u00e3o temos visto mais grandes projetos de constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas?<\/strong><br>O papel da Abrage vem muito ao encontro dessa aus\u00eancia e alinhada na busca da retomada desses novos potenciais hidrel\u00e9tricos. N\u00e3o s\u00f3 o reconhecimento de outros requisitos que as hidrel\u00e9tricas entregam no sistema, mas tamb\u00e9m novas oportunidades para ampliar esse parque gerador.\u00a0<br><br>Houve uma estagna\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos por diversos fatores. Os desafios regulat\u00f3rios, ambientais e a percep\u00e7\u00e3o da sociedade muitas vezes influenciada por desinforma\u00e7\u00e3o sobre os benef\u00edcios dessa fonte. A Abrage vem trabalhando justamente para destravar esses novos projetos no sentido de revisar esses modelos de neg\u00f3cios, mapeando estrat\u00e9gias que nos permitam um melhor aproveitamento do potencial hidrel\u00e9trico remanescente, principalmente neste momento em que voc\u00ea identifica que a matriz vai demandar mais dessa produ\u00e7\u00e3o firme.<br><br><strong>E teremos neste ano o leil\u00e3o de reserva de capacidade. Quais as expectativas da Abrage de participa\u00e7\u00e3o do segmento neste leil\u00e3o?<\/strong><br>N\u00f3s trabalhamos muito para que esse leil\u00e3o acontecesse. Inicialmente t\u00ednhamos 7,5 GW de novos investimentos em 12 usinas, para aproveitamento de espa\u00e7os f\u00edsicos j\u00e1 existentes com a instala\u00e7\u00e3o de novas turbinas e geradores, o que a gente chama de po\u00e7os vazios, al\u00e9m da amplia\u00e7\u00e3o de estruturas civis em outras tr\u00eas usinas. Desse total, 5,9 GW j\u00e1 tiveram projetos aprovados pela ANEEL para participa\u00e7\u00e3o no leil\u00e3o, que certamente ser\u00e3o ofertados a pre\u00e7os m\u00f3dicos no sistema e com menores emiss\u00f5es.<br><br><strong>Para al\u00e9m do leil\u00e3o, qual a carteira de projetos do segmento?<\/strong><br>N\u00f3s temos hoje uma carteira potencial de 86,5 gigawatts, o que poderia gerar um acr\u00e9scimo de 79% na nossa capacidade instalada atual. Esse total inclui os 7,5 GW que eu comentei, dos quais 5,9 GW dever\u00e3o participar desse leil\u00e3o de junho. Temos mais 11 GW de repotencia\u00e7\u00e3o de usinas existentes com moderniza\u00e7\u00e3o de turbinas e geradores antigos, o que pode aumentar a sua pot\u00eancia e efici\u00eancia.\u00a0<br><br>E ainda temos mais 30 GW de 42 novas hidrel\u00e9tricas em estudo, que poderiam ser viabilizadas ap\u00f3s a obten\u00e7\u00e3o do licenciamento ambiental. Fora a quest\u00e3o das revers\u00edveis, com 38 GW de capacidade de armazenamento por meio da implanta\u00e7\u00e3o dessa tecnologia, seja em usinas existentes ou novas, considerando diferentes ciclos.<br><br><strong>Para encerrar, quais as suas expectativas quanto \u00e0 reforma do setor el\u00e9trico, prometida pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e tamb\u00e9m citada como prioridade pelo presidente da CI [Comiss\u00e3o de Infraestrutura] do Senado, Marcos Rog\u00e9rio?\u00a0<\/strong><br>Isso me angustia todos os dias. Eu acordo e durmo pensando nisso. Eu trabalhei naquela \u00faltima grande reforma, que foi l\u00e1 em 2004. E aquela reforma foi no momento em que o sistema estava bastante desestruturado, tanto do ponto de vista da seguran\u00e7a quanto do ponto de vista de atra\u00e7\u00e3o de investimentos. Ela foi fundamental para reorganizar o setor.<br><br>E em 2016 a gente come\u00e7ou a trabalhar naquela Consulta P\u00fablica 33, que era os pilares de uma nova reforma do setor, justamente j\u00e1 identificando que aquele modelo de 2004 n\u00e3o tinha mais a mesma ader\u00eancia para o atual cen\u00e1rio, tanto na quest\u00e3o das mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas como na quest\u00e3o da diversifica\u00e7\u00e3o da matriz. Aquela consulta foi bastante importante para identificar o que precisava ser reformulado no modelo setorial.<br><br>E assim n\u00f3s o fizemos. Eu como secret\u00e1ria-executiva criei um grupo de trabalho para justamente regulamentar todos aqueles pilares que estavam naquele projeto de lei originado da consulta p\u00fablica, que \u00e9 o PL 414, a que o senador Marcos Rog\u00e9rio se referiu. E especialmente o que tinha ali, a quest\u00e3o da separa\u00e7\u00e3o lastro e energia, que \u00e9 o nosso gargalo atual. E, somado a isso, o crescimento dos subs\u00eddios.<br><br><strong>Acredita que o caminho para a reforma ainda seria com o PL 414?<\/strong><br>Veja, a gente teria que reformular o PL 414. J\u00e1 passaram quase nove anos. Ele j\u00e1 n\u00e3o tem a mesma ader\u00eancia hoje, porque voc\u00ea tem uma penetra\u00e7\u00e3o grande de gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda, de energia descentralizada, ent\u00e3o j\u00e1 tem que ser repensado todo o modelo.\u00a0<br><br>As usinas hidrel\u00e9tricas passaram a prestar cada vez mais servi\u00e7os essenciais, mas nem sempre elas s\u00e3o remuneradas de forma compat\u00edvel com o seu valor sist\u00eamico. Hoje elas t\u00eam prestado um servi\u00e7o, especialmente naqueles per\u00edodos da ponta do sistema, da rampa, e n\u00e3o s\u00e3o remuneradas por isso. E isso est\u00e1 trazendo um desgaste pros equipamentos dessas usinas, porque elas n\u00e3o foram concebidas para esse liga e desliga todo dia.<br><br><strong>O que seria essencial ser endere\u00e7ado por essa reforma?<\/strong><br>A Abrage elenca quatro pilares urgentes necess\u00e1rios nessa reforma: garantir o equil\u00edbrio entre oferta e demanda, assegurar uma aloca\u00e7\u00e3o justa e eficiente dos custos e riscos, promover o aproveitamento sustent\u00e1vel e equilibrado dos recursos energ\u00e9ticos, e fomentar a participa\u00e7\u00e3o ativa dos consumidores na oferta, demanda e contrata\u00e7\u00e3o de energia.<br><br>Hoje h\u00e1 uma distor\u00e7\u00e3o na aloca\u00e7\u00e3o dos custos da energia el\u00e9trica entre consumidores, que tem ficado cada vez mais insustent\u00e1vel. A moderniza\u00e7\u00e3o da regula\u00e7\u00e3o e a promo\u00e7\u00e3o de uma matriz equilibrada s\u00e3o passos fundamentais para o futuro sustent\u00e1vel do setor. Investir em tecnologias com menores emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, aliado \u00e0 efici\u00eancia energ\u00e9tica, \u00e9 o caminho para tarifas mais competitivas no longo prazo. No entanto, \u00e9 essencial que o planejamento setorial e as decis\u00f5es de expans\u00e3o considerem os custos reais e os atributos que cada fonte entrega para o sistema.<br><br><strong>O que seriam esses custos reais?<\/strong><br>Hoje no Plano Decenal \u00e9 utilizado um modelo de decis\u00e3o de investimento para voc\u00ea definir como voc\u00ea vai expandir o crescimento da sua gera\u00e7\u00e3o. Esse modelo, quando seleciona as fontes de menor custo global, n\u00e3o considera os subs\u00eddios. O que a Abrage defende \u00e9 que tem que planejar e tomar uma decis\u00e3o olhando esses custos reais.<br><br>N\u00e3o adianta decidir pensando que a solar custa, por exemplo, R$ 100 o megawatt\/hora. A h\u00eddrica pode custar R$ 150. Mas quando soma o subs\u00eddio, a solar custa mais de R$ 300. Ent\u00e3o, a decis\u00e3o tem que enxergar esse custo real e\u00a0se de fato a solar entrega todos os requisitos que o sistema precisa, porque contrata a R$ 100, mas tem que contratar pot\u00eancia.<br><br><strong>E como resolver isso na reforma?<\/strong><br>H\u00e1 a necessidade de darmos maior transpar\u00eancia na aloca\u00e7\u00e3o de subs\u00eddios e na gest\u00e3o dos custos transferidos aos consumidores. Isso inclui a elimina\u00e7\u00e3o de incentivos a tecnologias maduras e uma abordagem mais equilibrada para o crescimento da gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda.\u00a0A transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica deve garantir um sistema sustent\u00e1vel, inovador, acess\u00edvel, sem onerar desproporcionalmente o consumidor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Geraldo Campos Jr. e Marisa Wanzeller, da Ag\u00eancia iNFRA As usinas hidrel\u00e9tricas responderam por 86% dos cortes de gera\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3rios (curtailment) aplicados \u00e0s fontes renov\u00e1veis (solar, e\u00f3lica e hidrel\u00e9trica) entre janeiro de 2022 e dezembro de 2024, que totalizaram 98 TWh (terawatt-hora). 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