{"id":42168,"date":"2017-09-29T12:25:00","date_gmt":"2017-09-29T15:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/?p=42168"},"modified":"2026-05-29T16:46:45","modified_gmt":"2026-05-29T19:46:45","slug":"bruno-dantas-do-tcu-ninguem-imagine-que-anulacao-de-aumento-de-tarifa-nao-sera-repassada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/bruno-dantas-do-tcu-ninguem-imagine-que-anulacao-de-aumento-de-tarifa-nao-sera-repassada\/","title":{"rendered":"Bruno Dantas, do TCU: Ningu\u00e9m imagine que anula\u00e7\u00e3o de aumento de tarifa n\u00e3o ser\u00e1 repassada"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>da Ag\u00eancia iNFRA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;Transpar\u00eancia e sinceridade s\u00e3o as chaves para um aperfei\u00e7oamento do di\u00e1logo interinstitucional&#8221;<\/strong><br>Em 2014, aos 36 anos de idade, o advogado Bruno Dantas tornou-se o mais jovem ministro nomeado na hist\u00f3ria centen\u00e1ria do TCU (Tribunal de Contas da Uni\u00e3o). Ex-consultor legislativo do Senado e com passagem pela iniciativa privada, Dantas chegou ao tribunal num momento de severas cr\u00edticas \u00e0 atua\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o no setor de infraestrutura das quais, algumas, concorda. Mas Dantas justifica que a transforma\u00e7\u00e3o do modelo, da primazia do investimento p\u00fablico para o privado, levou o tribunal a mudar a forma de fiscalizar, mas que o controle continua necess\u00e1rio.\u201cO governo reduzir os investimentos diretos em obras de infraestrutura n\u00e3o significa que a sociedade brasileira n\u00e3o est\u00e1 financiando\u201d, disse o ministro em entrevista \u00e0 <strong>Ag\u00eancia iNFRA, <\/strong>indicando\u00a0que o modelo de concess\u00f5es foi distorcido no Brasil com o forte controle de empreiteiras sobre concession\u00e1rias.Agora, o ministro tenta conduzir o pa\u00eds ao que ele chama Pacto pela Infraestrutura, com a reuni\u00e3o num s\u00f3 organismo de lideran\u00e7as do governo, dos \u00f3rg\u00e3os de controle e da sociedade para gerir os problemas que hoje atrapalham o desenvolvimento do setor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitas vezes, o TCU est\u00e1 a fazer uma an\u00e1lise, mas n\u00e3o teve a oportunidade de uma intera\u00e7\u00e3o olho no olho. Recebeu tudo por escrito, no papel. E sabemos que papel aceita tudo\u201d, afirmou Dantas defendendo mais transpar\u00eancia e di\u00e1logo entre os \u00f3rg\u00e3os do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ag\u00eancia iNFRA &#8211; Dentro do sistema de infraestrutura, h\u00e1 sempre alguma cr\u00edtica, mas tamb\u00e9m um pouco de desconhecimento, sobre o papel do TCU (Tribunal de Contas da Uni\u00e3o) no setor. O senhor pode explicar o que de fato \u00e9 o limite do TCU na \u00e1rea?<\/strong><br><strong>Bruno Dantas <\/strong>&#8211; O TCU vem passando por uma transforma\u00e7\u00e3o importante. At\u00e9 os anos 90, o tribunal fazia basicamente an\u00e1lise de atos de admiss\u00e3o, aposentadoria e algumas licita\u00e7\u00f5es e contratos mais simples. Dos anos 1990 em diante, o tribunal come\u00e7a a se aperfei\u00e7oar nas auditorias de conformidade em obras, com as recomenda\u00e7\u00f5es ao Congresso para que obras com irregularidades graves n\u00e3o recebam recursos. Agora, nos \u00faltimos cinco a seis anos, o tribunal vem se dedicando a uma nova vertente, que \u00e9 a aprecia\u00e7\u00e3o da efici\u00eancia das pol\u00edticas do governo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por que o senhor acha que isso foi necess\u00e1rio?<\/strong><br>N\u00e3o foi apenas uma vontade do tribunal. Ele, como \u00f3rg\u00e3o de controle que \u00e9, precisa se adaptar ao modelo de gest\u00e3o. Historicamente, quem fazia obra no Brasil, era o Estado. Com a chegada das primeiras concess\u00f5es, l\u00e1 nos anos 90, e principalmente agora, com essas \u00faltimas concess\u00f5es, tivemos uma mudan\u00e7a nesse eixo, que foi as concession\u00e1rias assumindo a responsabilidade por obras de amplia\u00e7\u00e3o. Com isso, o que ocorre? O Estado reduz o montante dos investimentos diretos e passa a transferir para o setor privado uma atividade que antes realizava, mediante pagamento de tarifa. Ocorre que o fato de o governo reduzir os investimentos diretos nessas obras de infraestrutura, n\u00e3o significa que a sociedade brasileira n\u00e3o est\u00e1 financiando. Antes, financiava pelo recolhimento de tributos e investimentos do or\u00e7amento. Agora, continua financiando, mas mediante pagamento de tarifas. E isso requer uma transforma\u00e7\u00e3o na forma de fiscalizar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nesse ponto tamb\u00e9m h\u00e1 uma diverg\u00eancia, porque se critica que se fiscaliza uma concess\u00e3o como se fosse uma obra p\u00fablica. O que o senhor tem visto aqui corrobora isso?<\/strong><br>Existem dois problemas nessa cr\u00edtica que o tribunal merecidamente recebe. E vou tentar explicar e justificar por que o tribunal age assim, embora reconhe\u00e7a que a cr\u00edtica muitas vezes \u00e9 procedente. O modelo de concess\u00f5es implementado nos \u00faltimos 10 anos \u00e9 algo complexo, porque todas as concession\u00e1rias t\u00eam como acionistas empreiteiras. O que se v\u00ea muitas vezes, como no caso de aeroportos, a Infraero foi obrigada pelo governo a entrar como s\u00f3cia minorit\u00e1ria das SPEs (Sociedades de Prop\u00f3sito Espec\u00edfico) e voc\u00ea tinha como s\u00f3cia majorit\u00e1ria uma empreiteira. Elas deveriam fazer apenas a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o para operar a concess\u00e3o. Detectamos que muitas superfaturavam obra privada para poder repassar para a Infraero o seu quinh\u00e3o de preju\u00edzo, o que evidentemente \u00e9 um absurdo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Distorceu-se o modelo de concess\u00e3o?<\/strong><br>Sim. Levaram empreiteiras para operar concess\u00f5es. Infelizmente, o mercado brasileiro, na \u00faltima rodada de concess\u00f5es, n\u00e3o estava suficientemente aberto. N\u00e3o quero generalizar, n\u00e3o s\u00e3o todas as concession\u00e1rias nessa situa\u00e7\u00e3o, mas h\u00e1 muitas concession\u00e1rias que s\u00e3o s\u00f3 a parte vistosa de uma empreiteira que historicamente tem todos os problemas que est\u00e3o a\u00ed na Lava Jato. O tribunal parte dessa realidade em primeiro lugar. Segundo, temos identificado um problema muito s\u00e9rio na regula\u00e7\u00e3o que \u00e9 feita pelas ag\u00eancias. O modelo de concess\u00e3o, para funcionar bem, precisa de ag\u00eancias fortes que funcionem bem. Houve um ac\u00f3rd\u00e3o de 2015 em que identificamos que as nossas ag\u00eancias tinham problemas das mais variadas ordens, como falta de transpar\u00eancia no processo decis\u00f3rio, vac\u00e2ncia por longos per\u00edodos de tempo do conselho, falta de processo de gest\u00e3o de risco. Para se ter uma ideia, nenhuma ag\u00eancia na \u00e9poca do estudo tinha gest\u00e3o de risco.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E qual a consequ\u00eancia disso?<\/strong><br>Ao dar um tiro no escuro, a assimetria de informa\u00e7\u00e3o entre a concession\u00e1ria e a ag\u00eancia passa a ditar a rela\u00e7\u00e3o entre ambas. A concession\u00e1ria tem muito mais informa\u00e7\u00f5es do que a ag\u00eancia. Isso \u00e9 natural, afinal \u00e9 ela que opera a concess\u00e3o. Quando vai se falar de reequil\u00edbrio econ\u00f4mico, seja porque houve queda do fluxo de carros, passageiros ou uma lei do caminhoneiro que deu isen\u00e7\u00f5es a caminh\u00f5es vazios, quem det\u00e9m os n\u00fameros que v\u00e3o subsidiar o pedido s\u00e3o as concession\u00e1rias. Se a ag\u00eancia n\u00e3o tem gest\u00e3o de riscos adequada, n\u00e3o consegue antever problemas que v\u00e3o se revelar num momento cr\u00edtico que \u00e9 o de fazer um reequil\u00edbrio. Veja que essa an\u00e1lise que fizemos mostra um quadro dram\u00e1tico de governan\u00e7a das ag\u00eancias. N\u00e3o estou dizendo que elas n\u00e3o t\u00eam agido para melhorar. Vejo um esfor\u00e7o da ANTT, de algumas ag\u00eancias, e reconhe\u00e7o que est\u00e3o atuando no limite da capacidade. Mas, infelizmente, estamos longe de um padr\u00e3o de governan\u00e7a satisfat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em quanto atrapalha esse desenvolvimento o governo ainda se utilizar dos cargos dessas ag\u00eancias em trocas pol\u00edtica partid\u00e1rias?<\/strong><br>Atrapalha muito, porque uma ag\u00eancia, por defini\u00e7\u00e3o, \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o que deve gozar de independ\u00eancia t\u00e9cnica para que as melhores decis\u00f5es regulat\u00f3rias sejam tomadas, tanto do ponto de vista da concession\u00e1ria como do consumidor. Se, por um lado, a Constitui\u00e7\u00e3o assegura a modicidade tarif\u00e1ria; de outro, a regra b\u00e1sica de mercado indica que se elas n\u00e3o tiverem lucro abandonar\u00e3o as concess\u00f5es, deixar\u00e3o de fazer investimentos, e isso acaba se refletindo em perda da qualidade do servi\u00e7o p\u00fablico. Voc\u00ea imagina um \u00f3rg\u00e3o que tem que ter independ\u00eancia t\u00e9cnica, e por isso eles t\u00eam mandatos, s\u00e3o sabatinados pela c\u00e2mara alta do parlamento do Brasil, se se manda algu\u00e9m que n\u00e3o tem conhecimento t\u00e9cnico&#8230; Penso que o problema n\u00e3o s\u00e3o as indica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. O problema s\u00e3o as indica\u00e7\u00f5es de pessoas que n\u00e3o t\u00eam perfil, experi\u00eancia e conhecimento no setor para o qual est\u00e3o sendo indicadas, porque isso fragiliza o processo de tomada de decis\u00e3o da ag\u00eancia. Muitos dos problemas que s\u00e3o identificados nas ag\u00eancias se devem a isso: uma inseguran\u00e7a dos conselhos das ag\u00eancias em decidir.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por qu\u00ea?<\/strong><br>Ou porque n\u00e3o conhecem o assunto, ou outros tipos de problema, que s\u00e3o da fragilidade de quem n\u00e3o tem corpo t\u00e9cnico est\u00e1vel, servidores em n\u00famero suficiente, or\u00e7amento para fazer as fiscaliza\u00e7\u00f5es como deveria. Ent\u00e3o, certamente, essa inseguran\u00e7a que vem da falta de capacidade de alguns diretores, sem d\u00favida \u00e9 algo que merece destaque.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No TCU o senhor fala de uma situa\u00e7\u00e3o reversa. O corpo t\u00e9cnico ficou muito forte, gerando seguran\u00e7a para todos. O senhor acha que esse modelo pode ser reproduzido para o restante das ag\u00eancias?<\/strong><br>O TCU n\u00e3o nasceu com o corpo t\u00e9cnico que tem. Isso \u00e9 um processo hist\u00f3rico de amadurecimento institucional e de compreens\u00e3o por parte dos ministros da casa de que era preciso fortalecer o corpo t\u00e9cnico. Veja que isso demonstra que nem sempre as indica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas v\u00eam para o mal. Uma s\u00e9rie de presidentes e ministros do TCU [indicados politicamente] participaram desse processo de amadurecimento institucional. Penso que \u00e9 um modelo que deve servir de exemplo. Temos um corpo t\u00e9cnico muito forte. Agora, nem por isso, os ministros se sentem premidos a eventualmente fazer aqui e ali algum ajuste nas propostas que chegam para delibera\u00e7\u00e3o do plen\u00e1rio. Para isso, \u00e9 preciso que os ministros tenham conhecimento t\u00e9cnico para fazer alguma cr\u00edtica, no bom sentido, do que est\u00e3o recebendo. E, para isso, tem um corpo t\u00e9cnico no gabinete de cada ministro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E como funciona?<\/strong><br>O TCU talvez seja das rar\u00edssimas institui\u00e7\u00f5es no Brasil em que 99,99% do corpo t\u00e9cnico s\u00e3o concursados. N\u00e3o temos cargos em comiss\u00e3o. Quando um ministro toma posse aqui, ele tem direito a trazer dois servidores para cargos em comiss\u00e3o. Num gabinete de 20, s\u00f3 2. E s\u00e3o servidores que n\u00e3o est\u00e3o na \u00e1rea fim, s\u00e3o os que auxiliam o ministro na agenda, em atividades que n\u00e3o est\u00e3o relacionadas na elabora\u00e7\u00e3o dos votos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E isso est\u00e1 institucionalizado?<\/strong><br>A lei n\u00e3o permite trazer um terceiro. Ent\u00e3o, penso que algumas mudan\u00e7as talvez fossem necess\u00e1rias do ponto de vistas das ag\u00eancias, como exigir 10 anos de experi\u00eancia no setor regulado, comprovada, n\u00e3o como estagi\u00e1rio. O certo \u00e9 que o nosso processo deliberativo no TCU, em certa medida, reflete esse amadurecimento que poderia ser levado para as ag\u00eancias. Agora, isso tudo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o corpo t\u00e9cnico. Ele \u00e9 importante, mas \u00e9 a simbiose que existe e o respeito m\u00fatuo entre o corpo t\u00e9cnico e as autoridades, inclusive o Minist\u00e9rio P\u00fablico. Temos aqui um processo decis\u00f3rio que n\u00e3o permite decis\u00f5es isoladas, 100% s\u00e3o colegiadas. N\u00e3o existe julgamento monocr\u00e1tico de m\u00e9rito e isso fortalece institucionalmente o TCU. As ag\u00eancias vivem ainda os dramas de quem est\u00e1 conquistando o seu espa\u00e7o, amadurecendo institucionalmente, e eu espero que cheguem l\u00e1. Uma grande conquista para as ag\u00eancias seria elas disporem melhor do seu or\u00e7amento. Sabemos que hoje at\u00e9 para nomear um assessor, precisa passar pelo ministro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>At\u00e9 para autorizar uma viagem.<\/strong><br>At\u00e9 viagem. Elas n\u00e3o constituem uma unidade or\u00e7ament\u00e1ria aut\u00f4noma, ficam dentro do minist\u00e9rio. E ficam mais sujeitas a contingenciamentos e inger\u00eancias pol\u00edticas vindas do minist\u00e9rio setorial. Agora, isso tudo, de novo, \u00e9 um processo de amadurecimento. O Brasil vem melhorando. Estamos longe ainda de onde dever\u00edamos estar, mas n\u00e3o estamos parados. A nova lei das ag\u00eancias pode ser um marco importante.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No per\u00edodo at\u00e9 2019 o senhor vai ser o respons\u00e1vel pelo setor de infraestrutura. O que tem chegado para sua an\u00e1lise e o que o senhor v\u00ea como processo mais premente?<\/strong><br>O processo no tribunal tem um tempo pr\u00f3prio. Nossos trabalhos s\u00e3o c\u00e9leres, muito mais r\u00e1pidos que o do judici\u00e1rio, mas t\u00eam um tempo de matura\u00e7\u00e3o. Uma auditoria exige planejamento e execu\u00e7\u00e3o at\u00e9 que seja apreciada. Os processos de mais f\u00f4lego est\u00e3o com os relatores que ficaram com a \u00e1rea nos anos anteriores, os ministros Walton Alencar e Augusto Nardes. Pouca coisa de mais f\u00f4lego veio para mim. Mas j\u00e1 me reuni com os dois secret\u00e1rios que se dividem nas \u00e1reas de infraestrutura, e os grandes desafios que temos s\u00e3o os pacotes de concess\u00f5es. Embora haja certo ceticismo da iniciativa privada, percebi isso ao participar do F\u00f3rum Nacional, do economista Raul Veloso, na semana passada. O setor privado est\u00e1 um pouco c\u00e9tico quanto \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o desses leil\u00f5es. O certo \u00e9 que n\u00f3s estamos preparados, esperando a chegada da documenta\u00e7\u00e3o para examinar. Se vai ter ou n\u00e3o, \u00e9 quest\u00e3o mais do governo e das ag\u00eancias. O tribunal definitivamente n\u00e3o costuma ser um problema, de atrasar a agenda de concess\u00f5es, at\u00e9 porque temos tido preocupa\u00e7\u00e3o de j\u00e1 ir acompanhando esses processos de desestatiza\u00e7\u00e3o a partir do momento que s\u00e3o anunciados. Come\u00e7amos nossos estudos internos, mas h\u00e1 documentos que s\u00f3 teremos acesso quando o minist\u00e9rio ou a ag\u00eancia encaminharem. Mas, j\u00e1 estamos nos estruturando para receber essas rodadas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A atua\u00e7\u00e3o do tribunal \u00e9 vista de duas maneiras diferentes: com um grupo achando que ela atrapalha, \u00e9 um entrave; e outro, que d\u00e1 ao processo como um todo uma seguran\u00e7a jur\u00eddica de que n\u00e3o vai haver uma mudan\u00e7a brusca. O que o senhor acha que \u00e9 o valor que pesa mais?<\/strong><br>Quando se fala de contrato de concess\u00e3o, obrigatoriamente ele \u00e9 de longo prazo. Quando se trata de contratos de longo prazo, o valor mais importante que se pode ter \u00e9 a estabilidade regulat\u00f3ria e a seguran\u00e7a jur\u00eddica. O concession\u00e1rio faz suas an\u00e1lises e precifica tudo, principalmente o risco. O risco regulat\u00f3rio, dos \u00f3rg\u00e3os de controle, \u00e9 levado em considera\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m imagine que o judici\u00e1rio quando anula um aumento de tarifa ou anula uma cl\u00e1usula do contrato aquilo n\u00e3o ser\u00e1 repassado. Certamente, ser\u00e1. Quando o TCU determina alguma mudan\u00e7a numa cl\u00e1usula do edital, isso tamb\u00e9m precisar\u00e1 ser reavaliado, visto numa \u00f3tica econ\u00f4mica, porque as empresas trabalham nessa \u00f3tica. O certo \u00e9 que, quando o tribunal se manifesta antes da libera\u00e7\u00e3o de um edital, na verdade, essa manifesta\u00e7\u00e3o traz para o leil\u00e3o e o contrato, uma seguran\u00e7a que \u00e9 dif\u00edcil algu\u00e9m falar ou criticar o processo, [do ponto de vista] da estabilidade e da seguran\u00e7a jur\u00eddica. Tanto isso \u00e9 verdade que os problemas que acontecem s\u00e3o no momento do reequil\u00edbrio, que n\u00e3o foram estimados e examinados pelo tribunal. Claro que algu\u00e9m pode falar que essa an\u00e1lise acaba atrasando. Mas a verdade \u00e9 que uma an\u00e1lise bem feita leva tempo mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E como solucionar isso?<\/strong><br>O que tenho defendido, num texto que publiquei recentemente defendendo um pacto pela infraestrutura, \u00e9 que haja uma esp\u00e9cie de comit\u00ea gestor que seja integrado pelos \u00f3rg\u00e3os de controle, ag\u00eancias, minist\u00e9rios, setor privado, para que todos sentados numa \u00fanica mesa possam enxergar a vis\u00e3o dos outros, apresentar suas considera\u00e7\u00f5es e eliminar o tempo que muitas vezes uma troca de of\u00edcio leva para a pr\u00e1tica de um ato complexo como a elabora\u00e7\u00e3o de um edital, um contrato.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma das cr\u00edticas tamb\u00e9m \u00e9 que os pr\u00f3prios \u00f3rg\u00e3os de controle, cada um com suas atribui\u00e7\u00f5es, t\u00eam pontos de interse\u00e7\u00e3o que acabam fazendo coisas iguais ou pr\u00f3ximas, que poderiam ser feitas s\u00f3 uma vez, se repetirem.<\/strong><br>Nas concess\u00f5es isso ocorre menos. \u00d3rg\u00e3o de controle que participa propriamente desses processos \u00e9 o TCU. O que se pode falar \u00e9 de uma licen\u00e7a ambiental ou operacional. Penso que, se a an\u00e1lise, ao inv\u00e9s de ser sequenciada, isolada, fosse uma an\u00e1lise integrada, o projeto quando viesse j\u00e1 tivesse o estudo de impacto ambiental, econ\u00f4mico, tudo feito, tudo apresentado, certamente poder\u00edamos fazer uma an\u00e1lise integrada. O problema \u00e9 que hoje \u00e9 sequencial. Vai para o Ibama, depois para a Funai, depois para a Funda\u00e7\u00e3o Palmares, o Iphan. O que justifica ser sequenciada e n\u00e3o integrada? Por que n\u00e3o pode fazer ao mesmo tempo todos os aspectos, se uma n\u00e3o impacta na outra? Defendi que houvesse um comit\u00ea gestor n\u00e3o para ter uma an\u00e1lise definitiva, mas pelo menos a vis\u00e3o de cada \u00f3rg\u00e3o estivesse presente, e quando o edital estivesse em condi\u00e7\u00f5es de sair, cada \u00f3rg\u00e3o pudesse agir com rapidez dentro do que foi ajustado nesse comit\u00ea gestor do pacto pela infraestrutura. Mas isso precisa acontecer e depende do governo querer muito. Os \u00f3rg\u00e3os de controle s\u00e3o a favor. O TCU est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 preciso que o governo envolva outros \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quanto que as vaidades de<\/strong> <strong>cada \u00f3rg\u00e3o e gestor<\/strong> <strong>atrapalham isso?<\/strong><br>Sinceramente, n\u00e3o acho que seja quest\u00e3o de vaidade. Claro, h\u00e1 um aspecto de altivez institucional. Ningu\u00e9m quer abrir m\u00e3o das suas compet\u00eancias. Agora, quando falo de um pacto, n\u00e3o falo em ren\u00fancia de compet\u00eancias legais. Falo de uma discuss\u00e3o franca a respeito de como as fun\u00e7\u00f5es ser\u00e3o exercidas. Muitas vezes, o TCU est\u00e1 a fazer uma an\u00e1lise, mas n\u00e3o teve a oportunidade de uma intera\u00e7\u00e3o olho no olho com a ag\u00eancia reguladora. Recebeu tudo por escrito, no papel. E sabemos que papel aceita tudo. Algumas vezes, o papel serve at\u00e9 para esconder o que n\u00e3o se quer dar conhecimento ao \u00f3rg\u00e3o de controle. Uma conversa franca, num f\u00f3rum apropriado, um comit\u00ea como esse, serve para sanar omiss\u00f5es, d\u00favidas, apresentar respostas e, acho que, a partir da\u00ed, ningu\u00e9m vai falar e se esmerar em exigir que sua compet\u00eancia seja cumprida no limite, ainda que aquilo represente uma frustra\u00e7\u00e3o da finalidade p\u00fablica que justificou a exist\u00eancia da prerrogativa. Nossas institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o integradas por homens e mulheres com elevado esp\u00edrito p\u00fablico. Claro que, quando h\u00e1 uma omiss\u00e3o de uma institui\u00e7\u00e3o, a outra busca agir no limite porque n\u00e3o sabe o que est\u00e1 sendo sonegado, e age at\u00e9 com mais rigor. Mas, no caso de um di\u00e1logo mais pr\u00f3ximo&#8230; Temos visto isso no PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), o doutor Adalberto [Vasconcellos] que \u00e9 o secret\u00e1rio executivo do PPI, \u00e9 um quadro do TCU e tem uma conversa franca com o corpo t\u00e9cnico e de ministro [do TCU] e, certamente, leva ao governo essa vis\u00e3o [ao governo]. Transpar\u00eancia e sinceridade s\u00e3o as chaves para um aperfei\u00e7oamento do di\u00e1logo interinstitucional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>da Ag\u00eancia iNFRA &#8220;Transpar\u00eancia e sinceridade s\u00e3o as chaves para um aperfei\u00e7oamento do di\u00e1logo interinstitucional&#8221;Em 2014, aos 36 anos de idade, o advogado Bruno Dantas tornou-se o mais jovem ministro nomeado na hist\u00f3ria centen\u00e1ria do TCU (Tribunal de Contas da Uni\u00e3o). 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