{"id":6483,"date":"2020-12-04T13:00:33","date_gmt":"2020-12-04T16:00:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.agenciainfra.com\/blog\/?p=6483"},"modified":"2020-12-04T19:22:37","modified_gmt":"2020-12-04T22:22:37","slug":"infradebate-principais-contratantes-em-construcao-civil-pesada-no-brasil-potencial-de-investimento-em-firmas-medias-especializadas-em-rodovias-entre-2019-e-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/infradebate-principais-contratantes-em-construcao-civil-pesada-no-brasil-potencial-de-investimento-em-firmas-medias-especializadas-em-rodovias-entre-2019-e-2023\/","title":{"rendered":"iNFRADebate: Principais contratantes em constru\u00e7\u00e3o civil pesada no Brasil \u2013 Potencial de investimento em firmas m\u00e9dias especializadas em rodovias entre 2019 e 2023"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Marco Aur\u00e9lio Cabral Pinto* e Deborah Cristina Rodrigues Vitor**<sup>1<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><br>Um pequeno conjunto de empreendedores acumulou larga experi\u00eancia em obras com envergadura nacional durante cerca de cinquenta anos depois da grande crise de 1929. No p\u00f3s-guerra, uma vez criadas <em>holdings<\/em> estatais em infraestrutura, passou-se a contar com entes integrados, dotados com meios para planejamento, investimento e opera\u00e7\u00e3o de sistemas progressivamente mais complexos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que o Brasil alcan\u00e7asse a universaliza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, os subsistemas regionais foram delegados aos entes estaduais, constituindo-se subsidi\u00e1rias usualmente com controle compartilhado. Com isso, a multiplicidade de guich\u00eas para obras, algumas com alcance local, outras, nacional, contribuiu para a forma\u00e7\u00e3o de um \u201cclube de l\u00edderes\u201d no segmento de constru\u00e7\u00e3o civil pesada at\u00e9 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>No per\u00edodo entre 2015 e 2018, o Brasil restabeleceu as bases para o financiamento privado de projetos, doravante combatendo-se v\u00ednculos societ\u00e1rios entre concession\u00e1rios e firmas de engenharia de obras. Com isso, abriu-se a oportunidade de acesso a obras p\u00fablico-privadas para as firmas de m\u00e9dio porte, ao menos aquelas detentoras de maiores n\u00edveis de conformidade t\u00e9cnica e socioambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrat\u00e9gia de cria\u00e7\u00e3o de fluxo de projetos de infraestrutura com arcabou\u00e7o privado obteve resultados iniciais no \u00e2mbito da Secretaria do Programa de Parcerias e Investimentos. No entanto, a despeito da crescente import\u00e2ncia dos mercados de capitais, os financiamentos s\u00e3o custosos e demorados, o que requer grande esfor\u00e7o de gest\u00e3o na estrutura\u00e7\u00e3o dos projetos. Outro complicador para escalada no fluxo de projetos de infraestrutura tem sido a elevada incerteza no ambiente econ\u00f4mico e institucional brasileiro p\u00f3s-2014.<\/p>\n\n\n\n<p>Por essas raz\u00f5es, estima-se que, no melhor cen\u00e1rio, o regime permanente do fluxo de projetos n\u00e3o ser\u00e1 atingido antes de meados da pr\u00f3xima d\u00e9cada. Com isso, percebe-se uma oportunidade no apoio a empresas m\u00e9dias principais contratantes em obras, preparando-as para atender aos investimentos esperados para o futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<p>A escolha do segmento de constru\u00e7\u00e3o de rodovias entre os subsetores log\u00edsticos compreendidos pelo Plano Nacional de Log\u00edstica (portos, ferrovias, hidrovias, rodovias) se deveu a: (i) n\u00famero superior de projetos a serem licitados nos pr\u00f3ximos anos; (ii) centralidade no transporte de carga no pa\u00eds; e (iii) abrang\u00eancia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo do presente trabalho \u00e9 identificar firmas m\u00e9dias contratantes principais em constru\u00e7\u00e3o de rodovias e estimar o montante de investimentos necess\u00e1rio em treinamento de m\u00e3o de obra. Buscou-se identificar firmas especializadas em rodovias e com potencial de crescimento diante dos investimentos a serem realizados pelos governos estaduais e federal entre 2019 e 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a metodologia desenvolvida espera-se contribuir para a forma\u00e7\u00e3o de concorr\u00eancia em importante setor empregador de m\u00e3o de obra no pa\u00eds. Espera-se ainda aumentar a participa\u00e7\u00e3o de firmas de engenharia nacionais na composi\u00e7\u00e3o do mercado de constru\u00e7\u00e3o de rodovias no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>O presente trabalho se encontra dividido em cinco se\u00e7\u00f5es al\u00e9m desta introdu\u00e7\u00e3o. Na segunda se\u00e7\u00e3o, apresenta-se um breve hist\u00f3rico do setor de constru\u00e7\u00e3o civil pesada, com \u00eanfase nos impactos da crise econ\u00f4mica p\u00f3s-2014. Na terceira se\u00e7\u00e3o, descreve-se brevemente o fluxo de projetos estimado para rodovias e estima-se o montante de receitas para o segmento de constru\u00e7\u00e3o civil pesada no per\u00edodo 2020-2023. Na quarta se\u00e7\u00e3o, exp\u00f5em-se os resultados obtidos pela intelig\u00eancia de mercado do BNDES, estimando-se o montante de investimentos a serem realizados em firmas m\u00e9dias de constru\u00e7\u00e3o civil pesada, especializadas em log\u00edstica, e com potencial de crescimento. Na quinta se\u00e7\u00e3o, encontram-se as conclus\u00f5es do presente trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Breve hist\u00f3rico<\/strong><br>Na d\u00e9cada de 1940, durante o governo de Get\u00falio Vargas, \u00e9 poss\u00edvel situar o primeiro grande impulso da ind\u00fastria de constru\u00e7\u00e3o civil brasileira. Tal crescimento deveu-se \u00e0 entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial. \u00c0 ocasi\u00e3o, o Brasil negociou com os Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA) contrapartidas tecnol\u00f3gicas necess\u00e1rias para a constru\u00e7\u00e3o da Companhia Sider\u00fargica Nacional (CSN).<\/p>\n\n\n\n<p>Com a implanta\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de base brasileira, floresceram cadeias produtivas no territ\u00f3rio. A partir dos anos 1940, tornou-se progressivamente mais importante a coordena\u00e7\u00e3o de investimentos a partir de demandas do setor p\u00fablico, mobilizando-se emprego em frentes de trabalho em todo o territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos 1950, cerca de 60% da popula\u00e7\u00e3o brasileira ainda residia no campo. Com o objetivo de integrar o territ\u00f3rio, foram estabelecidos planejamento e cr\u00e9dito direcionado (BNDES) para investimentos em transportes, energia, educa\u00e7\u00e3o e ind\u00fastrias de base. Dessa forma, o Brasil tornou-se fabricante de autom\u00f3veis e m\u00e1quinas pesadas. E, para atender \u00e0s novas ofertas, foram criadas rodovias que interligavam todo o territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao menos at\u00e9 1979, os efeitos circulares de determina\u00e7\u00e3o entre gastos p\u00fablicos e renda\/empregos geraram expectativas positivas de que o projeto brasileiro pudesse enfim superar as condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas de subdesenvolvimento. No entanto, conjunto de fatores tais como a eleva\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os de petr\u00f3leo, seguida de aumento nos juros nos Estados Unidos da Am\u00e9rica est\u00e3o entre os fatores que levaram ao fim do ciclo pol\u00edtico e econ\u00f4mico liderado pelos militares.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo da d\u00e9cada de 1990, depois de quase dez anos de crise intensa, verifica-se a recupera\u00e7\u00e3o das empresas l\u00edderes do setor de constru\u00e7\u00e3o civil pesada, com impulso em obras de concess\u00f5es p\u00fablicas. Na ocasi\u00e3o, as principais empresas de constru\u00e7\u00e3o civil pesada tornaram-se concession\u00e1rias rodovi\u00e1rias, garantindo-se fluxos de receitas por trinta anos vindouros (os principais contratos come\u00e7aram a vencer em 2018, ensejando-se condi\u00e7\u00f5es para novos investimentos). As empresas l\u00edderes foram fortalecidas, tornando-se mais competitivas ao longo dos anos 1990.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Tabela 1, entretanto, mostra-se que houve decrescimento do n\u00famero de empresas no setor ao longo da d\u00e9cada, o que mostra a dificuldade das empresas m\u00e9dias e pequenas com or\u00e7amentos de capital sujeitos a contingenciamentos sucessivos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela1-1024x380.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6485\" width=\"512\" height=\"190\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela1-1024x380.png 1024w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela1-300x111.png 300w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela1-768x285.png 768w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela1-1536x570.png 1536w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela1.png 1762w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A renda capturada pelas firmas do setor de constru\u00e7\u00e3o civil experimentou aumento significativo no per\u00edodo entre 2003 e 2014 (\u00adGr\u00e1fico&nbsp;1). Por um lado, abriu-se novamente oportunidade para que firmas m\u00e9dias, sobreviventes das crises anteriores, voltassem a crescer. Por outro lado, as firmas l\u00edderes foram as maiores benefici\u00e1rias, saindo-se vencedoras em contratos em grandes obras p\u00fablicas. Os Programas de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento I e II (PAC) permitiram ao Brasil retomar ou ampliar eixos log\u00edsticos importantes, dedicados \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para a \u00c1sia (agricultura e minera\u00e7\u00e3o). Da mesma maneira, retomaram-se obras importantes para o desenvolvimento nacional, com \u00eanfase na regi\u00e3o Nordeste (Ferrovia Norte-Sul, transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco, porto de Suape etc.) e Norte (Belo Monte, Santo Ant\u00f4nio e Girau).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/grafico1-1024x656.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6486\" width=\"512\" height=\"328\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/grafico1-1024x656.png 1024w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/grafico1-300x192.png 300w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/grafico1-768x492.png 768w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/grafico1-1536x984.png 1536w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/grafico1.png 1746w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A partir de 2015, o montante de gastos p\u00fablicos direcionado ao setor de constru\u00e7\u00e3o civil diminuiu significativamente, constituindo-se um quadro de crise. O produto interno bruto (PIB) do setor de obras de infraestrutura encolheu de cerca de R$ 90 bilh\u00f5es para cerca de R$&nbsp;57&nbsp;bilh\u00f5es entre 2013 e 2017. No Gr\u00e1fico 2, apresenta-se a involu\u00e7\u00e3o do pessoal empregado no setor depois da crise instalada ao termo de 2014.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/grafico2-1024x720.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6487\" width=\"512\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/grafico2-1024x720.png 1024w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/grafico2-300x211.png 300w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/grafico2-768x540.png 768w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/grafico2-1536x1080.png 1536w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/grafico2.png 1746w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Comparativamente, tem-se tamb\u00e9m que, no per\u00edodo entre 2007 e 2014, os grupos que abrangem o setor de constru\u00e7\u00e3o civil obtiveram investimentos maiores em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo de 2015 e 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Tabela 2, comparam-se os investimentos em obras de infraestrutura depois da crise financeira internacional de 2008 e depois da crise pol\u00edtica de 2014. Conforme se pode perceber, o Brasil obteve sucesso econ\u00f4mico no combate \u00e0 crise financeira internacional em parte pelos investimentos em projetos de infraestrutura.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela2-1024x819.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6488\" width=\"512\" height=\"410\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela2-1024x819.png 1024w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela2-300x240.png 300w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela2-768x614.png 768w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela2-1536x1228.png 1536w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela2.png 1776w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O PIB da constru\u00e7\u00e3o civil registrou, em 2015, a maior queda dos \u00faltimos 12 anos (-7,6%), em um cen\u00e1rio marcado por recess\u00e3o econ\u00f4mica e desemprego elevado. Foi a segunda queda mais expressiva no setor desde 2003 (-8,9%). Em 2014, o setor j\u00e1 havia registrado uma redu\u00e7\u00e3o de 0,9% em suas atividades. No bi\u00eanio de 2014-2015, o segmento apresentou queda na atividade de 8,43%. Al\u00e9m disso, entre 2015-2016, o setor de constru\u00e7\u00e3o civil perdeu 432 mil empregos formais, retra\u00e7\u00e3o de 19% em todos os segmentos, principalmente no de infraestrutura, no qual o recuo foi de 15%.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da depend\u00eancia de fatores conjunturais econ\u00f4micos, o setor apresenta dificuldades espec\u00edficas, tais como car\u00e1ter n\u00f4made, ou seja, n\u00e3o h\u00e1 const\u00e2ncia de mat\u00e9rias-primas e processos, e utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra pouco qualificada e alta rotatividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018, foi poss\u00edvel notar t\u00edmidos sinais de melhora no setor. No primeiro semestre de 2018, o faturamento da cadeia da constru\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou R$ 545,3 bilh\u00f5es (valores correntes). Houve aumento real dos investimentos em constru\u00e7\u00e3o de 2,8% em 2018 com rela\u00e7\u00e3o ao primeiro semestre de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Passados cinco anos do in\u00edcio da deteriora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica brasileira, o setor de constru\u00e7\u00e3o civil ainda est\u00e1 27% aqu\u00e9m do registrado no in\u00edcio de 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>O setor de constru\u00e7\u00e3o civil, portanto, enfrenta importantes desafios para a retomada do crescimento. A despeito da crise, h\u00e1 empresas no ramo que se destacaram com resultados positivos durante o per\u00edodo de recess\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fluxo de projetos e receitas esperadas para o segmento de constru\u00e7\u00e3o civil pesada entre 2019 e 2023<\/strong><br>Em 2016, o Governo Federal criou, por meio da Lei 13.334\/2016, o Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) (BRASIL, 2016). O PPI foi criado com objetivo de promover articula\u00e7\u00e3o interna ao Estado brasileiro para o desenvolvimento de projetos de infraestrutura com capital privado.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o, o PPI tem identificado interesse p\u00fablico-privado em um conjunto relevante de projetos de investimento em log\u00edstica, energia el\u00e9trica e \u00f3leo e g\u00e1s (O&amp;G). Em maio de 2019, contavam-se 248 projetos qualificados para a concess\u00e3o ao setor privado em diferentes fases de matura\u00e7\u00e3o. Destes, 147 haviam sido conclu\u00eddos e R$ 260,2 bilh\u00f5es de investimentos haviam sido contratados at\u00e9 maio de 2019. Entre os projetos contratados, R$ 176,8 bilh\u00f5es se referem a investimentos no setor de O&amp;G e R$ 23,5 bilh\u00f5es a log\u00edstica (portos, aeroportos, ferrovias e rodovias). Uma vez que dependem do interesse do capital privado, ainda que sejam boas as perspectivas de realiza\u00e7\u00e3o, trata-se de estimativas com base nas informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Malha rodovi\u00e1ria<\/strong><br>O Brasil possui a quinta maior extens\u00e3o territorial do mundo. Atualmente, conta-se com cerca de 1,72 milh\u00e3o de km de rodovias. Destes, 88% encontram-se sem pavimenta\u00e7\u00e3o asf\u00e1ltica. A distribui\u00e7\u00e3o entre os n\u00edveis estadual, federal e municipal \u00e9 apresentada na Tabela 3.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela3-1024x304.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6489\" width=\"512\" height=\"152\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela3-1024x304.png 1024w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela3-300x89.png 300w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela3-768x228.png 768w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela3-1536x457.png 1536w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela3.png 1776w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Encontram-se hoje sob administra\u00e7\u00e3o privada cerca de 19 mil km de rodovias, o que corresponde a n\u00e3o mais que 1,2% do total de estradas no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrat\u00e9gia concebida pelo Governo Federal para expans\u00e3o e melhoria de qualidade nas rodovias brasileiras contabiliza concess\u00f5es p\u00fablicas e investimentos privados. O Plano Nacional de Log\u00edstica (PNL) (BRASIL, 2015) apresenta concess\u00f5es rodovi\u00e1rias esperadas como operacionais at\u00e9 2023. Os investimentos previstos compreendem novas rodovias pavimentadas, rodovias existentes com duplica\u00e7\u00f5es e outros investimentos e relicita\u00e7\u00f5es (termo dos contratos licitados no passado).<\/p>\n\n\n\n<p>No Quadro 1 encontram-se as concess\u00f5es federais e estaduais que se esperava atender aos crit\u00e9rios estipulados no PNL (BRASIL, 2015). Por apre\u00e7o ao conservadorismo nas conclus\u00f5es a serem obtidas, consideraram-se apenas os investimentos anunciados e devidamente encaminhados pelos entes federais e subnacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada projeto de concess\u00e3o rodovi\u00e1ria segue, no \u00e2mbito do PPI, procedimentos preestabelecidos, estimativas de investimentos, e s\u00e3o estipulados prazos para cada etapa. Depois da consulta p\u00fablica, o projeto passa pelo crivo do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), que incorporou fun\u00e7\u00f5es executivas acess\u00f3rias a miss\u00e3o de controle. Da mesma maneira, requisitos ambientais passaram a contar com o esfor\u00e7o de coordena\u00e7\u00e3o no Governo Federal, reduzindo e simplificando procedimentos para licenciamento.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/quadro1-741x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6490\" width=\"556\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/quadro1-741x1024.png 741w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/quadro1-217x300.png 217w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/quadro1-768x1061.png 768w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/quadro1.png 1018w\" sizes=\"(max-width: 556px) 100vw, 556px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Considerando-se o per\u00edodo de tr\u00eas meses entre a assinatura do contrato de concess\u00e3o e o in\u00edcio efetivo dos investimentos (prazo para contrata\u00e7\u00e3o de financiamento), torna-se poss\u00edvel localizar datas iniciais para cada projeto em tela.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nos projetos j\u00e1 licitados, torna-se poss\u00edvel ainda estimar um perfil t\u00edpico de distribui\u00e7\u00e3o dos gastos de investimentos ao longo dos anos de concess\u00e3o. Esse perfil foi considerado tendo a seguinte propor\u00e7\u00e3o: 35% do desembolso de capital at\u00e9 os cinco primeiros anos e at\u00e9 80% do total at\u00e9 o d\u00e9cimo ano de concess\u00e3o, em um total t\u00edpico de trinta anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para estimar o fluxo de investimentos ano a ano, considerou-se ainda:<\/p>\n\n\n\n<p>Investimentos p\u00fablicos se mant\u00eam constantes, sem quedas depois de 2018. Os gastos incorridos pelo Departamento Nacional de&nbsp;\u00adInfraestrutura de Transportes (DNIT) correspondem a cerca&nbsp;de 60% do total em 2019 (BRASIL, 2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Em projetos mais avan\u00e7ados, a previs\u00e3o de investimentos ano a ano est\u00e1 conforme os estudos do governo. Ressalva-se que os estudos costumam ser conservadores e o <em>capital expenditure<\/em> (<em>capex<\/em>) real pode acabar sendo menor que o previsto. No \u00faltimo leil\u00e3o realizado (Rodovia de Integra\u00e7\u00e3o Sul \u2013 RIS), por exemplo, o plano de neg\u00f3cios da empresa vencedora considera <em>capex<\/em> 30% menor que o estudo de viabilidade t\u00e9cnica, econ\u00f4mica e ambiental (EVTEA) original apresentado pelo governo para o leil\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos projetos mais incipientes para os quais n\u00e3o h\u00e1 dados governamentais, estima-se a curva de <em>capex<\/em> conforme a nova l\u00f3gica dos editais federais (investimentos mais espa\u00e7ados ao longo do tempo, e n\u00e3o concentrado como foi na terceira rodada federal). A premissa \u00e9 de 35% de realiza\u00e7\u00e3o at\u00e9 o quinto ano e 60% at\u00e9 o d\u00e9cimo ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os investimentos correntes das concess\u00f5es em curso, partiu-se do realizado, conforme apurado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Concession\u00e1rias de Rodovias (ABCR, 2018), e projetam-se gastos com manuten\u00e7\u00e3o, sem crescimento real.<\/p>\n\n\n\n<p>Os investimentos p\u00fablicos est\u00e3o conforme o hist\u00f3rico, sendo projetados sem crescimento real. Por\u00e9m, \u00e9 prov\u00e1vel que, no curto prazo, ocorra alguma redu\u00e7\u00e3o em vista do cen\u00e1rio fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo-se o procedimento citado anteriormente, na Tabela 4 encontram-se os fluxos de investimento esperados para rodovias no Brasil, compreendendo concess\u00f5es federais e estaduais e gastos or\u00e7ament\u00e1rios totais.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela4-1024x796.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6491\" width=\"512\" height=\"398\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela4-1024x796.png 1024w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela4-300x233.png 300w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela4-768x597.png 768w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela4-1536x1194.png 1536w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela4.png 1776w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Como se pode perceber, espera-se que os investimentos evoluam de cerca de R$ 20 bilh\u00f5es em 2019 at\u00e9 algo mais que R$ 27 bilh\u00f5es em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Identifica\u00e7\u00e3o de firmas m\u00e9dias contratantes principais em constru\u00e7\u00e3o de rodovias<\/strong><br>As empresas de engenharia de constru\u00e7\u00e3o civil pesada t\u00eam certo grau de especializa\u00e7\u00e3o, em virtude de compet\u00eancias acumuladas, mas tamb\u00e9m em fun\u00e7\u00e3o de conhecimento seletivo de canais para comercializa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o tamanho relativo (pequeno, m\u00e9dio, grande) das firmas em cada setor varia conforme o tipo de atividade. Tratando-se de pol\u00edticas setoriais, incorre-se em erros grosseiros ao se adotarem crit\u00e9rios universais do que seja um pequeno, m\u00e9dio ou grande neg\u00f3cio. Ao contr\u00e1rio, os crit\u00e9rios devem ser definidos depois de compreendida a estrutura da ind\u00fastria. No caso de firmas m\u00e9dias no segmento de constru\u00e7\u00e3o de rodovias, consideram-se m\u00e9dias, para fins deste artigo, aquelas que empregam ao menos cinquenta trabalhadores. Exclu\u00eddas as firmas l\u00edderes que se encontram em situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddico-financeira ruim na conjuntura.No Brasil havia, em 2016, \u00faltimo ano dispon\u00edvel<sup>2<\/sup>, cerca de 3,1 milh\u00f5es de firmas com ao menos um funcion\u00e1rio no pa\u00eds. Com mais de cinco funcion\u00e1rios, contava-se com cerca de menos que 1,2 milh\u00e3o de firmas. Apenas 607 mil estabelecimentos no Brasil empregavam mais de dez trabalhadores e, por fim, encontraram-se 12 mil firmas de constru\u00e7\u00e3o civil n\u00e3o predial privadas acima de cinquenta empregados.<\/p>\n\n\n\n<p>O segmento de constru\u00e7\u00e3o civil pesada organizou-se no Brasil como cadeia produtiva e adota hoje t\u00e9cnicas de <em>outsourcing<\/em> e <em>assembling<\/em>, tal como na ind\u00fastria. Com isso, a firma de engenharia contratada diretamente pelo concession\u00e1rio rodovi\u00e1rio para as obras passou a assumir responsabilidade sob estrutura de financiamento at\u00e9 certo ponto complexa (<em>project finance<\/em>). Por essa raz\u00e3o, passou a ocupar posi\u00e7\u00e3o de contratante principal, tornando-se demandante de materiais e servi\u00e7os de outras firmas.<\/p>\n\n\n\n<p>Cumpriu-se ent\u00e3o investigar, em primeira aproxima\u00e7\u00e3o, quais as firmas de constru\u00e7\u00e3o civil n\u00e3o predial se enquadram na categoria de contratante principal. Ao menos em princ\u00edpio, essas firmas se colocam como prioridade em face do efeito multiplicador que pode ser alcan\u00e7ado em rela\u00e7\u00e3o ao emprego no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2016, havia apenas pouco mais que duas mil firmas contratantes principais em constru\u00e7\u00e3o civil pesada com mais de cinquenta funcion\u00e1rios no pa\u00eds. Essas firmas se dividiam entre projetos de energia, log\u00edstica e saneamento b\u00e1sico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Firmas de constru\u00e7\u00e3o de rodovias selecionadas<\/strong><br>Identificaram-se 546 firmas m\u00e9dias em 2016, contratantes principais especializadas em projetos rodovi\u00e1rios. Cerca de um quarto do total. Na Tabela 5 mostram-se as principais firmas com mais de cinquenta funcion\u00e1rios nos principais segmentos de constru\u00e7\u00e3o civil pesada.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela5-1024x729.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6492\" width=\"512\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela5-1024x729.png 1024w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela5-300x213.png 300w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela5-768x546.png 768w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela5-1536x1093.png 1536w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela5.png 1768w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Entre 2015 e 2016, as firmas de engenharia experimentaram uma das maiores crises j\u00e1 vividas no setor. A desmobiliza\u00e7\u00e3o foi brutal e, nessas circunst\u00e2ncias, permanece na atualidade o risco de que valiosos conhecimentos acumulados n\u00e3o venham a encontrar, no futuro, ouvidos que possam escut\u00e1-los.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o acirramento da concorr\u00eancia depois de 2014 tem levado as cerca de 550 firmas dedicadas a rodovias a um processo seletivo eliminat\u00f3rio. No BNDES, foi desenvolvida uma metodologia para intelig\u00eancia de mercado que permite antecipar, mediante algoritmo para qualidade de cr\u00e9dito, o conjunto de firmas com potencial para crescimento em qualquer setor econ\u00f4mico. Estima-se que n\u00e3o mais que 120 firmas m\u00e9dias principais contratantes em projetos de rodovias venham a se destacar como eleg\u00edveis a empreendimentos concessionados.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as 120 firmas selecionadas, 21 apresentaram hist\u00f3rico de relacionamento indireto recente com o BNDES (~25%).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Faturamento estimado por firma<\/strong><br>Para estimativa do montante faturado por firma, atribu\u00edram-se valores de receita bruta a partir de m\u00faltiplos obtidos para as 21 firmas com&nbsp;dados colhidos de um hist\u00f3rico conhecido de relacionamento&nbsp;com o&nbsp;BNDES.<\/p>\n\n\n\n<p>As firmas encontram-se descritas pelos munic\u00edpios ao qual pertence o maior contingente de funcion\u00e1rios no ano de 2016, \u00faltimos dados dispon\u00edveis. Na Tabela 6, apresenta-se uma lista das 120 firmas selecionadas, com respectivos faturamentos brutos anuais estimados.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela6-400x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6493\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela6-400x1024.png 400w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela6-117x300.png 117w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela6-600x1536.png 600w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela6.png 646w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Conforme se pode perceber, o somat\u00f3rio do faturamento das firmas selecionadas \u00e9 estimado em R$ 5,4 bilh\u00f5es no ano de 2016.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Crescimento estimado para firmas m\u00e9dias, principais contratantes em constru\u00e7\u00e3o de rodovias, entre 2019 e 2023<\/strong><br>Considerando-se que, em 2018, o gasto total com rodovias federais e estaduais alcan\u00e7ou um patamar de cerca de R$ 20 bilh\u00f5es, o montante capturado como faturamento pelo grupo de firmas selecionado representa aproximadamente um quarto do total.<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir, explicitam-se as premissas adotadas para a estimativa de incremento em faturamento por firma nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerou-se que a crise no setor de constru\u00e7\u00e3o promove um processo seletivo tal que apenas as melhores firmas estar\u00e3o aptas a atender aos requisitos internacionais de qualidade e pre\u00e7o. Esse subconjunto \u00e9 representado pelas 120 firmas principais contratantes selecionadas por algoritmo de intelig\u00eancia de mercado do BNDES.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerou-se que as firmas grandes ser\u00e3o pouco competitivas em rela\u00e7\u00e3o aos projetos de investimento previstos para os pr\u00f3ximos anos, seja por impedimentos legais, seja por dificuldades financeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerou-se que em 2023 a fra\u00e7\u00e3o de investimentos privados se elevar\u00e1 at\u00e9 60% do total anual, crescendo-se gradualmente desde 40% em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerou-se que as 120 firmas m\u00e9dias selecionadas receber\u00e3o at\u00e9 60% do fluxo de investimentos previstos em contratos com o setor privado at\u00e9 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerou-se que n\u00e3o haver\u00e1 entrada de novos competidores no pa\u00eds no segmento at\u00e9 o ano de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nas premissas anteriores e nos valores obtidos na Tabela 3, apresenta-se, na Tabela 7, o fluxo de recursos a serem canalizados para contratantes principais como faturamento bruto.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela7-1024x374.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-6494\" width=\"512\" height=\"187\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela7-1024x374.png 1024w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela7-300x110.png 300w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela7-768x281.png 768w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela7-1536x561.png 1536w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/tabela7.png 1730w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Conforme se pode perceber, espera-se incremento significativo no faturamento das firmas contratantes principais em obras de rodovias at\u00e9 2023. Entre 2020 e 2019, o incremento no grupo selecionado de 120 firmas \u00e9 de cerca de 43% no faturamento bruto. Enquanto esse subconjunto empregou 42,5 mil trabalhadores em 2016, estima-se que passe a empregar 74,5 mil em 2019-2020, chegando a 99,1 mil pessoas em 2023. Dada a natureza dos contratos com o setor privado, trata-se de postos de trabalho com qualifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica exigida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Itens de investimento em firmas de constru\u00e7\u00e3o de rodovias<\/strong><br><strong>Treinamento de m\u00e3o de obra<\/strong><br>Principais contratantes em constru\u00e7\u00e3o de rodovias enfrentam desafios para conquistar e manter conformidade da qualidade do servi\u00e7o prestado no n\u00edvel exigido por contratos de concess\u00e3o com o setor privado.<\/p>\n\n\n\n<p>Tomando-se a pesquisa realizada nas cercanias de Campinas em 2005, obteve-se que 57% das firmas de constru\u00e7\u00e3o civil respondentes ofereciam vale-refei\u00e7\u00e3o; 64%, vale-transporte, 39%, alojamento aos trabalhadores e 61% aplicam e\/ou financiam programas de treinamento para a qualifica\u00e7\u00e3o (ABTD, 2018). Mesmo que os dados sejam antigos e a abrang\u00eancia seja m\u00ednima, ainda assim se pode perceber como se comportam tipicamente firmas de engenharia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para atingir o crescimento esperado at\u00e9 2023, ser\u00e1, portanto, necess\u00e1rio investimento em treinamento de m\u00e3o de obra t\u00e9cnica e gerencial. De acordo com ABTD (2018), em 2018 as empresas gastaram em m\u00e9dia R$&nbsp;746 por empregado com treinamento, n\u00famero que foi maior no setor de servi\u00e7os e na ind\u00fastria.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando-se que se trata de um n\u00famero m\u00e9dio para a economia, as estimativas a seguir podem estar sujeitas a varia\u00e7\u00f5es significativas quando aplicadas ao segmento de constru\u00e7\u00e3o civil pesada.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerado este valor m\u00e9dio ao n\u00famero de funcion\u00e1rios que ser\u00e3o empregados em projetos privados de rodovias, ano a ano, tem-se no agregado a necessidade de gastos com treinamento em cerca de R$&nbsp;31,7&nbsp;milh\u00f5es anuais. Ao termo de cinco anos ter\u00e3o sido cerca de R$&nbsp;180 milh\u00f5es em investimentos em capital humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Os gastos com treinamento, estimados para o rol de 120 empresas m\u00e9dias contratantes principais em rodovias, atingem entre duas e seis vezes o montante estimado para as mesmas firmas no ano de 2016. Ou seja, para que as firmas m\u00e9dias recebam parte significativa dos R$&nbsp;5,4&nbsp;bilh\u00f5es de investimento esperados ao ano em rodovias ser\u00e1 necess\u00e1rio salto de crescimento. Este salto demandar\u00e1 treinamento em m\u00e3o de obra que envolver\u00e1 algo mais que 40 mil pessoas. O n\u00famero de empregos foi estimado levando-se em considera\u00e7\u00e3o proporcionalidade direta em rela\u00e7\u00e3o ao incremento de investimento previsto.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do pequeno montante agregado (R$ 31 milh\u00f5es anuais), os gastos com treinamento tornar-se-\u00e3o cr\u00edticos para conjunto selecionado de firmas com condi\u00e7\u00f5es a responder ao fluxo de obras de rodovias esperado para o futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso n\u00e3o sejam realizados, o risco no desembolso de capital em contratos de concess\u00e3o rodovi\u00e1ria pode ser aumentado, o que resultar\u00e1 em atrasos, acr\u00e9scimos de custos e\/ou perda de qualidade a m\u00e9dio prazo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00e1quinas-ferramenta<\/strong><br>A aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos constitui-se, por outro lado, item de investimento importante para firmas de constru\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o entre se imobilizar capital em m\u00e1quinas-ferramenta ou se alugar horas de opera\u00e7\u00e3o depende de alguns fatores-cr\u00edticos. No caso de rodovias, depende-se do tamanho do trecho a construir, do tipo de obra, da qualidade, das condi\u00e7\u00f5es da obra (chuva, calor, tra\u00e7ado) entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da hipoteca da ferramenta ser o fundamento da garantia para os financiamentos, usualmente as firmas adquirentes comparecem com at\u00e9 30% do valor da garantia. Considerando-se ainda que os equipamentos s\u00e3o depreciados mediante emprego em mais de um contrato, formou-se segmento especializado em aluguel de horas de m\u00e1quinas. Estes contratos, portanto, passam a fazer parte de conjunto celebrado com firmas de segundo n\u00edvel na cadeia produtiva.<\/p>\n\n\n\n<p>As m\u00e1quinas-ferramenta s\u00e3o empregadas intensivamente nas etapas de terraplenagem, pavimenta\u00e7\u00e3o e drenagem, bem como em interven\u00e7\u00f5es complementares. O auge de produ\u00e7\u00e3o e vendas de equipamentos de Linha Amarela (constru\u00e7\u00e3o civil pesada) se deu em 2013, com vendas de 33.435 unidades. Assim, as vendas para 2018, de 11.655&nbsp;equipamentos, representaram somente 35% daquele momento recorde (SOBRATEMA, 2018). Por outro lado, representa aumento de cerca de 40% em rela\u00e7\u00e3o a 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a tabela de Custos M\u00e9dios Gerenciais (BRASIL, 2018), o custo de implanta\u00e7\u00e3o de pista simples com acostamento de 2,5 metros alcan\u00e7a cerca de R$ 3,16 milh\u00f5es por quil\u00f4metro de rodovia. Trata-se de uma estimativa de ordem de grandeza, dado que os custos podem variar bastante, dependendo das condi\u00e7\u00f5es e tipo de projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando que 100% dos gastos com m\u00e1quinas-ferramenta sejam devidos como aluguel, n\u00e3o se trata de item de investimento. Isso porque s\u00e3o apropriados como custo de produ\u00e7\u00e3o e n\u00e3o disp\u00eandio de capital.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00f5es<\/strong><br>No presente trabalho, procurou-se estudar o montante de investimento necess\u00e1rio em treinamento em conjunto de empresas m\u00e9dias, principais contratantes em constru\u00e7\u00e3o de rodovias, com potencial de crescimento entre 2019 e 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tanto, aplicou-se metodologia de intelig\u00eancia setorial desenvolvida no BNDES sobre invent\u00e1rio de firmas atuantes em constru\u00e7\u00e3o civil no pa\u00eds. No Brasil havia em 2016, ano mais recente com dados dispon\u00edveis, cerca de 3,1 milh\u00f5es de firmas com ao menos um funcion\u00e1rio no pa\u00eds. Com mais de cinco funcion\u00e1rios, contavam-se algo menos que 1,2 milh\u00e3o de firmas. Apenas 607 mil estabelecimentos no Brasil empregavam mais de dez trabalhadores e, por fim, encontraram-se 12 mil firmas de constru\u00e7\u00e3o civil n\u00e3o-predial privadas acima de cinquenta empregados.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2016, havia apenas pouco mais que 2 mil firmas contratantes principais em constru\u00e7\u00e3o civil pesada com mais de cinquenta funcion\u00e1rios no pa\u00eds. Estas firmas se dividiam entre projetos de energia, log\u00edstica e saneamento b\u00e1sico. Identificaram-se 546 firmas m\u00e9dias em 2016, contratantes principais especializadas em projetos rodovi\u00e1rios com mais de cinquenta funcion\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>O acirramento da concorr\u00eancia ap\u00f3s 2014 tem levado as cerca de 550 firmas dedicadas a rodovias a processo seletivo eliminat\u00f3rio. Aplicou-se sobre este conjunto metodologia que permite antecipar, mediante algoritmo para qualidade de cr\u00e9dito, aquelas com potencial para crescimento. Estima-se que n\u00e3o mais que 120 firmas m\u00e9dias principais contratantes em projetos de rodovias venham a se destacar como eleg\u00edveis a empreendimentos concessionados.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as 120 firmas selecionadas, 21 apresentaram hist\u00f3rico de relacionamento indireto recente com o BNDES (~25%). O somat\u00f3rio do faturamento das firmas selecionadas totaliza valor estimado de R$ 5,4 bilh\u00f5es no ano de 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2020 e 2019 espera-se incremento no grupo selecionado de 120 firmas em cerca de 43% no faturamento bruto. Enquanto este subconjunto empregou 42,5 mil trabalhadores em 2016, estima-se passar\u00e1 a empregar 74,5 mil em 2019-2020, chegando-se a 99,1 mil pessoas em 2023. Dada a natureza dos contratos com o setor privado, trata-se de postos de trabalho com qualifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica exigida.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), em 2018, as empresas gastaram em m\u00e9dia R$ 746 por empregado com treinamento anualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Se aplicado esse valor ao n\u00famero de funcion\u00e1rios que ser\u00e3o empregados em projetos privados de rodovias, ano a ano, tem-se no agregado a necessidade de gastos com treinamento de cerca de R$ 31,7 milh\u00f5es anuais. Ao termo de cinco anos, ter\u00e3o sido cerca de R$ 180 milh\u00f5es em investimentos em capital humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Espera-se que os gastos com treinamento, estimados para o rol de 120 empresas m\u00e9dias contratantes principais em rodovias, atinjam um montante agregado de cerca de R$ 30 milh\u00f5es anuais. Antecipa-se que os gastos com treinamento tornar-se-\u00e3o cr\u00edticos para o sucesso de firmas m\u00e9dias com condi\u00e7\u00f5es de contratar obras de rodovias no futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso n\u00e3o sejam realizados, o risco no desembolso de capital em contratos de concess\u00e3o rodovi\u00e1ria pode ser aumentado, o que resultar\u00e1 em atrasos, acr\u00e9scimos de custos e\/ou perda de qualidade a m\u00e9dio prazo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><br>ABCR \u2013 ASSOCIA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA DE CONCESSION\u00c1RIAS DE RODOVIAS. <em>Relat\u00f3rio Anual 2018<\/em>. Bras\u00edlia, DF, 2018. Dispon\u00edvel em:<br>https:\/\/abcr.org.br\/images\/relatorio-anual-abcr-2018.pdf. Acesso em: 31 mar. 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>ABTD \u2013 ASSOCIA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA DE TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO. <em>Panorama do Treinamento no Brasil<\/em>: fatos, indicadores, tend\u00eancias e an\u00e1lises \u2013 13 ed. \u2013 2018\/2019. [<em>S.l.<\/em>], 2018. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.integracao.com.br\/pesquisa-panorama-do-treinamento-no-brasil-2018.pdf. Acesso em: 31 mar. 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes. <em>Tabela de Custos M\u00e9dios Gerenciais<\/em>. Bras\u00edlia, DF: 12 jan. 2018. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.dnit.gov.br\/custos-e-pagamentos\/custo-medio-gerencial\/ANEXOIXCUSTOMDIOGERENCIALMAIO2017.pdf. Acesso em: 31 mar. 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. Empresa de Planejamento e Log\u00edstica. <em>Plano Nacional de Log\u00edstica<\/em> (<em>PNL<\/em>) \u2013 <em>2015<\/em>. Relat\u00f3rio Executivo. Jun. 2015. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.epl.gov.br\/plano-nacional-de-logistica-pnl. Acesso em: 17 jul. 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>BRASIL. Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. <em>Lei n\u00ba 13.334<\/em>, <em>de 13 de setembro de 2016<\/em>. Cria o Programa de Parcerias de Investimentos \u2013 PPI; altera a Lei n\u00ba 10.683, de 28 de maio de 2003, e d\u00e1 outras provid\u00eancias. Bras\u00edlia, DF, 2016. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2016\/Lei\/L13334.htm. Acesso em: 31 mar. 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>BRITO, L. <em>et al<\/em>. Comportamento hist\u00f3rico no Brasil da ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o civil e suas atuais perspectivas. <em>N\u00facleo do Conhecimento<\/em>, <em>[s.l.],<\/em> 10 ago. 2018. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.nucleodoconhecimento.com.br\/engenharia-civil\/comportamento-historico. Acesso em: 2 jul. 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>IBGE \u00ad\u2013 INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTAT\u00cdSTICA. <em>Pesquisa Anual da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o \u2013 PAIC<\/em>. 2015. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.ibge.gov.br\/estatisticas\/economicas\/industria\/9018-pesquisa-anual-da-industria-da-construcao.html?edicao=15591&amp;t=destaques. Acesso em: 2 jul. 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>SOBRATEMA \u2013 ASSOCIA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA DE TECNOLOGIA PARA CONSTRU\u00c7\u00c3O E MINERA\u00c7\u00c3O. <em>Estudo do mercado de equipamentos 2018<\/em>. [<em>S.l<\/em>.], [2018]. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.sobratema.org.br\/Programas\/300524. Acesso em: 31 mar. 2020.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\" id=\"block-0ad831ad-cd23-417f-b06a-95588097a0b7\">Este artigo tamb\u00e9m est\u00e1 dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/wps\/portal\/site\/home\/conhecimento\/publicacoes\/periodicos\/bndes-setorial-52\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/www.bndes.gov.br\/wps\/portal\/site\/home\/conhecimento\/publicacoes\/periodicos\/bndes-setorial-52\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BNDES Setorial<\/a>, peri\u00f3dico de divulga\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o intelectual do banco, que abriga textos sobre os diversos aspectos da estrutura produtiva brasileira estudados pelos t\u00e9cnicos da institui\u00e7\u00e3o.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\" id=\"block-0ad831ad-cd23-417f-b06a-95588097a0b7\"><strong>*Marco Aur\u00e9lio Cabral Pinto \u00e9 engenheiro na \u00e1rea de Saneamento, Transporte e Log\u00edstica do BNDES.<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\" id=\"block-0ad831ad-cd23-417f-b06a-95588097a0b7\"><strong>**Deborah Cristina Rodrigues Vitor \u00e9 estagi\u00e1ria de economia na \u00e1rea de Saneamento, Transporte e Log\u00edstica do BNDES<\/strong>.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\" id=\"block-0ad831ad-cd23-417f-b06a-95588097a0b7\">1 Os autores agradecem a colabora\u00e7\u00e3o de Daniel Silva Barreto, gerente respons\u00e1vel por concess\u00f5es rodovi\u00e1rias no BNDES.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\" id=\"block-0ad831ad-cd23-417f-b06a-95588097a0b7\">2 Apesar de n\u00e3o se contar com dados mais recentes, a metodologia de intelig\u00eancia setorial desenvolvida no BNDES permite ainda assim inferir qualidade de cr\u00e9dito. Foi utilizado para calibra\u00e7\u00e3o da referida metodologia um hist\u00f3rico pr\u00e9vio de relacionamento de diferentes subconjuntos de firmas com o BNDES.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\" id=\"block-0ad831ad-cd23-417f-b06a-95588097a0b7\">3 Foram utilizados, para a realiza\u00e7\u00e3o da presente pesquisa, dados provenientes da Rais, sistem\u00e1tica de coleta obrigat\u00f3ria de dados anuais das empresas brasileiras.<\/h6>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\" id=\"block-d67878ff-7627-4f15-b175-8f58269174ff\">O iNFRADebate \u00e9 o espa\u00e7o de artigos da Ag\u00eancia iNFRA com opini\u00f5es de seus atores que n\u00e3o refletem necessariamente o pensamento da Ag\u00eancia iNFRA, sendo de total responsabilidade do autor as informa\u00e7\u00f5es, ju\u00edzos de valor e conceitos descritos no texto.<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marco Aur\u00e9lio Cabral Pinto* e Deborah Cristina Rodrigues Vitor**1 Introdu\u00e7\u00e3oUm pequeno conjunto de empreendedores acumulou larga experi\u00eancia em obras com envergadura nacional durante cerca de cinquenta anos depois da grande crise de 1929. 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