{"id":7138,"date":"2021-04-17T13:00:00","date_gmt":"2021-04-17T16:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.agenciainfra.com\/blog\/?p=7138"},"modified":"2021-04-19T10:26:15","modified_gmt":"2021-04-19T13:26:15","slug":"infradebate-qual-o-modelo-portuario-mais-adequado-para-o-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/infradebate-qual-o-modelo-portuario-mais-adequado-para-o-brasil\/","title":{"rendered":"iNFRADebate: Qual o modelo portu\u00e1rio mais adequado para o Brasil?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Frederico Bussinger*<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>S\u00edntese da interven\u00e7\u00e3o do autor na audi\u00eancia da CVT (Comiss\u00e3o de Via\u00e7\u00e3o e Transportes) da C\u00e2mara dos Deputados em 16 de abril de 2021<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A CVT (Comiss\u00e3o de Via\u00e7\u00e3o e Transportes) da C\u00e2mara dos Deputados vem de realizar, neste 16 de abril, audi\u00eancia p\u00fablica para discutir o tema que d\u00e1 t\u00edtulo ao artigo. A iniciativa deve ser saudada por colocar em discuss\u00e3o tema t\u00e3o estrat\u00e9gico para o futuro do Pa\u00eds. Mormente porque:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>S\u00e3o frequentes eventos para an\u00fancios e exposi\u00e7\u00f5es de medidas, planos e projetos; de empresas, entidades e governos. Mas v\u00e3o se tornando cada vez mais raras no Brasil oportunidades para discuss\u00f5es abertas e aprofundadas de pol\u00edticas p\u00fablicas. Negocia\u00e7\u00f5es e busca de s\u00ednteses, ent\u00e3o, muito menos.<\/li><li>Acompanhei de perto, nessa Casa e no Senado, as tramita\u00e7\u00f5es das leis de 1993 e 2013; leis que balizaram as reformas brasileiras do setor ao longo das 3 \u00faltimas d\u00e9cadas. Testemunhei discuss\u00f5es tem\u00e1ticas e algumas negocia\u00e7\u00f5es. Mas nenhuma delas, pelo que me recordo, partiu de um modelo sistematizado, detalhado, compreens\u00edvel e de amplo conhecimento.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Por essa raz\u00e3o, a iniciativa da CVT, de colocar em pauta um t\u00edpico tema de pol\u00edtica p\u00fablica, deve ser ainda mais valorizada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong><em>Qual \u00e9 o modelo portu\u00e1rio mais adequado para o Brasil?<\/em><\/strong>\u201d \u00e9 textualmente a quest\u00e3o colocada \u00e0 mesa; objeto dessa Audi\u00eancia P\u00fablica. E o convite formal agrega: (modelo) \u201c<em>mais eficiente e que produz melhores resultados ao Brasil<\/em>\u201d. Detalha ainda: \u201c<em>gerando menores custos dos servi\u00e7os portu\u00e1rios aos usu\u00e1rios, com maior qualidade, desempenho operacional, atratividade de investidores, assim como desenvolvimento econ\u00f4mico regional e nacional<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, n\u00e3o se trata de oportunidade para mera defesa de interesses (ainda que leg\u00edtimos!) ou, mesmo, de uma discuss\u00e3o opinativa, em clima de Fla-Flu como comum nesses tempos: a CVT baliza, contextualiza com objetivos e, at\u00e9, parametriza a quest\u00e3o posta \u00e0 mesa &#8211; como toda discuss\u00e3o de pol\u00edtica p\u00fablica deveria ser!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mais uma raz\u00e3o para se parabenizar a CVT.<\/p>\n\n\n\n<p>Opera\u00e7\u00f5es privadas sempre foram majorit\u00e1rias no Brasil. Arrendamentos tornaram-se rotineiros no cen\u00e1rio portu\u00e1rio brasileiro desde meados dos anos 90. Autoriza\u00e7\u00f5es para TUPs tiveram um \u201c<em>boom<\/em>\u201d ap\u00f3s promulga\u00e7\u00e3o da lei de 2013. At\u00e9 a\u00ed nenhuma novidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que deve ter motivado esta iniciativa da CVT \u00e9 a tal da \u201c<em>privatiza\u00e7\u00e3o dos portos brasileiros<\/em>\u201d; uma impropriedade, vez que as opera\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias j\u00e1 s\u00e3o 100% privadas no Brasil h\u00e1 mais de 20 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o que est\u00e1 em pauta, na verdade, \u00e9 a desestatiza\u00e7\u00e3o (privatiza\u00e7\u00e3o, na linguagem corrente) das Autoridades Portu\u00e1rias, dos portos p\u00fablicos; o que, se efetivado, representaria, sim, uma significativa inflex\u00e3o no modelo brasileiro,<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, dois fatos devem ter agu\u00e7ado o interesse da CVT:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>a difus\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o de que um tal \u201c<em>modelo australiano<\/em>\u201d seria nossa refer\u00eancia b\u00e1sica (ou o <em>\u201cmodelo australiano ajustado\u201d<\/em>, como passou a ser veiculado), j\u00e1 mesmo antes do BNDES ter sido envolvido no processo de modelagem; e<\/li><li>a realiza\u00e7\u00e3o da Audi\u00eancia P\u00fablica dentro do processo da CODESA e dos portos capixabas.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>\u00c9 oportuna, pois, a iniciativa da CVT; mesmo porque, ante esses fatos, a discuss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais em tese, mas a respeito de processos em curso e com paradigmas estabelecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na busca de respostas \u00e0 quest\u00e3o proposta pela CVT, ao menos 3 abordagens podem ser usadas:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Um olhar para fora: examinar-se a hist\u00f3ria e inspirar-se nas experi\u00eancias mundiais. Uma avalia\u00e7\u00e3o de melhores pr\u00e1ticas, habitualmente usada pelas ag\u00eancias multilaterais.<\/li><li>Um olhar para os desafios do Brasil futuro;<\/li><li>Um olhar para nossas recentes experi\u00eancias.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p><strong>O que o mundo nos ensina?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na 1\u00aa perspectiva, as pesquisas peri\u00f3dicas de \u201c<a href=\"https:\/\/www.espo.be\/media\/espopublications\/espofactfindingreport2010.pdf\"><em>Governan\u00e7a Portu\u00e1ria<\/em><\/a>\u201d, feita pela Associa\u00e7\u00e3o Europeia de Portos (<em>European Sea Port Organization<\/em> \u2013 <a href=\"https:\/\/www.espo.be\/\">ESPO<\/a>), em mais de 200 portos do Continente, nos fornecem uma abalizada resposta. E ela \u00e9 inequ\u00edvoca: o modelo <em>Landlord<\/em> \u00e9 o <em>benchmarking<\/em> internacional!<\/p>\n\n\n\n<p>A ESPO conseguiu identificar 5 variantes do modelo; mas todas t\u00eam 2 caracter\u00edsticas b\u00e1sicas incrustradas no seu DNA:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Separa\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es de autoridade e opera\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria;<\/li><li>Autonomia administrativa. Dito de outra forma: processo decis\u00f3rio descentralizado.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Esse modelo foi concebido h\u00e1 8 s\u00e9culos; antes, mesmo, do estabelecimento de estados nacionais:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>o Porto de Hamburgo, ber\u00e7o do \u201c<em>Landlordismo<\/em>\u201d no S\u00e9culo XIII, j\u00e1 existia quando a Alemanha foi constitu\u00edda como tal;&nbsp;<\/li><li>o Porto de Genova, de onde partiu Colombo, tamb\u00e9m \u00e9 anterior \u00e0 institucionaliza\u00e7\u00e3o da atual It\u00e1lia!&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o esse modelo vem sendo desenvolvido com contribui\u00e7\u00f5es de distintas culturas, sistemas econ\u00f4micos e regimes pol\u00edticos. E hoje \u00e9 o modelo dominante n\u00e3o apenas na Europa; mas tamb\u00e9m na \u00c1sia, Sudeste Asi\u00e1tico, Oriente M\u00e9dio, \u00c1frica, Am\u00e9rica Latina e, mesmo, nos USA: a Austr\u00e1lia \u00e9 uma das poucas exce\u00e7\u00f5es! Dif\u00edcil, pois, entender-se o porqu\u00ea ela foi escolhida como nossa estrela-guia!<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m dos latinos, por que queremos adotar modelo distinto da (emergente e pujante) China; pa\u00eds onde est\u00e3o 7 dos 10 maiores portos do mundo? Ou daquele predominante nos portos dos USA; refer\u00eancia frequentemente invocada para organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e institucional do Brasil desde o final do S\u00e9culo XIX; principalmente pelos liberais?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ou da Europa, nossa mais duradoura refer\u00eancia, onde \u201c<em>a esmagadora maioria das Autoridades Portu\u00e1rias \u00e9 p\u00fablica<\/em>\u201d, segundo a pesquisa da ESPO feita junto a 216 portos, de 26 pa\u00edses, representando 2\/3 da movimenta\u00e7\u00e3o europeia? Ora municipais, ora estaduais, ora regionais. Ora com presen\u00e7a do governo central; ora com participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria privada. Mas, sempre, organiza\u00e7\u00f5es sob comando de inst\u00e2ncias p\u00fablicas; \u00e9 o que mostra o relat\u00f3rio final da ESPO: essa seria uma 3\u00aa caracter\u00edstica cravada no DNA do \u201c<em>modelo landlord<\/em>\u201d!<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, da avalia\u00e7\u00e3o das boas pr\u00e1ticas internacionais pode-se tirar uma conclus\u00e3o ainda mais espec\u00edfica e detalhada: o <em>benchmarking<\/em> mundial \u00e9 o modelo landlord, com gest\u00e3o descentralizada e aut\u00f4noma, e sob comando de inst\u00e2ncias p\u00fablicas&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, o <em>benchmarking<\/em> mundial pode ser enunciado ainda mais detalhadamente: <strong>ele \u00e9 modelo landlord, com gest\u00e3o descentralizada, aut\u00f4noma e participativa, e sob comando de inst\u00e2ncias p\u00fablicas. Evidentemente profissionalizada.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Duas explica\u00e7\u00f5es normalmente vinham sendo dadas para o Brasil se descolar <em>benchmarking<\/em> internacional:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>A exist\u00eancia de \u201c<em>burocracia<\/em>\u201d, de dificuldades para licita\u00e7\u00e3o e contrata\u00e7\u00e3o no setor p\u00fablico, resultantes da Lei n\u00ba 8.666 &#8211; uma peculiaridade brasileira.<\/li><li>E, \u201c<em>imposs\u00edvel<\/em> <em>administrar-se com influ\u00eancia pol\u00edtica<\/em>\u201d; \u201c<em>\u00e9 preciso blindar os portos dos pol\u00edticos<\/em>\u201d; ou varia\u00e7\u00f5es dessas afirmativas. Ou seja, haveria que se colocar numa redoma nossos portos; ou de \u201c<em>vacin\u00e1-los<\/em>\u201d contra efeitos de disfun\u00e7\u00f5es institucionais, federativas e da democracia brasileira.&nbsp;<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Ao menos do ponto de vista de resultados, esses argumentos sempre tiveram pouca sustenta\u00e7\u00e3o em dados, fatos e retrospectiva hist\u00f3rica; visto que:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Aquela grande transforma\u00e7\u00e3o dos anos 90 foi feita tanto sob a vig\u00eancia da mesma Lei n\u00ba 8.666\/93 (\u00e1libi preferido para a ina\u00e7\u00e3o de administradores e governantes; lei que teve a m\u00e1 sorte de no seu n\u00famero ter o 666 da besta do Apocalipse!), e sob o execrado tal \u201c<em>presidencialismo de coaliza\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d (igualmente apontado como imobilizador da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica): haveria, pois, que se explicar o porqu\u00ea foi poss\u00edvel implementar-se tantas e t\u00e3o profundas transforma\u00e7\u00f5es naquela oportunidade, e n\u00e3o o \u00e9 atualmente.<\/li><li>Outra conclus\u00e3o da pesquisa da ESPO \u00e9 que <em>\u201cA influ\u00eancia pol\u00edtica varia regionalmente, mas \u00e9 substantiva por toda parte, com exce\u00e7\u00e3o dos portos anglo-sax\u00f5es. <\/em>E<em>la se materializa atrav\u00e9s da indica\u00e7\u00e3o dos principais executivos e da composi\u00e7\u00e3o dos conselhos<\/em> \u201c. Ou seja, influ\u00eancia pol\u00edtica, em si, n\u00e3o seria um privil\u00e9gio brasileiro: a se discutir a forma dela.&nbsp;<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Se com base em dados e fatos j\u00e1 era dif\u00edcil sustentar-se rejei\u00e7\u00e3o ao modelo <em>Landlord<\/em> para o Brasil, agora tornou-se ainda mais dif\u00edcil: \u00e9 que a Lei n\u00ba 8.666\/93 vem de ser revogada. A data de promulga\u00e7\u00e3o da sua sucessora (<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/lei-n-14.133-de-1-de-abril-de-2021-311876884\">Lei n\u00ba 14.133\/21<\/a>) n\u00e3o inspira l\u00e1 tanta confian\u00e7a (1\u00ba de abril); mas a maioria de juristas e gestores da \u00e1rea, que se manifestaram at\u00e9 agora, asseveram trazer ela grandes avan\u00e7os: \u00e9 moderna, destravante, e focada em resultados.<\/p>\n\n\n\n<p>O renomado Dr. Mar\u00e7al Justen Filho, por exemplo, proferiu did\u00e1tica palestra, seguida de debate, no Instituto dos Advogados do Paran\u00e1 \u2013 IAP (<a href=\"https:\/\/youtu.be\/6XV9xbLhzrI\">https:\/\/youtu.be\/6XV9xbLhzrI<\/a>), no \u00faltimo dia 13 de abril. Registrou que \u201c<em>n\u00e3o seria a lei que faria<\/em>\u201d; mas defendeu os in\u00fameros avan\u00e7os da nova lei.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre tantos apontamentos, quatro merecem destaque por confirmar a avalia\u00e7\u00e3o dominante e mudar o cen\u00e1rio de contrata\u00e7\u00f5es pelo setor p\u00fablico no Brasil:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>incorpora recursos tecnol\u00f3gico: tudo deve ser feito pela internet;&nbsp;<\/li><li>possibilita pr\u00e9-qualifica\u00e7\u00e3o objetiva (para minimizar o risco do<em> \u201ccaf\u00e9 de reparti\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>);<\/li><li>contrato que come\u00e7a mal pode ser corrigido;<\/li><li>e, especialmente: rejeita \u201c<em>formalismo in\u00fatil<\/em>\u201d.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Nossos desafios; nossa experi\u00eancia:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Como essa n\u00e3o \u00e9 uma reflex\u00e3o meramente diletante, h\u00e1 uma 2\u00aa abordagem para a quest\u00e3o proposta pela CVT (\u201c<strong><em>Qual \u00e9 o modelo portu\u00e1rio mais adequado para o Brasil?<\/em><\/strong>\u201d). Esta \u00e9 uma abordagem mais objetiva e pragm\u00e1tica; uma abordagem que, com farol de proa aceso, olha para n\u00f3s mesmos e para o futuro; um futuro que nos prop\u00f5e novos desafios: que problemas precisamos e, principalmente, queremos resolver (particularmente nos portos p\u00fablicos)?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para tanto, \u00e9 preciso rebobinar o filme:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Na virada dos anos 80\/90, v\u00e9spera da aprova\u00e7\u00e3o da lei de 93 que balizou um novo modelo, o foco das reformas era o cais: como embarcar, desembarcar e armazenar. Hoje o principal gargalo e, por conseguinte, foco s\u00e3o os acessos: como chegar e sair dos portos.<\/li><li>Assim, se o foco h\u00e1 3 d\u00e9cadas era portu\u00e1rio, hoje ampliou-se: \u00e9 log\u00edstico.<\/li><li>Tanto l\u00e1 como agora h\u00e1 necessidade de aumento de capacidade. L\u00e1 foi feita essencialmente com mecaniza\u00e7\u00e3o e automa\u00e7\u00e3o (visto haver infraestrutura sub-aproveitada). Hoje \u00e9 necess\u00e1ria requalificar a infraestrutura existente, e tamb\u00e9m ampli\u00e1-la.<\/li><li>L\u00e1 buscava-se a \u201c<em>avulsifica\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d da capatazia. Hoje a vincula\u00e7\u00e3o dos TPAs (avulsos).<\/li><li>L\u00e1 era a redu\u00e7\u00e3o do contingente. Hoje \u00e9 a qualifica\u00e7\u00e3o (e requalifica\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra).<\/li><li>L\u00e1 as empresas\/empres\u00e1rios queriam entrar no porto p\u00fablico. Hoje, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o de operantes com gran\u00e9is l\u00edquidos, o desejo majorit\u00e1rio (ainda que surdo) \u00e9 sair dos portos p\u00fablicos (ante as vantagens competitivas dos TUPs, proporcionadas pela lei de 2013 &#8211; conforme, inclusive, constatado por recente auditoria do TCU).<\/li><li>Hoje h\u00e1, tamb\u00e9m, demandas, desafios, compromissos e metas ambientais que inexistiam h\u00e1 30 anos atras!<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>E um aspecto novo, de extrema relev\u00e2ncia para a an\u00e1lise da desestatiza\u00e7\u00e3o das autoridades-administradoras, no \u00e2mbito da governan\u00e7a portu\u00e1ria:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>quando da aprova\u00e7\u00e3o da lei de 1993, porto e porto organizado praticamente se confundiam;<\/li><li>por exemplo, em Santos, o Porto Organizado abrangia todo o Estu\u00e1rio, incluindo TUPs ent\u00e3o existentes (pois a antiga lei o permitia \u2013 a nova n\u00e3o);<\/li><li>com a sistem\u00e1tica redu\u00e7\u00e3o das Poligonais, houve a necessidade de se criar um novo conceito: os \u201c<em>complexos portu\u00e1rios<\/em>\u201d;<\/li><li>como decorr\u00eancia, os \u201c<em>Planos Mestres<\/em>\u201d foram introduzidos no \u201c<em>sistema de planejamento<\/em>\u201d (pois os PDZs focam os portos organizados; as poligonais);<\/li><li>mas ainda n\u00e3o se concebeu e desenvolveu uma governan\u00e7a para os \u201c<em>Complexos Portu\u00e1rios<\/em>\u201d; certamente uma das raz\u00f5es de lacunas e conflitos nos processos decis\u00f3rios e, mesmo, para a regula\u00e7\u00e3o que v\u00eam sendo observados.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Agreguem-se a esses, dois outros fen\u00f4menos crescentemente observados no passado recente:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>a \u201c<em>TUPiza\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d dos portos p\u00fablicos;<\/li><li>a verticaliza\u00e7\u00e3o da cadeia log\u00edstica; articulando-se navega\u00e7\u00e3o, instala\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias, retroportu\u00e1rias e servi\u00e7os de transporte terrestre.&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, h\u00e1 desafios novos para o planejamento, governan\u00e7a e regula\u00e7\u00e3o. E, nesse caleidosc\u00f3pio, a desestatiza\u00e7\u00e3o das autoridades portu\u00e1rias acaba se tornando apenas um dos in\u00fameros aspectos. E, certamente, n\u00e3o o principal.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conseguinte, o modelo portu\u00e1rio mais adequado para o Brasil, que \u00e9 o que nos indaga a CVT, em termos l\u00f3gicos, estrat\u00e9gicos e do interesse nacional, s\u00f3 pode ser aquele que d\u00ea melhores respostas, que melhor enfrente os desafios portu\u00e1rios e log\u00edsticos do futuro pr\u00f3ximo; certo?<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa mesma linha de racioc\u00ednio, e no caso espec\u00edfico do modelo para as autoridades portu\u00e1rias, de <em>per si<\/em>, o modelo mais adequado \u00e9 aquele que melhor d\u00ea conta das fun\u00e7\u00f5es, conceitualmente consagradas, de uma autoridade-administradora; quais sejam:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Gerar e gerir os espa\u00e7\u00f5es portu\u00e1rios;<\/li><li>Prover a infraestrutura b\u00e1sica e os servi\u00e7os condominiais;<\/li><li>Regular as opera\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias e as parcerias;<\/li><li>Fomentar neg\u00f3cios;<\/li><li>Contribuir para o desenvolvimento regional.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Quatro observa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Autoridades portu\u00e1rias t\u00eam e gerem ativos, sim. Mas o mais relevante para o desempenho portu\u00e1rio s\u00e3o as fun\u00e7\u00f5es que elas desempenham;<\/li><li>A lei brasileira trata-as conjuntamente: mas uma coisa s\u00e3o as fun\u00e7\u00f5es de administra\u00e7\u00e3o, outra a de autoridade portu\u00e1ria \u2013 essa com muitos componentes de regula\u00e7\u00e3o (a n\u00edvel local) e de poder p\u00fablico.<\/li><li>Assim, \u00e9 at\u00e9 cogit\u00e1vel privatizar-se a fun\u00e7\u00e3o de administra\u00e7\u00e3o (dos ortos p\u00fablicos); mas a de autoridade, com tais componentes, precisaria ser mais bem esclarecido o como? Mormente no ordenamento jur\u00eddico brasileiro.<\/li><li>\u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m imaginar um complexo portu\u00e1rio privado, seja como TUP (como o Porto do A\u00e7u-RJ ou o Terminal Portu\u00e1rio de Alc\u00e2ntara-MA); seja como concess\u00e3o global; o que a lei brasileira o permite&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Dif\u00edcil analisar-se a potencial adequabilidade e efic\u00e1cia do tal do \u201c<em>modelo australiano<\/em>\u201d ante tais desafios, e para solu\u00e7\u00e3o desses problemas (mesmo o <em>\u201cmodelo australiano ajustado\u201d<\/em>): os objetivos das reformas naquele pa\u00eds eram em muito distintos, e h\u00e1 muitos <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S2210539516300438?via%3Dihub\">questionamentos<\/a> em rela\u00e7\u00e3o aos resultados.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas algo que pode ser feito \u00e9 olharmos para n\u00f3s mesmos; agora com o farol de popa: essa uma 3\u00aa abordagem.<\/p>\n\n\n\n<p>E, nesse caso, \u00e9 praticamente um consenso que as maiores transforma\u00e7\u00f5es nos portos brasileiros ocorreram sob a vig\u00eancia do modelo balizado pela Lei n\u00ba 8.630\/93). A saber, por exemplo:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>reestrutura\u00e7\u00f5es profundas de pr\u00e1ticas centen\u00e1rios (como hor\u00e1rio de funcionamento do porto, jornada de trabalho e sincronismo de turnos capatazia-estiva);<\/li><li>introdu\u00e7\u00e3o de novos instrumentos (como DTAs);<\/li><li>atra\u00e7\u00e3o e comprometimento de pesados investimentos (que se efetivaram!);&nbsp;<\/li><li>aumento exponencial da efici\u00eancia (portu\u00e1ria e sist\u00eamica);<\/li><li>redu\u00e7\u00e3o de custos portu\u00e1rios;<\/li><li>expans\u00e3o geom\u00e9trica de movimenta\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Importante observar que esse modelo foi, incidentalmente, o mais pr\u00f3ximo do <em>landlordismo<\/em> que o Brasil j\u00e1 teve: descentraliza\u00e7\u00e3o (do processo decis\u00f3rio), autonomia de gest\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o da comunidade local no processo decis\u00f3rio. E tamb\u00e9m, incidentalmente, que ele come\u00e7ou a perder f\u00f4lego quando o processo decis\u00f3rio come\u00e7ou a ser paulatinamente re-centralizado e as autoridades-administradoras a perder autonomia: valeria avaliar-se o peso relativo da contribui\u00e7\u00e3o de cada um desses componentes: privatiza\u00e7\u00e3o e descentraliza\u00e7\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p>Coincid\u00eancia? Pode ser! H\u00e1 outros fatores? Certamente! Mas dif\u00edcil neg\u00e1-lo: ele \u201c<em>mostrou servi\u00e7o<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, quer olhemos para o mundo; quer olhemos para os desafios futuros; quer nos espelhemos em nossas experi\u00eancias do passado recente; o mais prudente seria nos alinharmos ao <em>benchmarking<\/em> internacional para os portos p\u00fablicos: <em>landlord<\/em>, com gest\u00e3o descentralizada, aut\u00f4noma e participativa; e sob comando de inst\u00e2ncias p\u00fablicas. Evidentemente profissionalizadas.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\" id=\"block-0ad831ad-cd23-417f-b06a-95588097a0b7\">*Frederico Bussinger <strong>foi presidente da Docas de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, diretor da Codesp (Porto de Santos) e do Departamento Hidrovi\u00e1rio (SP). Conselheiro do Consad da Codesa e da Comiss\u00e3o Diretora do Programa Nacional de Desestatiza\u00e7\u00e3o. Secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio dos Transportes. Coordenou o PROPS em Santos e o PIPC (Plano Integrado Porto-Cidade) em S\u00e3o Sebasti\u00e3o. Foi consultor de PDZs e de modelagem para arrendamentos em diversos portos. Atualmente \u00e9 consultor.<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\" id=\"block-d67878ff-7627-4f15-b175-8f58269174ff\">O iNFRADebate \u00e9 o espa\u00e7o de artigos da Ag\u00eancia iNFRA com opini\u00f5es de seus atores que n\u00e3o refletem necessariamente o pensamento da Ag\u00eancia iNFRA, sendo de total responsabilidade do autor as informa\u00e7\u00f5es, ju\u00edzos de valor e conceitos descritos no texto.<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frederico Bussinger* S\u00edntese da interven\u00e7\u00e3o do autor na audi\u00eancia da CVT (Comiss\u00e3o de Via\u00e7\u00e3o e Transportes) da C\u00e2mara dos Deputados em 16 de abril de 2021 A CVT (Comiss\u00e3o de Via\u00e7\u00e3o e Transportes) da C\u00e2mara dos Deputados vem de realizar, neste 16 de abril, audi\u00eancia p\u00fablica para discutir o tema que d\u00e1 t\u00edtulo ao artigo. 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