{"id":7505,"date":"2021-06-23T13:00:00","date_gmt":"2021-06-23T16:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.agenciainfra.com\/blog\/?p=7505"},"modified":"2021-06-23T14:06:09","modified_gmt":"2021-06-23T17:06:09","slug":"infradebate-o-mercado-de-concessoes-e-a-utilizacao-de-bim-para-projetos-rodoviarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/infradebate-o-mercado-de-concessoes-e-a-utilizacao-de-bim-para-projetos-rodoviarios\/","title":{"rendered":"iNFRADebate: O mercado de concess\u00f5es e a utiliza\u00e7\u00e3o de BIM para projetos rodovi\u00e1rios"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Marcos Ganut, Rafael Marchi, Gabriela Azeredo, Bruno Fontenele e Stefania Correa*<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o sobre o mercado de concess\u00f5es rodovi\u00e1rias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">No Brasil, a malha rodovi\u00e1ria \u00e9 a principal modalidade de transportes, sendo respons\u00e1vel por 61% dos transportes de carga e 95% dos transportes de passageiros, de acordo com o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Atualmente, as rodovias brasileiras possuem cerca de 1,7 milh\u00e3o de quil\u00f4metros de extens\u00e3o, sendo 94,7% de rodovias estaduais e municipais, e 5,3% de rodovias federais, contudo apenas 13% desse montante \u00e9 pavimentado, ou seja, cerca de 220 mil quil\u00f4metros.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-medium\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"271\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/imagem1-300x271.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7506\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/imagem1-300x271.png 300w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/imagem1-1024x924.png 1024w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/imagem1-768x693.png 768w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/imagem1.png 1330w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Visto o baixo n\u00famero de rodovias pavimentadas e a qualidade da malha rodovi\u00e1ria brasileira, segundo a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte e o SEST SENAT (Servi\u00e7o Social do Transporte, Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem do Transporte) ocupou em 2019 a 116\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking mundial, ficando atr\u00e1s de diversos pa\u00edses sul-americanos. Nesse contexto, as concess\u00f5es rodovi\u00e1rias para as iniciativas privadas t\u00eam auxiliado na expans\u00e3o da malha pavimentada brasileira, assim como na melhoria do n\u00edvel de servi\u00e7o das rodovias.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-medium\"><img decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"281\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/imagem2-300x281.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7507\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/imagem2-300x281.png 300w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/imagem2-768x720.png 768w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/imagem2.png 826w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Atualmente, de acordo com dados do DNIT, as rodovias privadas em concess\u00e3o representam apenas cerca de 1,3% da malha rodovi\u00e1ria total, representando 22,4 mil quil\u00f4metros de extens\u00e3o. Esses dados sinalizam a grande demanda e oportunidade que reside no setor de concess\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De onde surgiu e como funciona o sistema de concess\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 1993, iniciou-se o Programa de Concess\u00f5es de Rodovias Federais, criado pela Portaria Ministerial n\u00ba 10\/93, posteriormente modificada pelas portarias 246\/94, 824\/94 e 214\/95. A primeira etapa do programa teve in\u00edcio em 1995, quando foram concedidos \u00e0 iniciativa privada quatro trechos de rodovias federais e a Ponte Rio-Niter\u00f3i, com 856,6 quil\u00f4metros de extens\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio do Programa de Concess\u00f5es de Rodovias, o principal objetivo do programa foi a redu\u00e7\u00e3o dos custos p\u00fablicos e a diminui\u00e7\u00e3o do papel do Estado provedor. Ao longo desta jornada, foram criadas legisla\u00e7\u00f5es de regulamenta\u00e7\u00e3o que promovessem a transpar\u00eancia e consolidassem o embasamento jur\u00eddico necess\u00e1rio para a implanta\u00e7\u00e3o do programa. Com a promulga\u00e7\u00e3o da Lei no 10.233, de 5 de junho de 2001, foram criados a ANTT (Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres) e o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), e foi extinto o DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem). Nesse contexto, o papel da regula\u00e7\u00e3o do setor de transportes terrestres, incluindo a regula\u00e7\u00e3o dos contratos das rodovias federais concedidas, passou a ser exercido pela ANTT.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema de concess\u00e3o por meio de licita\u00e7\u00e3o \u00e9 uma transfer\u00eancia de um servi\u00e7o p\u00fablico \u00e0 iniciativa privada por prazo determinado, no caso das rodovias a validade \u00e9 de 20 a 30 anos. A escolha de uma concess\u00e3o \u00e9 decidida por meio de um leil\u00e3o, que \u00e9 precedido de v\u00e1rias etapas at\u00e9 que seja tomada a decis\u00e3o acerca de qual empresa ser\u00e1 respons\u00e1vel pelo trecho e a quantidade de ped\u00e1gios que aquela regi\u00e3o ter\u00e1 com seus respectivos valores definidos.<\/p>\n\n\n\n<p>O mercado de concess\u00f5es do Brasil atraiu ao longo do tempo diversos tipos de <em>players<\/em>, como empresas de grupos de capital aberto e fechado, empresas individuais ou cons\u00f3rcios e fundos de infraestrutura e participa\u00e7\u00e3o. Segundo a ABCR (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Concession\u00e1rias de Rodovias), atualmente existem 59 concess\u00f5es vigentes, conforme detalhado no gr\u00e1fico abaixo:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/q7EAt5AMdLxM2OUDBsIbeH6DJcds0OFVdj2er-ag2VtsE5939gVC5okVDG8AvfCd6_pxi5N7f_rZlY-24u1jMVX7rvWp-FFr9jd2nmoM2EFtNTlSS62DtC7FAWVgq66QnKs93iM\" alt=\"\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>No decorrer dos 20 anos do Programa de Concess\u00f5es Rodovi\u00e1rias, muito se foi feito no que tange ao aperfei\u00e7oamento dos modelos atuais de editais de concess\u00f5es, onde li\u00e7\u00f5es aprendidas foram utilizadas pelas equipes t\u00e9cnicas dos governos de estado para propor melhorias e novas solu\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre estas solu\u00e7\u00f5es, temos o Decreto n\u00ba 10.306, de 2 de abril de 2020, que determina que o <em>Building Information Modeling<\/em> (BIM ou Modelagem da Informa\u00e7\u00e3o da Constru\u00e7\u00e3o) deve ser usado na execu\u00e7\u00e3o direta ou indireta de obras e servi\u00e7os de engenharia de obras p\u00fablicas federais, incluindo rodovias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Decreto N\u00ba 10.306, de 2 de abril de 2020 \u2013 BIM<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2 de abril de 2020, o governo estabeleceu, no Decreto n\u00ba 10.306, a utiliza\u00e7\u00e3o do BIM (Building Information Modeling) na execu\u00e7\u00e3o direta ou indireta de obras e servi\u00e7os de engenharia realizada pelos \u00f3rg\u00e3os e entidades da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal, no \u00e2mbito da Estrat\u00e9gia Nacional de Dissemina\u00e7\u00e3o do Building Information Modeling- Estrat\u00e9gia BIMBR, que foi institu\u00edda pelo Decreto n\u00ba 9.983, de 22 de agosto de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o decreto, a implementa\u00e7\u00e3o ocorrer\u00e1 gradualmente, onde o in\u00edcio da primeira fase se deu em 1\u00ba de janeiro de 2021. O BIM ser\u00e1 utilizado no desenvolvimento de projetos de arquitetura e engenharia para novas constru\u00e7\u00f5es, amplia\u00e7\u00f5es ou reabilita\u00e7\u00f5es, quando estes forem de grande import\u00e2ncia e relev\u00e2ncia para a dissemina\u00e7\u00e3o da modelagem da informa\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o BIM ser\u00e1 aplicado na elabora\u00e7\u00e3o de modelos e na revis\u00e3o e compatibiliza\u00e7\u00e3o dos modelos de arquitetura e engenharia, gera\u00e7\u00e3o de documentos e extra\u00e7\u00e3o de quantitativos. Estas a\u00e7\u00f5es de dissemina\u00e7\u00e3o est\u00e3o vinculadas ao Minist\u00e9rio da Defesa, Casa Civil, Minist\u00e9rio da Economia, Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00f5es, Minist\u00e9rio da Infraestrutura, Secretaria Nacional de Avia\u00e7\u00e3o Civil e o DNIT (Departamento Nacional de Infraestruturas e Transportes).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente foram criados cinco grupos de trabalho sendo eles: Grupo de Regulamenta\u00e7\u00e3o e Normaliza\u00e7\u00e3o, Grupo de Infraestrutura Tecnol\u00f3gica, Grupo Plataforma BIM, Grupo Compras Governamentais e Grupo Capacita\u00e7\u00e3o de Recursos Humanos. Em um segundo momento, foi criado o Grupo de Comunica\u00e7\u00e3o. Essa estrat\u00e9gia possui n\u00edveis gradativos de exig\u00eancia do BIM no \u00e2mbito do Governo Federal, com tr\u00eas marcos principais estabelecidos para 2021, 2024 e 2028, sendo o primeiro projeto piloto o Proarte (Programa de Manuten\u00e7\u00e3o e Reabilita\u00e7\u00e3o de Estruturas). De acordo com o DNIT, apresentada na figura abaixo, a expectativa \u00e9 de que em 2021 ocorra uma redu\u00e7\u00e3o de 9,7% dos custos de execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os na constru\u00e7\u00e3o civil. A proje\u00e7\u00e3o para o ano de 2024 \u00e9 que a utiliza\u00e7\u00e3o do BIM seja aumentada em 10 vezes e em 2028 a expectativa \u00e9 que o PIB da constru\u00e7\u00e3o civil seja elevado em 28,9% com a utiliza\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o da metodologia BIM.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh3.googleusercontent.com\/cbVEqg8Q99y-89-Y9JsaPS9UIVT2daBeI-giyKSKgAHd10kz5uZEf6uT18y1WplVFvlcG66aV4iOi2-NQiQHBYPdgwWyHcgCRf6Uu03Tdb8iP9eAr18WQE8V0A5pYGp6Eo0slds\" alt=\"\"\/><figcaption><em>Figura 4 &#8211; Metas Estipuladas pelo DNIT para aplica\u00e7\u00e3o de BIM (Fonte: DNIT)<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Embora o compromisso inicial do DNIT seja apenas para o programa Proarte, esse \u00e9 o primeiro passo para viabilizar e disseminar a capacita\u00e7\u00e3o e aprendizado da organiza\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o do BIM. O plano de implanta\u00e7\u00e3o possui outros objetivos a longo prazo, mas priorizar\u00e1 a realiza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es que possibilitem o atingimento de resultados r\u00e1pidos, com ganho nas \u00e1reas de comunica\u00e7\u00e3o, capacita\u00e7\u00e3o e engajamento das partes envolvidas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que \u00e9 BIM e suas principais aplica\u00e7\u00f5es em projetos de infraestrutura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Building Information Modeling<\/em>, mais conhecido como BIM, \u00e9 um conjunto de processos e tecnologias, que permitem a proje\u00e7\u00e3o, planejamento, constru\u00e7\u00e3o e acompanhamento de uma edifica\u00e7\u00e3o ou instala\u00e7\u00e3o, atuando de forma colaborativa com o envolvimento de v\u00e1rias partes interessadas. \u00c9 um processo integrado que cria, utiliza e atualiza um modelo digital de constru\u00e7\u00e3o, que \u00e9 utilizado por todos os participantes do empreendimento e durante todo o ciclo de vida da constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O BIM \u00e9 uma plataforma de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o aplicada \u00e0 Constru\u00e7\u00e3o Civil, que \u00e9 materializada em softwares a partir da modelagem dos dados do projeto e especifica\u00e7\u00e3o de uma edifica\u00e7\u00e3o ou instala\u00e7\u00e3o. Neste sentido, em rela\u00e7\u00e3o aos processos atuais de desenvolvimento de projeto que s\u00e3o baseados apenas em documentos, \u00e9 poss\u00edvel realizar de forma eficaz atrav\u00e9s de um modelo virtual em tr\u00eas dimens\u00f5es (3D), projetando com o apoio de um software toda a constru\u00e7\u00e3o do empreendimento antes do in\u00edcio das atividades, mitigando poss\u00edveis erros de quantifica\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o de insumos, permitindo amplo controle do or\u00e7amento e planejamento do projeto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vale ressaltar que o BIM se baseia em uma modelagem 3D, por\u00e9m, nem tudo que \u00e9 3D \u00e9 BIM, visto que as solu\u00e7\u00f5es que possibilitam apenas a visualiza\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica do projeto em 3D, sem considerar todas as informa\u00e7\u00f5es do projeto, n\u00e3o podem ser consideradas como solu\u00e7\u00f5es BIM, pois estas modelagens n\u00e3o permitem, a exemplo (i) a extra\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de quantitativos de projeto; (ii) atualiza\u00e7\u00f5es autom\u00e1ticas da modelagem; (iii) a elabora\u00e7\u00e3o de simula\u00e7\u00f5es; (iv) elabora\u00e7\u00e3o de cronograma autom\u00e1tico; e (v) an\u00e1lises de or\u00e7amento do projeto. Neste contexto, o BIM n\u00e3o \u00e9 apenas uma modelagem em tr\u00eas dimens\u00f5es, \u00e9 um banco de dados que permite aos envolvidos terem uma vis\u00e3o hol\u00edstica do empreendimento com atualiza\u00e7\u00f5es e an\u00e1lises constantes.<\/p>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o do BIM pode ser realizada em todos os projetos voltados \u00e0 constru\u00e7\u00e3o. S\u00e3o v\u00e1rias as aplica\u00e7\u00f5es para o BIM, visto que este garante uma vis\u00e3o das interfer\u00eancias poss\u00edveis e situa\u00e7\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o comuns durante o ciclo de vida da obra, ampliando a import\u00e2ncia e usabilidade do projeto e, consequentemente, reduzindo as chances de improvisa\u00e7\u00e3o e o tempo gasto na execu\u00e7\u00e3o da obra, melhorando o desempenho e criando condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis ao cumprimento do cronograma e or\u00e7amento previstos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lh4.googleusercontent.com\/eOnIHr1E6FIXGsNGv_9z8zpLVwswLiMKwp5N4jhzjGoWIoHnhABMNDBVbdyA5tsY8575m9EfHMfjEsATk3z6cRRNPjwMNObnidtpmiVYIuw9lg9r8APuKC0i97kzo9xsaIyE8rQ\" alt=\"\"\/><figcaption><em>Figura 5 &#8211; Aplica\u00e7\u00f5es do BIM (Fonte: Alvarez &amp; Marsal)<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O BIM \u00e9 utilizado n\u00e3o apenas pelos profissionais projetistas envolvidos na fase de elabora\u00e7\u00e3o de projetos de um empreendimento, mas tamb\u00e9m por todos os envolvidos no processo de planejamento, execu\u00e7\u00e3o e gerenciamento, al\u00e9m dos investidores do empreendimento. Permite que o fluxo de trabalho seja transparente e aberto, utilizando uma linguagem comum para todos os processos, al\u00e9m de possuir dados pertinentes para uso durante todo o ciclo de vida do projeto.&nbsp; O BIM tamb\u00e9m possibilita a extra\u00e7\u00e3o de documentos inteligentes a partir das informa\u00e7\u00f5es de projeto, integrando desenhos e c\u00e1lculos, permitindo a atualiza\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de pranchas e detalhes, bem como de quantitativos, garantindo execu\u00e7\u00e3o mais precisa do empreendimento e um cronograma mais confi\u00e1vel e correto.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os projetos de rodovias, a primeira etapa tem in\u00edcio atrav\u00e9s de um projeto preliminar, sendo realizado o detalhamento na sequ\u00eancia, e por fim abordada a documenta\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o. Em todo o processo, uma etapa come\u00e7a ap\u00f3s a conclus\u00e3o da etapa anterior, o que significa que uma mudan\u00e7a completa do <em>design<\/em> impacta significativamente na elabora\u00e7\u00e3o dos projetos para constru\u00e7\u00e3o e, quando as atualiza\u00e7\u00f5es s\u00e3o manuais, levam um maior tempo e est\u00e3o sujeitas a erros ao longo do desenvolvimento do projeto. Em um projeto de rodovias utilizando o BIM, a cria\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es de projetos \u00e9 coordenada e confi\u00e1vel, \u00e0 medida em que os dados s\u00e3o imputados no software e atualizados automaticamente em tempo real, considerando o relacionamento de todos os elementos que comp\u00f5em o projeto, permitindo que o projetista veja o impacto instant\u00e2neo da mudan\u00e7a de projeto e facilitando a avalia\u00e7\u00e3o de alternativas de <em>design<\/em> da rodovia, alavancando uma otimiza\u00e7\u00e3o quanto ao levantamento de quantitativos, sequenciamento e planejamento do empreendimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Programa Proarte do DNIT e suas fases de implanta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o do BIM no DNIT foi planejada para ser realizada em ciclos, definidos por uma sequ\u00eancia de projetos pilotos para possibilitar o aumento gradual a respeito do n\u00famero de pessoas envolvidas, o entendimento dos benef\u00edcios da mudan\u00e7a, o engajamento e a capacita\u00e7\u00e3o de pessoas. Conforme mencionado, o primeiro projeto piloto definido \u00e9 o Programa Proarte, que se deu in\u00edcio em 2016 e do qual sua implementa\u00e7\u00e3o objetiva a reabilita\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de aproximadamente oito mil pontes e viadutos distribu\u00eddos na malha rodovi\u00e1ria federal sob responsabilidade do DNIT, tendo como compromisso que todos os seus projetos e especifica\u00e7\u00f5es de obras estejam contratados em BIM em 2021.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;As etapas de implementa\u00e7\u00e3o do Programa Proarte j\u00e1 possuem o diagn\u00f3stico, planejamento e comunica\u00e7\u00e3o conclu\u00eddos, estando em fase de implementa\u00e7\u00e3o, testes e avalia\u00e7\u00e3o. At\u00e9 setembro de 2020, o DNIT j\u00e1 executou 505 obras de manuten\u00e7\u00e3o, sendo 433 em OAEs (Obras de Arte Especiais), a reabilita\u00e7\u00e3o em nove estruturas e a implementa\u00e7\u00e3o de 63 passarelas, com investimento total de R$ 97 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/imagem3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7508\" width=\"457\" height=\"299\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/imagem3.png 914w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/imagem3-300x196.png 300w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/imagem3-768x502.png 768w\" sizes=\"(max-width: 457px) 100vw, 457px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O programa, que teve sua execu\u00e7\u00e3o iniciada em 2018 com a manuten\u00e7\u00e3o de um lote de 4 OAEs em Minas Gerais, prev\u00ea ao todo a recupera\u00e7\u00e3o e\/ou manuten\u00e7\u00e3o de 1.712 OAEs que s\u00e3o consideradas priorit\u00e1rias de acordo com os crit\u00e9rios estabelecidos no PNMR (Plano Nacional de Manuten\u00e7\u00e3o Rodovi\u00e1ria), sendo que em agosto de 2020 foi feita a contrata\u00e7\u00e3o para restaura\u00e7\u00e3o de um lote de cinco OAEs no Rio Grande do Sul, apontando que a implanta\u00e7\u00e3o do Programa Proarte est\u00e1 a todo vapor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas das estruturas inclu\u00eddas no Programa Proarte s\u00e3o pontes das d\u00e9cadas de 70, que possuem alto deslocamento de cargas e pessoas e movimentam a economia local, contribuindo para o progresso e desenvolvimento nacional. Com o tempo, estas estruturas passaram por desgastes, tornando necess\u00e1ria a manuten\u00e7\u00e3o e adequa\u00e7\u00e3o destas. Al\u00e9m disso, com a evolu\u00e7\u00e3o da engenharia e das normas t\u00e9cnicas existentes \u00e0 \u00e9poca, faz-se necess\u00e1ria a adequa\u00e7\u00e3o destas obras considerando a capacidade atual das vias e inclus\u00e3o de passagens de pedestre.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vantagens da utiliza\u00e7\u00e3o do BIM<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em projetos rodovi\u00e1rios, um dos aspectos mais relevantes \u00e9 a topografia local, e o consequente resultado do estudo de movimenta\u00e7\u00e3o de terra. Nesse contexto, o BIM possibilita criar estudos preliminares de alternativas de tra\u00e7ado em projetos de implanta\u00e7\u00e3o de forma \u00e1gil e visual, fornecendo informa\u00e7\u00f5es qualitativas e quantitativas das op\u00e7\u00f5es, como por exemplo as condi\u00e7\u00f5es de solo onde o empreendimento ser\u00e1 implantado e seus reflexos em volumes e solu\u00e7\u00f5es de conten\u00e7\u00e3o, subsidiando as an\u00e1lises para a escolha da melhor op\u00e7\u00e3o para o empreendimento, al\u00e9m de permitir a automatiza\u00e7\u00e3o de processos para a adequa\u00e7\u00e3o das solu\u00e7\u00f5es de engenharia.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os benef\u00edcios da utiliza\u00e7\u00e3o do BIM, destaca-se o desenvolvimento de projetos completos, considerando todas as disciplinas e interfer\u00eancias existentes, garantindo maior compatibiliza\u00e7\u00e3o dos projetos e suas v\u00e1rias disciplinas, trazendo maior precis\u00e3o nas especifica\u00e7\u00f5es do empreendimento e por consequ\u00eancia um planejamento com maior exatid\u00e3o. Adicionalmente, as corre\u00e7\u00f5es e atualiza\u00e7\u00f5es ocorrem em tempo real, fazendo com que a intera\u00e7\u00e3o entre as diversas \u00e1reas do projeto ocorra de forma simult\u00e2nea, evitando conflitos na gest\u00e3o da mudan\u00e7a e permitindo a compatibiliza\u00e7\u00e3o dos projetos antes do in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o. O BIM representa um conceito consolidado e difundido em diversos pa\u00edses, sendo um diferencial para as empresas que adotam esta metodologia.<\/p>\n\n\n\n<p>O dinamismo e maior precis\u00e3o com que os projetos executivos s\u00e3o tratados ao longo do projeto conferem condi\u00e7\u00f5es que suportam solu\u00e7\u00f5es mais \u00e1geis, eficazes e com maior produtividade durante a execu\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A seguran\u00e7a rodovi\u00e1ria \u00e9 outro aspecto importante tratado com a utiliza\u00e7\u00e3o do BIM, visto que a garantia de uma parada segura e boas dist\u00e2ncias de visibilidade s\u00e3o fatores chave para tomada de decis\u00e3o dos projetistas ao elaborar o projeto executivo. Entretanto, o desenvolvimento de projetos de forma tradicional, o qual utiliza equa\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas aplicadas ao grau de curvatura vertical que o perfil da estrada determina, \u00e9 mais suscet\u00edvel \u00e0 falha, no momento em que desconsidera as obstru\u00e7\u00f5es visuais e <em>layout<\/em> horizontal da pista. O BIM traz uma visualiza\u00e7\u00e3o interativa e simula\u00e7\u00e3o das dist\u00e2ncias de visibilidade na etapa de cria\u00e7\u00e3o do projeto, permitindo a identifica\u00e7\u00e3o de forma r\u00e1pida do atendimento de par\u00e2metros cr\u00edticos de visibilidade, incluindo curvatura e obstru\u00e7\u00f5es visuais, tais como barreiras, vegeta\u00e7\u00e3o, luz solar e acostamento.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/imagem4-1024x675.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7509\" width=\"512\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/imagem4-1024x675.png 1024w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/imagem4-300x198.png 300w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/imagem4-768x506.png 768w, https:\/\/agenciainfra.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/imagem4.png 1274w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Estudos mostram que a implementa\u00e7\u00e3o do BIM possibilita redu\u00e7\u00f5es de 8% a 22% nos custos de implanta\u00e7\u00e3o do empreendimento, e redu\u00e7\u00f5es em prazo de at\u00e9 33%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vis\u00e3o sobre o futuro do mercado de concess\u00e3o com o BIM<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conforme descrito anteriormente, com o Decreto n\u00ba 10.306, a utiliza\u00e7\u00e3o do BIM se faz obrigat\u00f3ria a partir de 1\u00ba de janeiro de 2021, em projetos a serem realizados pelos \u00f3rg\u00e3os e pelas entidades da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal. Atualmente, no \u00e2mbito das concess\u00f5es rodovi\u00e1rias, o DNIT est\u00e1 se preparando para atender as exig\u00eancias do decreto, estabelecendo e definindo crit\u00e9rios e requisitos a serem exigidos nos editais de novas concess\u00f5es, com meta interna de, em 2021, promover todos os ajustes necess\u00e1rios. De mesma forma, as empresas interessadas nos processos de concess\u00e3o tamb\u00e9m devem promover adequa\u00e7\u00f5es em sua estrutura, de modo a atender as obrigatoriedades do referido decreto.<\/p>\n\n\n\n<p>O decreto traz, de forma planejada e estrat\u00e9gica, que a aplica\u00e7\u00e3o desta metodologia nos futuros processos de contrata\u00e7\u00e3o de projetos e obras p\u00fablicas ocorra de forma respons\u00e1vel e com prazo para que a cadeia produtiva se adapte \u00e0 nova tecnologia, fazendo com que esta medida represente uma economia significativa aos cofres p\u00fablicos, al\u00e9m de maior efetividade, transpar\u00eancia e otimiza\u00e7\u00e3o no cumprimento dos contratos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com os esfor\u00e7os de inova\u00e7\u00e3o com a utiliza\u00e7\u00e3o desta tecnologia, no Brasil ainda existem alguns desafios a serem contornados para que o BIM realmente se estabele\u00e7a com sucesso, que v\u00e3o desde a capacita\u00e7\u00e3o de pessoas at\u00e9 a colabora\u00e7\u00e3o entre legisladores, pessoas, empresas e tecnologias. Com isso, faz-se necess\u00e1ria uma solu\u00e7\u00e3o de transforma\u00e7\u00e3o digital considerando a governan\u00e7a das institui\u00e7\u00f5es e uma implanta\u00e7\u00e3o bem planejada, com o intuito de disseminar e democratizar a ferramenta, difundindo-a cada vez mais no \u00e2mbito dos projetos de infraestrutura e possibilitando a captura de todas as oportunidades que essa metodologia oferece.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/appweb2.antt.gov.br\/revistaantt\/ed3\/_asp\/ed3-artigosEvolucao.asp#:~:text=A%20Rodovia%20Presidente%20Dutra%2C%20que,in%C3%ADcio%20da%20d%C3%A9cada%20de%2070\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">http:\/\/appweb2.antt.gov.br\/revistaantt\/ed3\/_asp\/ed3-artigosEvolucao.asp#:~:text=A%20Rodovia%20Presidente%20Dutra%2C%20que,in%C3%ADcio%20da%20d%C3%A9cada%20de%2070<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/decreto-n-10.306-de-2-de-abril-de-2020-251068946\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/decreto-n-10.306-de-2-de-abril-de-2020-251068946<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/inbec.com.br\/blog\/plataforma-bim-dnit-entenda-como-sera-implantacao\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/inbec.com.br\/blog\/plataforma-bim-dnit-entenda-como-sera-implantacao<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/maisengenharia.altoqi.com.br\/bim\/tudo-o-que-voce-precisa-saber\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/maisengenharia.altoqi.com.br\/bim\/tudo-o-que-voce-precisa-saber\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/maisengenharia.altoqi.com.br\/bim\/tudo-o-que-voce-precisa-saber\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/blogs.autodesk.com\/mundoaec\/bim-para-infraestrutura-de-transportes-rodoviarios\/\" target=\"_blank\">https:\/\/blogs.autodesk.com\/mundoaec\/bim-para-infraestrutura-de-transportes-rodoviarios\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.abdi.com.br\/postagem\/projeto-proarte-do-dnit-consolidara-metodologia-bim-no-brasil\">https:\/\/www.abdi.com.br\/postagem\/projeto-proarte-do-dnit-consolidara-metodologia-bim-no-brasil<\/a><\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\" id=\"block-0ad831ad-cd23-417f-b06a-95588097a0b7\">*Marcos Ganut, Rafael Marchi, Gabriela Azeredo, Bruno Fontenele e Stefania Correa s\u00e3o consultores na Alvarez &amp; Marsal.<\/h6>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\" id=\"block-d67878ff-7627-4f15-b175-8f58269174ff\">O iNFRADebate \u00e9 o espa\u00e7o de artigos da Ag\u00eancia iNFRA com opini\u00f5es de seus atores que n\u00e3o refletem necessariamente o pensamento da Ag\u00eancia iNFRA, sendo de total responsabilidade do autor as informa\u00e7\u00f5es, ju\u00edzos de valor e conceitos descritos no texto.<\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcos Ganut, Rafael Marchi, Gabriela Azeredo, Bruno Fontenele e Stefania Correa* Introdu\u00e7\u00e3o sobre o mercado de concess\u00f5es rodovi\u00e1rias No Brasil, a malha rodovi\u00e1ria \u00e9 a principal modalidade de transportes, sendo respons\u00e1vel por 61% dos transportes de carga e 95% dos transportes de passageiros, de acordo com o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). 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