da Agência iNFRA
A redução da jornada de trabalho poderia afetar, de forma mais imediata, a população que depende do transporte coletivo, alertou a CNT (Confederação Nacional do Transporte). A consequência, caso fosse aprovado o fim da escala 6×1, seria menos ônibus nas ruas, pessoas esperando nas paradas e “ônibus passando abarrotados”.
A afirmação foi feita por Frederico Melo, gerente-executivo de Relações Trabalhistas e Sindicais da entidade, que participou de audiência pública sobre o tema, em Santana (SP), nesta terça-feira (30). O encontro foi promovido por uma subcomissão da Câmara dos Deputados que analisa a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 8/2025, a qual prevê a redução da jornada.
Os reflexos da medida na logística seriam severos, de acordo com a CNT, com atrasos nas entregas, perda de eficiência e redução na produção, resultando em pressão econômica e inflacionária. Para Melo, o aumento de preços reduziria o poder de compra e poderia levar trabalhadores a buscarem um segundo emprego, o que anularia os supostos ganhos da proposta.





