da Agência iNFRA
A A.P. Moller – Maersk informou que encerrou 2025 com receita de US$ 54 bilhões, EBITDA de US$ 9,5 bilhões e EBIT de US$ 3,5 bilhões, conforme balanço anual divulgado pela companhia. Segundo a empresa, o desempenho foi sustentado pelo aumento de volumes, ajustes operacionais e controle de custos ao longo do ano. Como parte do planejamento anual, a empresa anunciou também redução de US$ 180 milhões em custos corporativos.
No transporte marítimo, os volumes cresceram 4,9%, em linha com o mercado global de contêineres. A rentabilidade do segmento, porém, foi pressionada pela queda das tarifas de frete, reflexo do excesso de oferta de capacidade. A nova rede Leste–Oeste registrou índice médio de pontualidade superior a 90%.
A divisão de Logística e Serviços apresentou melhora gradual de margens, com avanço operacional em áreas como armazenagem e fulfillment, mas a companhia afirma que o segmento ainda não atingiu o nível de desempenho esperado.
O negócio de Terminais registrou os melhores resultados da série histórica, com alta de 20% na receita, impulsionada por volumes maiores, reajustes tarifários e aumento das receitas de armazenagem. No quarto trimestre, os volumes cresceram 8,4%, com maior demanda nas Américas e na Europa.
Para 2026, a Maersk projeta crescimento de 2% a 4% no volume global de contêineres e informou que deve acompanhar o ritmo do mercado. O conselho propôs dividendo de DKK 480 por ação, equivalente a cerca de US$ 1,1 bilhão, e aprovou programa de recompra de ações de até US$ 1 bilhão em 12 meses.
A empresa também anunciou redução de US$ 180 milhões por ano em custos corporativos e corte de aproximadamente 15% das cerca de 6 mil posições administrativas, o que representa perto de 1.000 funções. Além disso, reorganizou a área de Logística e Serviços em três frentes: Logística Terrestre, Forwarding e Soluções Logísticas.





