da Agência iNFRA
A demanda global por carga aérea caiu 4,8% em março de 2026 na comparação anual, impactada principalmente pelas disrupções causadas pelo conflito no Oriente Médio, segundo dados divulgados pela Iata (Associação do Transporte Aéreo Internacional). A queda foi ainda mais acentuada nas operações internacionais, que recuaram 5,5% no período.
A capacidade total de transporte também apresentou retração, com redução de 4,7% na mesma base de comparação (-6,8% nas rotas internacionais). De acordo com o diretor-geral da entidade, Willie Walsh, o desempenho reflete sobretudo os impactos da guerra sobre hubs estratégicos no Golfo, além de um arrefecimento sazonal comum após o Ano Novo Lunar.
Apesar da queda pontual, a Iata avalia que os fundamentos da demanda seguem positivos, sustentados por projeções de crescimento do comércio global e do PIB em 2026. Ainda assim, o setor enfrenta pressões relevantes, como a disparada nos custos de combustível de aviação, que subiram mais de 100% na comparação anual, acompanhando a alta do petróleo e das margens de refino.
No recorte regional, o Oriente Médio registrou o pior desempenho, com queda de 54,3% na demanda e de 52,4% na capacidade. Em contrapartida, África (+7,0%) e Ásia-Pacífico (+5,4%) lideraram o crescimento da demanda no período. Europa (+2,2%) e América Latina (+1,8%) também apresentaram expansão, enquanto a América do Norte teve leve retração (-1,2%).
Entre as principais rotas comerciais, os fluxos ligados ao Golfo foram os mais afetados, com quedas superiores a 50% em corredores como Europa–Oriente Médio e Oriente Médio–Ásia. Já rotas como África–Ásia e Ásia–Europa mantiveram trajetória de crescimento consistente.







