da Agência iNFRA
O Copergs (Comitê de Planejamento Energético do Rio Grande do Sul) defendeu que a regulamentação do Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter) permita o uso de gás natural em projetos de data centers no estado como fonte para “soluções eficientes de geração dedicada, potência firme, flexibilidade operativa e segurança de suprimento”.
Em manifestação institucional enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (29), o comitê, vinculado à Sema (Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura), afirma que a elegibilidade dos projetos deve ser definida por critérios de desempenho, como eficiência energética e hídrica, intensidade de emissões, confiabilidade, rastreabilidade dos combustíveis e trajetória de descarbonização.
O Copergs argumenta que “a exclusão prévia do gás natural reduziria as alternativas de engenharia disponíveis e poderia impedir que os estados transformem vantagens concretas de energia e conectividade em investimento produtivo” e afirma que conectividade e energia precisam avançar de forma integrada. Segundo o documento, data centers operam de forma contínua e exigem estabilidade, redundância e potência firme, condições que não seriam garantidas apenas por contratos de energia renovável ou por baterias.
“Contratos de energia renovável são fundamentais para reduzir emissões e assegurar lastro comercial, mas não garantem, isoladamente, que a potência estará fisicamente disponível no local e no instante da necessidade. Sistemas de alimentação ininterrupta e baterias respondem por milissegundos, minutos ou poucas horas. Contingências prolongadas, restrições de rede e recomposição do sistema exigem recursos controláveis de maior duração.”
O comitê destaca que a matriz gaúcha tem elevada participação de fontes renováveis, mas sustenta que isso não elimina a necessidade de recursos despacháveis. Nesse contexto, o gás natural é apontado como alternativa para reserva, ponta, acompanhamento de carga ou operação contínua, conforme os critérios técnicos e ambientais de cada projeto.
Para o Copergs, excluir previamente o gás natural do Redata poderia reduzir a capacidade do Rio Grande do Sul de transformar conectividade internacional e infraestrutura energética em desenvolvimento econômico. “O gás natural não substitui a vocação renovável local. Ele assegura que ela possa sustentar cargas digitais críticas sem comprometer confiabilidade, resiliência e competitividade. Excluí-lo previamente do Redata significaria reduzir a capacidade de converter infraestrutura energética e conectividade internacional em desenvolvimento econômico”, afirma o posicionamento.





