da Agência iNFRA
Estudo do Instituto Trata Brasil aponta que o Brasil perde 39,53% da água tratada antes que ela chegue às torneiras. A redução desse índice para 25% até 2033 pode gerar R$ 47,3 bilhões em ganhos brutos e R$ 23,6 bilhões em benefícios líquidos ao longo de dez anos, já descontados os investimentos necessários para atingir a meta.
O estudo também projetou dois cenários para 2033, considerando diferentes metas de redução das perdas de água ao longo das etapas de produção, tratamento, bombeamento e distribuição até as residências.
Com a redução das perdas para 35%, os ganhos brutos seriam de R$ 14,7 bilhões, com benefício líquido de R$ 7,4 bilhões. Já em um cenário com perdas limitadas a 15%, os ganhos brutos alcançariam R$ 79,8 bilhões, enquanto o benefício líquido chegaria a R$ 39,9 bilhões.
Segundo o instituto, os ganhos financeiros decorrem da redução dos custos de captação e tratamento, já que um volume menor de água precisa ser produzido para atender à mesma demanda. Os recursos economizados podem ser reinvestidos na expansão e na melhoria dos serviços de saneamento, ampliando o acesso à água tratada.
A redução das perdas para 25% permitiria economizar cerca de 2,8 bilhões de m³ de água por ano, volume equivalente ao consumo anual de 48 milhões de brasileiros. Essa quantidade também seria suficiente para abastecer, por dois anos, os 17,2 milhões de pessoas que vivem em comunidades vulneráveis, afirma o Instituto Trata Brasil.
Além dos benefícios para a população, o estudo aponta impactos positivos para o meio ambiente, como a redução da captação de água dos mananciais, da pressão sobre fontes de abastecimento sobrecarregadas e dos custos de mitigação dos impactos ambientais.





