Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
As operações de fusões e aquisições em projetos de minerais críticos, fundamentais para a transição energética, movimentaram US$ 6 bilhões entre janeiro e outubro de 2026, apontou levantamento da A&M Infra. O montante já supera em mais que o dobro o valor das negociações de todo o ano de 2025, que somaram US$ 2,3 bilhões.
Os dados indicam que 42% dos US$ 8,2 bilhões negociados entre 2025 e 2026, até 2 de outubro, estavam relacionados a projetos de terras raras. Os dois principais anúncios envolveram as aquisições da mineradora Serra Verde, em Minaçu (GO), pela americana USA Rare Earth, no valor de US$ 2,8 bilhões, e o projeto Caldeira, em Caldas (MG), pela australiana Lynas, por US$ 672 mi.
De acordo com a A&M Infra, unidade de negócios da consultoria Alvarez&Marsal, os grupos chineses, na posição de compradores de projetos de minerais críticos, responderam por 30% dos valores negociados. Neste caso, os investidores apostam em produtos minerais diversos, como níquel, alumínio e ouro. Entre as empresas chinesas citadas estão: CMOC, Chalco, MMG, Baiyin e CNMC.
Junior Mining
No Brasil, as mineradoras do segmento de minerais críticos, chamadas de junior mining, levantaram US$ 600 milhões com a emissão de papéis em bolsas estrangeiras, em especial no Canadá e na Austrália, e a injeção direta de capital. Os dados também são da consultoria e foram apurados entre julho de 2025 e outubro de 2026.
Os projetos de minerais críticos, em grande parte, ainda estão na fase de pré-operação, com esforço do empreendedor para avançar com o licenciamento ambiental, a certificação das reservas e o financiamento da planta.





