14/10/2026 | 18h59

Adição de energia eólica e solar no Brasil cai 27% em 2025, diz BNEF

Foto: Domínio público

da Agência iNFRA

O Brasil registrou queda de 27% na adição de capacidade de geração eólica e solar em 2025, passando de quase 24 GW (gigawatts) em 2024 para 17,3 GW no ano passado. Segundo levantamento da BloombergNEF (BNEF), a retração foi impulsionada por restrições na rede elétrica, aumento dos cortes de geração (curtailment) e perda de atratividade econômica dos projetos. O desempenho brasileiro contribuiu para a primeira queda anual nas adições de capacidade de energia limpa na América Latina em mais de uma década.

A expansão da geração eólica foi uma das mais afetadas. As instalações somaram 2 GW em 2025, menos da metade do volume registrado em 2024. A BNEF projeta uma nova redução, para apenas 0,4 GW em 2027, diante da continuidade do curtailment, das incertezas regulatórias sobre compensações aos geradores e das dificuldades de viabilização econômica dos empreendimentos. A recuperação gradual é esperada apenas para o fim da década.

Na geração solar, os sistemas de pequeno porte têm apresentado maior resistência aos cortes de geração, mas também devem registrar desaceleração nas instalações. Segundo a consultoria, a implementação gradual de tarifas de uso da rede mais elevadas, prevista na Lei 14.300/2022, tende a reduzir a atratividade econômica da geração distribuída.

Em contrapartida, o armazenamento de energia em baterias deve se tornar a tecnologia de maior crescimento no setor elétrico brasileiro, segundo a BNEF. A projeção é que as adições anuais ultrapassem 1 GW até 2028, ante 90 MW em 2025. A expansão deve começar por sistemas instalados em unidades comerciais, industriais e residenciais, seguida por projetos de grande porte, impulsionados pelo primeiro leilão brasileiro dedicado à tecnologia, previsto para dezembro de 2026.

Para a América Latina, a consultoria projeta uma recuperação das instalações de energia eólica, solar e armazenamento, com adições combinadas de 29 GW em 2026. O crescimento deverá ser favorecido pela expansão das baterias e pelo avanço de mercados como México e Chile, reduzindo a concentração regional das novas instalações no Brasil.

Tags:

Solicite sua demonstração do produto Boletins e Alertas

Solicite sua demonstração do produto Fornecimento de Conteúdo

Solicite sua demonstração do produto Publicidade e Branded Content

Solicite sua demonstração do produto Realização e Cobertura de Eventos

Inscreva-se no Boletim Semanal Gratuito

e receba as informações mais importantes sobre infraestrutura no Brasil

Cancele a qualquer momento!