04/02/2026 | 17h14

ANTT quer ampliação de ferrovias para reduzir custo logístico do país

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

da Agência iNFRA

Após cinco anos sem novos contratos ferroviários, o governo federal deve retomar ainda neste semestre os leilões de concessão de ferrovias, começando pela EF-118 (Estrada de Ferro 118), que vai ligar o Porto de Vitória (ES) ao Porto do Açu (RJ). Para o diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio, que falou ao EsferaCast nesta quarta-feira (4), a nova Política Nacional de Concessões Ferroviárias marca uma tentativa de reequilibrar a matriz de transportes brasileira, hoje concentrada no modal rodoviário, e reduzir custos logísticos no país.

Segundo ele, atualmente 65% da carga circula por rodovias, enquanto apenas 15% passa por ferrovias, o que encarece o transporte e reduz a competitividade das exportações brasileiras. “Isso tem um desequilíbrio do ponto de vista do custo logístico, o famoso ‘custo Brasil’, que tira um pouco a competitividade do país frente a outros, especialmente na exportação”, afirmou.

Sampaio avalia que a nova política cria previsibilidade para os investidores e destrava uma agenda parada nos últimos anos. “O Brasil ficou cinco anos sem fazer concessões de ferrovias. Com a carteira apresentada, vamos retomar essa agenda já no primeiro semestre”, disse. Além da EF-118, ele citou a Ferrogrão como projeto estratégico para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste em direção aos portos do Norte e do Sudeste.

De acordo com o dirigente, a ampliação das ferrovias deve trazer ganhos econômicos e ambientais. “Uma única locomotiva com diversos vagões tira, em média, 300 caminhões das rodovias”, afirmou. A integração entre rodovias, trilhos e portos, segundo ele, tende a melhorar a eficiência do sistema logístico como um todo.

O presidente da ANTT também defendeu o papel das concessões para elevar a segurança viária. Segundo dados citados por ele, rodovias concedidas registram redução média de 40% no número de acidentes e de 24% na gravidade das ocorrências. “Ganha o poder público, ganha o investidor e ganha o usuário, com mais segurança e melhor infraestrutura”, disse.

Entre os principais desafios, Sampaio apontou o fortalecimento institucional das agências reguladoras, especialmente no campo orçamentário. “Temos maturidade de governança, mas temos o desafio da autonomia financeira”. Só assim, de acordo com o diretor é possível ter mais eficiência no trabalho da ANTT. “Uma entrega maior de fiscalização, de contratos de rodovias, de ferrovias, enfim, modo geral que realmente o usuário sinta o que está acontecendo”.

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