Bruno Eustáquio deve ser o número 2 no MME; Barral e Gentil também podem assumir secretarias na pasta

Leila Coimbra, da Agência iNFRA

Bruno Eustáquio deve ser nomeado em breve para o cargo de secretário-executivo no Ministério de Minas e Energia, disseram fontes. A publicação no Diário Oficial da União pode sair ainda nesta semana

Eustáquio é ex-secretário-executivo adjunto de Minas e Energia, e ex-secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura. Formado pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), do estado do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, é servidor com carreira na área de infraestrutura, com passagem por vários ministérios e Presidência da República, em vários governos. 

A escolha do ministro para o cargo já vinha sendo ventilada nos bastidores há alguns dias, e o nome tem o apoio do setor. Deve ser bem recebido pelo mercado, se oficializado, disseram os agentes consultados. Mas tem recebido críticas de sindicalistas e integrantes de alas mais à esquerda do PT.

Outras secretarias
O ministro Silveira também já teria se decidido por outros dois nomes para o MME: o presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Thiago Barral, para a Secretaria de Planejamento Energético; e o superintendente da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), Gentil Nogueira de Sá, para a Secretaria de Energia Elétrica.

Esses dois cargos exigem um perfil mais técnico. Barral e Gentil cumprem os requisitos e também deverão agradar ao setor, segundo executivos consultados pela Agência iNFRA.

Vaga na EPE
Já a EPE está sem indicação para o seu comando. Cogitava-se, anteriormente, que o coordenador da área de energia do gabinete de transição, Maurício Tolmasquim, assumiria a estatal de planejamento. Tolmasquim foi o primeiro presidente da empresa, assim que ela foi criada, em 2005, no primeiro mandato de Lula. E ficou por 11 anos no cargo, até 2016.

Agora, diz-se que o professor Maurício não retornará à EPE, mas deverá assumir uma outra função no governo. Não disseram qual seria.

Pressões políticas
Existe pressão política para que ocorram indicações não-técnicas para o segundo escalão do Ministério de Minas e Energia, como o ex-deputado federal Marcelo Ramos, do Amazonas. O PSD, partido do ministro, gostaria de acomodar Ramos, que defendeu pautas do setor elétrico na Câmara e está sem mandato, já que não conseguiu a reeleição. 

Mas Silveira tem dito a interlocutores que precisa de um secretariado técnico, uma vez que ele próprio não possui intimidade com os setores de energia e mineração.

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