09/01/2026 | 15h15  •  Atualização: 09/01/2026 | 15h16

Carga aérea global cresce 5,5% em novembro e mantém ritmo forte em 2025

Foto: Domínio público

da Agência iNFRA

A demanda global por carga aérea manteve crescimento consistente em novembro de 2025, com alta de 5,5% na comparação anual, segundo dados divulgados pela Iata (Associação de Transporte Aéreo Internacional). Nas operações internacionais, o avanço foi ainda maior, de 6,9%.

A capacidade global, medida em toneladas-quilômetro disponíveis, cresceu 4,7% em relação a novembro de 2024, com expansão de 6,5% nos voos internacionais. O resultado aponta para um mercado ainda pressionado pela forte demanda, especialmente em rotas internacionais.

De acordo com a Iata, o desempenho foi impulsionado pela busca dos embarcadores por entregas mais rápidas no período que antecede as festas de fim de ano. A entidade também destaca que a resiliência do setor no quarto trimestre ocorreu apesar de ajustes no comércio global, influenciados por mudanças tarifárias e redirecionamento de fluxos comerciais.

Entre os fatores do ambiente operacional, o comércio global de bens avançou 3,2% em outubro, na comparação anual. Já os preços do combustível de aviação subiram 5,9% em novembro, pressionados por restrições na capacidade de refino e por sanções da União Europeia a derivados russos, mesmo com a queda do preço do petróleo bruto. O sentimento da indústria manufatureira global também apresentou melhora, com o PMI atingindo 51,17 pontos em novembro, embora os novos pedidos de exportação tenham permanecido abaixo do nível de expansão.

No recorte regional, as transportadoras da África registraram o maior crescimento da demanda por carga aérea, com alta de 15,6% em novembro, enquanto a capacidade avançou 18,1%. No Oriente Médio, a demanda cresceu 7,4%, com expansão de 11% na oferta. As companhias europeias tiveram aumento de 5,8% na demanda e de 4,1% na capacidade.

Na contramão, as transportadoras da América do Norte apresentaram queda de 1,6% na demanda e redução de 2,3% na capacidade. A América Latina e o Caribe tiveram o pior desempenho regional, com retração de 4,8% na demanda e recuo de 3,0% na oferta.

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