da Agência iNFRA
Especialistas e entidades reguladoras defenderam a atualização urgente das normas de segurança para sistemas de armazenamento de energia em baterias no Brasil, em meio à expansão acelerada do setor. O tema foi debatido em evento realizado na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, que reuniu representantes do Inmetro, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), da NFPA (Associação Nacional de Proteção contra Incêndio) e da ABPP (Associação Brasileira de Prevenção Passiva).
Durante o encontro, testes práticos apresentados pelo Mackenzie indicaram diferenças relevantes de segurança entre equipamentos disponíveis no mercado, especialmente em situações de descontrole térmico (thermal runaway). Segundo os participantes, a regulação atual não é suficientemente restritiva para garantir a proteção de usuários e equipes de emergência.
Como encaminhamento, os especialistas propuseram quatro frentes prioritárias: definição de requisitos mínimos obrigatórios para os produtos, certificação com ensaios mais rigorosos, criação de normas específicas de instalação e fortalecimento da fiscalização de mercado. O Inmetro deve abrir ainda em março uma agenda de trabalho para revisar portarias vigentes e elevar o nível de exigência técnica no país.





