03/02/2026 | 18h46  •  Atualização: 03/02/2026 | 19h51

Especialistas cobram clareza em comunicação da ANEEL sobre tarifa branca

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

da Agência iNFRA

Especialistas em comunicação cobraram clareza da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) em sua estratégia de divulgação da nova “tarifa branca” – atualmente em consulta pública pela reguladora. As declarações foram feitas durante o workshop sobre a nova modalidade tarifária nesta terça-feira (3).

A fundadora da empresa Comunica Simples, Heloísa Fischer, afirmou que simplificar a comunicação é “um ato de misericórdia, não só de garantia de transmissão da informação”. “Precisão técnica é uma coisa, preciosismo técnico é outra. Formalidade é uma coisa, formalismo é outra. Acho que, quando falamos de clareza, estamos falando de uma mudança de cultura”, disse.

Para a sócia e diretora da Agência iNFRA, Leila Coimbra, a linguagem técnica do setor elétrico e da ANEEL dificultam a transmissão da informação pelo jornalismo. “É uma luta contra o cronômetro e é um sacrifício pegar textos enormes, em uma linguagem própria. […] O jornalista é a ponte, ele que vai ouvir o que acontece e transmitir a informação. Esse papel é muito importante e difícil, porque a cada dia precisa ser mais rápido e eficiente”, declarou.

O ponto foi endossado pela representante do conselho dos consumidores da DME Poços de Caldas, Arlene Mareca, presente no Workshop. “Para os consumidores, é preciso uma mensagem simples, clara e com credibilidade perante à sociedade. […] Se não tiver clareza nas especificações para tratar com o consumidor, ele vai descredibilizar sim. E aí vão haver ‘espertalhões’ dentro do setor ou [que usam] essas tecnologias de comunicação que começam a criar factóides para descredibilizar as entidades e as instituições”, disse.

Já o diretor executivo da FSB Comunicação, Leonardo Zanelli, chamou atenção para o tempo de adaptação ao novo modelo. “Tempo e transparência são fundamentais para evitar crises. […] Explicar como vai funcionar, pode abaixar, pode subir [a conta de luz]”, afirmou.

A proposta da reguladora prevê a inclusão na modalidade da tarifa branca de 2,5 milhões de unidades que consomem acima de 1 MWh (megawatt-hora) por mês ainda em 2026. A minuta em consulta pública prevê a migração obrigatória dos consumidores nessa faixa de consumo.

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