25/09/2025 | 20h08  •  Atualização: 25/09/2025 | 20h12

Motoristas e preço do diesel dificultam transporte de passageiros, diz CNT

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

da Agência iNFRA

O transporte intermunicipal de passageiros enfrenta dois entraves: a escassez de motoristas qualificados e o preço do diesel. Os dados constam na pesquisa “CNT Perfil Empresarial – Transporte Rodoviário Intermunicipal de Passageiros 2025”, divulgada na quarta-feira (24) pela CNT (Confederação Nacional do Transporte).

Segundo o levantamento, 66,2% dos empresários apontam a falta de motoristas como a principal carência do setor, reflexo da baixa atratividade da profissão e da ausência de profissionais com experiência e treinamento adequado. Já 55,4% consideram o preço do combustível o maior desafio, em um contexto em que 99,2% da frota ainda depende do diesel.

Outro ponto de preocupação é a concorrência com o transporte clandestino, citado por 58,5% dos entrevistados como uma ameaça relevante para os próximos três anos. A prática, além de desequilibrar o mercado, compromete a segurança dos passageiros.

Apesar das dificuldades, o segmento continua a desempenhar papel essencial para a integração regional e o desenvolvimento socioeconômico. Diariamente, cerca de 7,4 milhões de pessoas utilizam o serviço para se deslocar entre municípios. A pesquisa mostra que 44,6% das rotas partem de cidades com até 400 mil habitantes, enquanto 31,8% têm como destino municípios de pequeno porte, com até 20 mil moradores.

“As linhas intermunicipais de passageiros têm uma importância social enorme. São elas que permitem que moradores de pequenas cidades possam estudar, trabalhar e acessar serviços de saúde em centros maiores. O transporte coletivo garante cidadania e desenvolvimento regional”, afirmou Vander Costa, presidente do Sistema Transporte.

O estudo também revela a predominância de empresas tradicionais: 83,1% atuam no setor há mais de 20 anos e 85,4% são de gestão familiar. Muitas delas também diversificam suas atividades, participando de segmentos como o fretamento (78,6%) e o transporte rodoviário de cargas (32,1%).

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