da Agência iNFRA
Os gastos com logística no Brasil devem alcançar R$ 2,2 trilhões em 2026, o equivalente a 16,1% do PIB, segundo projeção do Ilos (Instituto de Logística e Supply Chain). O levantamento aponta que os custos logísticos permanecem em um patamar elevado desde 2022, pressionados principalmente pelas despesas com estoques e pelas taxas de juros.
De acordo com o instituto, enquanto os custos de transporte oscilam em torno de 9% do PIB desde 2020, as despesas com estoques passaram de 2,9% do PIB naquele ano para 5% em 2022, chegando a 5,6% em 2023 e 2025. Segundo o sócio-diretor do ILOS, Maurício Lima, a manutenção da Selic em níveis elevados encarece o capital imobilizado em mercadorias.
Uma pesquisa realizada pelo instituto no primeiro semestre de 2026, com mais de 100 das maiores empresas industriais e varejistas do país, mostrou que os custos logísticos representam, em média, 9,5% da receita líquida das companhias. O percentual chega a 19,8% no setor de materiais de construção, enquanto tecnologia e telecomunicações registram o menor peso, de 3%.
Para 2027, 69% das empresas consultadas esperam aumento nos custos de transporte, com alta média projetada de 9,6%. Na armazenagem, 44% preveem elevação das despesas, com crescimento médio de 5,7%. Já os custos de estoque devem subir, na avaliação de 31% das companhias, com aumento médio estimado de 7%.
Segundo Lima, o cenário indica uma mudança estru





