da Agência iNFRA
O impacto da reoneração da folha de pagamento no setor de transporte rodoviário de cargas pode chegar a 3% ao ano, quando considerada a soma das duas etapas do processo – a segunda fase está em vigor desde 1º de janeiro deste ano. O impacto médio direto da nova etapa chega a 1,5% ao ano.
As informações são do Decope (Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas), da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), que realizou as simulações e concluiu que o patamar do impacto equivale a cerca de 60% do lucro médio do setor responsável por mais de 65% da logística nacional.
O fim da desoneração restabelece gradualmente a contribuição previdenciária de 20% sobre a folha, aumentando os custos das empresas, o que, segundo a associação, “tende a pressionar o valor do frete e, consequentemente, os preços de bens essenciais”. A entidade afirma que, de acordo com pesquisa recente, há uma defasagem média acima de 10% entre o frete praticado e o custo real das operações, e que o setor não é capaz de absorver novos custos.
Em nota oficial, a NTC&Logística aponta que, sem a recomposição do frete, a nova etapa da reoneração refletirá na cadeia produtiva e terá impacto inflacionário. A medida também pode causar “prejuízos aos investimentos necessários para manter e aprimorar a qualidade e a segurança dos serviços prestados”.





