da Agência iNFRA
Maior produtor e exportador de petróleo do país, o estado do Rio de Janeiro terá perda de arrecadação significativa se confirmada a tarifa geral de 50% do governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Levantamento produzido pelo Cedeplar, da (UFMG) Universidade Federal de Minas Gerais estima que a perda do governo local pode chegar a R$ 830 milhões, puxada não só pelas dificuldades com as cargas de petróleo, mas também de aço, itens mais enviados pelo estado aos EUA.
No caso do petróleo, o Rio respondeu por 87% da produção nacional em 2024 conforme o Anuário do Petróleo no Rio da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) e, historicamente, por mais de 70% das exportações a outros países.
Considerando toda a pauta exportadora, o Rio é o segundo maior estado vendedor para os EUA, ficando atrás apenas de São Paulo. Em 2024, o Rio importou R$ 8,9 bilhões dos Estados Unidos, e exportou R$ 7,4 bilhões.
Em relação a empregos formais diretos, a indústria de petróleo e gás emprega cerca de 40 mil pessoas no estado. Já metalurgia fluminense possui 48 mil empregados.
Segundo a Firjan, 48 municípios fluminenses poderão ser atingidos pelo tarifaço dos EUA. Entre os mais prejudicados com a medida estão a capital, Rio de Janeiro, e os municípios de Duque de Caxias, São João da Barra, Macaé e Volta Redonda.
“A Firjan vê com grande preocupação a possível implementação das medidas e defende a intensificação do diálogo, da negociação em busca de uma solução satisfatória para ambos os lados. Essa imprevisibilidade é prejudicial para todos, principalmente para as pequenas e médias empresas fluminenses. Também defendemos a postergação do prazo de negociação para obter o acordo entre as duas partes, se necessário”, disse em nota o presidente da federação, Luiz Césio Caetano.





