18/09/2025 | 17h32  •  Atualização: 19/09/2025 | 18h53

Braskem avança no mercado livre de gás e quer migração total até 2026

Foto: Braskem/Divulgação

Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA

Em linha com o movimento de grandes consumidores de gás natural, a petroquímica Braskem tem migrado gradualmente o consumo de suas plantas no ABC Paulista, na Bahia e no Rio Grande do Sul para o mercado livre da molécula. Segundo o diretor de Energia e Descarbonização Industrial da companhia, Gustavo Checcucci, a ideia é concluir essa migração até o fim de 2026 e, ao longo desse exercício, alcançar 90% do fornecimento nessa modalidade.

As unidades da Braskem no país consomem hoje um total de 2 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Pouco menos da metade desse volume já vem do mercado livre, sendo o restante suprido pelo mercado regulado. O acesso ao mercado livre acontece hoje por meio de seis contratos geridos pela comercializadora de energia elétrica e gás da Braskem, a Voqen, que providencia o acesso à molécula e seu transporte. A previsão é bater 1 milhão de m³/dia no mercado livre em outubro.

Todo o gás que alimenta as unidades no Polo Petroquímico do Grande ABC, em São Paulo, e de Triunfo, no Rio Grande do Sul já vem do mercado livre. E a migração já foi iniciada na regional da Bahia: na chamada planta Q1 será gradual: a primeira fase, com 50 mil m³/dia, foi iniciada em 1º de setembro. Já a segunda etapa, de 300 mil m³/dia, ocorrerá em janeiro de 2026. O consumo total da unidade é de 900 mil m³/dia.

São Paulo e Rio Grande do Sul
No parque do ABC Paulista, que envolveu as plantas Q3, PE7 e PP4, a migração para o mercado livre já foi concluída, alcançando mais de 700 mil m³/dia de gás nessa modalidade. Já no Rio Grande do Sul, a planta Q2 iniciou sua operação no mercado livre em 1º de agosto de 2025, com consumo de 350 mil m³/dia e economia estimada em R$ 2 milhões por mês.

O movimento, diz Checcucci, trouxe ganhos relevantes como redução de penalidades, acesso a gás competitivo e otimização contratual, servindo de base para os novos projetos em outras regiões. Em termos de custo, a economia varia de 5% a 25% nas unidades migradas na comparação com o mercado regulado. Já as penalidades, previstas em contrato, estão ligadas à programação e operação dos volumes diários contratados por clientes da Voqen, que ficam suavizadas em função dos maiores volumes agora manejados pela comercializadora.

Além desses ganhos de eficiência e competitividade, o executivo destaca que essa mudança está alinhada ao compromisso global da companhia de reduzir em 15% as emissões de gases de efeito estufa até 2030.

“Nossa meta é migrar todas as plantas industriais da Braskem para o mercado livre até o final de 2026, seguindo um roadmap definido junto à nossa liderança. Esse é um passo decisivo para garantir mais flexibilidade, competitividade e sustentabilidade às nossas operações”, diz Checcucci.

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