08/10/2025 | 15h42  •  Atualização: 08/10/2025 | 15h56

Estradas vicinais demandam R$ 12,6 bi para elevar padrão de qualidade

Arte: CNA/Reprodução

da Agência iNFRA

O investimento necessário para elevar o padrão de qualidade de 101 mil km de estradas vicinais localizadas em regiões altamente prioritárias para o agronegócio é de R$ 12,6 bilhões, aponta o estudo “Panorama das Estradas Vicinais no Brasil“. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (8), pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

O montante seria demandado para elevar de ‘ruim’ para ‘superior’ o padrão destas vias, que passariam a ter um custo de manutenção de R$ 131 mil por km/ano. Estradas vicinais de “alta qualidade” reduziriam em 1 milhão de toneladas/ano as emissões de CO2. Já para adequar as estradas vicinais a um padrão mínimo de qualidade, haveria necessidade de um aporte de R$ 4,9 bilhões.

Segundo a assessora técnica da Comissão Nacional de Logística e Infraestrutura da CNA, Elisangela Pereira Lopes, o valor não só é viável, como também “estratégico”. A quantia representa um terço do prejuízo anual com custos operacionais (combustível, manutenção, insumos, mão de obra) causados pelas más condições dessas vias, o que chega a R$ 16,2 bilhões.

Neste caso, o custo anual de manutenção seria de R$ 35 mil por km, considerando 177 mil km de estradas terciárias – estradas vicinais não pavimentadas e com largura suficiente para dois veículos em sentido oposto ao mesmo tempo – também em regiões altamente prioritárias. Essas vias fazem a ligação das propriedades rurais com os grandes corredores logísticos e são importantes para o escoamento da produção até os portos ou centros de distribuição.

O Brasil tem um total de 367 mil km de estradas vicinais terciárias. O investimento necessário para toda essa extensão a um padrão mínimo, segundo o estudo da CNA, seria de R$ 10 bilhões por ano. A melhoria nestas vias levaria a uma redução de R$ 6,4 bilhões por ano nos custos operacionais.

O estudo foi feito em parceria com a Esalq-Log (Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior da Agricultura Luiz de Queiroz), por meio de análise de bases públicas, com informações da CNT (Confederação Nacional do Transporte), do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) e da plataforma colaborativa OSM (OpenStreetMap).

Também foram realizadas visitas de campo a oito microrregiões brasileiras dos estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Paraná. Os pesquisadores percorreram mais de 1.200 quilômetros e ouviram 150 pessoas, incluindo produtores rurais e secretários municipais de infraestrutura e agricultura.

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