da Agência iNFRA
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) recomenda que o governo adote testes de viabilidade e análises de custo-benefício antes de avançar com qualquer projeto no novo ciclo do Planejamento Integrado de Transportes. A medida integra o estudo Planejamento de Transportes e as Novas Rotas de Integração Logística na América do Sul, divulgado nesta terça-feira (18), que aponta falhas estruturais na política de infraestrutura e defende maior rigor técnico na seleção e execução de obras.
O levantamento destaca que gargalos como estradas deterioradas, ferrovias sucateadas, portos saturados e baixa articulação entre modais comprometem a competitividade da indústria. Cita ainda obras que se arrastam há décadas sem projeto básico adequado, como a Ferrovia Transnordestina. Para a CNI, modernizar a infraestrutura de transportes é “vetor de desenvolvimento econômico e social”, afirma o presidente Ricardo Alban.
Dados do TCU mostram que 220 obras federais de transporte estão paralisadas — 19% do total. Essas interrupções, observa Alban, elevam custos logísticos e atrasam o escoamento de cargas. A CNI também reforça que o país investe pouco e de forma ineficiente: nos últimos 20 anos, os aportes em logística ficaram entre 0,4% e 0,7% do PIB, longe do necessário (2,2%).
As recomendações do estudo buscam subsidiar o PNL (Plano Nacional de Logística) 2050, em elaboração pelo governo. A publicação também mapeia cinco rotas estratégicas de integração logística na América do Sul e aponta fragilidades nos critérios de escolha dos projetos conduzidos pelo governo, defendendo maior transparência, melhor governança e análises robustas de custo-benefício no novo ciclo do PIT (2024-27).





