da Agência iNFRA
Cerca de 18,5 milhões de passageiros que utilizaram a aviação comercial no Brasil enfrentaram atrasos superiores a três horas ou cancelamentos de voos em 2025, segundo levantamento da AirHelp, empresa que monitora dados de transporte aéreo e presta assessoria a viajantes em pedidos de compensação. O total representa 18% dos 105 milhões de passageiros que embarcaram em voos com partida de aeroportos brasileiros no período.
O número é 7% menor que o registrado em 2024, quando 19,9 milhões de pessoas foram impactadas. A redução foi puxada principalmente pela queda nos cancelamentos.
De acordo com o relatório, 2,7 milhões de passageiros tiveram voos cancelados em 2025, recuo de 41% em relação aos 4,1 milhões do ano anterior. Já os atrasos prolongados atingiram 982 mil pessoas, patamar semelhante ao de 2024.
No total, 129,6 milhões de passageiros embarcaram ou desembarcaram no país ao longo do ano. Desses, 105 milhões viajaram em cerca de 784 mil voos com origem em aeroportos brasileiros.
Entre os terminais com maior movimento, o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, liderou em volume, com mais de 21 milhões de passageiros. Segundo o levantamento, 77% das partidas ocorreram no horário previsto. Brasília apresentou o melhor índice de pontualidade, com 88% dos voos dentro do cronograma, seguida por Fortaleza (86%), Campo Grande (85%), Salvador (85%), Santos Dumont, no Rio de Janeiro (85%), e Cuiabá (84%).
A análise também indica variações ao longo do ano. Dezembro foi o mês com maior proporção de problemas, com 31% dos passageiros afetados por atrasos ou cancelamentos. O dia 10 de dezembro concentrou o pior desempenho, quando 69% dos voos registraram algum tipo de interrupção. Março teve o cenário mais favorável, com 13% de passageiros impactados.
Entre as rotas domésticas, o trecho Palmas–Goiânia apresentou a maior pontualidade, com 97% das viagens no horário. Já a ligação entre São Paulo (Guarulhos) e Munique registrou o maior índice de atrasos, afetando 61% dos passageiros. A maior taxa de cancelamentos foi observada na rota Porto Velho–Rio Branco, com 22% das viagens suspensas.
Com base nas regras de compensação adotadas no Brasil e em outros países, a empresa estima que cerca de 2,2 milhões de passageiros teriam direito a solicitar indenização por problemas ocorridos em 2025.





