Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
Em reunião com delegações de 54 países, auxiliares diretos do presidente Donald Trump ofereceram recursos aos governos que decidirem apoiar a estratégia americana de fortalecer a cadeia global de suprimento de minerais críticos. A chamada “Reunião Ministerial sobre Minerais Críticos de 2026” ocorreu na quarta-feira (4), em Washington (D.C).
“Minerais críticos e terras raras são essenciais para nossas tecnologias mais avançadas e se tornarão ainda mais importantes à medida que a inteligência artificial, a robótica, as baterias e os dispositivos autônomos transformarem nossas economias”, ressalta o governo americano, em comunicado oficial divulgado pela Embaixada dos EUA no Brasil nesta quinta-feira (5).
Do lado do governo americano, a reunião contou com a participação do secretário de Estado, Marco Rubio, do vice-presidente, JD Vance, do secretário do Tesouro, Scott Bessent, do secretário do Interior, Doug Burgum, do secretário de Energia, Chris Wright, e do representante do Comércio dos EUA, embaixador Jamieson Greer.
Na lista de países participantes, a China não foi citada. Contudo, o país asiático é reconhecido por liderar a exploração e dominar as etapas de processamento de grande parte dos minerais críticos, conferindo poderes para interferir no preço e na dinâmica do mercado.
Sem fazer referência direta aos chineses, o governo americano mostrou que está atento aos riscos comerciais. “Atualmente, esse mercado é altamente concentrado, tornando-se uma ferramenta de coerção política e interrupção da cadeia de suprimentos, colocando nossos interesses fundamentais em risco”, registrou o comunicado.
O governo dos EUA ressaltou que a estratégia é “desenvolver novas fontes de suprimento, fomentar redes seguras e confiáveis de transporte e logística, e transformar o mercado global em um mercado seguro, diversificado e resiliente de ponta a ponta”.
De acordo com a Embaixada dos EUA no Brasil, onze novos acordos bilaterais ou memorandos de entendimento sobre minerais críticos foram assinados, incluindo os seguintes países: Argentina, Emirados Árabes Unidos, Equador, Filipinas, Guiné, Paraguai, Peru e Uzbequistão. Outros dez documentos semelhantes foram assinados nos últimos cinco meses, informou.
“Os Estados Unidos estão demonstrando uma liderança sem precedentes na diplomacia de minerais críticos. Esses acordos-quadro estabelecem as bases para que as nações colaborem na superação de desafios de precificação, estimulem o desenvolvimento, criem mercados justos, preencham lacunas nas cadeias de suprimentos prioritárias e expandam o acesso ao financiamento”, destacou o comunicado.
O governo dos EUA informou que apoiou projetos com mais de US$ 30 bilhões em cartas de interesse, investimentos, empréstimos e outros tipos de apoio nos últimos seis meses. O Brasil é citado por ter firmado parceria de US$ 565 milhões para extração de terras raras leves e pesadas por meio da Corporação Financeira dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (DFC).





