da Agência iNFRA
O Grupo Serra Verde – único em estágio avançado de produção de elementos de terras raras no Brasil – firmou um financiamento de US$ 565 milhões com a Corporação Financeira dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, a DFC.
O acordo, mencionado em comunicado oficial do governo dos EUA, divulgado nesta quinta-feira (5), após encontro com delegações de 54 países para discutir a segurança na cadeia global de suprimento de minerais críticos, prevê, entre outros pontos, a possibilidade de o governo norte-americano adquirir uma participação acionária minoritária na companhia.
Os recursos do financiamento serão destinados ao refinanciamento de linhas de crédito existentes em condições mais favoráveis e à otimização das operações no Brasil, incluindo a ampliação da capacidade produtiva, a redução estrutural de custos e o aprimoramento da qualidade do produto para atendimento de novos mercados.
O grupo ressaltou que o projeto de otimização, integralmente financiado, está dentro do orçamento e adiantado em relação ao cronograma. A expectativa é alcançar, até o final de 2027, uma capacidade de produção de 6.500 toneladas de Treo (Óxido Total de Terras Raras).
Para o CEO da Serra Verde, Thras Moraitis, o financiamento representa o reconhecimento da relevância estratégica da companhia no cenário global e reforça a construção de cadeias de suprimento independentes.
“Esperamos trabalhar em conjunto para a construção de novas cadeias de valor independentes. Aplaudimos a atuação decisiva e significativa da administração [DFC] ao garantir que fornecedores de alta qualidade, como a Serra Verde, tenham condições de alcançar escala e competir globalmente. O compromisso de grande porte da DFC, de quase US$ 600 milhões, assegura um futuro promissor para a Serra Verde e para diversas empresas downstream que dependem de nossas terras raras”, disse Moraitis.




