da Agência iNFRA
O projeto BioProLat do SGB (Serviço Geológico do Brasil) propõe alternativas para identificar a presença de cobalto – mineral crítico usado em baterias e em superligas para turbinas de aviões – por meio da exposição a microrganismos. A pesquisa foi desenvolvida em parceria com o BGR (Instituto Federal de Geociências e Recursos Naturais da Alemanha) e o Cetem (Centro de Tecnologia Mineral).
A técnica, chamada de biolixiviação, é considerada pela estatal como alternativa para viabilizar a produção de cobalto no Brasil, atrelando aspectos de maior eficiência econômica e menor impacto ambiental.
O SGB ressalta que, atualmente, o Brasil não produz cobalto, apesar de ter identificado depósitos dessa substância. O fornecimento global de minérios de cobalto e concentrados ocorre basicamente na República Democrática do Congo.
“O projeto permite aumentar a extração de metais em minas existentes, converter minérios não utilizados em reservas, gerando valiosas fontes de matéria-prima como cobalto e níquel”, explica o pesquisador do SGB José Luciano Stropper, um dos autores da publicação, por meio de nota.
Stropper defende que existe uma necessidade “urgente” de novos métodos de extração para cobalto e níquel para atender à demanda por sistemas de energia limpa e renovável.





