da Agência iNFRA
A estatal Eletronuclear, que controla as usinas de Angra 1 e 2, encerrou o ano de 2025 com prejuízo líquido de R$ 142 milhões. De acordo com a empresa, o resultado veio principalmente de efeitos regulatórios e contábeis, sem qualquer relação com alguma defasagem operacional da companhia.
Em nota, a Eletronuclear explicou que o principal impacto veio do ajuste da Parcela A de combustível, no valor aproximado de R$ 600 milhões, aplicado no reajuste tarifário de 2025 pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), resultando em redução de cerca de 13% da receita bruta, que passou de R$ 4,8 bilhões em 2024 para R$ 4,2 bilhões em 2025.
De acordo com a estatal, esse componente tem natureza não gerenciável e funciona como repasse de custos, sem geração de margem para a concessionária. Apesar da redução de custos operacionais e do resultado financeiro positivo do fundo de descomissionamento, que gerou cerca de R$ 400 milhões, os efeitos não compensaram integralmente os impactos regulatórios do período.
Para 2026, a expectativa é de melhoras nos resultados, uma vez que o reajuste tarifário já aprovado contemplou a recomposição da Parcela A e acréscimo extraordinário na Parcela B, totalizando incremento estimado de aproximadamente R$ 600 milhões na receita regulatória, representando aumento da ordem de 17% para o exercício.
“Combinadas às medidas de eficiência operacional e financeira em curso, essas iniciativas sustentam a expectativa de retomada do lucro líquido em 2026, reforçando a trajetória de recuperação econômico-financeira da companhia”, disse a estatal.





