da Agência iNFRA
O 4º leilão do programa Eco Invest Brasil mobilizou R$ 13,2 bilhões para projetos de bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura, com cerca de R$ 9 bilhões direcionados à Amazônia Legal. A rodada marca a primeira incorporação dos pilares do PNDBio (Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia) ao programa federal de financiamento climático e transformação ecológica.
O leilão foi coordenado pelos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima e contou com a participação de oito instituições financeiras, entre bancos públicos e privados. Foram homologados R$ 3,1 bilhões em capital catalítico público, capazes de alavancar investimentos quatro vezes maiores por meio do modelo de blended finance, que combina recursos públicos e privados.
Na prática, o Tesouro Nacional empresta recursos às instituições financeiras a juros de 1% ao ano, exigindo que cada R$ 1 público mobilize ao menos R$ 3 em capital privado, sendo 60% oriundos de investidores estrangeiros. Do total previsto, R$ 7,2 bilhões devem vir do mercado internacional e R$ 2,9 bilhões do mercado doméstico.
A maior parte dos recursos destinados à Amazônia Legal será aplicada em infraestrutura sustentável, especialmente nas áreas de energia, saneamento, conectividade e logística de baixo carbono. Segundo o governo, cerca de R$ 7,9 bilhões serão direcionados a esse eixo, considerado estratégico para reduzir gargalos históricos da região.
Projetos ligados à sociobioeconomia, bioindustrialização, manejo florestal e turismo sustentável também foram contemplados. A sociobioeconomia receberá R$ 1,9 bilhão, voltados principalmente a povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares. Já a bioindustrialização concentrará R$ 2 bilhões em investimentos.






