da Agência iNFRA
O consumo de diesel B deve chegar a 70,8 milhões de m3 em 2026, um crescimento de 1,9% na comparação anual, conforme projeção apresentada pela StoneX, empresa que atua com serviços financeiros internacionais. A estimativa, que corresponde a um recorde, é impulsionada pela safra e pelo aumento de exportações e do transporte rodoviário, segundo o relatório.
O resultado indica uma recuperação do consumo. No primeiro bimestre do ano, a variação na demanda foi negativa (-1,7%), devido ao atraso na colheita da soja e à antecipação das compras em 2025 para evitar o aumento do ICMS de janeiro. Já em março, dados como o fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas – que teve um aumento de 7,5% – já mostram uma retomada no transporte de cargas.
Na dinâmica de oferta, o relatório da StoneX aponta uma alta de 4,5% na produção nacional de diesel A no primeiro trimestre, com as refinarias ampliando a oferta ante as incertezas globais. De acordo com Bruno Cordeiro, especialista de Inteligência de Mercado, “a expectativa agora é de queda nas importações, que devem somar 17,2 milhões de m3 em 2026 (-0,6%), reduzindo a participação do produto importado no consumo total”.
Biocombustíveis
A demanda por biodiesel deve ter um crescimento de 7,2% em 2026, chegando a 10,4 milhões de m3, empurrada pela mistura maior (B15), além da própria dinâmica econômica e a busca por reduzir a dependência externa, segundo Isabela Garcia, analista de Inteligência de Mercado.







