da Agência iNFRA
A carga aérea brasileira entrou em uma nova fase de desenvolvimento, impulsionada pelo crescimento de 43% das exportações pelo modal no primeiro trimestre de 2026. É o que diz a FuMTran (Fundação Memória do Transporte), que acredita que o avanço reflete a consolidação do transporte aéreo como componente estratégico das cadeias produtivas de maior valor agregado, deixando de atender apenas operações urgentes e pontuais.
De acordo com a entidade, a expansão foi impulsionada pela demanda internacional, pelo crescimento do comércio eletrônico e pelo aumento da participação de aeronaves cargueiras. Setores como tecnologia, farmacêutico, eletrônicos e componentes industriais estão entre os principais beneficiados, em um cenário em que rapidez, segurança e previsibilidade se tornaram diferenciais competitivos. A FuMTran destaca ainda o papel de polos logísticos como Manaus, Guarulhos e Viracopos na movimentação de cargas de alto valor agregado e no fortalecimento da conexão do Brasil com mercados internacionais.
A fundação avalia, no entanto, que a continuidade desse crescimento dependerá da integração entre os diferentes modais de transporte. Segundo a instituição, a competitividade da carga aérea exige conexões eficientes com rodovias, centros de distribuição, terminais alfandegados e portos, além de investimentos em infraestrutura, modernização tecnológica e simplificação de processos para consolidar a inserção do país nas cadeias globais de valor.






