da Agência iNFRA
As vendas de cimento no Brasil somaram 6,2 milhões de toneladas em julho, alta de 2,5% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo o SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento). No acumulado do ano, as comercializações alcançaram 39 milhões de toneladas, avanço de 2,3% na comparação anual.
O Norte e o Nordeste mantiveram crescimento mais expressivo, enquanto as demais regiões registraram estabilidade, com exceção do Sul, afetado pelas fortes chuvas.
De acordo com o SNIC, a queda da taxa de desemprego para 5,4% e o recorde de 103,1 milhões de pessoas ocupadas sustentaram a demanda, mas o elevado endividamento das famílias e a inadimplência recorde de 83,7 milhões de brasileiros limitaram o consumo.
No segmento da construção, a confiança das empresas de edificações residenciais avançou, enquanto o mercado de materiais de construção continuou em retração.
A entidade também destacou que o setor segue avançando em sua estratégia de descarbonização por meio do Roadmap Net Zero. Entre as iniciativas, a indústria aposta em soluções baseadas na natureza para compensação de emissões de carbono, alternativa considerada mais econômica que tecnologias de captura de carbono.
Segundo o SNIC, apesar da resiliência das vendas, o ambiente de juros elevados, inflação, escassez de mão de obra e incertezas no cenário internacional continuam entre os principais desafios para a atividade.





