25/08/2026 | 14h53

Frete rodoviário cai 2,7% em julho e chega a R$ 0,403 por tonelada/km

Foto: Nigel Tadyanehondo/Unsplash

da Agência iNFRA

O preço médio do frete rodoviário no Brasil recuou 2,7% em julho, na comparação com o mês anterior, segundo o IFP (Índice Frete.com de Preços). O valor encerrou o mês em R$ 0,403 por tonelada/km rodado. Apesar da queda mensal, o preço ainda está 17,2% acima do registrado em julho de 2025, quando a média era de R$ 0,344.

Segundo a Frete.com, a redução de julho foi influenciada principalmente pelo comportamento do diesel. A queda do combustível diminuiu os custos variáveis do transporte, com impacto maior sobre as operações realizadas em distâncias mais longas. No período, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) também reduziu de R$ 7,35 para R$ 6,97 o preço de referência do diesel S-10 utilizado no cálculo do piso mínimo do frete.

O valor médio caiu em quatro das cinco regiões do país. O Sudeste apresentou o maior recuo, de 2,9%, e permaneceu como a região com o frete mais caro, a R$ 0,430 por tonelada/km. O Nordeste teve queda de 2,7%, para R$ 0,363, enquanto o Sul recuou 2,6%, para R$ 0,381. No Centro-Oeste, a redução foi de 0,3%, para R$ 0,342.

O Norte foi a exceção, com alta de 0,9% em julho, embora tenha mantido o menor valor médio entre as regiões, de R$ 0,321 por tonelada/km.

Entre os tipos de carroceria monitorados, as caçambas tiveram comportamento diferente do mercado e foram as únicas a registrar alta mensal. O valor subiu 3,1% em julho. No acumulado de 2026 ante o mesmo período do ano anterior, essa categoria apresenta alta de 20,2%, seguida pelos graneleiros, com 15,1%.

Os preços também caíram para graneleiros, baús, sider e veículos de grade baixa na comparação com junho. Entre as principais carrocerias, os caminhões baú apresentaram o maior valor médio em julho, de R$ 0,655 por tonelada/km, seguidos pelos sider, com R$ 0,540, e pelos graneleiros, com R$ 0,345.

O levantamento também apontou aumento na disponibilidade de caminhões em relação à quantidade de cargas. A média nacional de motoristas disponíveis por carga passou de 3,71 em junho para 4,17 em julho. De acordo com a metodologia da Frete.com, índices acima de 2 indicam excesso de oferta de fretes.

A relação entre caminhões e cargas aumentou em todas as regiões no mês. O maior avanço ocorreu no Sul, de 20,9%, seguido pelo Nordeste, com 17,3%, Sudeste, com 11,4%, Centro-Oeste, com 5,6%, e Norte, com 0,6%.

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