da Agência iNFRA
A Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) apresentou um conjunto de propostas para o próximo governo para expandir o armazenamento por baterias, ampliar a geração solar no país para atender a novas cargas e universalizar a energia elétrica. O anúncio da agenda foi feito nesta terça-feira (25), durante a Intersolar South America, que acontece em São Paulo (SP).
Estruturada em três frentes, a agenda prevê a contratação de pelo menos 8 GW (gigawatts) de sistemas de armazenamento, a expansão de 18 GW em grandes usinas solares e a ampliação do acesso à energia limpa para 3 milhões de unidades consumidoras até 2030. O conjunto de propostas ainda traz pontos voltados à redução dos cortes de energia renovável e aumento da flexibilidade e confiabilidade do sistema elétrico.
Na frente de baterias, a Absolar defende a realização de leilões anuais de reserva de capacidade com neutralidade tecnológica, ou seja, um LRCAP geral em que as baterias também possam competir. A medida criaria, segundo a entidade, um mercado robusto para sistemas de armazenamento e dando maior previsibilidade aos investimentos no segmento.
Além disso, a associação propõe ampliar o uso de baterias associadas à fonte solar, tanto em sistemas de geração própria novos e existentes, quanto em grandes usinas fotovoltaicas. A ideia com isso seria reduzir o curtailment e aumentar a flexibilidade do sistema elétrico. A proposta da Absolar inclui, ainda, igualar a carga tributária das baterias com a de fontes renováveis. Atualmente, a tributação sobre sistemas de armazenamento pode chegar a 84,8%, mais que o dobro daquela incidente sobre fontes como eólica e solar.
Na frente de atração de investimentos e geração de empregos, a Absolar defendeu a criação de uma política para estimular a instalação de indústrias eletrointensivas de baixo carbono, data centers, projetos de hidrogênio verde e outras atividades intensivas em energia limpa. A entidade também aponta oportunidades relacionadas à eletrificação dos setores produtivos, à eletromobilidade e à exportação de eletricidade limpa para países vizinhos. Para viabilizar esse potencial, a proposta inclui o planejamento da transmissão. É dentro desta agenda que a associação prevê 18 GW em novas grandes usinas solares destinados a acompanhar o crescimento da demanda associado à instalação de novas cargas eletrointensivas, “sem a necessidade de novos subsídios”, destaca.
Já a terceira frente da proposta tem como foco a universalização do acesso à energia elétrica por meio da combinação entre geração solar e armazenamento. A ideia é levar sistemas solares associados a baterias para 3 milhões de unidades consumidoras, sendo 500 mil em sistemas isolados. A iniciativa seria acompanhada pela realização de leilões anuais para sistemas isolados, com participação mínima de 50% de fontes renováveis. A entidade também propõe a substituição de 100 mil geradores a diesel por sistemas solares com baterias, reduzindo o uso de combustíveis fósseis e os custos associados ao atendimento dessas localidades.





