da Agência iNFRA
As mudanças para a obtenção da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) gerou uma economia aos condutores de R$ 9,64 bilhões nos primeiros nove meses em que vigora o programa CNH do Brasil, de acordo com levantamento do Ministério dos Transportes apresentado nesta quinta-feira (10). Nesse período, foram emitidos mais de 2 milhões de documentos, um aumento de 17,1% e a inclusão de 292.639 motoristas no trânsito em relação ao mesmo período de 2025.
O curso teórico, agora gratuito, gerou um economia de R$ 2,94 bilhões. Foram contabilizados 4.386.463 de cursos realizados até agosto de 2026, ante 1.981.304 no mesmo período de 2025, crescimento de 121,4%, com 2.405.159 registros a mais.
A formação prática apresentou o maio impacto, com R$ 4,57 bilhões. As alterações aprovadas reduziram de 20 para duas horas a carga mínima de aulas práticas, permitindo a contratação de instrutores credenciados pelos Detrans (Departamentos Estaduais de Trânsito). De acordo com o Ministério dos Transportes, a medida elevou os cursos realizados, que saltou 34,7%, de 3,1 milhões para 4,18 milhões.
Outros etapas impactadas foram os exames médico e psicológico, com economia de R$ 414,6 milhões, e a renovação automática para bons condutores, com R$ 1,44 bilhão, além dos deslocamentos evitados, projetados em R$ 278,7 milhões.
A digitalização e a centralização do processo na plataforma oficial do governo federal registraram mais de 7,3 milhões de novos requerimentos de primeira habilitação, com redução total de 30% na demora de obtenção da CNH, segundo a pasta de Transportes.





