Ana Luísa Egues, da Agência iNFRA
A companhia britânica bp quer usar a expertise brasileira com reservatórios que apresentam altos níveis de dióxido de carbono (CO₂) associado para desenvolver o bloco Bumerangue, disse o vice-presidente executivo da área de Exploração e Produção da empresa, Gordon Birrell, em apresentação feita na ROG.e 2026, nesta segunda-feira (21), no Rio de Janeiro (RJ). O bloco está localizado no pré-sal da Bacia de Santos e a descoberta é considerada, pela bp, como a maior da empresa dos últimos 25 anos, com uma estimativa de 8 bilhões de barris de líquidos in place.
“O que aconteceu aqui nas últimas décadas é uma das grandes conquistas do setor de E&P. A formação do pré-sal já foi considerada um dos maiores desafios da indústria. Hoje, é um caso de sucesso, como resultado dos esforços do setor para desenvolver a tecnologia, a expertise e as parcerias necessárias para a exploração com segurança e eficiência. É essa combinação que buscamos implementar em Bumerangue. A tecnologia sísmica avançada ajudará nossas equipes a avaliar onde perfurar o próximo poço, utilizando a expertise brasileira para lidar com campos com altos níveis de CO₂”, disse o executivo.
O primeiro poço de Bumerangue foi perfurado em maio de 2025. Segundo Gordon, ainda há muito trabalho a ser feito. “A descoberta está em estágio inicial. Acompanhamos os dados e tomaremos decisões criteriosas à medida que o trabalho avança, mas até agora estamos entusiasmados com o que vimos. A experiência da bp demonstra que o Brasil, graças à tecnologia focada em segurança e às parcerias necessárias, tem a capacidade de concretizar esse objetivo”, afirmou Birrell.
Por fim, o executivo afirmou que a bp planeja estabelecer um polo de produção “substancial” no Brasil. “Parte da nossa ambição é nos tornarmos um dos principais parceiros energéticos do país, e o Brasil se alinha perfeitamente com o que buscamos: recursos de longa vida útil, desenvolvimento competitivo em águas profundas e parcerias sólidas. Com seus recursos de classe mundial, acesso a mercados globais e condições para atrair investimentos de longo prazo, o Brasil possui as qualidades que esta nova era do setor de exploração e produção exige”, finalizou.






