22/09/2026 | 15h21  •  Atualização: 22/09/2026 | 16h41

ExxonMobil: ‘Margem Equatorial é novo capítulo para exploração brasileira’

Foto: Domínio público

Ana Luísa Egues, da Agência iNFRA

A Margem Equatorial representa um novo capítulo para a indústria de exploração brasileira, e a ExxonMobil quer fazer parte disso, disse o vice-presidente sênior de Águas Profundas da companhia, Hunter Farris, nesta terça-feira (22). Segundo o executivo, a região é excelente e existem muitas áreas que ainda não foram exploradas. Atualmente, a ExxonMobil opera cinco blocos na Margem Equatorial, todos localizados na Bacia da Foz do Amazonas.

“Houve um sucesso extraordinário [na exploração] do outro lado do Oceano Atlântico. Existem muitas áreas, em ambos os lados, que ainda não foram exploradas. Seria uma pena se não continuássemos a explorar, a expandir esses limites e a descobrir o que vem a seguir. O Brasil vai entrar em um novo capítulo, e queremos fazer parte disso, queremos contribuir com algo único para essa equação. É esse o grande motivo de estarmos aqui, é de ser parceiro no Brasil”, explicou Farris durante participação na ROG.e 2026, no Rio de Janeiro.

Os cinco blocos – chamados FZA-M-477, FZA-M-547, FZA-M-549, FZA-M-619 e FZA-M-621 – são operados pela ExxonMobil, que detém 50% de participação, em parceria com a Petrobras, que possui a parcela restante. Até o momento, não há nenhum poço perfurado nessas áreas.

Hunter também comentou sobre a experiência na Guiana, onde a empresa opera os blocos Stabroek e Canje, no offshore do país. Com mais de 30 descobertas realizadas desde maio de 2015, a expectativa da ExxonMobil é de chegar a uma produção de 1 milhão de bpd (barris por dia) até o fim deste ano. “Os projetos terem velocidade é algo muito importante, e tivemos isso na Guiana. Perfurar, fazer a descoberta, organizar não somente sua empresa mas também os parceiros, contratar a cadeia de suprimentos… Tudo isso precisa entrar em ação para que os projetos se concretizem”, afirmou o executivo.

Em outro painel, o vice-presidente de execução de Projetos de Águas Profundas da ExxonMobil, Terry Boles, disse que grande parte dos equipamentos hoje utilizados na Guiana foram importados do Brasil. “Ao entrarmos na Guiana, a maior parte da nossa cadeia de suprimentos era, praticamente, inexistente. Obtivemos tubos, ANMs (Árvores de Natal Molhada) e outros equipamentos no Brasil”, informou Boles.

Tags:

Solicite sua demonstração do produto Boletins e Alertas

Solicite sua demonstração do produto Fornecimento de Conteúdo

Solicite sua demonstração do produto Publicidade e Branded Content

Solicite sua demonstração do produto Realização e Cobertura de Eventos

Inscreva-se no Boletim Semanal Gratuito

e receba as informações mais importantes sobre infraestrutura no Brasil

Cancele a qualquer momento!