da Agência iNFRA
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o Governo do Estado do Rio de Janeiro assinaram, na última sexta-feira, um memorando de entendimentos com base no ENMU (Estudo Nacional de Mobilidade Urbana) para coordenar a estruturação de projetos de mobilidade urbana na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Entre os projetos está a expansão do sistema metroferroviário das linhas 2, 3 e 4.
O memorando informa que o BNDES ficará responsável pela estruturação da expansão das linhas e que, para cada uma, serão desenvolvidos estudos previstos no âmbito do Novo PAC (Novo Programa de Aceleração do Crescimento). Para a Linha 2, está prevista a extensão entre Estácio e Praça XV, além da possibilidade de prolongamento da Pavuna até a Baixada Fluminense. A Linha 3 será implantada entre Praça XV, Niterói e Guaxindiba, em São Gonçalo, com possibilidade de extensão futura até Itaboraí. Já a Linha 4 será estendida do Jardim Oceânico até o Recreio dos Bandeirantes, passando pelo Alvorada.
Na implantação da Linha 3, o BNDES fará parceria com a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), aproveitando estudos da Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia), que já incluem diagnóstico técnico-operacional e urbanístico. O documento também prevê medidas de governança metropolitana e integração tarifária, com participação do IRM (Instituto Rio Metrópole).
“Os projetos incluídos neste memorando de entendimentos são projetos que o BNDES já vem estudando. Eles estão incluídos no ENMU. E agora nós vamos começar a desenvolver as fases iniciais desses projetos”, afirma, em nota, o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa.
De acordo com o BNDES, o ENMU mapeia projetos e propõe políticas para estabelecer as bases da transformação do transporte público coletivo em 21 regiões metropolitanas do Brasil. O levantamento reúne 187 projetos de mobilidade urbana, que somam mais de 3 mil quilômetros de metrôs, BRTs, trens e VLTs.





