da Agência iNFRA
A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou que 154 projetos de eficiência energética foram iniciados entre julho e setembro de 2026, com investimentos previstos de R$ 595,82 milhões. As iniciativas têm potencial para economizar 259,97 mil MWh por ano e reduzir em 44,25 mil kW a demanda no horário de ponta. Os dados constam da terceira edição de 2026 do Boletim Trimestral do PEE (Programa de Eficiência Energética), divulgada pela Superintendência de Inovação e Transição Energética da agência.
A Copel liderou o número de projetos iniciados, com 31 iniciativas e R$ 20,71 milhões em investimentos previstos, seguida pela Energisa Mato Grosso do Sul, com 17 projetos, e pela Enel São Paulo e Energisa Sergipe, com 11 cada. Por segmento, o poder público concentrou o maior volume de investimentos previstos, de R$ 248,63 milhões, seguido pelos projetos voltados à população de baixa renda, com R$ 177,54 milhões.
No mesmo período, foram concluídos 70 projetos, com investimentos realizados de R$ 103,69 milhões. As iniciativas resultaram em economia anual estimada de 57,05 mil MWh e redução de 13,02 mil kW na demanda de ponta. A CPFL Paulista liderou o número de projetos finalizados, com 20 iniciativas. Os projetos voltados à baixa renda representaram a maior parcela dos investimentos concluídos, com R$ 28,09 milhões, seguidos pelos destinados ao poder público, com R$ 25,41 milhões.
O boletim também apresenta os resultados de 169 projetos avaliados pela ANEEL, que somaram R$ 294,51 milhões em valores aprovados, com economia anual de energia de 160,19 mil MWh e redução de 33,22 mil kW na demanda de ponta. Entre os projetos avaliados, o segmento residencial concentrou a maior participação dos valores aprovados, de 21,51%, seguido pelo de baixa renda, com 20,98%.
Entre os destaques estão o projeto Luz Solidária, da Equatorial Goiás, que beneficiou cerca de 14,7 mil consumidores em 151 municípios, e uma iniciativa de eficiência energética da Neoenergia Coelba na unidade industrial da Kordsa do Brasil, em Camaçari (BA). O primeiro registrou economia anual de 12,39 mil MWh, enquanto o segundo alcançou 7,17 mil MWh por ano.





