da Agência iNFRA
A EPE (Empresa de Pesquisa Energética) desenvolveu metodologia para orientar a seleção de áreas marítimas que poderão ser ofertadas para empreendimentos de geração eólica offshore. O documento considera aspectos técnicos, ambientais, sociais e econômicos para subsidiar a definição dessas áreas.
A metodologia foi elaborada para subsidiar tecnicamente o poder concedente na seleção das áreas destinadas a esses projetos. O trabalho está relacionado à lei 15.097/2025, que estabelece regras para o aproveitamento do potencial energético offshore no Brasil.
A versão final da metodologia, publicada em julho de 2026, incorporou contribuições recebidas durante a consulta pública 191/2025, promovida pelo MME (Ministério de Minas e Energia). O processo reuniu cerca de 400 contribuições de 41 instituições, que ajudaram a aperfeiçoar o documento.
Segundo a EPE, a seleção de áreas para a geração eólica offshore exige uma análise integrada das condições naturais, da infraestrutura, dos aspectos ambientais e dos diferentes usos do espaço marítimo. A metodologia reúne critérios para orientar essa avaliação desde as etapas iniciais, contribuindo para a identificação prévia de possíveis desafios, a transparência do processo de seleção e a previsibilidade para os agentes envolvidos.
Publicado em agosto de 2026, um estudo complementar da EPE identificou 20 regiões com características semelhantes de vento e três áreas de destaque ao longo da costa brasileira, com base nas velocidades médias observadas.
De acordo com o levantamento, a identificação das 20 regiões foi feita a partir da comparação de bases de dados públicas, como ERA5, MERRA-2 e Global Wind Atlas. A EPE analisou séries temporais e aplicou técnicas de agrupamento para identificar padrões diários e sazonais semelhantes ao longo da costa brasileira.
A EPE ressalta que o mapeamento do potencial eólico não significa que as áreas identificadas estejam liberadas para a instalação de parques. A viabilidade dos empreendimentos depende de estudos específicos, avaliação da infraestrutura disponível, licenciamento ambiental, obtenção de autorizações e condições econômicas.
O planejamento da geração eólica offshore também precisa considerar a coexistência com atividades como pesca, navegação e turismo, além da conservação ambiental. A expansão da fonte depende ainda de infraestrutura de transmissão, desenvolvimento da cadeia de fornecedores, formação de profissionais e regulamentação.





